
Casa da noite 03 - Escolhida


                               Chosen




House of Night - 03 - Chosen
Por P.C. Cast e Kristin Cast
Esse  para todos que nos mandaram email querendo
mais e mais de Zoey e sua gangue. Ns ouvimos vocs!
     UM

      "Yep, eu tenho um aniversrio horrvel," eu disse a minha gata, Nala. (Ok, na
verdade ela no  minha gata e sim sou a pessoa dela. Voc sabe como  com gatos: Eles
no tem donos, eles tem empregados. Um gato que eu ignoro.)
      De qualquer jeito, eu continuo falando com a gata como se ela estivesse pendurada
em cada palavra minha, o que to no  o caso. "J faz 17 anos de um aniversrio
chato do dia 24 de dezembro. Eu estou completamente acostumada. No tem nada
demais." Eu sabia que estava dizendo as palavras s pra me convencer. Nala "mee-uf-
owed" para mim em sua voz mal humorada de uma mulher velha e ento sentou para
sentar suas partes privadas, claramente entendendo que eu estava cheia.
      "Aqui  o negocio," eu continuei quando terminei de passar um pouco de delineador
nos meus olhos. (e eu digo um pouco passar-delineador-at-parecer-um-guaxinin
definitivamente no  para mim. Na verdade, no  pra ningum.) "Eu vou ganhar vrios
presentes de bom grado que no so presentes de aniversario de verdade - so coisas
com temas de Natal porque as pessoas tentam esmagar meu aniversario com o natal, e
isso no funciona." Eu encontrei os olhos verdes no espelho. "Mas vamos fingir e fingir
que est tudo bem com os presentes nerds porque as pessoas no entendem que elas
no podem juntar um aniversario com natal. Pelo menos no com sucesso."
      Nala espirrou.
      "Exatamente como me sinto, mas seremos boazinhas porque  pior dizer alguma
coisa. Ento ganho presentes horrveis e todo mundo fica chateado e as coisas ficam
estranhas." Nala no parecia convencida, ento foquei minha ateno no meu reflexo. Por
um segundo eu pensei ter exagerado no delineador, mas eu olhei mais perto e percebi
que estava fazendo meus olhos ficarem to grandes e escuros no era do meu delineador.
Embora j fizesse dois meses desde que eu fui Marcada e virei uma vampira, a tatuagem
em forma de lua crescente entre meus olhos e elaborados e os fios de tatuagens
entrelaadas que emolduravam meu rosto ainda tinham a habilidade de me surpreender.
Eu tracejei uma das linhas espirais com meu dedo. Ento quase inconsciente eu abaixei o
a j baixa gola do meu suter para baixo e expus meu ombro esquerdo. Com uma virada
da minha cabea eu joguei para trs meu cabelo escuro para que o raro padro de
tatuagens que comeava na base do meu pescoo e se espalhavam por meus ombros at
o lado da minha espinha at a parte baixa das minhas costas. Como sempre, a viso de
minhas tatuagens me dava um choque eltrico que me deixava em parte excitada e em
parte com medo.
      "Voc no  como todo mundo," eu sussurrei para meu reflexo. Ento limpei minha
garganta em uma voz muito faceira. "E est tudo bem no ser como todo mundo." Eu
virei os olhos para mim mesma. "Tanto faz." Eu olhei por cima da minha cabea, meio
surpresa por no ser visvel. Quero dizer, eu definitivamente podia sentir a enorme nuvem
negra que me seguia desde o ltimo ms. "Diabos, estou surpresa por no estar chovendo
aqui. E isso no seria timo para o meu cabelo?" Eu sarcasticamente disse para o meu
reflexo. Ento suspirei e peguei um envelope que estava na minha mesa, A FAMLIA
HEFFER estava escrito com linhas douradas contra o brilhante endereo de resposta. "Em
falar em depressivo..." eu murmurei.
      Nala espirrou de novo.
      "Voc est certa.  melhor acabar com isso." Eu relutantemente abri meu envelope e
puxei o carto. "Ah, diabos.  pior do que eu pensei." Havia uma enorme cruz de madeira
na frente do carto. No meio da cruz (com um prego ensangentado) tinha um velho
papel. Escrito (em sangue,  claro) estavam as palavras: Ele  a razo para a temporada.
Dentro do carto estava escrito (com letras vermelhas,  claro): FELIZ NATAL. Abaixo
disso, com a letra da minha me, dizia: Eu espero que voc lembre da sua famlia durante
essa poca abenoada do ano. Feliz Aniversrio, Com amor, Mame e Papai.
      "Isso  to tpico," eu disse a Nala. Meu estomago doeu. "E ele no  meu pai." Eu
rasguei o carto em dois e o joguei no lixo, e ento levantei olhando para os pedaos. "Se
meus pais no vo me ignorar, eles esto me insultando. Eu prefiro ser ignorada."
      A batida na minha porta me fez pular.
      "Zoey, todos querem saber onde voc est." A voz de Damien passou facilmente
pela porta.
      "Espera - estou quase pronta," eu gritei, me balancei mentalmente, e olhei mais uma
vez meu reflexo, decidindo, com uma ponta defensiva, deixar meu ombro nu. "Minhas
Marcas no so como as de todo mundo.  melhor dar as pessoas algo para olhar
enquanto conversam." Eu murmurei.
      Ento suspirei. Eu normalmente no sou to mal humorada. Mas meu pssimo
aniversrio, meus pssimos pais...
      No. Eu no podia continuar mentindo para mim mesma.
      "Queria que Stevie Rae estivesse aqui," eu sussurrei.
      E era isso, o que tinha feito eu me afastar dos meus amigos (incluindo meus
namorados - os dois) durante o ms e personificando uma grande, carregada, e nojenta
nuvem de chuva. Eu sentia falta da minha melhor amiga e ex colega de quarto, que todos
tinham visto morrer um ms atrs, mas quem eu sabia que tinha virado uma criatura
morta viva da noite. No importa o quo melodramtica e um pssimo filme isso soa. A
verdade era que agora, Stevie Rae deveria estar l embaixo se ocupando com os detalhes
bobos do meu aniversario chato, e agora ela estava andando em algum lugar nos velhos
tneis de baixo de Tulsa, conspirando com suas criaturas amigas nojentas que eram
realmente maldosos, assim como definitivamente fedidas.
      "Uh, Z? Voc est bem a?" A voz de Damien chamou de novo, interrompendo minha
tagarelice mental. Eu levantei Nala que reclamava, virando as costas para o terrvel carto
de natal-aniversrio dos meus pais, e corri para a porta, quase atropelando Damien que
parecia preocupado.
      "Desculpe... desculpe..." eu murmurei. Ele parou do meu lado, dando pequenos e
rpidos olhares de lado.
      "Eu nunca conheci ningum antes que no fica excitado com seu aniversrio,"
Damien disse.
      Eu soltei Nala e dei nos ombros, tentando sorrir. "S esto praticando para quando
estiver velha - tipo com 30 - e precisar mentir sobre minha idade."
      Damien parou e virou seu rosto para mim. "Okayyyyy." Ele arrastou a palavra.
"Todos sabemos que vampiros de 30 anos ainda parecem ter 20 e definitivamente so
quentes. Na verdade vampiros de 130 anos ainda parecem ter 20 e so definitivamente
bonitos. Ento mentir sobre sua idade no  um problema. O que est acontecendo com
voc?"
      Enquanto hesitei, tentando descobrir o que podia ou no dizer para Damien, ele
levantou uma sobrancelha, e a voz de professor dele disse, "Voc sabe o quo sensveis
minha gente so para emoes, ento  melhor voc desistir e me contar a verdade."
      Eu suspirei de novo. "Vocs gays so incrivelmente intuitivos."
      "Somos ns: homos - poucos, orgulhosos, e super sensveis."
      "Homo no  um termo pejorativo?"
      "No se for usado por um homo. Mas voc est enrolando e isso no est
funcionando para voc." Ele ps as mos nos quadris e bateu o p.
      Eu sorri para ele, mas sabia que a expresso no chegou nos meus olhos. Com uma
intensidade que me surpreendeu, de repente, eu desesperadamente queria contar a
verdade ao Damien.
      "Eu sinto falta de Stevie Rae," eu disse antes de poder me parar.
      Ele no hesitou. "Eu sei." Os olhos dele pareciam suspeitosamente midos.
      E foi isso. Como se uma represa tivesse se quebrado dentro de mim as palavras
comearam a sair. "Ela deveria estar aqui! Ela estaria correndo como uma mulher louca
colocando decoraes de aniversario e provavelmente assando um bolo sozinha."
      "Um bolo realmente horrvel," Damien disse com um pequeno fungo.
      "Yeah, mas uma das receitas favoritas de sua me," eu dei o meu melhor sotaque
Okie exagerado enquanto imitava a voz country de Stevie Rae, o que me fez sorrir pelas
lagrimas, e eu pensei o quo estranho era agora que eu estava deixando Damien ver o
quo magoada eu me sentia - e enquanto me sentia desse jeito - meu sorriso chegou nos
meus olhos.
      "E as Gmeas e eu ficaramos fulas porque ela teria insistido que todos usssemos
aqueles chapus de aniversrios pontudos com um elstico que pinica seu queixo." Ele
tremeu em um horror no to fingido. "Deus, eles so to feios."
      Eu ri e senti um pouco do aperto no meu peito se soltar. "Tem algo sobre Stevie Rae
que me faz sentir bem." Eu no percebi que usei o verbo no presente at que o sorriso de
Damien vacilou.
      "Yeah, ela era tima," ele disse, com uma nfase extra na palavra era enquanto
olhava para mim como se estivesse preocupado com minha sanidade. Se ele apenas
soubesse toda a verdade. Se eu pudesse contar a ele. Mas eu no podia. Se eu contasse,
isso iria levar Stevie Rae ou eu, ou ns duas, a morte. Pra sempre dessa vez.
      Ento, ao invs disso, eu agarrei o brao do meu amigo obviamente preocupado e
comecei a puxar ele em direo as escadas que levariam at a sala do dormitrio das
garotas e meus amigos que esperavam (e seus presentes nerds).
      "Vamos. Estou sentindo a necessidade de abrir presentes," eu menti
entusiasticamente.
      "Ohmeudeus! No posso esperar para voc abrir o meu!" Damien disse. "Eu procurei
por ele toda a vida!"
      Eu sorri e acenei apropriadamente enquanto Damien falava sobre sua Busca ao
Presente Perfeito. Normalmente ele no  to gay. No que o fabuloso Damien Maslin no
seja gay. Ele totalmente . Mas ele tambm  alto, com cabelo marrom, grandes olhos
que o fazem parecer um excelente material para namorado (o que ele  - se voc  um
cara). Ele no  um gay, mas faa o garoto falar sobre compras e ele definitivamente
mostra algumas tendncias femininas. No que eu no goste disso sobre ele. Eu acho que
ele parece fofo quando ele fala da importncia de comprar bons sapatos, e agora a
tagarelice dele era suave. Estava me ajudando a me aprontar para os pssimos presente
que (infelizmente) esperavam por mim.
      Pena que no podia me ajudar a enfrentar o que realmente estava me incomodando.
      Ainda falando sobre sua Busca de Compras, Damien me guiou at a sala do
dormitrio. Eu acenei para vrias ondas de garotas empoleiras perto das TVs enquanto
amos at o pequeno aposento que servia como laboratrio de computador e biblioteca.
Damien abriu a porta e meus amigos comearam um coro totalmente desafinado de
"Parabns pra voc." Eu ouvi Nala assoviar e dando um olhar de lado eu a vi se afastar da
porta e sair trotando pelo corredor. Covarde, eu pensei, embora eu desejasse poder
escapar com ela.
      A msica acabou (graas a Deus), minha turma me cercou.
      "Feliz-feliz" falaram as Gmeas juntas. Ok - elas no so geneticamente gmeas.
Erin Bates  uma garota bem branca de Tulsa e Shaunee Cole a uma adorvel garota cor
de caramelo descendente de Jamaica que cresceu em Connecticut, mas as duas so to
bizarramente parecidas que o tom de pele e regio no faz diferena nenhuma. Elas so
gmeas de aulas, o que  muito mais perto do que biologicamente.
      "Feliz Aniversrio, Z," disse uma profunda e sexy voz que eu conhecia muito, muito
bem. Eu sai do sanduche de gmeas e andei at os braos do meu namorado, Erik. Bem,
tecnicamente, Erik era um dos meus dois namorados, mas o outro Heath, era um
adolescente humano que eu namorei antes de ser Marcada e eu no deveria estar saindo
com ele agora, mas eu meio que acidentalmente suguei o sangue dele e agora tnhamos
Imprint ento ele era meu namorado como conseqncia. Sim, era confuso. Sim, faz Erik
ficar brabo. Sim, eu esperava que ele me largasse a qualquer dia por causa disso.
      "Obrigado," eu murmurei olhando para ele e ficando presa de novo nos seus incrveis
olhos. Erik era alto e bonito, com um cabelo escuro parecido com o de Superman e olhos
incrivelmente azuis. Eu relaxei nos braos deles, algo que eu no tinha me permitido
durante o ltimo ms, e temporariamente me deliciei com seu cheiro delicioso e com
senso de segurana que eu sentia quando estava perto dele. Ele encontrou meu olhar e,
como nos filmes, por um segundo tudo sumiu e era apenas ns dois. Quando eu no sai
dos braos dele o sorriso dele era devagar e um pouco surpreso, o que fez meu corao
doer. Eu estava fazendo ele passar por muita coisa ultimamente - e ele nem entendia
porque. Impulsivamente, eu me ergui na ponta dos ps e o beijei, para a alegria geral dos
meus amigos.
      "Hey, Erik, porque voc no espalha um pouco desse acar de aniversrio ao
redor?" Shaunee balanou as sobrancelhas para meu sorridente namorado.
      "Yeah, doce coisa," Erin disse, em uma tpica imitao gmea da sobrancelha
balanada de Shaunee. "Que tal um beijo por aqui."
      Eu virei os olhos para as Gmeas. "Uh, no  o aniversrio dele. Voc s pode beijar
o aniversariante."
      "Droga," Shaunee disse. "Eu te adoro, Z, mas no quero te beijar."
      "Apenas, por favor, com beijo de pessoas do mesmo sexo," Erin disse, ento ela riu
para Damien (que estava olhando adoravelmente para Erik). "Eu deixo isso para Damien."
      "Huh?" Damien disse, claramente prestando mais ateno na beleza de Erik do que
nas Gmeas.
      "De novo, ns dizemos -" Shaunee comeou.
      "Time errado!" e Erin terminou.
      Erik de uma risada natural, deu um soco do brao de Damien bem masculino, e
disse, "Hey, se eu decidir algum dia mudar de time, voc ser o primeiro a saber." (Outra
razo do porque eu o adoro. Ele  super legal e popular, mas ele aceita as pessoas por
quem so e nunca fica com uma atitude pra cima delas.)
      "Uh, eu espero ser a primeira a saber se voc mudar de time," eu disse.
      Erik riu e me abraou, sussurrando, "No  algo que voc deve se preocupar," no
meu ouvido.
      Enquanto eu seriamente considerava dar outro beijo em Erik, um mini furaco na
forma do namorado de Damien, Jack Twist, entrou no aposento.
      "Yea! Ela no abriu os presentes ainda. Feliz aniversrio, Zoey!" Jack jogou os braos
ao nosso redor (sim, Damien e eu) e nos deu um forte abrao.
      "Eu disse que voc precisava se apressar," Damien disse, enquanto nos afastvamos.
      "Eu sei, mas eu tinha que me certificar de que ficasse bem embrulhado," Jack disse.
      Com um embrulho que s um homem gay pode fazer, ele pegou na sua bolsa
masculina uma caixa enrolada em uma folhal vermelho com uma brilhante tigela verde
que era to grande que praticamente engolia o pacote. "Eu mesmo fiz a tigela."
      "Jack  muito bom com artesanato," Erik disse. "Ele s no  bom em limpar a
sujeira."
      "Desculpe," Jack disse suavemente. "Eu prometo limpar tudo depois da festa."
      Erik e Jack eram colegas de quarto, provando o quanto Erik era legal. Ele  um
quintanista (em lngua normal ele est no segundo ano) e ele tambm  o cara facilmente
mais popular da escola. Jack  um terceiranista (um calouro), o garoto novo, fofo, mas
meio nerd, e definitivamente gay. Erik podia ter feito um escndalo por ficado como
colega de um bicha e podia ter deixado de ser seu colega de quarto, e fazer da vida de
Jack um inferno na House of Night. Ao invs disso ele o colou embaixo da asa e o trata
como um irmozinho, um tratamento estendido a Damien, que estava oficialmente saindo
com Jack a duas semanas e meia, hoje. (Todos sabemos disso porque Damien 
ridiculamente romntico e ele celebra o aniversrio de duas semanas e meia assim como
celebra os semanais. Sim, faz o resto de ns rir. De um bom jeito.)
      "Ol! Em falar de presente!" Shaunee disse.
      "Yeah, traga a caixa com a tigela aqui para a mesa de presentes e deixe Zoey a
abrir," Erin disse.
      Eu ouvi Jack sussurrar para Damien, "caixa com tigela?" e peguei o olhar de ajuda de
Damien, enquanto ele assegurava Jack, "No, est perfeito!"
      "Eu vou levar para a mesa e abrir primeiro." Eu tirei o pacote dele, me apressando
at a mesa, e comecei a tirar a tigela verde brilhante da folha vermelha dizendo, "Eu acho
que vou guardar essa tigela  to legal."
      Damien me deu uma piscada agradecida. Eu ouvi Erik e Shaunee relinchar e eu
consegui chutar um deles, o que calou os dois. Colocando a tigela de lado eu desenrolei e
abri a pequena caixa e tirei...
      Oh, jeesh.
      "Um globo de neve," eu disse, tentando soar feliz. "Com um boneco de neve dentro."
Ok, um globo com um boneco de neve no  um presente de aniversrio.  uma
decorao de natal. Uma pattica decorao de natal.
      "Yeah! Yeah! E oua isso ele toca musica!" Jack disse, praticamente pulando de
excitao quando pegou o globo de mim e apertou um boto na base para que "Frosty the
Snowmand" comeasse a tocar em notas dolorosas e baratas.
      "Obrigado, Jack.  muito bonito," eu menti.
      "Fico feliz que tenha gostado," Jack disse. " meio que um tema para o seu
aniversrio." Ento ele passou seus olhos em Erik e Damien. Os trs riram uns para os
outros como pequenos garotos travessos.
      Eu plantei um sorriso no meu rosto. "Oh, bem, timo. Ento  melhor abrir o
prximo presente."
      "O meu  o prximo!" Damien me entregou uma longa, e leve caixa.
      Com um sorriso no lugar, eu comecei a abrir a caixa, embora no pudesse deixar de
desejar que pudesse me transformar numa gata assoviar e sair correndo do aposento.
     DOIS

      "Oooh,  lindo!" eu passei minha mo em cima do dobrado material do cachecol.
Chocada por ter ganhado um presente legal.
      " cashmere," Damien disse feliz.
      Eu tirei da caixa, feliz por ser uma chique, cor de creme ao invs de presentes
vermelho e verde que eu normalmente ganhava. Ento eu congelei, percebendo que
fiquei animada cedo demais.
      "V o boneco de neve costurado nas pontas?" Damien disse. "No so adorveis?"
      "Yep, adorveis," eu disse. Claro - para o natal eles so adorveis. Para um presente
de aniversario, nem tanto.
      "Ok, ns somos as prximas," Shaunee disse, me entregando uma grande caixa
embrulhada num papel verde natal.
      "E no seguimos o tema do boneco de neve," Erin disse, franzindo para Damien.
      "Yeah, ningum nos contou," Shaunee tambm franziu para Damien.
      "Est tudo bem!" eu disse um pouco rpido e entusiasmada demais, e ento rasguei
o pacote. Dentro havia uma bota de couro preto que seriam incrivelmente chiques, e
legais, e fabulosas... se no fosse pelas rvores de Natal, completa com enfeites vermelho
e dourado, que estava colocada no lado de cada bota. Isso. S. Pode. Ser. Usado. No.
Natal. O que faz dela definitivamente um presente chato.
      "Oh, obrigado." Eu tentei me emocionar. "Ela  muito fofa."
      "Levou uma eternidade para encontrar," Erin disse.
      "Yeah, botas lisas no dariam para a Srta. Nasceu-dia-24," Shaunee disse.
      "No, de fato. Botas de couro preto lisas nunca servem," eu disse, sentindo vontade
de chorar.
      "Hey, ainda tem mais um presente."
      A voz de Erik me tirou do buraco negro da minha depresso de presentes de natal-
aniversrio. "Oh, algo mais?" e eu esperei que s eu tivesse escutado o tom que dizia,
"Oh, outro trgico no-presente presente?"
      "Yeah, mais outra coisa." Quase bobo, ele me entregou uma caixa bem pequena de
forma retangular. "Eu realmente espero que voc goste."
      Eu olhei para a casa antes de a pegar e quase deu um grito de surpresa feliz. Erik
estava segurando um presente embrulhado em prata e dourado com um adesivo de uma
joalheria no meio. (Eu juro que ouvi um coro de "Aleluia" crescendo em algum lugar no
fundo.)
      " da Moodys*"!" (*joalheria) Eu soava sem ar, mas no pude me impedir.
      "Eu espero que voc goste," Erik repetiu, erguendo a mo e oferecendo a pequena
caixa prata e dourada como um brilhante tesouro.
      Eu rasguei o adorvel pacote e expus uma caixa preta de veludo. Veludo. Eu juro.
Veludo de verdade. Eu mordi o lbio para me impedir de rir, segurei o flego, e a abri.
      A primeira coisa que eu vi foi uma corrente de platina. Sem fala devido a felicidade
meus olhos seguiram a corrente at as lindas perolas que estavam aninhadas no veludo.
Veludo! Platina! Perolas! Eu suguei o ar para poder comear meu
ohmeudeusobrigadoErikvocomelhornamoradodomundo quando percebi que as perolas
tinham uma forma estranha. Elas eram defeituosas? A fabulosa e exclusiva joalheria
Moody teria roubado meu namorado? E ento eu percebi o que estava vendo.
      As perolas tinham a forma de um boneco de neve.
      "Voc gostou?" Erik perguntou. "Quando eu vi, gritou Aniversrio da Zoey para mim,
e eu tive que comprar pra voc."
      "Yeah. Eu gostei. , uh, nico." Eu disse.
      "Foi Erik que criou o tema de boneco de neve!" Jack disse feliz.
      "Bem, no era realmente um tema," Erik disse, as bochechas ficando um pouco
rosas. "Eu s achei que seria diferente, e no como aqueles tipos coraes que todo
mundo ganha."
      "Yep, coraes e coisas assim seria um tpico presente de aniversrio. Quem iria
querer isso?" eu disse.
      "Me deixe colocar em voc." Erik disse.
      No tinha nada mais para fazer a no ser tirar meu cabelo do caminho e deixar Erik
se aproximar para pegar a delicada corrente ao redor do meu pescoo. Eu podia sentir o
boneco de neve pendurado de forma pesado e nojentamente festiva em meu pescoo.
      " fofo," Shaunee disse.
      "E bem caro," Erin disse. As duas Gmeas deram os mesmos acenos de aprovao.
      "Combina com meu cachecol perfeitamente," Damien disse.
      "E com meu globo de neve!" Jack acrescentou.
      " definitivamente um tema natalino de aniversrio," Erik disse, dando as Gmeas
um tmido olhar, que ele responderam com olhares de perdo.
      "Sim, sim,  certamente um tema de Natal," eu disse, colocando os dedos no boneco
de neve de perolas. Ento eu dei a todos um sorriso muito brilhante. "Obrigado, gente. Eu
realmente aprecio todo o tempo e esforo que levou para vocs acharem presentes to
especiais. Eu falo srio." E eu falei srio. Eu posso no gostar dos presentes, mas a
inteno por trs deles  totalmente diferente.
      Meus amigos absolutamente sem noo, todos se aproximaram e demos um
estranho abrao grupal que nos fez rir. Ento a porta abriu e a luz do corredor iluminou
um cabelo muito grande e loiro.
      "Aqui."
      Graas a Deus, meus reflexos transformando-em-vampiro eram muito bons, e eu
peguei a caixa que ela me jogou.
      "Correspondncia chegou para voc enquanto estava aqui com seus amigos nerd,"
ela disse.
      "V embora, Afrodite, sua bruxa," Shaunee disse.
      "Antes de jogarmos neve em voc e voc derreter," Erin acrescentou.
      "Tanto faz," Afrodite disse. Ela comeou a se afastar, mas parou e me deu um
grande e inocente sorriso antes de dizer, "Bonito colar de boneco de neve." Nossos olhos
se encontram e eu juro que ela piscou para mim antes de fazer seu cabelo esvoaar, com
sua risada flutuando no ar como uma neblina.
      "Ela  totalmente vaca," Damien disse.
      "Era de se imaginar que ela tivesse aprendido sua lio quando voc tomou as Filhas
Negras dela, e Neferet proclamar que a deusa retirou seus dons de Afrodite," Erik disse.
"Mas a garota nunca vai mudar."
      Eu olhei afiadamente para ele. Assim diz Erik Night, o ex-namorado dela. Eu no
precisei dizer as palavras em voz alta. Eu sabia pelo jeito de Erik dele olhar rapidamente
para longe de mim que era fcil ler isso em meus olhos.
      "No deixe ela estragar seu aniversario, Z," Shaunee disse.
      "Ignore a bruxa odiosa. Todo mundo ignora," Erin disse.
      Erin estava certa. Desde que o egosmo de Afrodite tinha feito ela ser publicamente
expulsa da liderana das Filhas Negras, o grupo mais prestigioso da escola, assim como da
posio de sacerdotisa em treinamento e lder das Filhas Negras tinha sido dada a mim,
ela perdeu sua posio de mais popular e poderosa caloura. Nossa Alta Sacerdotisa,
Neferet, que tambm  minha mentora, deixou claro que nossa deusa, Nyx, retirou seu
favor em relao a Afrodite. Basicamente, Afrodite era evitada onde antes ela era
colocada num pedestal de popularidade e adorao.
      Infelizmente, eu sabia que tinha mais na histria do que todo mundo acreditava.
Afrodite tinha usado vises, que claramente no tinham sido tiradas dela, para salvar
minha av assim como Heath, meu namorado humano. Claro, ela foi vaca e egosta
durante o salvamento, mas ainda sim. Heath e vov estavam vivos, e boa parte do credito
por isso ia para Afrodite.
      Alm do mais, recentemente eu descobri que Neferet, nossa Alta Sacerdotisa - minha
mentora, a vampira mais admirada da escola - no era o que ela fingia ser. Na verdade,
eu estava comeando a acreditar que Neferet era provavelmente era to maldosa quanto
poderosa.
      Escurido nem sempre equivale ao mal, assim como luz nem sempre trs o bem. As
palavras que Nyx disse para mim no dia que fui Marcada passaram por minha mente,
resumindo o problema com Neferet. Ela no era o que parecia ser.
      E eu no podia contar a ningum - ou pelo menos no para algum vivo (o que me
deixa com minha melhor amiga morta viva que eu no consegui falar durante o ms).
Graas a Deus, eu tambm no tinha falado com Neferet no ltimo ms. Ela foi embora
para um retiro na Europa e s iria voltar no Ano Novo. Eu achei que ia descobrir um plano
sobre como lidar com ela quando ela voltar. At agora meu plano consistia apenas nisso:
bolar um plano. O que no era fcil. Merda.
      "Hey, o que tem no pacote?" Jack disse, me tirando do meu pesadelo mental de
volta para minha festa de aniversario horrvel.
      Todos olhamos para o pacote marrom que eu ainda estava segurando.
      "Eu no sei," eu disse.
      "Eu aposto que  outro presente de aniversrio!" Jack gritou. "Abra!"
      "Oh, cara..." eu disse. Mas quando meus amigos me deram olhares confusos eu
fique muito ocupada abrindo a caixa. Dentro da caixa havia outra caixa, essa enrolada em
um lindo papel cor de lavanda.
      " outro presente de aniversrio!" Jack gritou.
      "Me pergunto de quem ?" Damien perguntou.
      Eu estava imaginando a mesma coisa, e pensando que o papel me lembrava da
vov, que vivia numa incrvel fazenda de lavanda. Mas porque ela me enviaria um
presente pelo correio quando eu ia encontrar ela mais tarde?
      Eu descobri uma suave caixa branca, que eu abri. Dentro havia outra, caixa branca
muito menos colocada por cima de vrios lenos de lavanda. A curiosidade me matando,
eu tirei a pequena caixa do ninho de lenos de lavanda. Vrios pedaos do papel
grudaram devido a eletricidade* (*igual quando voc esfrega uma caneta e os
papeizinhos se grudam nela) no fundo e dos lados da caixa livre, e os tirei antes de abrir.
Enquanto eles flutuaram para a mesa eu espiei dentro da caixa e suguei o ar em choque.
Na "cama" de algodo branco havia o mais lindo bracelete de prata que eu j vi. Eu o
peguei, fazendo barulhinhos devido ao brilhantes pingentinhos.
      Havia estrelas do mar e conchas e cavalos marinhos, e cada um deles eram
separados por adorveis pequenos coraes de prata.
      " absolutamente perfeito!" eu disse, balanando meu pulso. "Eu me pergunto quem
pode ter me mandado isso?" Rindo, eu virei meu pulso para cima e para baixo, deixando
as luzes que eram to suaves em nosso olhos sensveis de calouros tocar a prata polida e
faze um reflexo. "Deve ter sido vov, mas isso  estranho porque eu vou encontrar ela
daqui...,' e eu percebi que todos estavam em um silencio totalmente, absolutamente
desconfortvel.
      Eu olhei para o meu pulso e depois para meus amigos. Suas expresses passavam
por choque (Damien) a irritao (as Gmeas) para raiva (Erik).
      "O que?"
      "Aqui," Erik disse, me entregando um carto que deve ter cado fora da caixa junto
com os lenos.
      "Oh," eu disse, instantaneamente reconhecendo a letra. Oh, diabos! Era do Heath.
Mais conhecido como namorado numero 2. Enquanto eu li a curta nota eu senti meu rosto
ficar cada vez mais vermelho e eu sabia que estava numa cor totalmente nada atraente de
vermelho brilhante.

      Zo - FELIZ ANIVERSRIO! Eu sei o quanto voc odeia aqueles horrveis presentes
que tentam juntar o seu aniversrio com o natal, ento te mandei algo que eu sei que
voc vai gostar. Hey! No tem nada a ver com natal! Duh! Estou odiando essa estpida
Ilha e as frias chatas com meus pais e estou contado os dias at poder ficar com voc de
novo. Te vejo no dia 26! Eu te amo!

     Heath.

     "Oh," eu repeti como uma total retardada. ", uh, do Heath." Eu queria poder
desaparecer.
     "Por favor. Apenas, por favor. Porque voc no disse a algum que no gosta de
presentes de aniversrio que tem a ver com Natal?" Shaunee disse em seu jeito direto.
     "Yeah, tudo que voc tinha que fazer era dizer algo," Erin disse.
     "Uh," eu disse sucintamente.
     "Pensamos que o tema do boneco de neve era uma idia fofa, mas no  se voc
odeia coisas de natal," Damien disse.
     "Eu no odeio coisas de natal," eu consegui dizer.
     "Eu gosto de globos de neve," Jack disse suavemente, parecendo prestes a chorar.
"A parte da neve me faz feliz."
     "Parece que Heath sabe mais do que voc gosta do que ns." A voz de Erik era chata
e sem emoo, mas seus olhos eram negros e magoados, o que fez meu estomago se
apertar.
     "No, Erik, no  assim," eu disse rapidamente, dando um passo em direo a ele.
     Ele se afastou como se eu tivesse alguma terrvel doena que ele podia pegar, e de
repente eu fiquei fula. No era minha culpa Heath me conhecer desde a terceira srie e
ter descoberto o problema com presentes de natal-aniversrio anos atrs. Ok, sim, ele
sabia coisas sobre mim que o resto deles no sabia. No havia nada estranho nisso! O
cara estava na minha vida a 7 anos. Erik e Damien, as Gmeas e Jack estavam na minha
vida a dois meses - ou menos. Como isso  minha culpa?
     Propositalmente, eu olhei para o meu relgio de forma que todos pudessem ver. "Eu
deveria me encontrar com vov na Starbucks em 15 minutos.  melhor no me atrasar."
Eu andei at a porta, mas parei antes de sair da biblioteca. Eu virei e olhei para meus
amigos. "Eu no queria magoar ningum. Eu sinto muito se o bilhete de Heath fez vocs
se sentirem mal - mas isso no  minha culpa. E eu contei a algum que eu no gosto
quando as pessoas juntam meu aniversario com o natal - eu contei para Stevie Rae."
     TRS

       A Starbucks na Utica Square, o legal shopping ao ar livre que era logo na rua
debaixo da House of Night, estava muito mais cheia do que achei que estaria. Quero
dizer, era uma rara noite quente de inverno, mas tambm era 24 de dezembro, e quase 9
da noite.  de se imaginar que as pessoas estariam em casa se preparando para vises de
bombons e uma coisa qualquer, e no procurando por caf.
       No, eu disse a mim mesma firmemente, eu no vou estar de mal humor para falar
com vov. Eu mal a vejo, e no vou estragar o pouco tempo que temos juntas. Alm do
mais, vov sabia do fato de que presentes de aniversario natalinos so totalmente chatos.
Ela sempre me compra algo to nico e maravilhoso quanto ela.
       "Zoey! Estou aqui!
       Na parte mais distante da Starbucks na rea da calada eu podia ver os braos da
vov acenando para mim. Dessa vez no tive que plantar um sorriso falso. A onda de
felicidade de ver ela sempre me trazia um sorriso autentico e eu estava me esquivando na
multido para me apressar at ela.
       "Oh, Zoeybird! Eu senti sua falta, U-we-tsi-a-ge-ya!" A palavra Cherokee para palavra
se enrolou ao meu redor, junto com os braos quentes e familiares de vov, que tinham o
doce, e suave cheiro de lavanda e de casa. Eu me segurei nela, absorvendo amor,
segurana e aceitao.
       "Eu senti sua falta, vov."
       Ela me apertou mais uma vez e ento me afastou um pouco. "Me deixe olhar para
voc. Sim, eu posso perceber que tem 17 anos. Voc parece to mais madura, e eu acho
que um pouco mais alta do que quando voc tinha 16."
       Eu ri. "Oh, vov, voc sabe que eu no estou diferente."
       " claro que est. Idade sempre acrescenta beleza e fora para um certo tipo de
mulher - e voc  esse tipo."
       "E voc tambm, vov. Voc est tima!" Eu no estava s dizendo por dizer. Vov
tinha um zilho de anos - pelo menos uns 50 e poucos - mas ela parecia muito jovem para
mim. Ok, no muito jovem como uma mulher vampira que parece ter vinte e poucos
quando tem 50 e poucos (ou cento e cinqenta e poucos). Av era uma adorvel humana
jovem com seu grosso cabelo prateado e seus gentis olhos marrons.
       "Eu queria que voc no tivesse que cobrir suas adorveis tatuagens aqui." Os dedos
de vov descansaram brevemente na minha bochecha onde passei a concentrada
maquiagem que calouros tinham que usar sempre que sassem do campus da House of
Night. Sim, humanos sabiam que vampiros existem - vampiros adultos no se escondiam.
Mas as regras para calouros eram diferentes. Eu suponho que faa sentido - adolescentes
nem sempre lidam bem com conflitos - e os humanos tendem a ter conflitos com
vampiros.
       " assim que funciona. Regras so regras, vov," eu dei nos ombros.
       "Voc no cobriu as lindas Marcas no seu pescoo e ombros, cobriu?"
       "No,  por isso que estou usando essa jaqueta." Eu olhei ao redor para me certificar
de que ningum estava olhando para ns, ento afastei meu cabelo e abaixei o ombro da
minha jaqueta para que as linhas safiras do meu pescoo e ombros ficasse visvel.
       "Oh, Zoeybird,  mgico," vov disse suavemente, "estou to orgulhosa pela deusa
ter Escolhido voc como especial e tenha te Marcado de forma to nica."
       Ela me abraou de novo, e eu me segurei nela, incrivelmente feliz por ter ela em
minha vida. Ela me aceitava pelo que eu era. No importava para ela que eu estava
virando uma vampira. No importava para ela que eu j estava experimentando nsia por
sangue e que eu tinha o poder de manifestar os cinco elementos: ar, fogo, gua, terra, e
esprito. Para vov, eu era sua verdadeira u-we-tsi-a-ge-ya, a filha do seu corao, e todo
o resto que vinha comigo era s coisas secundarias. Era estranho e maravilhoso que ela e
eu pudssemos ser to intimas e to parecidas quando sua filha verdadeira, minha me,
era to completamente diferente.
      "A est voc. O transito estava horrvel. Eu odeio deixar Broken Arrow e lutar pra
chegar a Tulsa durante o movimento do feriado."
      Como se meus pensamentos de alguma forma tragicamente a tivessem conjurado, a
voz da minha me jogou gua fria na minha felicidade. Vov e eu nos soltamos para ver
minha me parada perto da nossa mesa, segurando uma caixa retangular de padaria e um
presente embrulhado.
      "Mame?"
      "Linda?"
      Vov e eu falamos juntas. No foi surpresa vov parecer to chocada quanto eu pelo
aparecimento repentino da minha me. Vov nunca teria convidado minha me sem me
dizer. Ns duas tnhamos a mesma imagem da minha me. Ela nos fazia triste. E ns
desejvamos que ela mudasse. Mas sabamos que ela provavelmente no mudaria.
      "No fiquem to surpresas. Como se eu no fosse aparecer para a celebrao do
aniversario da minha prpria filha?"
      "Mas, Linda, quando falei com voc semana passada voc disse que ia mandar o
presente de aniversario de Zoey pelo correio." Vov disse, parecendo to incomodada
quanto eu me sentia.
      "Isso foi antes de voc dizer que ia encontrar ela aqui." Minha me disse a vov,
ento ela franziu para mim. "No  como se Zoey tivesse me convidado, mas estou
acostumada a ter uma filha que no me considera."
      "Me, voc no fala comigo a um ms. Como eu poderia convidar voc pra qualquer
lugar?" Eu tentei manter meu tom neutro. Eu realmente no queria que a visita de vov
deteriorasse em uma enorme cena dramtica, mas minha me no tinha dito 10 frases e
j estava me irritando. A no ser pelo estpido carto de natal-aniversrio que ela me
mandou, a nica comunicao que eu tive com minha me foi quando ela e seu horrvel
marido, o padrasto-perdedor, tinham vindo para a visitao dos pais na House of Night
um ms atrs. E foi um pesadelo. O padrasto-perdedor, que era um ancio da Igreja das
Pessoas da F, foi como sempre um mente pequena, julgador, teimoso e tinha terminado
basicamente sendo expulso e avisado para nunca mais voltar. Como sempre, minha me
tinha ido junto com ele como uma boa esposa submissa.
      "Voc recebeu meu carto?" O tom amargo da minha me comeou a afetar meu
olhar firme.
      "Sim, me. Recebi."
      "V, eu estive pensando em voc."
      "Ok, me."
      "Sabe, voc poderia ligar para sua me de vez enquando," ela disse um pouco
chorosa.
      Eu suspirei. "Desculpe, me. A escola tem estado uma loucura com as provas de fim
de semestre tudo mais."
      "Espero que voc esteja tirando boas notas naquela escola."
      "Estou, me." Ela me fez sentir triste e sozinha e com raiva ao mesmo tempo.
      "Bem, timo." Minha me limpou suas lagrimas e comeou a mexer no pacote que
ela trouxe. Com uma voz obviamente forada de alegria ela disse, "Anda, vamos sentar.
Zoey, voc entra na Starbucks e pega algo pra gente beber em um minuto.  uma boa
coisa sua av ter me convidado. Como sempre, mais ningum pensou em trazer um bolo."
      Ns sentamos e minha me lutou com a fita adesiva na caixa da padaria. Enquanto
ela estava ocupada, vov e eu dividimos um olhar de completo entendimento. Eu sabia
que ela no tinha convidado minha me, e ela sabia que eu absolutamente odiava bolo de
aniversario. Especialmente do tipo barato e super aucarado que minha me sempre
pedia.
      Com uma horrvel fascinao geralmente reservada para olhar para acidentes de
carro eu vi mame abrir a caixa da padaria e revelar um pequeno bolo quadrado com
apenas uma camada. O genrico Feliz Aniversrio estava escrito em vermelho, que
combinava com os copos-de-leite em cada canto. Acar cristalizado cobria o negocio
todo.
      "No parece bom? Bonito e natalino," mame disse enquanto tentava tirar o adesivo
de metade do preo da caixa. Ento ela congelou e olhou para mim com olhos bem
abertos. "Mas voc no celebra mais natal, celebra?"
      Vov explicou antes que eu. "Linda, Yule era celebrado muito antes do natal.
Pessoas antigas decoravam rvores de natal," ela disse a palavra com uma intonao
levemente sarcstica, "a centenas de anos. Foram os cristo que adaptaram suas
tradies dos Pagos, no ao contrario. Na verdade, a Igreja escolheu o dia 25 de
dezembro para a data do nascimento de Jesus para que coincidisse com a data de Yule.
Se voc lembrar, o tempo todo que voc estava crescendo passvamos manteiga de
amendoim, pendurvamos maas e pipoca e amoras juntas, e decorvamos uma rvore
do lado de fora que sempre era chamada de rvore Yule, junto com nossa rvore de natal
do lado de dentro." Vov deu um sorriso meio triste, meio confuso, para sua filha antes de
se virar para mim. "Ento vocs decoraram as rvores no campus?"
      Eu acenei. "Yeah, elas esto incrveis, e as aves e os esquilos esto completamente
loucos tambm."
      "Bem, porque voc no abre nossos presentes, ento podemos comer bolo e tomar
caf?" Minha me disse, agindo como se vov e eu no tivssemos falado.
      Vov falou polidamente. "Sim, eu estava ansiosa para te dar isso j faz um ms." Ela
se inclinou e tirou dois presentes do lado dela da mesa. Um era grande e tentador com
brilhantes e coloridos (e definitivamente no natalino) papel de embrulho. O outro era do
tamanho de um livro e estava coberto por um papel creme que voc encontra em uma
boutique chique. "Abra esse primeiro." Vov empurrou o maior presente para mim e eu
ansiosamente o desembrulhei para encontrar a mgica da minha infncia embaixo dele.
      "Oh, vov! Muito obrigado!" eu pressionei meu rosto no brilhante lavanda que ela
plantou em um vaso prpura e inalei. O aroma da incrvel erva trouxe lembranas dos
veres preguiosos e os dias de piquenique com vov. " perfeito," eu disse.
      "Eu tive que correr na estufa para que ela florescesse para voc. Oh, e voc vai
precisar disso." Vov me deu uma grande sacola. "Tem uma lmpada para crescimento e
um suporte para voc ter certeza que ela receba luz suficiente sem ter que abrir as
cortinas do seu quarto e machucar seus olhos."
      Eu ri para ela. "Voc pensa em tudo." Eu olhei para minha me, e vi que ela tinha
aquele olhar em branco no rosto que eu sabia significava que ela queria estar em outro
lugar. Eu queria perguntar por que ela se incomodou em vir, mas dor fechou minha
garganta, o que me surpreendeu. Eu pensei ter crescido alem da habilidade dela de me
magoar. Parece que na verdade ter 17 anos no  ser to velha quanto eu imaginava.
      "Aqui, Zoeybird, eu te comprei outra coisa," vov disse, me entregando o presente
embrulhando com o papel chique. Eu pude ver que ela comeou a notar o silencio de
pedra a minha me e, como sempre, ela estava tentando me recompensar por sua filha.
      Eu engoli o n na minha garganta e desembrulhei o presente que revelou um livro
com capa de couro que era obviamente antigo e sujo. Ento notei o titulo e arfei.
"`Drcula' Voc me comprou uma antiga edio de Drcula!"
      "Olhe para a pagina dos direitos autorais, querida," vov disse, os olhos brilhante de
deleite.
      Eu virei a pagina de publicao e no podia acreditar no que vi. "Ohmeudeus!  a
primeira edio!"
      Vov riu feliz. "Vire algumas paginas." Eu virei, e encontrei a assinatura de Stoker
embaixo da pagina do titulo datado de janeiro, 1899.
      " uma primeira edio autografada! Deve ter custado um zilho de dlares!" Eu
joguei meus braos para cima e abracei vov.
      "Na verdade, eu encontrei numa velha livraria que estava falindo. Foi uma barganha.
S  a primeira edio da publicao americana de Stoker."
      " legal muito alm do possvel, vov! Muito obrigado."
      "Bem, eu sei o quanto voc gosta dessa assustadora antiga histria, e devido aos
recentes eventos eu achei que seria ironicamente engraado para voc ter uma edio
autografada," vov disse.
      "Voc sabia que Bram Stoker teve um Imprint com uma vampira, e que  por isso
que ele escreveu o livro?" eu disse enquanto com-muito-cuidado virava as paginas do
grosso livro, observando as velhas ilustraes, que eram, de fato, assustadoras.
      "Eu no fazia idia que Stoker teve uma relao com uma vampira," vov disse.
      "Eu no chamaria ser mordido por uma vampira e ento ser colocado sob um feitio
de relao," minha me disse.
      Minha av e eu olhamos para ela. Eu suspirei. "Me,  muito possvel para um
vampiro e um humano terem uma relao. Isso  o que  o Imprint." Bem, tambm tinha
a ver com nsia por sangue e um serio desejo, junto com um link psquico que podia ser
desconcertante, tudo pelo qual eu conhecia por minha prpria experincia com Heath.
Mas eu no ia mencionar isso para minha me.
      Minha me tremeu como se algo nojento tivesse passado seus dedos pela espinha
dela. "Parece nojento para mim."
      "Me. Voc no entende que s existem duas escolhas bem especificas para o meu
futuro? Uma seria eu me tornar a coisa que voc diz ser nojenta. A outra  que nos
prximos quatro anos eu vou morrer." Eu no queria entrar nisso com ela, mas a atitude
dela estava me irritando seriamente. "Ento voc prefere me ver morta ou uma vampira
adulta?"
      "Nenhum dos dois,  claro," ela disse.
      "Linda," vov ps uma mo na minha perna debaixo da mesa e apertou. "O que
Zoey est dizendo  que voc precisa aceitar ela e seu novo futuro, e que sua atitude est
magoando ela."
      "Minha atitude!" eu pensei que minha me ia comear com uma das suas tiradas
sobre "porque voc est sempre me enchendo", mas ao invs disso ela me surpreendeu
por respirar fundo e ento me olhar diretamente nos olhos. "Eu no quero te magoar,
Zoey."
      Por um segundo ela parecia como antigamente, como a me que ela era antes de
casar com John Haffer e virar a Perfeita Esposa da Igreja, e eu senti meu corao se
apertar. "Mas voc me magoa, me." Eu me ouvi dizer.
      "Desculpe," ela disse. Ento ela estendeu sua mo at mim.
      "Que tal tentarmos essa coisa de aniversrio de novo?"
      Eu pus minha mo na dela, me sentindo cuidadosamente esperanosa. Talvez parte
da minha antiga me estivesse dentro dela. Quero dizer, ela veio sozinha, sem o padrasto-
perdedor, o que era bem perto de um milagre. Eu apertei a mo dela e sorri. "Parece bom
para mim."
      "Bem, ento, voc deveria abrir seu presente e vamos comer bolo," Minha me
disse, deslizando a caixa que estava perto do ainda intocado bolo.
      "Ok!" Eu tentei manter um entusiasmo na minha v, embora o presente estivesse
enrolado com um papel coberto de uma cena nativa verde. Meu sorriso se manteve at
que reconheci a capa branca de couro e as letras douradas. Com meu corao afundando
no estomago, eu virei o livro e li: O mundo sagrado, Edio das Pessoas da F escrito com
a letra cursiva dourada na capa. Outro brilho excessivo chamou minha ateno. Na parte
de baixo da capa estava escrito, A Famlia Heffer. Havia um marcador de texto de veludo
vermelho com uma franja dourada presa dentro das primeiras paginas do livro e, tentando
conseguir tempo para pensar em algo para dizer a no ser "esse  um presente
maravilhoso," eu deixei as paginas abrirem ali. Ento eu pisquei, esperando que o que eu
estava lendo fosse s um truque do meu olho. No. Estava realmente ali. O livro abriu na
rvore da famlia. No terceiro dorso do lado esquerdo escrito no que eu facilmente
reconheci com a letra do meu padrasto-perdedor, o nome da minha me LINDA HEFFER
foi acrescentado. Uma linha tido sido desenhada para ligar ela a JOHN HEFFER, com a
data do casamento deles do lado, embaixo do nome deles, escrito como se tivssemos
nascido deles, estavam os nomes do meu irmo, minha irm, e eu.
      Ok, meu pai biolgico, Paul Montgomey, nos abandonou quando eu era s uma
criana e tinha desaparecido da face da terra. De vez enquando uma pateticamente
pequena penso chegava dele sem endereo para devoluo, mas fora esses raros
instantes, ele no era parte da nossa vida a 10 anos. Sim, ele era um pssimo pai. Mas ele
era meu pai, e John Heffer, que eu seriamente odiava, no era.
      Eu olhei da falsa rvore genealgica para os olhos da minha me. Minha voz soava
surpreendentemente firme, at mesmo calma, mas dentro de mim eu era uma baguna
de emoes. "O que voc estava pensando quando decidiu me dar esse presente?"
      Ela pareceu incomodada com minha pergunta. "Estvamos pensando que voc
gostaria de saber que ainda  parte dessa famlia."
      "Mas eu no sou. Eu no sou a um longo tempo, antes at de ser Marcada. Voc
sabe disso e eu sei disso e John sabe disso."
      "Seu pai certamente no-"
      Eu levantei minha mo para cortar ela. "No! John Heffer no  meu pai. Ele  seu
marido, e isso  tudo que ele . Sua escolha - no minha. Isso  tudo que ele sempre foi."
As palavras que estavam saindo de dentro de mim desde quando minha me apareceu
saram e uma hemorragia de raiva passou pelo meu corpo. "Esse  o negocio, me.
Quando voc comprou meu presente voc deveria estar escolhendo algo que achasse que
eu ia gostar, no algo que seu marido queria que enfiar na minha goela abaixo."
      "Voc no sabe o que est falando, mocinha," minha me disse. Ento ela olhou
para vov. "Ela puxou essa atitude de voc."
      Minha av ergueu uma sobrancelha prateada para a filha e disse, "Obrigado, Linda,
essa pode ter sido a coisa mais gentil que voc j me disse."
      "Onde ele est?" Eu perguntei a minha me.
      "Quem?"
      "John. Onde ele est? Voc no veio aqui por mim. Voc veio aqui porque ele queria
que voc me fizesse sentir mal, e isso no  algo que ele iria perder. Ento onde ele
est?"
      "Eu no sei do que voc est falando." Os olhos dela passaram ao redor de forma
culpada, e eu sabia que tinha adivinhado certo.
      Eu levantei e chamei da calada. "John! Aparea, aparea, de onde estiver!"
      Certa, um homem saiu do balco que estava no lado oposto da calada perto da
entrada da Starbucks. Eu o estudei enquanto ele andava at ns, tentando entender o
que minha me tinha visto nele. Ele era um cara totalmente nada espetacular. Altura
mdia - cabelo escuro e ficando cinza - um queixo fraco - ombros estreitos - pernas finas.
No era at voc olhar nos olhos dele que voc via algo raro, e ento o que se revelava
era uma ausncia de calor. Eu sempre achei estranho um cara to frio e sem alma falar
sobre religio.
      Ele alcanou nossa mesa e comeou a abrir a boca, mas antes de falar eu joguei
meu "presente" nele.
      "Fique com ele. No  minha famlia nem minhas crenas," eu disse, olhando para
ele com sinceridade nos olhos.
      "Ento voc est escolhendo o mal e a escurido," ele disse.
      "No, estou escolhendo uma deusa amorosa que me Marcou como igual e me deu
poderes especiais. Eu escolho um caminho diferente do seu.  s isso."
      "Como eu disse, voc escolhe o mal." Ele ps as mos nos ombros da minha me,
como se ela precisasse do apoio dele para ser capaz de ficar sentada ali. Ela cobriu as
mos dele com as dela e fez sons de fungo.
      Eu o ignorei e me centrei nela.
      "Me, por favor, no faa isso de novo. Se voc me aceitar, e realmente quiser me
ver, ento ligue e nos encontraremos. Mas fingir que quer me ver por que John te diz o
que fazer para me magoar no  bom para nenhuma de ns."
      " bom para uma esposa ser submissa a seu marido," John disse.
      Eu pensei em mencionar sobre o quanto chauvinista e machista e errado ele soava,
mas ao invs disso eu decidi no desperdiar saliva e disse, "John vai pro inferno."
      "Eu queria que voc desse as costas para o mal," minha me disse, chorando
suavemente.
      Minha av falou. A voz dela era triste, mas firme. "Linda  uma infelicidade que voc
tenha encontrado e ento cado completamente no sistema de crenas que insiste que
diferente significa mal."
      "O que sua filha encontrou  Deus, no graas a voc." John surtou.
      "No. Minha filha encontrou voc, e  triste, mas verdade, que ela nunca gostou de
pensar por si. Agora voc est pensado por ela. Mas aqui est um pequeno pensamento
independente que Zoey e eu gostaramos de deixar com voc," vov continuou falando
enquanto pegou a lavanda e a primeira edio de Drcula, e ento pegou meu cotovelo e
me levantou. "Aqui  a Amrica, e isso significa que voc no tem o direito de pensar pelo
resto de ns. Linda, eu concordo com Zoey. Se voc encontrar algum senso na sua cabea
e quiser nos ver porque nos ama como te amamos, ento me ligue. Se no, eu no quero
mais ouvir falar de voc." Vov pausou e balanou a cabea enojada para John. "E voc,
eu no quero mais ouvir falar de voc, no importa o que."
      Enquanto nos afastvamos, a voz de John foi at ns, afiada e cortada com dio e
raiva. "Oh, voc vai ouvir de mim de novo. As duas vo. H muitas pessoas boas,
decentes e tementes a Deus que esto cansadas de tolerar o mal de vocs, que acreditam
que chega  chega. No iremos viver lado a lado com adoradores da escurido por muito
mais tempo. Marque minhas palavras... espere e vero... e dessa vez vo se
arrepender..."
      Graas a Deus, logo estvamos alm do alcance da voz dele. Eu senti que ia chorar
at perceber o que minha doce e velha av estava murmurando para si mesma.
      "Aquele homem  uma droga de um coc de macaco."
      "Vov!" eu disse.
      "Oh, Zoeybird, eu chamei o marido da sua me de droga de coc de macaco em voz
alta?"
      "Sim, vov, voc chamou."
      Ela olhou para mim, e seus olhos escuros brilharam. "timo."
     QUATRO

      Vov tentou salvar o resto da celebrao do meu aniversrio. Andamos pela Utica
Square at o Restaurante Stonehorse, onde decidimos comer um bolo de aniversrio
descente. O que significa que vov tomou duas taas de vinho tinto e eu tomei uma coca
com um enorme, e grudento pedao de bolo do diabo. (Sim, ns gostamos da ironia.)
      Vov no tentou fabricar alguma porcaria de desculpa sobre a minha me no ter
falado srio... ela vai dar a volta por cima... s d a ela tempo... bl... bl... bl. Vov foi
muito mais pratica e muito mais legal que isso.
      "Sua me  uma mulher fraca que s consegue encontrar identidade atravs de um
homem," ela disse enquanto tomava um gole de vinho. "Infelizmente, ela escolheu um
pssimo homem."
      "Ela nunca vai mudar, vai?"
      Vov tocou minha bochecha gentilmente. "Ela pode, mas eu honestamente duvido.
Zoeybird."
      "Eu gosto que voc no minta pra mim, v," eu disse.
      "Mentir no conserta as coisas. Nem facilita as coisas, pelo menos no a longo prazo.
Melhor falar a verdade e ento limpar uma honesta confuso."
      Eu suspirei.
      "Querida, voc tem uma confuso que precisa limpar?" Vov perguntou.
      "Yeah, mas infelizmente no  uma honesta." Eu dei a vov um sorriso
envergonhado e contei a ela sobre a minha desastrosa festa de aniversrio.
      "Sabe, voc vai ter que dar um jeito nesse problema com namorado. Heath e Erik
no vo agentar um ao outro por muito tempo." Ela levantou seus dedos, medindo um
centmetro junto a palavra "muito tempo."
      "Eu vou, mas Heath esteve no hospital por quase uma semana depois de todo o
problema do serial killer que eu o salvei, e ento seus pais o levaram para as Ilhas
Cayman para as frias de Natal. Eu no o vejo a um ms. Ento no tive chance para
resolver os problemas sobre Heath e Erik." Eu me concentrei em raspar o fundo do prato
ao invs de olhar para vov. O "todo o problema do serial killer" era mentira. Eu salvei
Heath, mas no foi de algum humano maluco. Eu o salvei de um grupo de criaturas que
minha melhor amiga, a morta viva Stevie Rae, foi (e provavelmente ainda ) a lder. Mas
eu no podia contar a vov isso. Eu no podia contar a ningum, porque atrs disso
estava a Alta Sacerdotisa da House of Night, minha mentora, Neferet, e ela psquica
demais para o meu prprio bem. Ela parece no conseguir ler minha mente, pelo menos
no muito bem, mas se eu conto a algum - ela l a mente dele - e ficamos com muitos
problemas.
      Em falar em estresse.
      "Talvez voc devesse ir pra casa e resolver," vov disse. Ento, quando ela viu meu
olhar assustado ela acrescentou, "Quero dizer, resolver seus problemas com presente de
natal-aniversrio, com Heath e Erik."
      "Oh, timo. Yeah, eu deveria fazer isso." Eu parei, pensando sobre o que ela tinha
dito. "Sabe, ele realmente se transformou em casa."
      "Eu sei." Ela sorriu. "Estou feliz por voc. Voc est encontrando seu lugar, Zoeybird,
e estou orgulhosa de voc."
      Vov me levou at onde eu estacionei o antigo VW Fusca, e me abraou dando
tchau. Eu a agradeci por seus grandes presentes de novo, e nenhuma de ns mencionou
minha me. Isso  algo que no faz bem nenhum comentar. Eu disse a vov que eu ia
voltar para a House of Night para consertar as coisas com meus amigos, e falei srio. Mas
ao invs disso eu descobri dirigindo para o centro. De novo.
       No ltimo ms toda a noite que eu podia dar uma desculpa esfarrapada para sair
sozinha, eu andei assombrando as ruas do centro de Tulsa. Assombrando... eu bufei para
mim mesma. Essa era uma excelente palavra para usar em minha busca por minha
melhor amiga, Stevie Rae, que morreu a um ms atrs, e se tornou uma morta viva.
       Sim, era to estranho quanto soa.
       Calouros morrem. Todos sabemos disso. Eu testemunhei a morte de dois dos trs
que morreram desde que estive na House of Night. Ok, ento todos sabamos que
podamos morrer. O que ningum sabia era que os ltimos trs calouros que morreram
foram ressuscitados, ou reviveram, ou... diabos! Eu suponho que um jeito fcil de
descrever  que eles se transformaram nos estereotipo dos vampiros: vivos mortos que
so monstros que sugam sangue sem humanidade. E todos cheiram mal, tambm.
       Eu sabia por que tinha tido o asas para ver o que primeiro eu achei que fosse o
fantasma dos dois calouros que morreram. Ento adolescentes humanos comearam a ser
mortos, e parecia que algum estava tentando fazer parecer que um vampiro era o
assassino. Isso foi uma droga, especialmente porque eu conhecia os dois primeiros
garotos que foram mortos, e a ateno da policia se voltou para mim por um tempo. O
que foi ainda pior era que Heath foi o terceiro humano a ser seqestrado.
       Bem, eu no podia deixar ele ser morto. Alm do mais, ns meio que acidentalmente
tivemos um Imprint. Com a ajuda de Afrodite eu descobri como seguir o Imprint at
Heath. A policia achou que eu resgatei um bem acabado Heath de um humano serial
killer.
       O que eu realmente tinha descoberto?
       Minha amiga morta viva e seus nojentos seguidores. Eu tirei Heath de l (o "l" eram
os velhos tneis proibidos no centro, embaixo do abandonado deposito de Tulsa) e
confrontei Stevie Rae. Ou o que sobrou dela.
       V, um problema era que eu no acreditava que toda a humanidade dela tinha sido
destruda, como parecia ter acontecido com os outros mortos vivos e muito nojentos ex-
calouros que estavam tentando se alimentar de Heath.
       O segundo problema era Neferet. Stevie Rae me disse que ela era a responsvel por
aquilo. Eu sabia que era verdade porque Neferet colocou um horrvel feitio em Heath e
eu logo depois da policia aparecer. Ele deveria nos fazer esquecer tudo que tinha
acontecido nos tneis. Eu acho que funcionou com Heath. S funcionou comigo
temporariamente. Eu usei o poder dos cinco elementos para quebrar o feitio em mim.
       Ento, resumindo. Desde ento eu estava preocupada com o que diabos eu ia fazer
sobre: um, Stevie Rae; dois, Neferet; trs, Heath. Pode parecer que nenhuma das minhas
preocupaes esteve por perto no ltimo ms, mas no ajudou.
       "Certo," eu disse em voz alta, " meu aniversrio, e que aniversario de merda ele foi,
at mesmo para mim. Ento, Nyx, s vou pedir para voc um favor de aniversrio. Eu
quero encontrar Stevie Rae." Eu adicionei com pressa ,"por favor." (Como Damien teria
me lembrado, quando falar com a deusa  melhor ser educada.)
       Eu no esperava nenhum tipo de resposta, ento quando as palavras abaixe sua
janela, continuou indo ao redor da minha mente, eu pensei que eram as letras de uma
musica do radio. Mas meu radio no estava ligado, e as palavras no tinham nenhuma
musica com elas - alm do mais, elas estavam dentro da minha cabea e no saindo do
meu radio.
       Me sentindo mais do que um pouco nervosa em abaixei minha janela.
      Esteve raramente quente a semana toda. Hoje o pico foi 15 graus, o que era
estranho para o dezembro, mas era Oklahoma, e estranho era s outra palavra para o
tempo de Oklahoma. Ainda sim, era perto da meia noite e a noite definitivamente esfriava.
No que me incomodasse. Vampiros adultos no sentem o frio na mesma intensidade que
os humanos. No, no  porque eles so pedaos frios e mortos de carne reanimada
(eesh, mais pode ser o que Stevie Rae ).  porque o metabolismo deles  muito diferente
dos humanos. Como uma caloura, especialmente que  mais avanada que a maior parte
dos garotos que foram marcados a apenas dois meses, minha resistncia para o frio j era
muito melhor que de garotos humanos. Ento o ar frio entrando no meu Fusca no me
incomodou, o que foi estranho porque de repente eu comecei a espirrar e me sentir meio
assustada.
      Uhg, o que era esse cheiro? Era como um poro com fungos e salada de ovo que
no foi refrigerada rpido o bastante e sujeira tudo misturado junto para fazer um nojento
perfume que era nojentamente familiar.
      "Ah, diabos!" Eu percebi o que estava sentindo e passei meu Fusca por um beco
para estacionar um pouco ao norte da estao de nibus do centro. Mal demorei para
fechar minha janela e fechar a porta (eu morreria se minha primeira edio de Drcula
fosse roubada) antes de sair do carro e correr para calada onde fiquei bem parada e
cheirei o ar. Eu senti o cheiro imediatamente. Uhg. Era horrvel demais para ignorar. Era
muito horrvel para ignorar. Ainda cheirando como um co retardado, eu comecei a seguir
meu nariz pela calada para longe das confortveis luzes da estao de nibus.
      Eu a encontrei em um beco. Primeiro eu achei que ela estava inclinada por cima de
uma enorme sacola cheia de lixo e meu corao se apertou. Eu tinha que tirar ela desse
tipo de vida - eu tinha que descobrir um jeito de manter ela segura at essa coisa horrvel
que aconteceu com ela ser consertada. Ou ela precisa morrer de uma vez por todas. No!
Eu fechei minha mente para esse tipo de pensamento. Eu vi Stevie Rae morrer uma vez.
Eu no ia fazer isso de novo.
      Mas antes de poder chegar at ela e a envolver em meus braos (enquanto segurava
a respirao) e dizer a ela que tudo ficaria bem, o lixo se gemeu e se mexeu e eu percebi
que Stevie Rae no estava cavando dentro de um lixo, ela estava mordendo um sem teto
no pescoo!
      "Oh, deus! Jessh, d pra parar!"
      Com uma velocidade nada humana, Stevie Rae virou. O sem teto caiu no cho, mas
Stevie Rae se manteve segurando um dos pulsos sujos dele. Os dentes cerrados e olhos
brilhando em um tom muito assustador de vermelho ela assoviou para mim. Eu estava
enojada demais para ficar assustada ou at mesmo surtar. Alm do mais, eu acabei de ter
um terrvel aniversario e as pessoas, mesmo a minha melhor amiga morta viva, estavam
me irritando.
      "Stevie Rae, sou eu. Da pra parar com essa merda. Alm do mais,  um ridculo
clich vampiro."
      Ela no disse nada por um segundo, e eu tive o terrvel pensamento de que ela
poderia de alguma forma ter deteriorado no ms desde que eu a vi, a um ponto em que
ela praticamente igual ao resto deles - bestial e inalcanvel. Meu estomago deu uma
virada dolorosa, mas eu encontrei os olhos vermelhos dela e virei os meus. "E, por favor,
voc est fedendo. No tem chuveiros na Terra Assustadora dos Mortos Vivos?"
      Stevie Rae franziu, o que foi uma melhora, porque os lbios dela cobriram seus
dentes. "V embora, Zoey."
      A voz dela era fria e chata, fazendo o que costumava ser um doce sotaque Okie soar
como rouco, mas ela disse meu nome, o que era todo o encorajamento que eu precisava.
      "No vou a lugar nenhum at conversarmos. Ento solte o sem teto - eesh, Stevie
Rae, ela provavelmente tem piolho e quem sabe o que mais - e vamos conversar."
      "Se voc quer conversar vai ter que esperar eu terminar de comer." Stevie Rae
colocou sua cabea de lado em um movimento que parecia de um inseto. "Eu no lembro
que voc teve um Imprint com seu pequeno brinquedinho humano? Me parece que voc
tambm gosta de sangue. Quer se juntar a mim?" Ela sorriu e lambeu as presas.
      "Ok, nojento, apenas nojento! E para sua informao Heath no  meu
brinquedinho. Ele  meu namorado, ou um deles pelo menos. Eu suguei o sangue dele por
acidente. Eu ia te contar, mas voc morreu. Ento, no. Eu no quero morder essa
pessoa. Eu nem sei onde ela andou." Eu dei a pobre, mulher com olhos bem abertos e
cabelo desarrumado um fraco sorriso. "Uh, sem ofensa, senhora."
      "timo. Mais para mim." Stevie Rae comeou a se curvar de volta para a garganta
da mulher.
      "Pare!"
      Ela olhou por cima dos ombros pra mim. "Como eu disse, v embora, Zoey. Voc no
pertence aqui."
      "Nem voc," eu disse.
      "Isso  s uma das muitas coisas em que voc est errada."
      Quando ela virou de volta para a mulher, que agora estava chorando e repetindo
"por favor, oh por favor" de novo e de novo, eu dei alguns passos para frente e levantei
minhas mos por cima da cabea. "Eu disse para soltar ela."
      A resposta de Stevie Rae foi assoviar e abrir sua boca para sugar o pescoo da
mulher. Eu fechei meus olhos e rapidamente me concentrei. "Ar, venha at mim!" eu
comandei. Eu circulei uma mo na minha frente, imaginando um mini-tornado. Eu abri
meus olhos quando virei meu pulso e joguei poder do ar em direo a chorosa sem teto.
Exatamente como eu tinha imaginado, o ar a cercou, e mal tocou em um fio de cabelo de
Stevie Rae, pegando a vitima dela e carregando ela pelo beco, a soltando apenas quando
ela chegou em segurana para o poste de luz. "Obrigado, ar," eu murmurei, e senti a brisa
passar pelo meu rosto carinhosamente antes de desaparecer.
      "Voc est ficando boa nisso."
      Eu virei para Stevie Rae. Ela estava me observando com uma expresso obviamente
alerta, como se ela achasse que eu ia conjurar outro tornado e prender ela dentro dele.
      Eu dei nos ombros. "Estive praticando. Tem a ver com controle e concentrao. Voc
saberia disso se tambm estivesse praticando."
      Um flash de dor passou pelo rosto magro de Stevie Rae to rapidamente que eu me
perguntei se eu realmente o tinha visto ou apenas imaginado. "Os elementos no tem
nada a ver comigo agora."
      "Isso  bobagem, Stevie Rae. Voc tem uma afinidade pela terra. Voc tinha antes
de morrer, ou algo assim," eu pensei sobre o quo estranho era falar para a Stevie Rae
morta viva sobre estar morta. "Esse tipo de coisa no desaparece. Alm do mais, lembra
dos tneis? Voc ainda tem uma afinidade com eles."
      Stevie Rae balanou a cabea e seus cachos curtos e loiros, os que no estavam
grudados e sujos, balanaram, me lembrando de como ela costumava parecer.
"Desapareceu. Quando eu morri e junto com ela a minha parte humana. Voc precisa
aceitar isso e seguir em frente. Eu segui."
     "Eu nunca vou aceitar isso. Voc  minha melhor amiga. Eu no vou seguir em
frente."
     De repente Stevie Rae fez um horrvel som feral, e seus olhos brilharam de um
vermelho sangue. "Eu pareo sua melhor amiga?"
     Eu ignorei o jeito que me corao estava batendo no meu peito. Ela estava certa. O
que ela se tornou no tinha nada a ver com a Stevie Rae que eu conheci. Mas eu no ia
acreditar que ela tinha desaparecido por completo. Eu vi deslumbres da minha melhor
amiga nos tneis e isso significava que eu no ia desistir dela. Eu queria chorar, mas ao
invs disso eu me segurei e forcei minha voz a soar normal.
     "Bem, diabos, no, voc no parece com a Stevie Rae. Quanto tempo faz desde que
voc lavou o cabelo? E o que voc est usando?" Eu apontei para as calas de ginstica e
camiseta muito grande que estavam cobertas por um longo, nojento casaco preto como
um daqueles que os bizarros garotos gticos gostam de usar mesmo quando est 50
graus do lado de fora. "Eu no iria parecer como eu se tambm estivesse vestida assim."
Eu suspirei e dei alguns passo em direo a ela. "Porque voc no vem comigo? Eu te levo
escondida para o dormitrio. Vai ser fcil - no tem praticamente ningum l. Neferet no
est l," eu acrescentei, e ento me apressei (eu duvidava que qualquer um de ns
quisesse falar sobre Neferet ali - diabos, que algum dia iramos querer falar dela). "A
maior parte dos professores esto de frias e o pessoal esta fazendo viagens rpidas para
ver suas famlias. Absolutamente nada est acontecendo. Nem seremos incomodadas por
Damien e as Gmeas e Erik porque eles esto fulos comigo. Ento voc pode ir junto,
tomar um banho, e vou te conseguir algumas roupas de verdade, ento podemos
conversar." Eu estava olhando nos olhos nela, ento eu vi a saudade que os encheu. S
durou um instante, mas eu sabia que estavam ali. Ento ela olhou rapidamente para
longe.
     "Eu no posso ir com voc. Eu preciso me alimentar."
     "No tem problema. Vou conseguir algo para voc comer na cozinha do dormitrio.
Hey, eu aposto que posso encontrar uma tigela de Lucky Charms," eu sorri. "Lembra, eles
so magicamente deliciosos - e tem absolutamente nenhum valor nutricional."
     "Como se Count Chocula tivesse?"
     Meu sorriso aumentou aliviado quando Stevie Rae retomou nossa antiga discusso
sobre quais dos nossos cereais favoritos eram o melhor. "Count Chocula tem chocolate.
Cacau  uma planta.  saudvel."
     Os olhos de Stevie Rae encontraram os meus. Os dela no estavam mais brilhando
em vermelho, e ela tambm no estava tentando esconder as lagrimas que os estavam
enchendo e caindo nas suas bochechas. Eu automaticamente me mexi para abraar ela,
mas ela se afastou.
     "No! Eu no quero que voc me toque, Zoey, Eu no sou quem costumava ser.
Estou suja e nojenta."
     "Ento volte para a escola comigo e se limpe!" Eu implorei. "Vamos dar um jeito
nisso - eu prometo."
     Stevie Rae balanou a cabea tristemente e limpou as lagrimas. "No tem como dar
um jeito nisso. Quando digo que estou suja e nojenta no digo do lado de fora. O que
voc v no meu exterior no  metade do nojento que eu sou do lado de dentro. Zoey, eu
tenho que me alimentar. Isso no  comer cereais ou sanduches e beber coca. Eu preciso
de sangue. Sangue humano. Se no -" Ela parou e vi o terrvel tremor que se moveu pelo
corpo dela. "Se no, a dor vai me consumir, da fome que queima e eu no vou agentar.
E voc precisa entender que eu quero me alimentar. Eu quero abrir as gargantas de
humanos e beber o quente sangue to cheio de terror e raiva e dor que me faz ficar
tonta." Ela parou de novo, dessa vez respirando com fora.
      "Voc no pode realmente querer matar as pessoas, Stevie Rae."
      "Voc est errada, eu quero."
      "Voc diz isso, mas eu sei que ainda tem partes da minha melhor amiga dentro de
voc, e Stevie Rae no ficaria confortvel batendo num filhote, muito menos matando
algum." Eu me apressei quando ela abriu a boca para discordar de mim. "E se eu te
conseguir sangue humano para que no tenha que matar ningum?"
      Naquele tom sem emoo ela disse, "Eu gosto de matar."
      "Voc tambm gosta de ficar imunda e fedendo e parecer nojenta?" eu surtei.
      "Eu no me importo mais com o que eu pareo."
      "Verdade? E se eu te dissesse que posso te conseguir sua jeans Roper, botas de
cowboy, e uma camiseta boa de manga cumprida que  muito bem passada?" Eu vi uma
fasca nos olhos dela e sabia que tinha conseguido tocar a antiga Stevie Rae. Minha mente
se apressou, tentando bolar a coisa certa para dizer enquanto eu ainda tinha uma parte
dela ouvindo. "Ento esse  o negocio. Me encontre amanha a meia noite - no, espere.
Amanha  sbado. De jeito nenhum as coisas vo estar calmas o bastante pra mim sair.
Ento as 3 da manha no gazebo do Philbrook." Eu parei um segundo para rir para ela.
"Voc lembra daquele lugar, certo?"  claro que eu sabia que ela definitivamente
lembraria onde era. Ela esteve l comigo antes, s que aquela noite ela estava tentando
me salvar, e no ao contrario.
      "Sim. Eu lembro." Ela disse as palavras com a mesma voz fria e chata.
      "Ok, ento me encontre l. Eu vou ter sua roupa comigo e tambm sangue. Voc
pode comer, ou beber, ou o que seja, e mudar de roupa. Ento podemos comear a dar
um jeito nisso." Eu acrescentei para mim mesma que eu tambm teria sabo e shampoo e
iria conjurar gua para a garota se lavar. Eesh, ela tinha um cheiro to ruim quanto a sua
aparncia. "Ok?"
      "No tem por que."
      "Voc pode, por favor, me deixar decidir isso? Alm do mais, eu no te contei o
horror do meu aniversrio ainda. Vov e eu tivemos uma horrvel cena com minha me e
o padrasto-perdedor. Vov chamou o meu padrasto-perdedor de coc de macaco."
      Uma risada saiu de Stevie Rae o som to parecido com o que ela costuma ser que
minha viso ficou borrada com lagrimas e eu tive que piscar freneticamente para afast-
las.
      "Por favor, v," eu disse, minha voz rouca com as emoes. "Eu sinto tanto a sua
falta."
      "Eu vou," Stevie Rae disse. "Mas voc vai se arrepender."
     CINCO

      Com esse aviso no to positivo, Stevie Rae virou e andou para trs do beco,
desaparecendo na escurido da noite. Muito mais devagar, eu voltei para o meu Fusca. Eu
estava triste e inquieta e tinha que pensar demais para voltar diretamente para escola,
ento ao invs disso, eu fui at o IHOP* (*restaurante) 24 horas que era no sul de Tulsa
na Rua 27, pedi um milk shake de chocolate grande e panquecas de chocolate, e pensei
enquanto comia algo para aliviar o estresse.
      Acho que tudo foi bem com Stevie Rae. Quero dizer, ela concordou em me encontrar
amanha. E ela no tentou me morder, o que foi um bnus.  claro, todo aquele tentar-
comer-a-mulher-sem-teto foi altamente perturbador, assim como o jeito totalmente
nojento que ela parecia e cheirava. Mas debaixo daquela odiosa loucura da garota morta
viva exterior eu juro que ainda podia sentir minha Stevie Rae, minha melhor amiga. Eu ia
segurar firme nisso e ver se eu podia trazer ela de volta para a luz. Obvio, falando de
forma figurativa. Eu acho que a luz a incomoda mais do que a mim ou outro vampiro
adulto. O que  compreensvel. Os vampiros nojentos mortos vivos eram definitivamente o
estereotipo dos vampiros. Eu me pergunto se ela pegaria fogo se a luz do sol a tocasse.
Merda. Isso definitivamente seria ruim, especialmente j que vamos nos encontrar as 3 da
manha, que  s algumas horas antes do amanhecer. Merda de novo.
      Como se me preocupar com luz do sol e coisas assim no fosse ruim o bastante, eu
tinha que comear a pensar no que fazer quando todos os professores (Neferet em
particular) voltassem para a escola num futuro prximo, e o fato de que eu tinha que
manter o conhecimento de que Stevie Rae era uma viva morta versus o morta morta de
todo mundo. No. Eu ia me preocupar com isso depois que Stevie Rae estivesse limpa e
num lugar seguro. Eu tinha acabado de dar um pequeno passo de baby e esperava que
Nyx, que claramente me levou at Stevie Rae, fosse me dar uma ajuda para resolver isso.
      Quando eu voltei para escola j estava quase amanhecendo. O estacionamento da
escola estava quase deserto, e eu no encontrei ningum enquanto andava devagar do
lado do prdio parecido com um castelo que era a House of Night. O dormitrio das
garotas era do lado oposto do campus, mas eu ainda no estava com pressa. Alm do
mais, eu tinha algo pra fazer antes e voltar para o dormitrio e mais provavelmente me
encontrar com um dos meus amigos desgostosos. (Ugh, eu realmente, realmente odeio
meus aniversrios.)
      O prdio ficava na frente do prdio principal da House of Night, era feito da mesma
estranha mistura de velhos tijolos e pedras que o resto da escola, mas ele era menor e
redondo, e na frente dele havia uma estatua de mrmore da nossa deusa, Nyx, com seus
braos para cima como se suas mos estivessem tocando a lua. Eu parei olhando para a
deusa. Os antigos postes de luz que iluminavam o campus no machucavam nossos olhos.
Eles criavam uma suave e quente luz que brilhava como uma carinhosa e brilhante viva na
estatua de Nyx.
      Me sentindo mais do que apenas um pouco medo da deusa, eu soltei minha lavanda
e o Drcula (gentilmente), e ento comecei a procurar perto da grama na base da estatua
de Nyx, at encontrar a alta vela verde que tinha cado de lado. Eu a arrumei, e ento
fechei os olhos e me concentrei, me focando no calor e na beleza da chamas de luz e
como uma vela podia lanar luz o suficiente para mudar toda a atmosfera de um quarto
escuro.
      "Eu chamo a chama - luz para mim, por favor," eu sussurrei.
      Eu ouvi a fraca exploso e senti uma onda de calor contra meu rosto. Quando abri
meus olhos, eu vi que a vela verde, que representa o elemento da terra, estava
queimando alegremente. Eu sorri de satisfao. Eu no estava exagerando para Stevie
Rae. Eu estive praticando chamar os elementos durante o ms, e estava ficando muito
boa nisso. (no que meus poderes dados pela deusa me ajudassem a tranqilizar os
sentimentos magoados dos meus amigos, mas ainda sim.)
      Eu coloquei a vela acessa nos ps de Nyx. Invs de curvar a cabea, eu ergui a
cabea para que meu rosto ficasse aberto e olhasse para a majestade do cu da noite.
Ento rezei para minha deusa, mas eu admito que o jeito que eu rezei parecia mais com
uma conversa. Isso no era s porque eu sou desrespeitosa com Nyx.  s como eu sou.
Do primeiro dia que eu fui Marcada e a deusa apareceu para mim, eu me senti prxima a
ela - como se ela fosse realmente cuidadosa com o que acontece na minha vida, versus
ser um deus sem nome no alto que olha para mim com um franzido e um caderno em que
preenche um passe para o inferno.
      "Nyx, obrigado por me ajuda hoje. Estou confusa e acho a situao com Stevie Rae
completamente estranha, mas sei que se voc me ajudar - nos ajudar - podemos superar
isso. Cuide dela, por favor, e me ajude a saber o que fazer. Eu sei que voc me Marcou e
me deu poderes especiais por um motivo, e estou comeando a achar que a razo tem
algo a ver com Stevie Rae. Eu no vou mentir para voc; isso me assusta. Mas voc sabia
que maricas eu era quando me escolheu," eu sorri para o cu. Durante minha primeira
conversa com Nyx eu disse a ela que no podia ser Marcada como especial por ela porque
eu no sabia nem fazer baliza. Isso no pareceu importar para ela, e eu esperava que
ainda no importasse, "De qualquer forma, eu s queria acender isso para Stevie Rae para
simbolizar o fato que eu no vou esquecer dela, e no vou me afastar do que preciso
fazer, no importa o quanto sem noo eu tenha dos detalhes."
      Eu planejava me sentar ali por um tempo e esperar que talvez eu recebesse outro
sussurro na minha mente que pudesse me dar uma idia de como lidar com o encontrar
Stevie Rae amanha. Ento eu ainda estava sentada na frente de estatua de Nyx e olhando
para o cu quando a voz de Erik me deu um baita susto.
      "A morte de Stevie Rae realmente te abalou, no ?"
      Eu dei um pulo e dei um grito nada atraente. "Jeesh, Erik! Voc me assustou a tanto
que eu quase me mijei. No aparea assim."
      "timo. Desculpe. Eu no deveria ter te incomodado. At depois." Ele comeou a se
afastar.
      "Espere, eu no quero que voc v. Voc s me surpreendeu. Da prxima vez faa
um barulho ou tussa ou algo. Ok?"
      Ele parou de andar virou para mim. O rosto dele estava cauteloso, mas ele me deu
um leve aceno e disse, "Ok."
      Eu levantei e sorri o que eu esperava ser um sorrio encorajador. Fora a amiga morta
viva, e o namorado Imprinted, eu realmente gostava de Erik e definitivamente no queria
terminar com ele. "Na verdade, estou feliz por voc estar aqui. Eu precisava me desculpar
pelo que aconteceu antes."
      Erik fez um gesto brusco com sua mo. "No se preocupe, e voc no tem que usar
o colar de boneco de neve, ou voc pode devolver e trocar. Ou algo assim. Eu tenho o
recibo."
      Minhas mos tocaram o boneco de neve. Agora que eu podia perder ele (e Erik) e de
repente percebi que ele era meio fofo. (Erik era mais do que meio fofo.) "No! Eu no
quero devolver." Eu parei e me segurei para no soar maluca e desesperada. "Ok, esse 
o negocio. Tem uma distinta possibilidade que eu possa ser um pouco super sensvel
sobre todo o negocio de aniversrio-natal. Eu realmente deveria ter contado a vocs como
eu me sentia, mas eu tive pssimos aniversrios por tanto tempo que eu acho que nem
pensei. Ou pelo menos at hoje. E ento era tarde demais. Eu no ia dizer nada e vocs
nem saberiam se no fosse pelo bilhete de Heath."
      Eu lembrei que ainda estava usando o lindo bracelete de Heath no meu pulso ento
eu coloquei minha mo para baixo e pressionei contra o lado, desejando que os adorveis
pequenos coraes parassem de fazer barulhinhos. Ento acrescentei, "Alem do mais,
voc tem razo. Stevie Rae realmente me abalou." Ento fechei a boca porque percebi
que eu tinha (de novo) falado sobre a suposta morte de Stevie Rae como se ela ainda
estivesse viva, ou no caso dela, eu suponho, eu deveria dizer no morta. E,  claro, eu
estava tagarelando como uma maluca desesperada que eu estava tentado aparentar no
ser.
      Os olhos azuis de Erik pareceram olhar dentro de mim. "As coisas seriam mais fceis
para voc se eu me afastasse e te deixasse sozinha por um tempo?"
      "No!" Ele realmente estava fazendo meu estomago doer. "Definitivamente no seria
mais fcil se voc se afastasse."
      "Voc simplesmente no est aqui desde que Stevie Rae morreu. Eu posso entender
se voc precisar de um pouco de espao."
      "Erik a verdade  que no  s Stevie Rae. Tem outras coisas acontecendo comigo
que so muito difceis de explicar."
      Ele se aproximou e me pegou minha mo, entrelaando seus dedos no meu. "Voc
pode me contar? Eu sou muito bom em consertar coisas. Talvez eu pudesse ajudar."
      Eu olhei nos olhos dele e queria tanto falar a verdade para ele sobre Stevie Rae e
Neferet e at mesmo Heath que eu podia me sentir balanar em direo a ele. Erik fechou
o espao que sobrava entre ns e eu deslizei para seus braos com um suspiro. Ele
sempre cheirava to bem e incrivelmente forte e slido.
      Eu descansei minha bochecha contra o peito dele, "Voc est brincando,  claro que
 bom em resolver problemas. Voc  bom em tudo. Na verdade, voc 
assustadoramente perfeito."
      Eu senti o peito dele se estufar quando ele riu. "Voc diz como se isso fosse uma
coisa ruim."
      "No  uma coisa ruim -  uma coisa intimidadora," eu murmurei.
      "Intimidadora!" Ele se afastou para poder olhar para mim. "Voc tem que estar
brincando!" Ele riu de novo.
      Eu franzi para ele. "Porque voc est rindo de mim?"
      Ele me abraou e disse, "Z, voc tem idia de como  namorar a garota que  a
caloura mais poderosa da histria dos vampiros?"
      "No, eu no namoro garotas." No que tenha algo errado com lsbicas.
      Ele ps meu queixo em sua mo e levantou meu rosto. "Voc pode ser assustadora,
Z. Voc controla elementos, todos eles. Em falar em uma namorada que no deve ficar
fula com voc."
      "Oh, por favor! No seja bobo. Eu nunca surtei com voc." Eu no comentei que
andava surtando com as pessoas. Mas especificamente com pessoas mortas vivas. Bem, e
sai ex-namorada, Afrodite (que  quase to odiosa e irritante quanto as pessoas mortas
vivas.) mas provavelmente  uma boa idia no mencionar eles.
      "S estou dizendo que voc no precisa se sentir intimidado por ningum. Voc 
incrvel, Zoey. Voc no sabe disso?"
      "Acho que no. As coisas tem sido meio enevoadas ultimamente."
      Erik se afastou de novo e olhou para mim. "Ento me deixe te ajudar a esclarecer
para voc."
      Eu me senti nadando em seus olhos azuis. Talvez eu pudesse contar a ele. Erik era
um quintanista, e estava no meio do seu terceiro ano na House of Night. Ele tinha quase
19 anos e  um ator incrivelmente talentoso. (Ele tambm pode cantar.) Se qualquer
calouro pudesse guardar um segredo seria ele. Mas quando abri minha boca para contar a
ele a verdade sobre a Stevie Rae morta viva eu senti um terrvel aperto no estomago e
isso fez as palavras congelarem na minha garganta. Era aquele sentimento de novo.
Aquele pressentimento que eu tinha e me dizia para manter a boca fechada ou correr feito
louca ou algo s para respirar e pensar. Agora estava me dizendo para em um jeito
impossvel para ignorar que eu precisava manter minha boca fechada, o que as prximas
palavras de Erik reforaram.
      "Hey, eu sei que voc prefere falar com Neferet, mas ela s volta daqui uma semana
mais ou menos. Eu podia substituir ela at l."
      Neferet era a nica pessoa ou vampiro que eu no poderia conversar. Diabos,
Neferet e sua loucura eram a razo deu no poder falar com meus amigos ou Erik sobre
Stevie Rae.
      "Obrigado, Erik." Automaticamente eu comecei a me afastar dos braos dele. "Mas
eu tenho que fazer isso sozinha."
      Ele me soltou to de repente que eu quase cai para trs. " ele, no ?"
      "Ele?"
      "Aquele cara humano. Heath. Seu antigo namorado. Ele volta em dois dias e  por
isso que voc est agindo de forma estranha."
      "Eu no estou agindo de forma estranha. Pelo menos no to estranha."
      "Ento porque voc no me deixa te tocar?"
      "Do que voc est falando? Eu deixo voc me tocar. Eu acabei de abraar voc."
      "Por 2 segundos. Ento voc se afastou, como voc tem feito a um tempo. Olha, se
eu fiz algo errado voc precisa me dizer e-"
      "Voc no fez nada errado!"
      Erik no disse nada por vrios segundos, e quando ele falou ele soava mais velho do
que quase 19 anos e mais do que um pouco triste. "Eu no posso competir com um
Imprint. Eu sei disso. E eu no estou tentando. Eu s achei que voc e eu tnhamos algo
especial. Bom pelo menos mais do que uma coisa biolgica que voc tem com um
humano. Voc e eu somos iguais, e voc e Heath no. Pelo menos no mais."
      "Erik, voc no est competindo com Heath."
      "Eu pesquisei sobre o Imprint. Tem a ver com sexo."
      Eu podia sentir meu rosto ficando quente.  claro que ele tinha razo, Imprint era
sexual porque o ato de beber sangue de um humano liga o mesmo receptor no crebro de
um vampiro e no de um humano que  ligado durante um orgasmo. No que eu queira
discutir isso com Erik. Ento ao invs disso eu decidi manter os fatos superficiais e no me
aprofundar no assunto. " sobre sangue, no sexo."
      Ele me deu um olhar que dizia que ele tinha (infelizmente) dito a verdade. Ele
pesquisou.
      Naturalmente, eu fiquei na defensiva. "Eu ainda sou virgem, Erik, e no estou pronta
para mudar isso."
      "Eu no disse que voc-"
      "Parece que voc est me confundido com sua ltima namorada," eu interrompi. "A
que eu vi de joelhos na frente de voc tentando te dar outro boquete." Ok, no era justo
da minha parte comentar sobre o nojento incidente que eu acidentalmente testemunhei
entre Afrodite e ele. Eu nem conheci Erik ali, mas no momento comear uma briga com
ele parecia muito mais fcil do que falar sobre a nsia de sangue que eu definitivamente
sentia sobre Heath.
      "Eu no estou te confundindo com Afrodite," ele disse entre os dentes cerrados.
      "Bem, talvez isso no seja sobre eu agir estranho. Talvez isso seja sobre voc querer
mais do que eu posso te dar no momento."
      "Isso no  verdade, Zoey. Voc sabe muito bem que eu no te pressiono em
relao a sexo. Eu no quero algum como Afrodite. Eu quero voc. Mas eu quero ser
capaz de te tocar sem voc se afastar de mim como se eu fosse um leproso."
      Eu ando fazendo isso? Merda. Eu provavelmente ando. Eu respirei fundo. Brigar
assim com Erik era idiota, e eu ia acabar perdendo ele se eu no descobrisse um jeito dele
se aproximar de mim sem deixar ele saber coisas que ele poderia acidentalmente contar a
Neferet. Eu olhei para o cho, tentando descobrir o que eu podia ou no dizer. "Eu no
acho que voc  um leproso. Eu acho que voc  o cara mais gostoso da escola."
      Eu ouvi Erik suspirar. "Bem, voc j disse que no sai com garotas, ento isso
deveria significar que voc deveria gostar quando eu toco voc."
      Eu olhei para ele. "Significa. Eu gosto." Ento eu decidi que eu ia contar para ele a
verdade. Ou pelo menos o mximo da verdade que eu pudesse. " s difcil deixar voc se
aproximar de mim quando estou lidando com, bem, coisas." Oh, timo. Eu chamei de
coisas. Eu sou uma retardada. Porque o cara ainda gosta de mim?
      "Z, essas coisas tem a ver com descobrir como lidar com seus poderes?"
      "Yeah." Ok, isso era basicamente uma mentira, mas no totalmente. Todas as coisas
(AKA, Stevie Rae, Neferet, Heath) tinham acontecido comigo por causa dos meus poderes
e eu estava tendo que lidar com isso, embora claramente eu no estivesse fazendo um
bom trabalho. Eu senti como se devesse cruzar meus dedos atrs das minhas costas, mas
fiquei com medo de Erik notar.
      Ele deu um passo em minha direo. "Ento as coisas no  que voc odeia quando
te toco?"
      "Odiar que voc me toque definitivamente no  as coisas. Definitivamente no.
Definitivamente." Eu dei um passo em direo a ele.
      Ele sorriu e de repente seus braos estavam ao meu redor, s que dessa vez ele se
curvou para me beijar. Ele tinha um gosto to bom quanto seu cheiro, ento o beijo foi
bom e em algum lugar no meio dele eu percebi a quanto tempo Erik e eu no tnhamos
uma boa ficada. Eu quero dizer, eu no sou nenhuma vadia como Afrodite, mas tambm
no sou freira. E eu no estava mentindo quando disse a Erik que eu gostava que ele me
tocasse. Eu deslizei meus braos em nos ombros largos dele, me inclinando nele ainda
mais. No nos encaixvamos bem. Ele  muito alto, mas eu gosto disso. Ele me faz sentir
baixa e garota e protegida, e eu gosto disso tambm. Eu deixei meus dedos brincarem
com a nuca dele onde o cabelo negro dele comeava grosso e um pouco cacheado.
Minhas unhas provocaram a suave pele ali, e eu senti ele tremer e ouvi o pequeno gemido
na garganta dele.
      "Voc  to boa," ele sussurrou contra meus lbios.
      "E voc tambm," eu sussurrei em resposta. E ento num impulso (um impulso
vadio) eu tirei a mo dele das minhas costas e movi para cima para que ele tocasse meu
seio. Ele gemeu de novo e o beijo dele ficou mais forte e profundo. Ele deslizou sua mo
por cima e por baixo do meu suter, e ento subiu de novo para colocar sua mo em meu
seio, nu com exceo do meu suti.
      Ok, eu vou admitir, eu gostei dele tocar meu peito. Foi bom. Eu me senti
especialmente bem por estar provando a Erik que eu no o tinha rejeitado. Eu me mexi
para ele sentir melhor e de alguma forma esse pequeno e inocente (bem, semi-inocente)
movimento fez nossas bocas escorregarem e meu dente mordeu seu lbio.
      O gosto do sangue dele me atingiu com tanta fora que eu arfei contra a boca dele.
Era rico e quente e indescritivelmente salgado doce. Eu sei que soa nojento, mas eu no
pude impedir minha resposta instantnea. Eu pus a mo no rosto de Erik e coloquei o
lbio dele dentro da minha boca. Eu lambi levemente, o que fez o sangue sair mais
rpido.
      "Sim, v em frente. Beba," Erik disse, a voz dele rouca e sua respirao ficando cada
vez mais rpida.
      Esse foi todo o encorajamento que eu precisava. Eu suguei o lbio dele para minha
boca, experimentando o incrvel e mgico sangue dele. No era como o sangue de Heath,
No me deu um prazer to intenso que era quase doloroso, quase descontrolado. O
sangue de Erik no era a exploso de paixo quente que o de Heath era. O sangue de Erik
era como uma pequena fogueira de acampamento, algo quente e firme e forte. Enchia
meu corpo com uma chama que derramava um liquido de prazer at meus dedos dos ps,
e me fez querer mais - mais de Erik mais do sangue dele.
      "Uh-hum!"
      O som de uma garganta sendo conspicuamente (e altamente) sendo limpa fez Erik e
eu nos afastarmos como se tivssemos sendo eletrocutados. Eu vi os olhos de Erik se
alargarem quando ele olhou atrs de mim, e ento vi o sorriso dele, o que fez ele parecer
um garotinha sendo pego com sua mo em um pote de biscoitos (aparentemente meu
pote de biscoitos).
      "Desculpe, professor Blake. Pensamos que estvamos sozinhos."
     SEIS

      Oh.Meu.Deus. Eu queria morrer. Eu queria morrer e virar p e ter a brisa me levando
para qualquer lugar desde que eu ficasse longe. Ao invs disso eu me virei. Certa, Loren
Blake, Vampiro poeta Laureate e o homem mais bonito que eu conheo no universo,
estava parado ali com um sorriso em seu rosto classicamente lindo.
      "Oh, uh, oi," eu disse, e porque isso no soava idiota o bastante eu acrescentei,
"Voc estava na Europa."
      "Eu estava. Voltei essa tarde."
      "Ento como foi a Europa?" Calmo e controlado, Erik colocou um brao relaxado ao
redor dos meus ombros.
      O sorriso de Loren ficou maior e ele olhou do Erik para mim. "No to amigvel
quanto aqui."
      Erik, que parecia estar se divertindo, riu suavemente. "Bem, no  onde voc vai, 
quem voc conhece."
      Loren ergueu uma sobrancelha perfeita. "Obviamente."
      " o aniversrio de Zoey. S estvamos fazendo o negocio do beijo de aniversrio,"
Erik disse. "Voc sabe que Z e eu estamos saindo."
      Eu olhei de Erik para Loren. A testosterona era quase visvel no ar entre os dois.
Jeesh, eles estavam agindo totalmente como homens. Especialmente Erik. Eu juro que
no ficaria surpresa se ele me derrubasse e ficasse me arrastando pelos cabelos. O que
no era uma imagem atraente.
      "Sim, eu ouvi falar que vocs dois estavam saindo," Loren disse. O sorriso dele
parecia estranho - meio sarcstico e quase um desdm. Ento ele apontou para o meu
lbio. "Voc tem um pouco de sangue ai, Zoey.  melhor limpar." Meu rosto se inflamou.
"Oh, e feliz aniversrio." Ele virou e foi para calada logo alcanando uma sesso da
escola que mantinha os quartos dos professores.
      "Eu no sei o que  mais embaraoso," eu disse depois de lamber o sangue do meu
lbio e arrumar o meu suter.
      Erik deu nos ombros e riu.
      Eu dei um tapa na bochecha dele antes de pegar minha planta e meu livro. "Eu no
sei por que voc acha isso to engraado," eu disse quando comecei a marchar para o
dormitrio. Naturalmente, ele me seguiu.
      "S estvamos nos beijando, Z."
      "Voc estava apenas beijando. Eu estava sugando seu sangue." Eu olhei de lado
para ele. "Oh, e tem o pequeno a sua-mo-embaixo-da-minha-camiseta detalhe. Melhor
no esquecer disso."
      Ele pegou a planta de lavanda e segurou a minha mo. "Eu no vou esquecer disso,
Z."
      Eu no tinha uma mo livre para bater nele de novo, ento eu me conformei com
um olhar, " embaraoso. Eu no acredito que Loren nos viu."
      " apenas Blake, ele nem  um professor integral."
      " embaraoso," eu repeti, desejando que meu rosto esfriasse. Eu tambm queria
sugar mais o sangue do Erik, mas eu no ia mencionar isso.
      "No  embaraoso. Estou feliz por ele ter nos visto," Erik disse presunoso.
      "Voc est feliz? Desde quando ficar publicamente te excita?" timo. Erik era um
cara maluco e eu estava descobrindo isso agora.
      "Ficar publicamente no me excita, mas ainda estou feliz por Blake ter nos visto."
Toda a diverso tinha sumido da voz de Erik, e o sorriso dele se tornou amargo. "Eu no
gosto do jeito que ele olha para voc."
      Meu estomago se apertou. "Como assim? Como ele olha para mim?"
      "Como se voc no fosse um estudante e ele um professor." Ele pausou. "Ento voc
no notou?"
      "Erik, acho que voc est louco." Eu cuidadosamente no respondi a pergunta.
"Loren no olha para mim como nada." Meu corao estava batendo como se pudesse sair
do meu peito. Diabos, sim, eu notei como Loren olha para mim! Notei at demais. Eu at
falei para Stevie Rae sobre isso. Mas com tudo que aconteceu ultimamente, alem de Loren
ter ido embora a quase um ms, eu tinha me convencido que tinha imaginado a maior
parte do que tinha acontecido entre ns.
      "Voc o chamou de Loren," Erik disse.
      "Yeah, como voc disse, ele no  um professor de verdade."
      "Eu no o chamo de Loren."
      "Erik, ele me ajudou com a pesquisa para as novas regras das Filhas Negras." Isso
era mais um exagero do que uma mentira. Eu estava pesquisando, Loren estava l. Ns
conversamos. Ento ele tocou meu rosto. Definitivamente no pensando sobre isso eu me
apressei, "Alm do mais, ele perguntou sobre as minhas tatuagens." E ele tinha. De baixo
da lua cheia e eu despi minhas costas para ele poder ver elas... e tocar elas... e deixar
elas inspirarem a poesia dele. Eu me afastei desse pensamento tambm, e terminei com,
"Ento eu meio que o conheo."
      Erik rosnou.
      Minha mente parecia um bando de gerbils* (*eh uma espcie de rato) estavam
andando em rodinhas dentro de mim, mas eu fiz minha voz soar leve e brincando. "Erik,
voc tem cimes de Loren?"
      "No." Erik olhou para mim, olhou para longe, e ento encontrou meus olhos de
novo. "Sim. Ok, talvez."
      "No tenha. No tem porque voc ter cimes. No tem nada acontecendo entre eu e
ele. Prometo." Eu bati meu ombro no dele. E naquele momento eu falei serio. Era
estressante o bastante o que eu ia fazer com o Heath e o imprint. A ltima coisa que eu
precisa era um caso secreto que era ainda mais fora dos limites do que meu ex-namorado
humano. (Infelizmente, parecia que a ltima coisa que eu precisava era normalmente a
primeira coisa que eu tinha.)
      "Ele apenas  estranho para mim," Erik disse.
      Paramos na frente do dormitrio das garotas e, ainda segurando a mo dele, eu virei
para ele e pisquei os olhos inocentemente. "Ento voc sentiu o Loren tambm?"
      Ele olhou com raiva. "Nem mesmo vagamente possvel." Ele me puxou para ele e ps
seus braos ao meu redor. "Desculpe por surtar sobre Blake, eu sei que no tem nada
acontecendo entre vocs dois. Eu acho que estava sendo ciumento e idiota."
      "Voc no  idiota, e eu no me importo que sinta cimes. Pelo menos um
pouquinho."
      "Voc sabe que eu sou louco por voc, Z," Ele disse enquanto se curvava e
acariciava minha orelha. "Queria que no fosse to tarde."
      Eu tremi. "Eu, tambm." Mas eu podia ver o cu comear a clarear por cima dos
ombros dele. Alm do mais, eu estava exausta. Entre o meu namorado, minha me e o
padrasto perdedor, e minha amiga morta viva, eu realmente precisava de um tempo para
pensar e uma boa noite (ou em meu dia, dias) de sono. Mais isso no me impediu de
acariciar Erik tambm.
      Ele me beijou no topo da cabea e me manteve prximo, "Hey, voc j sabe quem
vai representar a terra durante o ritual da Lua Cheia?"
      "No, ainda no," eu disse. Merda. O Ritual da Lua Cheia era daqui duas noites e eu
estive evitando pensar nisso. Substituir Stevie Rae seria horrvel o bastante se ela
estivesse morta morta. Saber que ela era uma morta viva e andava nos becos fedidos e
nos tneis nojentos fazia substituir ela deprimente. Sem mencionar errado.
      "Voc sabe que eu fao isso. Voc s tem que pedir."
      Eu virei minha cabea para cima e olhei para ele. Ele era do Conselho dos Prefeitos,
junto com as Gmeas, Damien, e,  claro, eu. Eu era a Prefeita Snior embora eu
tecnicamente fosse uma novata e no snior. Stevie Rae tambm era parte do conselho.
E, no, eu no tinha decidido quem ia substituir ela. Na verdade, eu tinha que Sapatear
ou escolher dois estudantes para o conselho e eu no tinha pensando nisso tambm.
Deus, eu estava estressada. Eu respirei fundo. "Voc, por favor, poderia representar a
terra no circulo para o nosso ritual da Lua Cheia?"
      "Sem problemas, Z. Mas voc no acha uma boa idia fazermos um circulo de
pratica antes? Com todos vocs tendo uma afinidade pelos elementos, ou no seu caso
pelos 5 elementos,  melhor se certificar que tudo vai dar certo quando um cara sem dons
aparece."
      "Voc no  exatamente sem dons."
      "Bem, eu no estava falando da minha habilidade super dotada de beijar."
      Eu virei os olhos. "Nem eu."
      Ele me puxou mais para perto para que meu corpo ficasse moldado contra o dele.
"Acho que preciso te mostrar mais do meu talento."
      Eu ri e ele me beijou. Eu ainda podia sentir um pouco do gosto do sangue no lbio
dele, o que fez o beijo ser ainda mais doce.
      "Suponho que vocs dois tenham feito as pazes," Erin disse.
      "Parece mais uma ficada do que fazer as pazes, Gmea," Shaunee disse.
      Dessa vez Erik e eu no nos afastamos. Ns apenas suspiramos.
      "No existe privacidade nessa escola," Erik murmurou.
      "Ol! Vocs estavam sugando o rosto um do outro a vista de todo mundo," Erin
disse.
      "Eu acho que  meio fofo," Jack disse.
      "Isso porque voc  doce," Damien disse, passando seu brao ao redor de Jack
enquanto desciam as enormes escadas do dormitrio.
      "Gmea, eu posso vomitar. Que tal voc?" Shaunee disse.
      "Definitivamente. Como um projtil," Erin disse.
      "Ento essa coisa de amor de pombinhos deixa as duas enjoadas, huh?" Erik
perguntou com um brilho maligno nos olhos. Eu me perguntei o que estava acontecendo.
      "Super nauseadas," Erin disse.
      "Idem," Shaunee concordou.
      "Ento vocs no estariam interessadas no que Cole e T.J queriam passar para
vocs?"
      "Cole Clifton?" Shaunee disse.
      "T.J Hawkins?" Erin disse.
      "Sim e Sim," Erik disse.
      Eu observei Shaunee e Erin instantaneamente mudarem suas atitudes negativas.
      "Cole  to booommmm," Shaunee praticamente ronronou. "Aquele cabelo loiro e
aqueles lindos olhos azuis me fazem querer bater nele."
      "T.J." - Erin desmaiou dramaticamente - "Aquele garoto pode cantar, E ele  alto...
Oohm ele  maravilhoso."
      "Todo esse drama significa que vocs realmente esto interessados em um
relacionamento?" Damien perguntou com presuno.
      "Sim, Rainha Damien," Shaunee disse, enquanto Erin estreitava os olhos para ele e
acenava.
      "Ento voc tinha algo pra dizer para as Gmeas de Cole e T.J.?" Eu perguntei a Erik
antes de Damien poder responder as Gmeas, o que me fez sentir falta de Stevie Rae pela
zilionessima vez. Ela mantinha a paz melhor que eu.
      "S que achamos que seria legal se Shaunee e Erin e voc" - ele apertou meus
ombros - "fossem no IMAX amanha com a gente."
      "Ns como em voc, Cole e T.J?" Shaunee perguntou.
      "Yep. Oh, e Damien e Jack tambm esto convidados."
      "O que vamos ver?" Jack perguntou.
      Erik pausou para um efeitos dramtico, ento disse, "300 est passando de novo
como um especial de frias do IMAX."
      Damien riu. "Estamos nessa."
      "Ns tambm." Shaunee disse, enquanto Erin acenava to vigorosamente em
concordncia que o cabelo loiro dela balanou ao redor, fazendo ela parecer uma lder de
torcida maluca.
      "Sabe, 300 pode ser um filme perfeito. Tem algo nele para todo mundo," eu disse.
"Homens fortes pra quem gosta disso. E peitos de garotas para quem gosta disso. Alm
do mais muita ao, quem no gosta disso?"
      "E  uma exibio a meia noite do IMAX pra quem no gosta do sol," Erik disse.
      "Beira a perfeio," Damien disse.
      "Verdade," disseram as Gmeas juntas.
      Eu s fiquei parada ali com um sorriso. Eu era louca por eles. Cada um dos cinco. Eu
ainda sentia falta de Stevie Rae constantemente, mas pela primeira vez em um ms eu
estava sentindo como mim mesma - contente, at feliz.
      "Ento  um encontro?" Erik perguntou.
      Todos falaram seus sim's juntos.
      "Melhor voltar para nosso dormitrio. No quero ser pego no territrio sagrado das
garotas depois do toque de recolher," ele provocou.
      "Yeah,  melhor a gente ir," Damien disse.
      "Hey Zoey, feliz aniversario," Jack disse.
      Jeesh, ele  um garoto doce. Eu ri para ele, "Obrigado, querido." Ento olhei para o
resto dos meus amigos. "Eu sinto muito por ter sido uma chata mais cedo. Eu realmente
gostei dos meus presentes."
      "O que significa que voc vai usar eles?" Shaunee disse com seus olhos estreitados e
afiados para mim.
      "Yeah, voc vai usar aquelas lindas botas que ns gastamos 295,52 dlares?" Erin
acrescentou.
      Eu engoli. As famlias de Erin e Shaunee tinham dinheiro. Eu, por outro lado, no
estava acostumada a ser dona de botas de 300 dlares. Na verdade, agora que eu percebi
o quo caras elas eram eu estava comeando a gostar delas mais e mais. "Sim. Eu irei
usar aquelas timaaasss botas." Eu imitei Shaunee.
     "A manta de cashmere no foi exatamente barata tambm," Damien disse rindo. "Eu
mencionei que  cashmere? 100%."
     "Mais vezes do que podemos contar," Erin murmurou.
     "Eu adoro meu negocio de cashmere," eu assegurei a ele.
     Jack estava franzindo e olhando para os ps. "Meu globo de neve no foi to caro."
     "Mas  fofo, e seguiu o tema do boneco de neve, combinando perfeitamente com
meu colar de boneco de neve, que eu nunca vou tirar." Eu sorri para Erik.
     "Mesmo no vero?" ele perguntou.
     "Mesmo no vero," eu disse.
     Erik suspirou, "Obrigado Z." E me beijou suavemente.
     "Estou sentindo meu enjo crescer de novo," Shaunee disse.
     "Vomitando um pouco na minha boca," Erin disse.
     Erik me abraou mais uma vez antes de alcanar Jack e Damien, que j estavam se
afastando. Por cima dos ombros ele chamou, "Ento eu digo a Cole e T.J que vocs duas
no gostam do negocio de se beijar."
     "Faa e matamos voc," Shaunee disse docemente.
     "Voc estar morto como uma rocha," Erin disse, to doce quanto.
     Eu ri junto com a risada que desaparecia de Erik enquanto pegava meu vaso de
lavanda, enquanto abraava o livro de Drcula no peito, e entrava no dormitrio com
minhas amigas. E eu comecei a achar que eu podia bolar uma soluo para o problema
com Stevie Rae e todos podermos ficar juntos de novo.
     Infelizmente, essa idia se provou ser to ingnua quanto era impossvel.
     SETE

      Sbado  noite (o que  nosso sbado de manh)  normalmente a hora pra
preguia. As garotas ficam no dormitrio usando pijama e pantufas, descabeladas,
sonolentas comendo uma tigela de cereais ou pipoca fria e vendo as reprises em
diferentes TVs na sala do dormitrio. Ento no  surpreendente que Shaunee e Erin me
derem um confuso e grogue franzido quando peguei uma barra de granola e uma lata de
coca e aparecer entre seus olhares e a TV.
      "O que?" Erin disse.
      "Z, porque voc est to acordada?" Shaunee disse.
      "Yeah, no  saudvel ser to feliz de manh cedo," Erin disse.
      "Exato, Gmea. Cada pessoa tem uma quantidade de felicidade. Se ela usa tudo to
cedo, ento acaba e de noite a pessoa fica mau humorada," Shaunee disse.
      "No estou animada. Estou ocupada." Graas a Deus, isso parou com a lio delas.
"Eu vou a biblioteca pesquisar sobre umas coisas do ritual." Isso no era uma mentira.
Elas s assumiram que era sobre o Ritual da Lua Cheia quando na verdade eu estava
falando sobre um ritual para fazer a pobre Stevie Rae morta viva voltar a vida. "Enquanto
fao isso, eu quero que vocs encontrem Damien e Erik e digam a eles que vamos nos
encontrar na rvore perto do muro as -" Eu olhei para meu relgio. "So 17:30 agora. Eu
devo acabar a pesquisa at as 19. Ento que tal as 19:30?"
      "Ok," as Gmeas falaram.
      "Mas porque vamos nos encontrar?" Erin disse.
      "Oh, desculpe. Erik vai representar a terra amanha."
      Eu engoli e de repente fiquei com um n na garganta. As Gmeas pareciam
igualmente tristes. Claramente, nenhuma de ns realmente tinha superado Stevie Rae,
mesmo aqueles que acreditavam que ela estava morta. "Erik achou que seria uma boa
idia praticar um circulo antes do ritual. Vocs sabem, j que todos temos afinidades por
elementos e ele no. Eu tambm achei que  uma boa idia."
      "Yeah... parece uma boa..." as Gmeas murmuraram.
      "Stevie Rae no ia querer que estragssemos o ritual porque sentimos falta dela." Eu
disse. " melhor agirmos certo e no passarmos vergonha." Meu sotaque fez as Gmeas
sorrirem.
      "Estaremos l, Z," Shaunee disse.
      "timo, ento todos vamos ver 300 depois disso," eu disse.
      Elas se olharam.
      "Oh, e vocs duas podem se certificar de que as velas elementares estejam l?"
      "Pode deixar, Z," Erin disse.
      "Brigada gente,"
      "Hey, Z," Shaunee chamou do outro lado da sala quando eu estava quase na porta.
      Eu pausei e olhei para eles.
      "Bonitas botas," Erin disse.
      Eu ri e descobri uma bota. Eu estava usando jeans, mas eles eram o tipo que da pra
dobrar para cima at os joelhos, o que significa que todos podiam ver claramente as
brilhantes rvores de natal que adornavam os lados de cada bota. Eu tambm estava
usando o cachecol de Damien, que realmente era macio como um sonho de cashmere.
Algumas garotas sentadas no sof perto da porta fizeram barulhos como se achassem que
as botas fossem fofos tambm, e eu vi as Gmeas trocar um olhar de eu te disse.
      "Obrigado, as Gmeas me deram de aniversario." Eu disse, alto o bastante para
Shaunee e Erin ouvirem. Elas me jogaram beijinhos quando fui para a porta.
      Eu mordi minha barra de grano e fui para o media Center no prdio principal da
escola. Surpreendentemente, eu estava me sentindo bem sobre o Ritual da Lua Cheia.
Claro, seria estranho no ter Stevie Rae representando a terra, mas eu estaria cercada por
meus amigos. Ainda ramos ns, mesmo que um de ns faltasse.
      A escola estava ainda mais deserta hoje do que tem estado no ltimo ms, o que faz
sentindo. Era natal, e embora calouros tivessem que manter contato com os vampiros
adultos, podamos ficar fora do campus por at um dia. (Tem um tipo de feromnio
vampiro secreta que semi-controla as Mudanas fsicas que acontece dentro de ns e nos
permite completar a mudana para vampiros adultos, ou pelo menos para alguns de ns.
O resto morre.) Ento vrios alunos esto passando o natal com seus familiares humanos.
      Como eu esperava, a biblioteca estava deserta. Eu no precisava me preocupar em
ficar presa e alarmada como em uma tpica escola. Vampiros, com seus poderes fsicos e
psquicos no precisavam de trancas pra ter segurana. Na verdade, eu nem tinha certeza
no que eles faziam quando calouro fazia algo tipicamente adolescente e idiota. Diziam os
rumores que o vampiro cafajeste seria banido (hee-hee "cafajeste," essa  uma das
palavras do vocabulrio de Damien) por vrios perodos de tempo.
      O que significa que o garoto pode realmente ficar doente - tipo afogar em seus
prprios tecidos enquanto eles se desintegram e voc morre.
      De qualquer forma,  melhor no irritar os vampiros. Naturalmente, eu fiquei inimiga
da mais poderosa Alta Sacerdotisa da nossa escola. s vezes ser eu era bom - como
quando Erik estava me beijando ou quando estava com meus amigos - mas acima de
tudo, ser eu era uma bola de estresse e angustia.
      Eu procurei os velhos livros mofados na sesso de metafsica da biblioteca (como
voc provavelmente pode imaginar, nessa biblioteca em particular era uma grande
sesso). Eu estava indo devagar porque decidi no usar o catalogo do computador para
pesquisar. A ltima coisa que eu precisava era deixar algum trao eletrnico do que eu
estava procurando: Zoey Redbird est tentando encontrar informaes sobre calouros que
morreram e foram reanimados como sugadores de sangue demonacos pela Alta
Sacerdotisa que  uma maluca maldosa que tem um Plano Mestre desconhecido! No. At
eu sabia que isso no era uma boa idia.
      Eu estava ali a mais de uma hora e estava ficando frustrada por meus passos de
tartaruga. Eu realmente queria poder pedir a ajuda de Damien. O garoto no s era mais
esperto e mais rpido na leitura, ele tambm era muito bom em pesquisa. Eu estava
segurando Rituais para Cura de Corpo e Esprito e tentando pegar uma copia da prateleira
de cima de um livro com capa de couro e uma sujeira to velha quanto o titulo do livro
Combatendo o Mal com Feitios e Rituais, quando um brao forte levantou e o pegou
facilmente. Eu virei e quase bati em Loren Blake.
      "Combatendo o Mal, huh? Interessante escolha de leitura."
      A proximidade dele no estava ajudando meus nervos. "Voc me conhece" (ele na
verdade no conhecia). "Eu gosto de estar preparada."
      As sobrancelhas dele se enrugaram em confuso. "Voc est esperando algum
ataque do mal?"
      "No!" Eu disse rpido demais. Ento eu ri, tentando um tom fresco, e cuidadoso
(fresco, hee-hee), mas tenho certeza que ele saiu totalmente falso. "Bem, alguns meses
atrs ningum esperava que Afrodite perdesse o controle de um bando de vampiros
fantasmas sugadores de sangue e ela perdeu. Ento, eu achei, voc sabe, melhor prevenir
do que remediar." Deus, sou uma idiota.
      "Suponho que faa sentido. Voc no est se preparando para nada especifico?"
      Eu vaguei nos olhos afiados e interessados dele. "No," eu disse relaxada. "S
tentando fazer um bom trabalho como a lder das Filhas Negras."
      Ele olhou para os livros de rituais que eu estava segurando. "Voc sabe que esses
livros so apenas para vampiros adultos, no sabe? Quando um calouro fica doente s
existe, infelizmente, uma razo por trs disso. O corpo dele est rejeitando a Mudana e
ele vai morrer." Ento ele acrescentou numa voz gentil, "Voc no est se sentindo
doente, est?"
      "Oh, Deus, no!" eu disse apressadamente. "Estou bem.  s que, bem -" eu hesitei,
procurando uma desculpa. Com um inspirao repentina eu disse, " embaraoso admitir,
mas achei melhor fazer um estudo mais aprofundado para quando me tornar uma Alta
Sacerdotisa."
      Loren sorriu. "Porque voc ficaria envergonhada de admitir isso? Eu no achei que
voc seria como uma daquelas mulheres total que acham que ler e ser bem educada 
embaraoso."
      Eu senti minhas bochechas a comearem a ficarem quentes - ele me chamou de
"mulher," que era muito melhor que me chamar de caloura ou garota. Ele sempre me
fazia sentir to adulta, to mulher. "Oh, no, no  isso.  embaraoso porque soa meio
arrogante assumir que eu algum dia vou ser uma Alta Sacerdotisa."
      "Eu acho que essa suposio  um bom senso e a sua confiana  justificvel." Ele
deu um sorriso quente e eu juro que podia sentir o calor contra a minha a pele. "Eu
sempre me senti atrado por mulheres confiantes."
      Deus, ele fez meus dedos dos ps formigarem.
      "Voc no tem idia de quo especial , tem, Zoey? Voc  nica. No  como o
resto dos calouros. Voc  uma deusa entre aqueles que pensam que so semi-deuses."
Quando a mo dele passou pelo lado do meu rosto, tocando as tatuagens que
emolduravam meus olhos, eu achei que fosse derreter entre as prateleiras. "Eu jurei te ser
leal, e pensei em ti brilhante. Cuja arte  to negra quanto o inferno, e to escura quanto
a noite."
      "De quem  esse?" O toque dele fez meu corpo formigar e eu ficar tonta, mas eu
consegui reconhecer o profundo ritmo que a voz incrvel dele assumia quando ele estava
recitando poesia.
      "Shakespeare," ele murmurou e o polegar dele acariciou suavemente as linhas da
tatuagem que decoravam minhas bochechas. " um dos sonetos que ele escreveu para a
Lady Negra, que era o amor verdadeiro dele. Ns sabemos,  claro, que ele era um
vampiro. Mas acreditamos que o verdadeiro amor da vida dele era uma jovem garota que
foi Marcada e que morreu como uma caloura sem completar a Mudana."
      "Eu achei que vampiros adultos no devem ter relaes com calouros." Estvamos
to prximos que eu no tive que falar muito alm de um sussurro para ele me ouvir.
      "No deveramos.  altamente imprprio. Mas s vezes existe uma atrao que
acontece entre duas pessoas que transcende o lao vampiro-calouro, assim como o
problema da idade. Voc acredita nesse tipo de atrao, Zoey?"
      Ele est falando de ns! Estvamos nos olhando nos olhos, e eu me senti perdida
neles. As tatuagens dele eram um padro intricando de linhas que davam a impresso de
raios, e eram perfeitas com seus olhos e cabelos escuros. Ele era to insanamente bonito
e to mais velho que ele me fazia sentir ao mesmo tempo incrivelmente atrada por ele e
morta de medo de estar lidando com algo muito alem do que eu j experimentei que
facilmente podia fugir de controle. Mas a atrao estava l - e se ele estivesse certo,
definitivamente transcendia o lao vampiro-calouro. Tanto que Erik notou como Loren olha
para mim.
      Erik... a culpa passou por mim. Ele ia morrer se visse o que estava acontecendo
entre Loren e eu. Um pequeno pensamento maldoso passou pela minha mente, Erik no
est aqui para ver, e eu respirei fundo, e me ouvi dizer, "Sim. Eu acredito nesse tipo de
atrao. E voc?"
      "Eu no sei." O sorriso dele era triste. O que o fez parecer de repente muito jovem e
bonito e to vulnervel que minha culpa por Erik evaporou. Eu queria pegar Loren nos
braos e dizer a ele que tudo ficaria bem. Eu estava juntando coragem para me aproximar
ainda mais dele quando as prximas palavras me surpreenderam tanto quando me fez
esquecer do sorriso pequeno-garoto-perdido. "Eu voltei ontem porque sabia que era seu
aniversrio."
      Eu pisquei surpresa. "Voc sabia?"
      Ele acenou, ainda acariciando minha bochecha com seu dedo. "Eu estava procurando
por voc quando te encontrei com Erik." Os olhos dele escureceram e a voz dele ficou
profunda e dura. "Eu no gostei de ver ele com as mos em cima de voc."
      Eu hesitei, sem ter certeza de como responder isso. Eu estava super embaraada por
ele ter visto Erik e eu ficando. Ainda sim, embora o que estvamos fazendo tinha sido
embaraoso por ter sido pega, no fizemos nada muito errado. Erik era, afinal de contas,
meu namorado, e o que ele e eu fazamos juntos no era da conta de Loren. Mas olhando
nos olhos dele eu percebi que eu talvez quisesse que fosse da conta de Loren.
      Como se ele pudesse ler minha mente ele tirou a mo do meu rosto e olhou para
longe de mim. "Eu sei. Eu no tenho direito de ficar com raiva de voc por estar com Erik.
No  da minha conta."
      Devagar, eu toquei o queixo dele, virando o rosto dele de volta para que pudesse ver
meus olhos. "Voc quer que seja da sua conta?"
      "Mais do que posso dizer a voc," ele disse. Ento ele soltou o livro - que ainda
estava segurando - e emoldurou meu rosto em suas mos, para que seu polegar ficasse
prximo do meu lbio e seus dedos tocassem meu cabelo. "Eu acredito que seja minha
vez para um beijo de aniversrio."
      Ele reivindicou minha boca e ao mesmo tempo eu senti como se ele tivesse
reivindicado meu corpo e alma. Ok, Erik beijava bem. E eu beijo Heath desde que eu
estava na terceira serie e ele na quarta, ento o beijo de Heath era familiar e bom. Loren
era um homem. Quando ele me beijou no houve nenhuma da hesitao desconfortvel
que eu estava acostumada. Os lbios e lngua dele me disseram que ele sabia exatamente
o que ele queria e tambm como conseguir. E uma estranha, e mgica coisa aconteceu
comigo. Eu no era mais apenas uma garota quando eu o beijei de volta. Eu era uma
mulher, madura e poderosa, e eu sabia o que eu queria e como conseguir tambm.
      Quando o beijo terminou ns dois estvamos respirando com dificuldade. Loren
ainda segurava meu rosto, e ele se afastou apenas o suficiente para que pudssemos nos
olhar nos olhos de novo.
      "Eu no deveria ter feito isso," ele disse.
      "Eu sei," eu disse, mas isso no me impediu de olhar para ele. Eu ainda estava
segurando os livros estpidos de rituais e feitios com uma mo, mas a outra estava no
peito dele. Devagar eu espalhei meus dedos para que eles pudessem deslizar no pescoo
dele que estava com a camisa desabotoada e tocar sua pele nua. Ele tremeu e eu senti o
tremor dentro de mim.
      "Isso vai complicar as coisas," ele disse.
      "Eu sei," eu repeti.
      "Mas eu no quero parar."
      "Nem eu," eu disse.
      "Ningum pode saber sobre ns. Pelo menos ainda no."
      "Ok." Eu acenei, sem ter certeza do que havia para saber, mas entendendo que a
idia dele me pedir para sair escondido com ele fez um estranho n se formar no meu
estomago.
      Ele me beijou de novo. Dessa vez os lbios dele foram doces e quentes e muito,
muito gentis, e eu senti o estranho n se dissolver "Eu quase esqueci," ele sussurrou
contra meus lbios. "Eu tenho algo para voc." Ele me deu outro beijo rpido e buscou
algo no bolso da sua jaqueta preta. Sorrindo, ele tirou uma pequena caixa de jias
dourada. Me entregando ele disse, "Feliz Aniversario, Zoey."
      Meu corao estava batendo pesado ridiculamente no meu peito enquanto eu abria a
porta - e arfava. "OhmeuDeus! So incrveis!" Brincos de diamante brilhavam para mim
como um lindo sonho. Eles no eram enormes e berrantes, mas pequenos e delicados e
to claros e brilhantes que quase machucavam meus olhos. Por um instante eu vi o doce
sorriso de Erik quando ele me deu o colar do boneco de neve, e ento ouvi a voz da vov
na minha conscincia me dizendo que eu no podia aceitar um presente to caro de um
homem, mas a voz de Loren me tirou a imagem de Erik junto com o aviso da minha v.
      "Eu os vi e eles me lembraram de voc - perfeitos e requintados e fogosos."
      "Oh, Loren! Eu nunca tive nada to bonito." Eu me inclinei nele, levantando minha
cabea, e ele se abaixou e ps seus braos ao meu redor e me beijou at que eu achei
que o topo da minha cabea fosse explodir.
      "V em frente, coloque eles," Loren sussurrou para mim enquanto eu ainda estava
tentando respirar depois do nosso beijo.
      Eu no coloquei nenhum brinco quando levantei, ento s levou um segundo para
colocar eles nas minhas orelhas.
      "Tem um velho espelho no canto. V olhar para ele." Ns colocamos os livros de
volta na prateleira e Loren pegou minha mo, me guiando do aconchegante canto do
media Center para o grande, e muito estofado sof e as duas camisetas combinando. Na
parede atrs deles, havia um grande e obviamente antigo, espelho. Loren parou atrs de
mim com suas mos nos meus ombros para que ns dois pudssemos refletir no espelho.
Eu coloquei meu cabelo atrs das minhas orelhas e virei minha cabea de lado a lado para
que a luz tocasse na faceta dos diamantes e os fizesse brilhar.
      "Eles so lindos," eu disse.
      Loren apertou meus ombros e me puxou para perto dele. "Sim, voc ," ele disse.
Ento, ainda me olhando pelo espelho, ele se curvou para tocar o nariz em um dos
ndulos decorados de diamantes da minha orelha e sussurrou, "eu acho que voc j
estudou o bastante por um dia. Volte para o meu quarto comigo."
      Eu vi meus olhos ficarem pesados quando ele me beijou no pescoo, seguindo o
caminho das minhas tatuagens at meus ombros. Ento eu percebi o que ele estava
realmente pedindo e uma onda de medo passou pelo meu corpo. Ele queria que eu fosse
para o quarto dele para a gente transar! Eu no queria fazer isso! Ok, bem, talvez eu
quisesse. Em teoria pelo menos. Mas realmente perder minha virgindade com esse
incrivelmente, gostoso e experiente, homem - agora? Hoje? Eu busquei ar e sai
estranhamente dos braos dele. "Eu - eu no posso." Enquanto minha mente buscava
outra coisa que eu pudesse dizer que no soasse juvenil e idiota, o grande relgio que
ficava atrs do sof comeou a tocar os sete sinos e eu senti uma onda de alivio. "Eu no
posso porque fiz planos para encontrar Shaunee e Erin e o resto dos Prefeitos do Conselho
as 19:15 para praticarmos para o ritual de amanha a noite."
      Loren sorriu. "Voc  uma lder aplicada das Filhas Negras, no ? Ento vai ter que
ser outra hora." Ele se moveu at mim, e eu achei que fossemos nos beijar de novo. Ao
invs disso ele tocou meu rosto, brevemente acariciando minhas tatuagens. O toque dele
me fez tremer e ficar sem ar. "Se voc mudar de idia estarei no loft dos poetas. Voc
sabe onde ?"
      Eu acenei, ainda achando difcil falar. Todos sabiam que o Poeta Laureate tinha todo
o terceiro andar do prdio dos professores para ele. Mais de uma vez eu ouvi as Gmeas
fantasiando sobre se enrolarem como presentes gigantes e se entregarem para o loft
(como elas chamavam).
      "timo. Voc deve saber que estarei pensando em voc, mesmo que decida no ir
acabar com meu sofrimento."
      Ele j tinha virado e estava se afastando, quando encontrei minha voz. "Mas eu
realmente no posso ir, ento quando vou te ver de novo?"
      Ele olhou por cima dos ombros para mim, sorrindo daquele jeito sexy e sbio. "No
se preocupe, minha pequena Alta Sacerdotisa, eu vou at voc."
      Quando ele foi embora eu sentei no sof. Minhas pernas pareciam borracha e meu
corao estava batendo com tanta fora que doa. Tremendo, eu toquei um dos brincos de
diamante. Eles eram frios, diferente do boneco de neve de perolas que descansava
acusatoriamente nos meu pescoo e o bracelete de prata que estava no meu pulso. Eles
eram quentes. Eu pus meu rosto em minhas mos e disse miseravelmente, "eu acho que
estou virando uma vadia."
     OITO

      Todos j estavam l quando eu cheguei. At mesmo Nala. Eu juro que ela olhou para
mim com olhos que diziam que ela sabia exatamente o que tinha acontecido na biblioteca.
Ento ela disse um mal humorado "mee-uf-ow!" na minha direo, espirrou, e se afastou.
Deus, estou to feliz por ela no poder falar.
      De repente os braos de Erik estavam ao meu redor. Ele me beijou rapidamente e
me abraou quando sussurrava no meu ouvido, "Eu passei o dia todo ansioso para te ver."
      "Bem, eu estava na biblioteca." Eu percebi que meu tom era muito brusco e odioso
(em outras palavras, culpado) quando ele se afastou de mim e me deu um doce, mas
confuso sorriso.
      "Yeah, foi o que as Gmeas nos falaram."
      Eu olhei nos olhos dele, me sentindo como coc. Como eu pude arriscar perder ele?
Eu nunca deveria ter deixado Loren me beijar. Eu sabia que era errado e-
      "Hey, Z, bonito colar," Damien disse, puxando uma das pontas com o boneco de
neve e interrompendo minha culpa mental.
      "Obrigado, meu amigo me deu," eu tentei provocar, mas sabia que tinha soado toda
estranha e provocativa.
      "Por esse comentrio ela quis dizer o namorado dela que  um cara," Shaunee disse,
me dando um virada de olhos.
      "Yeah, no se estresse Jack," Erin disse. "Damien no est mudando de times."
      "Voc no deveria estar dizendo para mim no me estressar?" Erik perguntou
divertido.
      "No, querido," Erin disse.
      "Se Z largar voc pela Rainha Damien estaremos aqui para ajudar voc a lidar com
sua dor." Shaunee disse. Ento as Gmeas deram uma batidinha improvisada e riram para
Erik. Apesar da culpa que eu estava sentido, as duas me fizeram rir, e eu cobri os olhos de
Erik.
      Damien franziu para as Gmeas e limpou a garganta. "Vocs duas so incorrigveis."
      "Gmea, eu esqueci, o que incorrigvel significa?" Shaunee disse.
      "Eu acredito que significa que somos mais sexys e quentes do que a orda das
corrigveis," Erin disse, ainda batendo e rindo.
      "Vocs duas so bobas, o que significa que tem pouco senso," Damien disse, mas
mesmo ele no pode se impedir de rir, especialmente quando a risada de Jack se juntou e
riu. "De qualquer forma," ele continuou. "Eu quase fui para biblioteca, mas da Jack e eu
nos envolvemos assistindo a reprise de Will and Grace e eu perdi noo do tempo. Da
prxima vez que quiser pesquisar, me avise, e eu vou ficar feliz em ajudar."
      "Ele  uma traa," Jack disse, dando nos ombros de forma divertida.
      Damien corou. As Gmeas fizeram barulhos de engasgo. Erik riu. Eu queria vomitar.
      "Oh, sem problemas. Eu s estava procurando por umas, uh, coisas," eu disse.
      "Mais coisas de novo?" Erik riu para mim.
      Eu odeie que ele parecesse to compreensivo e me apoiasse. Se ele soubesse que as
coisas que eu estava pesquisando era ficar com Loren Blake... Oh, Deus. No. Ele nunca,
nunca poderia descobrir.
      E, sim, eu percebi o quando insignificante e vadia era de a no muito tempo atrs eu
estar sugando a cara de Loren e me sentindo quente e formigando por ele, mas agora eu
estava praticamente estava sufocando numa onda de culpa.
      Claramente eu precisava de terapia.
      "Ento trouxeram as velas?" eu perguntei as Gmeas, resolvendo de uma vez por
todas pensar na baguna com Loren depois.
      " claro," Erin disse.
      "Por favor. Foi fcil-fcil," Shaunee disse. "At colocamos ela em seus lugares
certos." Ela apontou para trs de ns para uma boa rea debaixo do carvalho. Eu podia
ver as quatro velas representando os elementos nos lugares, com a quinta vela,
representando o esprito, no meio do circulo.
      "Eu trouxe os fsforos," Jack disse entusiasmado.
      "Ok. Bem. Vamos nessa," eu disse. Ns cinco fomos para nossas velas. Damien me
surpreendeu ficando um pouco para trs e sussurrando, "Se voc quer que Jack saia, s
me diga e eu falo para ele."
       "No," eu disse automaticamente, e ento minha mente alcanou minha boca e eu
acrescentei, "No, Damien. Est tudo bem ele estar aqui. Ele  parte de ns. Ele
pertence."
      Damien me deu um sorriso agradecido e fez meno a Jack para que ele trouxesse
os fsforos. Ele me entregou no meio do circulo.
      "Eu ia pegar um isqueiro, mas dai eu pensei sobre isso e no parecia certo." Ele
explicou muito srio. "Eu acho que  melhor usar madeira de verdade. Sabe, fsforos de
verdade. Um isqueiro  muito frio e moderno para um ritual ancestral. Ento trouxe
esses."
      Ele me entregou uma coisa longa e cilndrica. Quando eu s olhei para ele como um,
bem, ponto de interrogao, ele tirou a parte de cima e me entregou a parte de baixo.
"V, longos e totalmente chiques fsforos de lareiras. Eu consegui eles com a reitora do
nosso dormitrio. Voc sabe, para lareiras."
      Eu peguei os fsforos dele. Eles eram longos e grandes com uma cor violeta e
pontas vermelhas. "So perfeitos," eu disse, feliz por deixar algum feliz. "Se certifique de
trazer eles amanha para o ritual. Eu uso eles ao invs do isqueiro."
      "timo!" ele disse e ento, dando um sorriso de satisfao para Damien, ele correu
para sair do circulo e sentar confortavelmente debaixo da rvore, se recostado contra o
tronco do carvalho.
      "Ok, esto prontos?'
      Meus trs amigos e namorado (graas a Deus s havia um namorado presente)
falaram junto seus "sim's."
      "Vamos s passar o bsico e no deixar isso tudo complicado e envolvente. Vocs
ficam nos lugares certos com o resto das Filhas e Filhos Negros. Ento Jack vai ligar a
musica e eu entro, como no ms passado."
      "O professor Blake vai recitar um poema de novo?" Damien perguntou.
      "Oh, baby, eu espero que sim." Shaunee disse.
      "Aquele vampiro  to boooommmm que ele quase faz a poesia ser interessante,"
Erin disse.
      "No!" eu surtei. Ento quando todos me deram olhares estranhos (eu assumi que
todos estavam me dando olhos estranhos - as Gmeas e Damien fizeram, eu evitei olhar
para Erik). Eu continuei numa voz menos louca, "eu quero dizer, eu no acho que ele vai
recitar nada. Eu no falei com ele sobre isso, mas tanto faz," eu disse de forma
despreocupada, e ento continuei com pressa. "Ento eu me mexo rapidamente para o
meio do circulo com a musica, com ou sem poesia, at chegar no centro. Eu vou lanar o
circulo, pedir para Nyx abenoar todos ns especificamente do inicio do ano novo, passar
o vinho ao redor, ento fechar o circulo e todos podemos comer." Eu olhei para Damien,
"Voc cuidou da comida, certo?"
      "Yep, o chefe voltou das frias de inverno, e ela decidimos o menu ontem. Vamos ter
Chili de um zilho de jeitos diferentes. E," ele acrescentou em uma voz que dizia que ele
estava sendo totalmente nojento, "vamos ter tambm, cerveja importada."
      "Parece bom," eu sorri em apreciao para ele. Sim, parecia estranho e vagamente
ilegal que menores vo beber cerveja em um evento da escola. A verdade  que devido a
Mudana fsica que acontece dentro dos nossos corpos, lcool no nos afeta mais - ou
pelo menos no o suficiente para nos fazer agir como adolescentes tpicos (em outras
palavras, no vamos ficar bbados e usar isso como desculpa para transar).
      "Hey, Z, voc no vai anunciar do no ritual que est comandando para o Conselho
dos Prefeitos esse ano?" Erik perguntou.
      "Voc tem razo. Eu esqueci que precisava fazer isso," Eu suspirei. "Ento, sim,
antes de fechar o circulo eu vou anunciar os dois garotos escolhidos."
      "E quem so eles?" Damien perguntou.
      "Eu, uh, ainda no escolhi dois. Vou fazer minha deciso final hoje a noite," eu
menti. Na verdade, eu no tinha tido idia de nenhum nome ainda. Eu nem pensei nisso
desde que um dos dois estaria substituindo Stevie Rae no conselho. Ento eu lembrei que
deveria deixar meu Conselho atual me ajudar a decidir que novos garotos amos escolher.
"Uh, gente. Eu acho que amanha antes do ritual podemos nos encontrar e decidir os
nomes."
      "Hey, Z, no se estresse," Erik disse. "S escolha dois. Vamos aceitar eles."
      Eu senti uma enorme onda de alivio. "Tem certeza?"
      Meus amigos falaram juntos um "ok" e "para mim parece bom." Cada um deles,
claramente tendo total confiana em mim. Ugh.
      "Ok, timo. Ento, vocs esto tranqilos com a ordem do ritual?" eu perguntei.
      Eles acenaram.
      "Ok. Vamos praticar o circulo." Como sempre, no importava o estresse e besteiras
que estivessem acontecendo na minha vida. Quando eu lanava o circulo e chamava os 5
elementos dos quais eu tinha uma ligao, ou afinidade, a sensao de excitao e prazer
que meu dom de dava (graas a Deus) sobrepujava todo o resto. Eu tirei um longo fsforo
e o passei contra o papel lixa do fundo do cilindro. Ele acendeu e eu disse, "eu chamo o ar
para o nosso circulo. Ns respiramos contigo nossos primeiras respiraes, ento  o certo
que voc seja o primeiro elemento a ser chamado. Venha at ns, ar!" Eu toquei o fsforo
na vela amarela que Damien segurava e a acendi, e ela continuou acessa, mesmo com o
enorme vento que circulava Damien e eu como se estivssemos no centro de um mini-
tornado.
      Damien e eu rimos um para o outro. "Eu acho que nunca vou superar o quo incrvel
isso ," ele disse suavemente.
      "Eu tambm no," eu disse, e apaguei o fsforo.
      Ento me movi na direo do relgio, ao redor do circulo para Shaunee e sua vela
vermelha. Eu podia ouvir Shaunee sussurrando algo que eu reconheci, enquanto pegava o
prximo fsforo, como uma antiga musica de Jim Morrison, "Acenda meu Fogo." Eu sorri
para ela. "Fogo nos aquece com sua chama apaixonada. Eu chamo o fogo para o nosso
circulo!" Como sempre, eu mal tive que acender a vela de Shaunee. Ela acendeu
instantaneamente, passando luz e calor contra nossas peles.
      "Eu no poderia ter ficado mais quente se estivesse no fogo," Shaunee disse.
      "Bem, Nyx com certeza te deu o elemento certo," eu disse a ela.
      Ento eu fui at Erin, que estava praticamente vibrando de excitao. Meu fsforo
ainda estava acesso, ento eu simplesmente sorri e disse a Erin, "gua  o balano
perfeito com a chama, assim como Erin  a Gmea perfeita para Shaunee. Eu chamo a
gua para o nosso circulo!" Eu toquei o fsforo na vela azul e fui instantaneamente
engolfada pelo cheiro e som do mar. Eu juro que podia sentir o calor, da gua tropical
tocando nas minhas pernas, esfriando o que o fogo tinha acabado de esquentar.
      "Eu realmente amo gua," Erin disse feliz.
      Ento respirei fundo me fortificando, me certificando que meu rosto ficasse com um
calmo sorriso, e andei at onde Erik estava parado na cabea do circulo e segurando a
vela verde que representava o quarto elemento que era terra.
      "Est pronto?" eu perguntei a ele.
      Erik parecia um pouco plido, mas acenou e a voz dele era forte quando ele disse,
"Sim. Estou pronto."
      Eu levantei o fsforo que ainda queimava e "Ouch! Merda!" me sentindo como uma
retardada e no como uma Alta Sacerdotisa em treinamento e a nica caloura que j tinha
sentindo uma afinidade com os 5 elementos, eu derrubei o fsforo que eu deixei queimar
demais e queimei o dedo. Eu olhei com timidez para Erik e para o resto. "Desculpa,
gente."
      Eles deram nos ombros devido a minha natureza nerd natural. Eu estava me virando
de volta para Erik e buscando no cilindro o prximo fsforo quando o que eu vi - ou
melhor, o que eu no vi - se registrou na minha mente.
      No havia um rastro de luz entre Damien, Shaunee, e Erin. Suas velas estavam
acessas. Os elementos manifestados. Mas a conexo que sentamos desde de nosso
primeiro circulo juntos, que era to poderoso como visvel e lindo, construdo de luz,
estava faltando. Sem ter certeza do que fazer, eu mandei um apelo silencioso para Nyx.
"Por favor, deusa, me mostre o que fazer para reformar o circulo sem Stevie Rae!" Ento
acendi o fsforo e olhei de forma encorajadora para Erik.
      "Terra que nos suporta e nutre. Como o quarto elemento eu te chamo para o nosso
circulo!"
      Eu peguei o longo fsforo e o encostei na vela verde. A reao de Erik foi
instantnea. Ele chorou de dor enquanto a vela verde voava da mo dele para longe do
circulo at uma sombra grossa da rvore. Erik estava esfregando sua mo e murmurando
algo sobre se sentir como se tivesse sido picado, ao mesmo tempo que um xingamento
estava vindo da escurido enquanto algum que estava, aparentemente, muito irritado,
vinha em nossa direo.
      "Merda! Ouch! Droga! O que -"
      Afrodite emergiu da escurido segurando a vela verde apagada e esfregando uma
marca vermelha que estava na testa que j estava se enchendo.
      "Oh, maravilha. Eu deveria ter descoberto. Me dizem para vir aqui na" - ela parou,
olhou ao redor das rvores e grama, ento enrugou o nariz perfeito - "selvagem cercado
por natureza, e o que eu encontro alem de insetos e sujeira? A orda de nerdes jogando
merdas em mim," ela disse.
      "Eu s queria ter pensando nisso," Erin disse com doura.
      "Afrodite, voc  uma vadia odiosa do inferno," Shaunee disse to docemente
quanto.
      "Nerds, no falem comigo."
      Ignorado a briga delas eu disse, "quem te disse para vir aqui?"
      Afrodite me olhou nos olhos. "Nyx," ela disse.
      "Por favor!"
      "Tanto faz!"
      "Dificilmente!"
      Damien e as Gmeas todas falaram juntas. Eu notei que Erik estava suspeitosamente
silencioso. Eu levantei uma mo. "Chega!" Eu surtei e eles calaram a boca.
      "Porque Nyx te disse para vir aqui?" eu perguntei a Afrodite.
      Ainda me olhando nos olhos, ela se aproximou de mim. Mal olhando para Erik ela
disse "Saia do caminho, ex-namorado fracassado." Me surpreendendo, Erik saiu do
caminho dela para que ela pudesse tomar o lugar da terra. "Chame a terra e acenda, e
voc vai ver," Afrodite disse.
      Antes de algum poder protestar eu segui meu instinto, j sabendo pela premonio
que ela estava me dando o que estava para acontecer. "Terra que nos suporta e nutre.
Como o quarto elemento eu chamo a terra para nosso circulo!" Eu repeti e toquei meu
fsforo na vela verde. Ela acendeu instantaneamente, cercando Afrodite e eu com o cheiro
e sons de uma campina toda florida no vero.
      Afrodite falou suavemente. "Nyx decidiu que eu precisava de mais merda na minha
j horrvel vida. Ento agora eu tenho uma afinidade pela terra.  irnico o bastante para
voc?"
     NOVE

       "Oh, de jeito nenhum!" Shaunee gritou.
       "Idem, Gmea! S que foda de jeito nenhum!" Erin disse.
       "Eu no consigo acreditar que isso est certo," Damien disse.
       "Acredite," eu disse, minhas costas ainda para o resto do circulo enquanto ainda
encarava Afrodite. Antes dos meus amigos poderem surtar mais eu acrescentei, "Olhem
para o circulo." Eu no precisava olhar. Eu j sabia o que ia ver, e quando arfaram isso
me disse que eu estava certa. Ainda sim, eu me virei devagar, aterrada pela beleza e
poder do fio de luz que ligava os quatro juntos.
       "Ela est dizendo a verdade. Nyx a mandou aqui. Afrodite tem uma afinidade pela
terra."
       Chocados em silencio, meus amigos s encararam quando eu me movi para o centro
do circulo e peguei a vela prpura. "Esprito o que nos faz nicos, o que nos da coragem e
fora, e  o que vive quando nossos corpos no vivem mais. Venha at mim, esprito!" Eu
fui engolfada pelos quatro elementos quando esprito passou por mim, me enchendo de
paz e alegria. Eu andei pelo circulo, encontrando o olhar confuso e chateado dos meus
amigos, tentando ajudar eles a entender algo que eu nem entendia direito, mas o que eu
podia sentir era que, de fato, essa era a vontade de Nyx.
       "Eu no finjo entender Nyx. A deusa trabalha por caminhos misteriosos e s vezes
ela pede coisas difceis de ns. Isso  uma daquelas coisas difceis. Precisamos estar em
acordo sobre deixar Afrodite entrar, ou -" eu hesitei, sem saber como terminar. Tentamos
fazer o circulo com outra pessoa, e Erik no recebeu permisso para representar a terra.
Talvez fosse apenas Erik que deusa no quisesse representando a terra, mas eu achava
difcil de acreditar isso. Erik no s era um cara legal ele j era um membro do nosso
Conselho, mas eu tinha o pressentimento que o problema no era Nyx no querer Erik. O
problema era que Nyx queria especificamente Afrodite. Eu suspirei e continuei. "Ou eu
suponho que possamos continuar procurando algum e ver que mais ningum pode
manifestar a terra." Eu olhei para longe do circulo e encarei os olhos de Erik. "Mas eu no
acho que Erik  o problema." Ele sorriu para mim, mas foi apenas um movimento que a
boca dele fez; o sorriso no alcanou seus olhos ou seu rosto.
       "Eu acho que temos que fazer o Nyx quer que faamos. Mesmo no gostando,"
Damien disse.
       "Shaunee?" eu virei para ela. "Qual seu voto?"
       Shaunee e Erin dividiram um olhar e eu juro, por mais estranho que soe, eu quase
podia ver palavras voando pelo ar entre elas.
       "Vamos deixar a vadia se juntar ao circulo," Shaunee disse.
       "Mas apenas porque Nyx quer," Erin disse.
       "Yeah, mas queremos que seja registrado que no entendemos o que Nyx quer,"
Shaunee acrescentou, com Erin acenando em concordncia.
       "Eles podem continuar me chamando de bruxa?" Afrodite disse.
       "Voc est respirando?" Shaunee perguntou.
       "Se estiver respirando ainda  uma bruxa," Erin disse.
       "Que  do que vamos chamar voc," Shaunee terminou.
       "No," eu disse firmemente. As Gmeas viraram seus olhares para mim. "Vocs no
tem que gostar dela. Vocs no tem nem que gostar que Nyx queira ela. Mas se
aceitarmos Afrodite, ento ns aceitamos ela. Isso significa que chamar ela por nomes
tem que parar." As Gmeas sugaram o ar, obviamente se preparando para discutir
comigo, ento eu acrescentei com pressa, "Olhem dentro de si, especialmente agora
quando esto manifestando seu elemento. O que sua conscincia est dizendo?"
      Ento segurei o flego e esperei.
      As Gmeas pausaram.
      "Yeah, ok," Erin disse infeliz.
      "Entendemos seu ponto. S no gostamos," Shaunee disse.
      "E quanto a ela? Ento paramos de chamar ela de vadia, mas ela ainda pode agir
como uma?" Erin disse.
      "Agora Erin tem razo," Damien disse.
      Eu olhei para Afrodite. Pela expresso dela ela estava entediada, mas eu pude ver
que ela continuava respirando fundo, como se no pudesse sentir o bastante o cheiro da
campina que a terra tinha manifestado ao redor dela. De vez enquanto eu notei que ela
passava os dedos para baixo ao redor dela como se estivesse passando pela grama.
Claramente, ela no estava to inafetada pelo que tinha acabado de acontecer como
fingia estar.
      "Afrodite vai fazer o mesmo que vocs duas. Ela vai procurar em sua conscincia e
fazer a coisa certa."
      Afrodite parecia estar zombando como se estivesse procurando por algo que pudesse
estar escondido na noite. Ento ela deu nos ombros.
      "Oops. Parece que eu no tenho uma conscincia."
      "Pare!" eu surtei, e a energia que eu evoquei com o circulo passou entre Afrodite e
eu, passando perigosamente ao redor do corpo dela. O poder aumentou minha voz,
fazendo os olhos azuis aumentarem em surpresa e medo. "Aqui no. No nesse circulo.
Voc no ira mentir e fingir. Decida agora. Voc tambm tem escolha. Eu sei que voc
ignorou Nyx antes. Voc pode escolher ignorar ela de novo. Mas se escolher ficar e fazer a
vontade da deusa, no ira fazer isso com mentiras e dio."
      Eu pensei que ela ia quebrar o circulo e se afastar. Eu quase desejei que ela fizesse
isso. Seria mais fcil no ter ningum representando a terra. Eu podia s acender a vela
verde sozinha e a colocar no cho. Tanto faz. Mas Afrodite me surpreendeu, e isso era
apenas a primeira de muitas surpresas que Nyx tinha guardado para mim.
      "timo. Eu fico."
      "timo," eu disse. Eu olhei para meus amigos. "timo?"
      "Yeah, timo," eles resmungaram.
      "timo. Ento temos nosso circulo," eu disse.
      Antes de outra coisa bizarra acontecer eu me movi na direo oposta do relgio,
dando tchau para cada elemento. A linha prateada de poder desapareceu, deixando para
trs o cheiro do oceano e flores selvagens numa brisa quente. Ningum disse nada, e o
silencio constrangedor cresceu at eu comear a sentir pena de Afrodite.  claro, e, a
abriu a boca e, como sempre, destruiu qualquer pena que algum pudesse sentir dela.
      "No se preocupe. Eu vou deixar vocs para que possam voltar para suas reunio de
Dungeons and Dragons* (*um RPG) ou algo assim ," Afrodite desprezou.
      "Hey, no jogamos Dungeons and Dragons!" Jack disse.
      "Anda, temos tempo de ir buscar algo de comer antes do filme comear," Damien
disse, e o grupo todo completamente ignorou Afrodite quando comearam a se afastar,
conversando entre si sobre o quo bons os Espartanos eram e como dessa vez enquanto
assistiam 300 eles iriam contar quantos vampiros atores estavam nele.
      Eles j estavam a vrios passos de distancia quando Erik notou que eu no estava
com eles.
      "Zoey?" ele chamou. A turma parou e olhou para mim, obviamente surpresos por ver
Afrodite e eu ainda paradas no circulo desfeito. "Voc no vem?" A voz dele era
cuidadosamente neutra, mas eu podia ver sua mandbula se endurecendo com uma
mistura do que podia ser irritao e preocupao.
      "Vo vocs na frente. Eu encontro vocs no cinema. Eu preciso falar com Afrodite."
      Eu esperei que Afrodite fizesse um comentrio espertinho, mas ela no fez. Eu dei
um olhar lateral para ela e vi que ela estava olhando para escurido sem prestar ateno
em mim ou nos meus amigos.
      "Mas, Z, voc vai perder as panquecas de chocolate," Jack disse.
      Eu sorri para ele. "Est tudo bem. Eu comi um pouco a noite passada - sendo meu
aniversario e tudo mais."
      "Elas precisam conversar, ento vamos," Erik disse.
      Eu no gostei de como ele falou - quase como se ele no se importasse - mas antes
de poder dizer algo mais ele estava se afastando. Merda. Eu definitivamente ia ter que
ficar com ele.
      "Erik gosta das coisas do jeito dele. Ele tambm gosta de uma namorada que o
coloque em primeiro lugar. Suponho que voc ainda esteja descobrindo isso," Afrodite
disse.
      "Eu no vou falar sobre Erik com voc. Eu s quero saber sobre o que Nyx te
mostrou da vontade dela."
      "Voc j no deveria saber sobre a vontade de Nyx, bl, bl, tanto faz? Voc no 
escolhida?"
      "Afrodite, eu j estou com uma horrvel dor de cabea. Eu gostaria de estar com
meus amigos comendo panquecas. Ento eu queria ir ver 300 com meu namorado. Ento
eu j estou cansada da atuao eu-sou-uma-vadia-total-o-tempo-todo. O negocio  esse -
s responda a pergunta e ns duas podemos ir fazer o que queremos." Eu estava
esfregando minha testa. A ltima coisa que eu esperava era a bomba que ela de repente
jogou.
      "Voc est falando mesmo  que  pra responder a pergunta para que possa ir
encontrar a criatura que Stevie Rae virou, no ?"
      Eu senti como se a cor tivesse sido drenada do meu rosto. "Do que diabos voc est
falando Afrodite?"
      "Vamos andar," ela disse e comeou a andar de lado do enorme muro de pedra da
fronteira da escola.
      "Afrodite, no." Eu agarrei o brao dela. "Me diga o que voc sabe."
       "Olha,  difcil para mim ficar quieta quando acabei de ter uma viso, e a que eu
tive e que me fez vir at aqui no foi uma viso normal." Afrodite se libertou de mim e
passou a mo pela sobrancelha como se tivesse uma dor de cabea tambm. Eu notei que
as mos dela estavam tremendo - na verdade o corpo dela estava tremendo e ela parecia
anormalmente plida.
      "Est certo. Vamos andar."
      Ela no disse nada por um tempo, e eu tive que lutar para no agarrar ela e balanar
ela at me contar como ela sabia sobre Stevie Rae. Quando ela finalmente comeou a
falar, ela no olhou para mim e parecia estar falando mais para a noite do que para mim.
      "Minhas vises tem mudado. Comeou com aquela que eu tive quando aqueles
humanos foram mortos. Eu costumava poder ver as coisas como se fosse uma
observadora. Eu via o que acontecia mas no era tocada por isso. Tudo e todos eram
claros, fcil de entender. Com aqueles garotos foi diferente. Eu no estava mais
deslocada. Eu era um deles. Eu podia me sentir sendo morta com ele." Ela parou e deu
nos ombros. "Eu tambm no podia ver as coisas claramente. As coisas ficaram um
enorme emaranhado de pnico e medo e emoes malucas. Eu tenho flashes de coisas
que no consigo identificar ou entender, como quando eu te contei o que tinha que fazer
para tirar Heath daqueles tneis ou ele morria. Mas na maior parte eu surto e fico
confusa, e depois me sinto horrvel." Afrodite olhou para mim como se estivesse
lembrando agora quem ela realmente era. "Como foi quando tive a viso da sua av se
afogando. Eu era a sua av, e foi sorte ter pego deslumbres da ponte e saber onde ela
caiu na gua."
      Eu acenei. "Eu lembro que voc no podia me contar muito. Eu pensei que era mais
porque voc no queria me contar mais do que podia."
      O sorriso dela era sarcstico. "Sim, eu sei. No que eu me importe com o que voc
pensou."
      "S fale sobre a parte com Stevie Rae." Deus, ela era irritante.
      "Eu no tinha uma viso a um ms. O que foi uma boa coisa, j que meus pais
insistiram que eu visitasse durante as frias de inverno. Frequentemente."
      O olhar dela dizia que visitar seus pais no era exatamente uma coisa boa, o que eu
j sabia. Na ltima visitao dos pais eu meio que acidentalmente assisti uma horrvel
cena entre Afrodite e seus pais. O pai dela o prefeito de Tulsa. Sua me podia ser o Sat.
Basicamente, eles faziam meus pais parecerem os pais de Brady* (*serie da TV) (sim, eu
sou uma nerd que assisti as reprises da Nickelodeon),
      "Eu tive uma cena de aniversario com meus pais ontem."
      "Seu padrasto  um dos malucos das Pessoas de F, no ?"
      "Totalmente. Minha av o chamou de coco de macaco."
      Isso a fez rir. Eu digo realmente rir. Eu observei ela, maravilhada pela transformao
no rosto dela de frio e bonito para quente e lindo.
      "Yep. Eu tambm odeio meus pais," eu disse.
      "Quem no odeia," ela disse.
      "Stevie Rae no odiava dos dela. Ou pelo menos no odiava antes..." Minha voz
morreu e tive que lutar contra a vontade de no explodir em lgrimas embaraosas.
      "Ento essa parte da viso j aconteceu. Stevie Rae j virou um monstro."
      "Ela no  um monstro! Ela s est diferente do que costumava ser."
      Afrodite levantou uma sobrancelha perfeita. "Eu diria que poderia ser um
melhoramento se no tivesse visto o que ela se tornou."
      "S me diga o que voc viu."
      "Eu vi vampiros sendo mortos. Horrvel." Afrodite tinha parado para engolir, como se
estivesse tentando com fora no vomitar.
      "Por Stevie Rae?" Eu guinchei.
      "No. Essa foi uma viso diferente."
      "Ok, estou confusa."
      "Tente ter a merda das vises, ou pelo menos essas vises novas que eu tenho tido.
Confuso  do que elas so. E dor. E medo elas so uma droga."
      "Ento Stevie Rae no estava na que os vampiros morreram?"
      Ela balanou a cabea. "No, mas as duas pareciam no estar juntas." Afrodite
suspirou. "Eu vi Stevie Rae. Ela estava horrvel. Suja e magra e seus olhos brilhavam de
um vermelho estranho. E voc no ia acreditar no que ela estava vestindo. Quero dizer,
no que ela fosse uma Miss de Senso Fashion, mas ainda sim."
      "Yeah, yeah, eu entendi. Ento voc a viu morta viva."
     " o que ela , no . Ela se transformou em algum horrvel clich vampiro, No
monstro que os humanos tem nos chamado a sculos."
     "Nem todos os humanos. Sabe, voc realmente precisa superar sua pssima atitude
sobre os humanos. Costumvamos ser um," eu disse.
     "Tanto faz. Eu costumava ser apaixonada por Sean William Scott, tambm. Em falar
em notcias velhas." Ela virou os cabelos para as costas. "De qualquer forma, eu vi Stevie
Rea quando morreu. De novo. Dessa vez pra sempre. E sabia que se a viso se tornasse
verdade de alguma forma ia significar a morte dos vampiros e vi o que realmente
aconteceu. Ento temos que descobrir um jeito de salvar Stevie Rae porque Nyx est
seriamente nada feliz com o fato de vrios vampiros serem mortos."
     "Como Stevie Rae morre?"
     "Neferet mata ela. Ela empurra Stevie Rae diretamente na luz do sol e ela pega
fogo."
     DEZ

       "Merda. Ento ela realmente no pode lidar com a luz do sol," eu disse.
       "Voc j no sabia disso?" Afrodite disse.
       "No tem sido fcil falar com Stevie Rae desde que ela, bem, morreu."
       "Mas voc a viu e falou com ela?"
       Eu parei de andar e fiquei na frente de Afrodite para que ela tivesse que me olhar.
"Olha, voc no pode contar a ningum sobre Stevie Rae."
       "Srio? Eu achei que devia colocar no papel da escola."
       "Estou falando serio, Afrodite."
       "No me trate como uma idiota. Se algum alm de ns souber sobre Stevie Rae,
Neferet vai saber. Ela estava fadada a isso j que ela pode ler a mente de praticamente
todo mundo. Bem, com exceo da gente."
       "Ela tambm no pode ler sua mente?"
       O sorriso de Afrodite era de satisfao e mais do que um pouco odioso. "Ela nunca
foi capaz. Como voc acha que eu me safei de tanta merda por tanto tempo?"
       "Que maravilha." Eu lembrei distintamente que terrvel vaca Afrodite tinha sido como
a lder das Filhas Negras. Na verdade, desde o momento que eu encontrei Afrodite ela foi
egosta e maldosa e odiosa. Sim, as vises dela me ajudaram a salvar minha av e Heath,
mas ela deixou claro que ela no se importava em salvar nenhum deles, e s me ajudou
porque ela ganhou algo com isso. Eu estreitei os olhos para ela. "Ok, Voc vai ter que
explicar porque est se incomodando em me dizer tudo isso. O que voc ganha?"
       Afrodite aumentou os olhos em uma zombao inocente e usou um sotaque do sul
ridculo, "Porque, o que voc quer dizer? Estou ajudando voc porque voc e seus amigos
sempre foram to doces comigo."
       "Pare com a merda, Afrodite."
       A expresso dela mudou e sua voz voltou ao normal.
       "Vamos apenas dizer que eu tenho que me retratar."
       "Com Stevie Rae?"
       "Com Nyx." Ela olhou para longe mim. "Voc provavelmente no vai entender isso,
sendo toda poderosa com seus novos dons de Nyx e basicamente sendo a Miss Perfeita,
mas quando voc tiver seus dons por um tempo vai poder descobrir que no  sempre
fcil fazer a coisa certa. Outras coisas - pessoas - entram no caminho. Voc vai cometer
erros." Afrodite ridicularizou. "Bem, talvez voc no cometa. Mas eu cometi. Eu posso no
estar nem ai por voc ou Stevie Rae ou ningum na escola, mas eu me importo com Nyx."
A voz dela balbuciou. "Eu sei o que  acreditar que a deusa se virou contra mim e no
quero sentir isso de novo."
       Eu toquei o brao dela. "Mas Nyx no se virou contra voc. Essas foram apenas
mentiras que Neferet contou para que ningum acreditasse em suas vises. Voc sabe
que Neferet est por trs do que aconteceu com Stevie Rae no sabe?"
       "Eu sei desde a viso, em que eu vi Heath morrendo." Ela forou uma pequena
risada. "Que bom que ela no pode ler nossas mentes. Eu no sei o que ela faria com um
calouro que sabe o quo horrvel ela ."
       "Ela sabe que eu sei."
       "Voc tem que estar brincando!"
       "Bem, ela sabe que eu cai na dela." Eu hesitei, e ento pensei, que diabos. Estranho
o bastante, estava parecendo que Afrodite (AKA, a bruxa do inferno) era a nica pessoa
na terra que eu podia falar. "Neferet tentou apagar minha memria na noite que eu salvei
Heath daqueles garotos mortos vivos. Funcionou por um tempo, mas eu soube
imediatamente que tinha algo errado. Eu usei o poder dos cinco elementos para curar
minha memria, e, bem, eu meio que deixei Neferet saber que eu lembrava o que tinha
acontecido."
      "Voc meio que deixou ela saber?"
      Eu fiquei inquieta. "Bem, ela me ameaou. Disse que ningum ia acreditar em mim
se eu falasse contra ela. E, uh, me deixou irritada. Ento eu disse a ela que no importava
se nenhum vampiro ou calouro acreditasse em mim, porque Nyx acredita."
      Afrodite sorriu. "Aposto que isso a irritou."
      "Yeah, eu suponho que sim." Na verdade me deixava um pouco enjoada pensar no
quanto Neferet provavelmente estava irritada. "Mas ela partiu logo depois para as frias
de inverno. Eu no a vi desde ento."
      "Ela volta logo."
      "Eu sei."
      "Voc est assustada?" Afrodite perguntou.
      "Totalmente," eu disse.
      "Eu no te culpo. Ok, eu sei isso de certeza por causa das minhas vises. Temos que
levar Stevie Rae para algum lugar seguro e para longe do resto daquelas coisas. E temos
que fazer isso agora. Antes de Neferet voltar. Tem alguma conexo entre os dois. Eu no
entendi, mas eu sei que est ali, e eu sei que  errado." Afrodite fez uma cara como se
tivesse provado algo ruim. "Na verdade o negocio todo dos monstros mortos vivos est
toda errada. Em falar em criaturas nojentas."
      "Stevie Rae  diferente do resto deles."
      Afrodite me deu um olhar que dizia que ela definitivamente no acredita em mim.
      "Pense nisso. Porque Nyx daria a um calouro um dom to poderoso como uma
afinidade pela terra e ento a deixaria morrer. E depois reviver." Eu parei, lutando sobre
como fazer ela entender. "Eu acho que a conexo dela com a terra  a razo do porque
Stevie Rae manteve parte da sua humanidade, e eu realmente acreditaria nosso se eu -
eu quero dizer, ns, se ns pudermos ajudar ela a achar o resto da humanidade dela. Ou
talvez a gente encontre um jeito de curar ela. De transformar ela de volta em um calouro
ou talvez at em uma vampira completa. E talvez se Stevie Rae for consertada, isso
signifique que haja uma chance para o resto deles tambm."
      "Ento voc tem idia de como consertar ela?"
      "No. Nem idia." Ento eu ri. "Mas agora eu tenho uma caloura poderosa que tem
vises e afinidade com a terra me ajudando."
      "timo. Isso me faz sentir muito melhor."
      Eu no queria admitir para Afrodite, mas a verdade era que ser capaz de falar com
ela sobre Stevie Rae e ter ela me ajudando a descobrir o que deveramos fazer me fazia
sentir melhor. Muito melhor.
      "De qualquer forma," Afrodite estava dizendo, "como voc vai encontrar Stevie Rae?"
Ela curvou os lbios. "No me diga que voc espera que eu rasteje naqueles tneis
nojentos com voc."
      "Na verdade, Stevie Rae disse que iria se encontrar comigo no gazebo do Philbrook
hoje a noite as 3 horas."
      "Ela vai aparecer?"
      Eu mordi o lbio. "Eu vou dar roupas para ela, ento acho que sim."
      Afrodite balanou a cabea. "Ento ela morreu, volta como morta viva, e ainda no
tem nenhum senso de moda."
       "Aparentemente."
       "Agora isso sim  triste."
       "Yeah." Eu suspirei. Eu amo Stevie Rae, mas at eu tenho que admitir que ela tem
um pssimo gosto por roupas.
       "Ento, onde voc vai levar ela depois de dar as roupas?"
       Eu no achei que devia mencionar que gostaria de levar ela direto para a banheira.
"Eu no sei. Eu no pensei muito alm das roupas e, uh, sangue."
       "Sangue!"
       "Ela precisa. Sangue humano. Ou ela fica maluca."
       "Ela j no  louca?"
       "No! Ela s tem problemas."
       "Problemas?"
       "Muitos problemas," eu disse firmemente.
       "Ok. Tanto faz. Voc tem que decidir aonde vai levar ela. Ela no pode ficar com o
resto daquelas coisas. Isso no vai ajudar ela," Afrodite disse.
       "Eu ia tentar falar com ela para voltar aqui. Eu achei que podia esconder ela com
facilidade enquanto a maior parte dos vampiros no est aqui."
       "Voc no pode trazer ela aqui." Afrodite ficou plida. " aqui que ela morre. De
novo."
       "Merda! Ento no sei o que diabos vou fazer," eu admiti.
       "Eu suponho que voc poderia levar ela para minha antiga casa," Afrodite disse.
       "Yeah, certo. Seus pais so to compreensivos e tudo mais. Parece uma tima idia,
Afrodite."
       Ela virou os olhos. "Meus pais no esto. Eles saram mais cedo para uma viagem de
esqui de trs semanas. Alm do mais, ela no vai ficar dentro da casa. Meus pais vivem
numa daquelas antigas manses na rua do Philbrook. Eles tem um apartamento na
garagem que costumava ser o aposento dos servos. No  mais usada a no ser quando
vov vem visitar, e minha me s a jogou num daqueles chiques, de alta segurana e
altamente caras casas de repouso, ento no precisamos nos preocupar com isso. Ainda
sim, tudo no apartamento deve funcionar - voc sabe, eletricidade e gua e tudo mais.
       "Voc acha que ela vai ficar bem l?"
       Afrodite deu nos ombros. "Ela vai ficar mais segura do que aqui."
       "Certo. Ento ela vai para l."
       "Ela vai ficar bem com isso."
       "Yeah," eu menti. "Eu digo a ela que a geladeira vai estar cheia de sangue." Eu
suspirei. "Embora eu no faa idia de como vou conseguir uma taa de sangue, muito
menos uma geladeira cheia."
       "Est na cozinha."
       "Na sua casa?" Agora eu estava totalmente confusa.
       "No, jeesh, fique comigo. Eles tem sangue aqui. Em uma em enorme geladeira de
ao na cozinha. Para os vampiros. Carregamentos frescos chegam todo dia dos humanos
doadores. Todos os estudantes mais velhos sabem sobre isso. Conseguimos para usar em
alguns dos rituais."
       "Isso vai funcionar, especialmente desde que quase no tem mais ningum aqui. Eu
devo ser capaz de entrar na cozinha e pegar sangue sem ser pega." Eu franzi. "Por favor,
me diga que est em algum jarro ou algo igualmente perturbador."
      Ok, embora eu realmente, realmente gostasse de beber sangue, eu ainda ficava
completamente enojada pela idia de beber sangue. Eu sei, eu preciso de terapia. De
novo.
      "Est em uma bolsa, como nos hospitais. Nada para se estressar."
      At ai viramos automaticamente para a direita e estvamos indo de volta para o
dormitrio.
      "Voc tem que ir comigo," eu disse bruscamente.
      "Para a cozinha?"
      "No, para onde est Stevie Rae. Voc tem que nos mostrar a casa e como entrar no
apartamento e tudo mais."
      "Ela no vai querer me ver," Afrodite disse.
      "Eu sei, mas ela vai ter que superar. Ela sabe que suas vises salvaram minha av.
Quando eu falar para ela que voc teve uma viso sobre ela, ela vai ter que acreditar." Eu
estava feliz por soar to certa. Eu definitivamente no me sentia certa. "Mas pode ser
melhor voc se esconder e esperar at eu falar com ela antes dela ver voc."
      "Olha, estou tentando fazer a coisa certa aqui, mas eu no vou me esconder duma
garota que costumava ser usada como uma refrigeradora."
      "No chame ela assim!" Eu surtei. "Voc j pensou que grande parte do seu
problema e do porque de tantas coisas ruins acontecerem com voc no  por causa de
Neferet e tudo que ela est tramando, mas o fato de voc ter uma atitude to nojenta e
vadia?"
      As sobrancelhas de Afrodite se ergueram e ela colocou a cabea de lado, o que a fez
parecer um pssaro loiro. "Yeah, eu pensei nisso, mas no sou como voc. Eu no sou
positiva e a Miss Simpatia. Me diz algo. Voc acha que as pessoas so basicamente boas,
no acha?"
      A pergunta dela me surpreendeu, mas eu dei nos ombros e acenei. "Yeah, eu acho
que sim."
      "Eu no. Eu acho que a maior parte das pessoas, e eu estou falando de vampiros ou
humanos, so merdas. Elas fingem. Elas fingem ser boazinhas, mas esto a um passo de
mostrar sua verdadeira face."
      "Esse  um jeito deprimente de passar pela vida," eu disse.
      "Voc chama de deprimente. Eu chamo de realista."
      "Como voc confia em algum?"
      Afrodite olhou para mim. "Eu no confio. Parece mais fcil. Voc vai descobrir." Ela
encontrou meus olhos de novo e eu no podia ler a estranha expresso neles. "O poder
muda as pessoas."
      "Eu no vou mudar." Eu ia dizer mais, mas da pensei sobre o fato de que apenas
alguns meses atrs se algum tivesse me dito que eu ficaria com um homem adulto
enquanto eu tinha no um mas dois namorados eu diria de jeito nenhum. Ento isso no
significa que eu mudei?
      Afrodite sorriu como se pudesse ler minha mente. "Eu no estava falando sobre
voc. Eu estava falando das pessoas ao seu redor."
      "Oh," eu disse. "Afrodite, sem querer ser m nem nada, mas eu entendo meus
amigos mais do que voc."
      "Veremos. Falando nisso - voc no deveria ir ao cinema e encontrar seus amigos
agora?"
      Eu suspirei. "Yeah, mas eu no posso ir. Eu tenho que ir pegar o sangue para Stevie
Rae, juntar suas roupas, e tambm quero passar no Wal-Mart* (*loja de departamento) e
comprar um celular. Eu acho que ser uma boa idia dar a Stevie Rae para poder me
ligar."
      "timo. Porque voc no pega do lado de fora da porta escondida no muro leste as
2:30? Isso nos d muito tempo para chegar a Philbrook antes de Stevie Rae."
      "Parece bom. S preciso ir at meu quarto, pegar umas roupas de Stevie Rae e
minha bolsa, ento saiu daqui."
      "Ok, vamos para o dormitrio primeiro."
      "Huh?" eu disse.
      Afrodite me deu um olhar que dizia que ela achava que eu era uma retardada. "Voc
no quer que as pessoas me vejam com voc. Elas vo achar que somos amigas ou algo
ridculo assim."
      "Afrodite, eu no me importo com o que as pessoas acham."
      Ela virou os olhos. "Eu me importo." Ento ela foi na minha frente para o dormitrio.
      "Hey!" Eu chamei. Ela olhou por cima dos ombros. "Obrigado por me ajudar."
      Afrodite franziu. "Nem diga nada. E eu falei serio. No. Diga. Nada. Jeesh."
Balanando a cabea, ela se apressou para o dormitrio.
     ONZE

      Eu encontrei o medalho de corao quando estava mexendo nas roupas de Stevie
Rae. Eu estava com ela na noite que ela morreu, e quando eu voltei para nosso quarto o
esquadro de limpeza vampiro (ou seja como for que eles se chamem) j tinha estado
aqui e pego todas as coisas de Stevie Rae. Eu fiquei fula. Realmente fula. E insisti que eles
devolvessem algumas das coisas dela de volta porque eu queria ter coisas para me
lembrar dela. Ento Anastsia, a professora que ensina feitios e rituais (ela  muito gentil
e casada com Dragon Lankford, o professor de esgrima) me levou para um deposito
bizarro onde eu coloquei algumas das coisas de Stevie Rae numa mala e ento eu joguei
tudo de volta onde costumava ser o armrio dela. Eu lembro que Anastsia foi gentil
comigo, mas ela tambm claramente desaprovou eu ter pego algumas coisas de Stevie
Rae.
      Quando um calouro morre, os vampiros esperam que a gente esquea e siga em
frente. Ponto.
      Bem, eu no acho que isso  certo. Eu no ia esquecer minha melhor amiga, mesmo
antes de descobrir que ela virou uma morta viva.
      De qualquer forma, eu tinha pego as jeans dela quando algo saiu do bolso dela. Era
um envelope que estava escrito ZOEY do lado de fora com a letra de Stevie Rae. Meu
estomago doeu enquanto eu o abri. Dentro havia um carto de aniversrio - um daqueles
bobos com uma foto de um gato (que parecia Nala) usando um daqueles chapus de
aniversrios pontudos e um olhar carrancudo. Dentro dizia FELIZ ANIVERSRIO, OU ALGO
ASSIM, COMO SE EU ME IMPORTASSE EU SOU UM GATO. Stevie Rae desenhou um
enorme corao e escreveu TE AMO! STEVIE RAE E A NALA RABUGENTA. No fundo do
envelope havia uma corrente de prata. Eu a ergui para encontrar um delicado medalho
de corao na corrente. Minhas mos tremiam enquanto eu abria o medalho. Uma foto
dobrada muitas vezes caiu. Eu a abri com cuidado, e com um pequeno soluo, reconheci a
foto que eu tinha tirado de ns duas (segurando a cmera, esmagando nossos rostos
juntos, e pressionando o boto pra tirar a foto).
      Limpando os olhos, eu dobrei a foto de volta e a coloquei no medalho colocando a
corrente envolta do meu pescoo. Era uma corrente curta ento o corao ficou logo
abaixo da minha garganta.
      De alguma forma, encontrar o colar me fez sentir forte, e tambm pegar o sangue
da cozinha foi mais fcil do que eu achei que seria. Ao invs da minha bolsa normal - a
pequena de marca que eu encontrei numa loja em Utica Square ano passado ( feita de
pele falsa pink, totalmente legal), eu peguei minha enorme bolsa - a que eu gostava de
usar como uma bolsa de livros quando estava no ginsio no Broken Arrow, antes de ser
Marcada e minha vida explodir. De qualquer forma, a bolsa era grande o bastante para
carregar algum gordo (se ele fosse baixo), ento foi fcil colocar a jeans Roper, uma
camiseta, as botas de cowboy pretas (ugh), e algumas outras coisas e ainda deixar espao
para cinco bolsas de sangue. Sim, elas eram nojentas. Sim, eu queria enfiar um canudinho
e chupar como se fosse uma caixa de suco. Sim, eu sou nojenta.
      A cafeteria estava fechada, assim como a cozinha, e completamente deserta. Mas
como tudo na escola, no estava trancada. Eu entrei e sai da cozinha facilmente,
segurando minha bolsa cheia de sangue com cuidado enquanto tentava parecer
indiferente e no culpada. (Eu realmente no sou boa com o roubo).
      Eu estava preocupada em ver Loren (Que eu realmente, realmente estava tentando
esquecer, mas no tanto para mim tirar os brincos de diamante, mas ainda sim), mas a
nica pessoa que eu vi foi um terceiranista chamado Ian Bowser. Ele era nerd e magro,
mas ele tambm era meio engraado. Eu tinha aula de teatro com ele e ele era
hilariamente apaixonado pela nossa professora de teatro, professora Nolan. Na verdade,
ele estava procurando pela professora Nolan quando ele literalmente deu um encontro
em mim no caminho da cafeteria.
       "Oh, Zoey, desculpe!" Ian me deu uma pequena e nervosa saudao de respeito,
com o punho em cima do corao. "Eu - eu no queria te atropelar."
       "Sem problemas," eu disse. Eu odiava quando algum ficava nervoso e assustado
perto de mim como se achassem que eu pudesse transformar eles em algo vil. Por favor.
 a House of Night, no Hogwarts. (Sim, eu li os livros de Potter e adorei os filmes. Sim, 
mais prova de que eu sou uma nerd.)
       "Voc no viu a professora Nolan, viu?"
       "No. Eu nem sabia que ela tinha voltado das frias," eu disse.
       "Yeah, ela voltou ontem. Tnhamos um encontro trinta minutos atrs." Ele riu e ficou
corado. "Eu realmente quero chegar na final da competio de Monlogos de Shakespeare
ano que vem, ento eu pedi a ela para ser minha tutora."
       "Oh, isso  legal." Pobre garoto. Ele nunca chegaria na final de um belo concurso de
Shakespeare se a voz dele no parece de se afinar.
       "Se voc vir a professora Nolan pode dizer a ela que eu estou procurando por ela?"
       "Pode deixar," eu disse. Ian saiu apressado. Eu segurei minha bolsa e fui
diretamente para o estacionamento e ento para o Wal-Mart.
       Comprei o celular (com sabonete, escova de dentes, e um CD Kenny Chesney) e foi
fcil. O que no foi fcil foi lidar com a ligao para o Erik.
       "Zoey? Onde voc est?"
       "Ainda na escola," eu disse. O que no era literalmente uma mentira. Nessa hora eu
estava parada no lado da estrada perto do lugar no muro leste onde havia a porta secreta
que levava para fora da escola. Eu digo "secreta" porque vrios calouros e provavelmente
todos os vampiros sabiam sobre ela. Era uma tradio escolar no comentada que
calouros sassem da escola para um ritual e por algum mal comportamento de vez
enquando.
       "Ainda na escola?" ele parecia irritado. "Mas o filme quase acabou."
       "Eu sei. Desculpe."
       "Voc est bem? Voc sabe que deve ignorar as merdas que Afrodite disse."
       "Yeah, eu sei. Mas ela no disse nada sobre voc." Ou pelo menos quase nada. "Eu
s estou muito estressada agora e s preciso pensar um pouco sobre umas coisas."
       "Coisas de novo." Ele no soava feliz.
       "Eu realmente sinto muito, Erik."
       "Ok, yeah. Sem problemas. Eu te vejo amanha ou algo assim. Bye." E ele desligou.
       "Merda," eu disse para o telefone mudo.
       Afrodite bateu na janela do lado do passageiro o que me vez pular e dar um gritinho.
Eu desliguei o telefone e me inclinei para destrancar a porta para ela.
       "Aposto que ele est puto," ela disse.
       "Voc tem um ouvido bizarramente bom?"
       "Nah, s uma bizarramente boa habilidade de entender as coisas. Alm do mais eu
conheo nosso garoto Erik. Voc deu um bolo nele hoje. Ele est puto."
       "Ok, primeiro, ele no  nosso garoto. Ele  meu garoto. Segundo, eu no dei o bolo
nele. Terceiro, eu no vou falar de Erik com voc, Senhorita Boquete."
      Ao invs de assoviar e cuspir em mim como achei que ela faria, Afrodite riu. "Ok.
Tanto faz. E no derrube nada antes de tentar, Senhorita Santinha."
      "Ok, eew." Eu disse. "Mudando de assunto. Eu tenho uma idia de como lidar com o
negocio de Stevie Rae. Eu tambm no acho que voc deveria se esconder. Ento me
mostre como chegar na casa dos seus pais. Eu vou te largar l e ento vou pegar Stevie
Rae."
      "Quer que eu v embora antes de voltar com ela?"
      Eu j tinha pensado nisso. Era tentador, mas a verdade era que estava parecendo
cada vez mais que Afrodite e eu iramos ter que trabalhar juntas para arrumar Stevie Rae.
Ento minha melhor amiga morta viva teria que se acostumar em ter Afrodite por perto.
Alm do mais, eu j estava fazendo coisas escondidas demais. Eu no conseguia mais
lidar com esconder coisas para a garota que eu estava escondendo de todo mundo. Se
isso faz sentido.
      "No. Stevie Rae vai ter que aprender a lidar contigo." Eu olhei para Afrodite quando
cheguei na sinaleira e acrescentei alegre, "Ou talvez ela nos faa um favor e coma voc."
      " to legal voc sempre pensar no lado bom das coisas," Afrodite disse
sarcasticamente. "Ok, vire a direita aqui. Quando chegar em Peoria, vire a esquerda e
desa algumas quadras at voc ver uma enorme placa que aponta para a virada de
Philbrook."
      Eu fiz o que ela disse. Ns no ficamos tagarelando, mas no foi estranho e
constrangedor. Era estranho o quo fcil era estar com Afrodite. Eu quero dizer, no que
ela no continuasse sendo uma vaca, mas eu estava meio que gostando dela. Ou talvez
esse fosse s outro sinal que eu precisava considerar terapia seriamente, e eu me
perguntei se Prozac ou Lexapro ou algum outro adorvel antidepressivo funcionaria em
um calouro.
      Na placa de Philbrook eu virei a esquerda e Afrodite disse, "Ok, estamos quase l. 
a casa 50 da direita. No entre na primeira entrada, entre na segunda. Essa vai por trs
da casa na garagem do apartamento."
      Ns entramos e tudo o que eu pude fazer era balanar a cabea. " aqui que voc
vive?"
      "Costumava viver," ela disse.
      " uma P manso!" E uma legal. Parecia algo que eu imaginava que caras ricos que
vivam na Itlia tivessem.
      "Era uma puta priso. Ainda ." Eu ia dizer algo semi-profudno sobre ela estar livre
agora que ela foi Marcada e era uma menor antecipada e ela podia dizer aos pais para se
mandarem (como eu tinha feito), mas o prximo comentrio espertinho dela me fez
esquecer a coisa legal que eu ia dizer. "E  realmente muito irritante voc ser muito pura
para xingar. Dizer fuder no vai matar voc. No vai nem significar que voc no 
virgem."
      "Eu xingo. Eu digo merda e droga. Muito." E porque eu de repente senti a
necessidade de defender minhas preferncias por no-xingamentos?
      "Tanto faz," ela disse, claramente rindo de mim.
      "E no tem nada errado em ser virgem.  melhor que ser uma vadia."
      Afrodite ainda estava rindo. "Voc tem muito a aprender, Z." Ela apontou para o
prdio que parecia uma miniatura da manso. "Passe atrs dali. Tem uma entrada de trs
para o apartamento o seu carro fica atrs da rua."
      Eu parei atrs da garagem totalmente legal e sai do meu Fusca. Afrodite usou sua
chave para destrancar a porta, que abriu para uma escadaria. Eu segui ela at o
apartamento.
      "Jeesh, os servos devem ter vivido muito bem antigamente," eu murmurei, olhando
ao redor para o escuro e brilhante cho de madeira, os moveis de couro, e a brilhante
cozinha. No havia vrias coisas para decorar, mas havia varias velas e alguns vasos que
pareciam caros. Eu podia ver que o quarto e o banheiro ficavam no fim do apartamento, e
consegui espiar para ver uma enorme cama com um pufe confortvel e travesseiros. Meu
palpite era que o banheiro fosse melhor do que o banheiro principal dos meus pais.
      "Voc acha que est bom?" Afrodite perguntou.
      Eu fui para uma das janelas. "Cortinas grossas - isso  bom."
      "Persianas tambm. V, podemos fechar elas daqui." Afrodite demonstrou.
      Eu acenei para a TV de tela plana. "Net?"
      " claro," ela disse. "Tem vrios DVDs por aqui tambm."
      "Perfeito," eu disse, indo at a cozinha. "S vou colocar todos os sacos de sangue
aqui, e ento ir at Stevie Rae."
      "timo. Eu vou assistir as reprises de Real World," Afrodite disse.
      "timo," eu disse. Mas ao invs de ir embora, eu limpei minha garganta inquieta.
Afrodite olhou por cima da TV. "O que?"
      "Stevie Rae no parece e no age como costumava."
      "Verdade? Eu no teria idia sobre isso se tu no tivesse me avisado. Eu quero dizer,
a maior parte das pessoas que morre e dai volta a vida como um monstro sugador de
sangue parece e age totalmente s."
      "Estou falando srio."
      "Zoey, eu vi Stevie Rae e algumas das outras criaturas em minhas vises. Eles so
nojentos. Ponto, o fim."
      " pior quando voc os v ao vivo."
      "Nenhuma surpresa nisso," ela disse.
      "Eu quero que voc no diga nada para Stevie Rae," eu disse.
      "Voc diz sobre ela estar morta e tudo mais? Ou sobre ela ser nojenta?"
      "Nenhum dos dois. Eu no quero assustar ela. Eu tambm no quero ela pulando em
voc e arrancando sua garganta. Eu quero dizer, eu acho que provavelmente poderia
parar ela mas no tenho 100% de certeza. E fora o fato de que seria nojento e difcil de
explicar, eu realmente odeio pensar no que todo aquele sangue faria com esse
apartamento legal."
      "Que doce voc."
      "Hey, Afrodite, que tal voc tentar algo novo. Tente ser legal," eu disse.
      "Que tal eu s no dizer nada."
      "Isso tambm funciona." Eu fui para a porta. "Eu vou tentar trazer ela aqui logo."
      "Hey," Afrodite me chamou. "Ela realmente podia arrancar minha garganta?"
      "Absolutamente," eu disse, e ento fechei a porta atrs de mim.
     DOZE

      Eu sabia que Stevie Rae tinha chegado no gazebo antes de mim. Eu no podia ver
ela, mas podia sentir o cheiro dela. Eesh. Serio, eesh. Eu esperava que um banho e um
xampu ajudasse com o cheiro, mas eu meio que duvidava. Afinal de conta, ela estava,
bem, morta.
      "Stevie Rae, eu sei que voc est aqui em algum ligar." Eu chamei o mais
quietamente que pude. Ok, vampiros tem a habilidade de se movimentar silenciosamente
e criar tipo uma bolha de invisibilidade ao redor deles. Calouros tambm tem essa
habilidade. S no  to completa. J que eu sou uma estranha e talentosa caloura, eu
posso me mover quase to bem e no ser vista por ningum que pode estar espiando pela
janela as 3 da manha, como um guarda de segurana do museu. Ento eu estava bem
confiante em relao a minha de no ser vista no semi-escuro, terrenos do museu, mas eu
no fazia idia se podia estender minha habilidade para Stevie Rae. Em outras palavras,
eu precisava pegar ela, e tirar ela dali.
      "Sai da. Eu tenho suas roupas e um pouco de sangue e o ltimo CD do Kenny
Chesney." Eu adicionei a ltima parte como uma chantagem. Stevie Rae era ridiculamente
caidinha por Kenny Chesney. No, eu tambm no entendo.
      "O sangue!" Uma voz que poderia ser de Stevie Rae se ela estivesse com um
pssimo resfriado e tivesse perdido a cabea assoviou de trs dos arbustos na base do
gazebo.
      Eu fui at atrs do gazebo passando pela grossa (e molhada) folhagem. "Stevie
Rae?"
      Olhos brilhando de um tom horrivelmente vermelho, ela tropeou para fora dos
arbustos e se lanou na minha direo. "Me d o sangue!"
      OhmeuDues, ela parecia uma pessoa absolutamente maluca. Rapidamente eu abri
minha bolsa, peguei a bolsa de sangue, e a entreguei para ela. "Pera um segundo, eu
tenho uma tesoura aqui em algum lugar e eu-"
      Com um rangido de dentes bem nojento, Stevie Rae abriu a pequena bolsa com seus
dentes (uh, presas  mais provavelmente), abriu a bolsa, e engoliu o sangue. Quando ela
secou a bolsa ela a jogou no cho. Ela estava respirando como se tivesse acabado de
correr em uma corrida quando finalmente olhou para mim.
      "No  bonito, ?"
      Eu sorri e tentei o mximo ignorar o quo horrizada eu realmente estava. "Bem,
minha av sempre diz que a gramtica correta e bons medos nos fazem mais atraente,
ento talvez voc queira parar com o "no  bonito" e dizer `por favor' da prxima vez."
      "Eu preciso de mais sangue."
      "Eu te consegui mais 4 bolsas. Esto no refrigerador no lugar que voc vai ficar.
Voc quer mudar de roupa aqui, ou esperar at tomar banho?  mais para baixo."
      "Do que voc est falando? S me da as roupas e o sangue."
      Os olhos dela no eram mais to vermelhos brilhantes, mas ela ainda parecia
maldosa e louca. Ela estava ainda mais magra e plida do que da noite anterior. Eu
respirei fundo. "Isso tem que parar, Stevie Rae."
      "Isso  como eu sou agora. Isso no vai mudar. Eu no vou mudar." Ela apontou
para a lua crescente na testa. "Ela nunca se preenchera e eu sempre estarei morta."
      Eu olhei para as linhas da lua crescente. Estava sumindo? Eu achei que
definitivamente parecia estar mais clara, ou no mnimo menos distinta, o que no podia
ser bom. Isso me abalou. "Voc no est morta" era tudo que eu podia pensar para dizer.
      "Eu me sinto morta."
      "Ok, bem, voc parece morta. Quando eu me pareo uma droga normalmente
tambm me sinto uma droga. Talvez essa seja parte do motivo para voc se sentir mal."
Eu peguei na minha bolsa uma das botas de cowboy. "Veja o que eu trouxe para voc."
      "Sapatos no podem consertar o mundo" Esse era um assunto que Stevie Rae e as
Gmeas sempre discutiram, e a voz dela tinha uma dica da antiga exasperao.
      "No  o que as Gmeas diriam."
      O tom familiar da voz dela mudou para uma voz sem expresso e fria. "O que as
Gmeas diriam se elas me vissem agora?"
      Eu encarei os olhos vermelhos de Stevie Rae. "Elas diriam que voc precisa de um
banho e checar sua atitude, mas elas tambm ficariam incrivelmente felizes por voc estar
viva."
      "Eu no estou viva.  o que eu fico tentando fazer voc entender."
      "Stevie Rae, eu no vou entender isso porque voc fica falando e falando. Eu no
acho que voc  morta - eu acho que voc est mudada. No como em Mudada em uma
vampira adulta. Voc fez outro tipo de Mudana, e eu acho que  mais difcil da que est
acontecendo comigo.  por isso que voc est passando por isso. Voc pode, por favor,
me dar uma chance de te ajudar? Voc pode s tentar acreditar que tudo vai ficar bem?"
      "Eu no sei como voc pode ter certeza disso," ela disse.
      Eu dei a ela a resposta que eu sentia no fundo da minha alma, e sabia no momento
que eu disse que era a coisa certa a dizer. "Eu tenho certeza que voc vai ficar bem
porque eu tenho certeza que Nyx ainda ama voc e ela deixou isso acontecer por uma
razo."
      A esperana que passou nos olhos de Stevie Rae foi quase doloroso de ver. "Voc
realmente acredita que Nyx no desistiu de mim?"
      "Nyx no desistiu e nem eu vou." Eu ignorei o cheiro dela e dei um duro abrao, que
ela no retornou, mas ela tambm no se afastou ou tentou me morder no pescoo,
ento achei que estava fazendo progresso. "Anda. O lugar que eu encontrei para voc
ficar  logo abaixo."
      Eu comecei a andar, acreditando que ela ia me seguir, que ela fez logo depois de
uma leve hesitao. Passamos pelo gramado do museu e entramos em Rockford, a rua
que passa na frente dele. 27, a rua da manso da Afrodite (bem, era a casa dos pais
malucos dela) passa pela direto em Rockdord. Me sentindo mais do que apenas um pouco
sonhadora, eu andei no meio da rua na escurido, me concentrando em me esconder
silenciosa e invisvel, com Stevie Rae seguido logo atrs de mim. Estava escuro e parecia
sobrenatural silencioso. Eu olhei pelos galhos de inverno das antigas rvores que se
alinhavam na rua. Eu deveria ser capaz de ver uma quase lua cheia, mas as nuvens
estavam a tapando, obscurecendo tudo menos um brilho distinto de branco onde a nuvem
deveria estar. Tinha ficado frio, e eu estava feliz por meu metabolismo em mudana me
proteger do vento. Eu imaginei se a mudana de temperatura incomodava Stevie Rae, e
eu ia perguntar a ela quando ela de repente falou.
      "Neferet no vai gostar disso."
      "Disso?"
      "Deu ficar com voc ao invs dos outros." Stevie Rae parecia bem agitada e estava
puxando as mos uma na outra.
      "Relaxe, Neferet no vai saber que voc est comigo, pelo menos at eu ficar pronta
at ela saber," eu disse.
      "Ela vai saber assim que voltar e eu no estiver com os outros."
      "No, ela s vai saber que voc sumiu. Qualquer coisa pode ter acontecido com
voc." Ento uma idia me atingiu que eu parei como se tivesse atingido uma rvore.
"Stevie Rae! Voc no tem que ficar perto de um vampiro adulto para ficar bem!"
      "Huh?"
      "Isso prova que voc Mudou! Voc no est tossindo e morrendo!"
      "Zoey, eu j fiz isso."
      "No no no! No  o que eu quis dizer." Eu peguei o brao dela, ignorando o fato
que ela imediatamente se afastou do meu aperto e deu um passo para longe de mim.
"Voc pode existir sem os vampiros. S outro vampiro adulto pode fazer isso. Ento 
como eu disse. Voc Mudou,  s um tipo diferente de Mudana!"
      "E isso  algo bom?"
      "Yep!" Eu no tinha tanta certeza quanto soava, mas eu estava determinada a
continuar a positiva com Stevie Rae. Alm do mais, ela no est parecendo bem. Eu quero
dizer, ainda mais no to bem quando ela normalmente parece. "Qual o seu problema?"
      "Eu preciso de sangue!" Ela passou sua mo tremula na sujeira do rosto dela. "A
pequena bolsa no foi o suficiente. Voc me impediu de me alimentar ontem, ento no
me alimento desde anti ontem.  -  ruim quando no me alimento." Ela baixou a cabea
de forma estranha, como se estivesse ouvindo uma voz no vento. "Eu posso ouvir o
sangue passando pelas veias deles."
      "Veia de quem?" Eu estava to intrigada quando enojada.
      Ela fez um gesto abrangente com seus braos que era to feral quanto gracioso.
"Dos humanos dormindo ao nosso redor." A voz dela tinha cado para um sussurro. Havia
algo no tom que me fez querer me aproximar dela, embora os olhos dela tivessem voltado
a brilhar vermelho de novo e ela cheirasse to mal que me fazia querer vomitar. "Um
deles esta acordado." Ela apontou para a enorme malso a direita de onde paramos; "
uma garota... uma adolescente.... ela est sozinha do quarto..."
      A voz de Stevie Rae era sedutora. Meu corao comeou a bater com fora no meu
peito. "Como voc sabe disso?" eu sussurrei.
      Ela virou os olhos para mim. "Tem tanta coisa que eu sei. Eu sei sobre sua nsia por
sangue. Eu posso sentir o cheiro. No tem porque voc mo ceder a ela. Poderamos
entrar na casa. Ir at a garota no quarto e pegar ela juntas. Eu divido com voc, Zoey."
      Por um segundo eu fiquei perdida na obsesso que esquentou os olhos de Stevie
Rae, e na minha prpria necessidade. Eu no experimentava sangue humano desde que
experimentei o sangue de Heath um ms atrs. A memria daquele nico e maravilhoso
gole passou por meu corpo como um segredo atormentando meu corpo. Completamente
mesmerizada, eu vi Stevie Rae que estava me pegando em sua linda escurido, e sua
profundidade.
      "Eu posso te mostrar como entrar na casa. Eu posso sentir os jeitos secretos. Voc
pode fazer a garota me convidar para entrar - eu no posso entrar na casa de algum a
no ser que me convidem primeiro. Mas quando eu entrar..." Stevie Rae riu.
      Foi a risada dela que me fez voltar a normal. Stevie Rae costumava ter a melhor
risada. Era feliz e jovem e inocentemente apaixonada pela vida. Agora o que saia da boca
dela era um maldoso e distorcido eco daquela antiga alegria.
      "O apartamento  a duas casas de distancia. Tem sangue na geladeira." Eu virei e
comecei a andar rapidamente pela rua.
      "No  quente e no  fresco." Ela soava fula, mas ela estava me seguindo de novo.
      " fresco o bastante, e tem um microondas. Voc pode esquentar ele."
      Ela no disse mais nada, e chegamos na manso em apenas alguns minutos. Eu
levei ela pela garagem do apartamento, abri a porta de fora, e entrou. Eu estava subindo
quando percebi que Stevie Rae no estava atrs de mim. Voltando rapidamente para a
porta eu a vi parada do lado de fora na escurido. Tudo que era visvel dela era o
vermelho dos olhos dela.
      "Voc tem que me convidar a entrar," ela disse.
      "Oh, desculpe." O que ela disse antes no se registrou em mim, e agora senti uma
onda de choque com essa prova da diferena de alma em Stevie Rae. "Uh, entre," eu
disse rapidamente.
      Stevie Rae deu um passo para frente e bateu numa barreira invisvel. Ela deu um
grito de dor, que se transformou num resmungo. Os olhos dela brilharam para mim.
"Suponho que seu plano no tenha funcionado. Eu no posso entrar."
      "Eu achei que voc tinha dito que s precisava ser convidada."
      "Por algum que vive na casa. Voc no vive aqui."
      Abaixo de mim, a voz fria e educada de Afrodite (soando incontavelmente como a da
me dela) falou. "Eu vivo aqui. Entre."
      Stevie Rae entrou sem problemas. Ela comeou a subir pela escada e tinha quase me
alcanado quando ela deve ter registrado a voz de Afrodite. Eu vi o rosto dela mudar de
sem expresso para olhos acessos e perigosos.
      "Voc me trouxe para a casa dela!" Stevie Rae estava falando comigo, mas
encarando Afrodite.
      "Sim, e porque  bem fcil de explicar." Eu considerei agarrar ela caso ela surtasse,
ento lembrei como estranhamente forte ela se tornou, ento comecei a me centrar, me
perguntando se minha habilidade com o vento seria capaz de fechar a porta antes dela
poder fugir.
      "Como voc pode explicar! Voc sabe que odeio Afrodite." Ento ela olhou para mim.
"Eu morro e agora ela  sua amiga?"
      Eu estava abrindo minha boca para assegurar Stevie Rae que Afrodite e eu no
tnhamos virado amigas exatamente quando a voz arrogante de Afrodite me interrompeu.
      "Cai na real. Zoey e eu no somos amigas. A sua pequena herda de nerds ainda est
intacta. A nica razo do porque eu estou envolvida  porque Nyx tem um senso de
humor totalmente bizarro. Ento entre ou sai daqui. Como se eu me importasse..." A voz
dela morreu quando ela voltou para o apartamento.
      "Voc confia em mim?" eu perguntei a Stevie Rae.
      Ela olhou para mim pelo que pareceu muito tempo antes de responder. "Sim."
      "Ento entre." Eu continuei subindo a escada quando Stevie Rae me seguiu
relutantemente atrs.
      Afrodite estava rindo no fingindo assistir MTV. Quando entramos na sala ela enrugou
o nariz e disse, "Que cheiro nojento  esse? Parece que algo morreu e-" ela olhou para
cima e viu Stevie Rae. Os olhos dela se alargaram. "Esquece." Ela apontou para a ponta
do apartamento. "Banheiro  para l."
      Eu entreguei a Stevie Rae minha bolsa. "Aqui est. Vamos conversar quando voc
voltar."
      "Sangue primeiro," Stevie Rae disse.
      "V em frente e eu levo uma bolsa para voc." Stevie Rae estava olhando para
Afrodite, que estava olhando para a TV. "Traga duas," ela praticamente assoviou.
      "Tudo bem. Eu levo duas."
      Sem outra palavra, Stevie Rae saiu da sala. Eu a observei caminhar pelo corredor de
um jeito selvagem.
      "Ol! Nojento, asqueroso, e totalmente perturbador," Afrodite sussurrou. "Como se
voc no pudesse ter me avisado."
      "Eu tentei. Voc achou que sabia de tudo. Lembra?" Eu sussurrei de volta. Ento fui
para a cozinha e peguei as duas bolsas de sangue. "Voc tambm disse que seria gentil."
      Eu bati na porta do banheiro. Stevie Rae no disse nada, ento eu abri devagar e
espiei. Ela estava segurando as jeans, camiseta, e botas, e estava parada ali, no meio do
timo banheiro, olhando as roupas. Ela estava parcialmente virada para longe de mim,
ento eu no podia ter certeza, mas eu achei que ela poderia estar chorando.
      "Eu te trouxe sangue," eu disse suavemente.
      Stevie Rae se balanou, esfregou a mo no rosto, e ento jogou as roupas e botas
no na pia de mrmore. Ela estendeu a mo pelas bolsa. Eu dei elas para ela, junto com
uma tesoura que peguei da cozinha.
      "Precisa de ajuda para encontrar algo?" eu perguntei.
      Stevie Rae balanou a cabea. Sem olhar para mim ela disse, "Voc est esperando
aqui porque est curiosa para saber como eu fico nua ou porque voc quer um pouco de
sangue?"
      "Nenhum dos dois." Eu mantive minha voz perfeitamente normal, me recusando a
ficar com irritada com ela como ela claramente estava querendo. "Eu vou estar na sala.
Voc pode jogar suas antigas roupas no corredor e eu vou jogar elas fora para voc." Eu
fechei a porta do banheiro firmemente atrs de mim.
      Afrodite estava balanando a cabea para mim quando eu voltei para ela. "Voc acha
que pode arrumar aquilo?"
      "Mantenha sua voz baixa!" Eu sussurrei. Ento sentei com fora do lado oposto do
sof. "E, no, eu no acho que eu posso arrumar ela. Eu acho que Nyx pode arrumar ela."
      Afrodite deu nos ombros. "Ela cheira to mal quanto parece."
      "Estou to ciente disso quanto ela est."
      "S estou dizendo, ugh."
      "Diga o que quiser, s no diga para Stevie Rae."
      "Ento para o registro eu s quero dizer que a garota no parece segura para mim,"
Afrodite disse, levantando a mo como se tivesse fazendo um juramento. "Eu tenho duas
palavras para ela: bomba relgio. Eu acho que ela ia assustar at sua horda de nerds."
      "Eu realmente queria que voc parasse de chamar ela assim," eu disse. Deus, eu
estava exausta.
      "Voc tem amigos finais de semana nerds," ela disse.
      "Huh?" eu no tinha idia do que ela estava falando.
      "Tem finais de semana quando que voc e sua gangue se juntam para assistir
maratonas dos filmes de Star Wars e Senhor dos Anis."
      "Yeah, e?"
      Afrodite me deu uma melodramtica virada de olhos. "Voc no est entendendo o
quo nerd isso  e prova o meu ponto. Vocs so definitivamente uma horda de nerds."
      Eu ouvi a porta do banheiro abrir e fechar, ento no me incomodei de dizer a
Afrodite que, sim, de fato, eu sabia o quo nerds esses filmes eram, mas que nerd
tambm podia ser divertido, especialmente quando voc est agindo como nerd junto com
seus amigos e comendo pico e falando sobre o quo totalmente gostosos so Anakin e
Aragon (eu meio que gosto do Legolas tambm, mas as Gmeas dizem que ele  muito
gay. Damien,  claro, adora ele.). Eu peguei uma lixeira debaixo da pia da cozinha e
joguei as roupas nojentas de Stevie Rae nela, amarrando e abrindo a porta do
apartamento e ento jogando pelas escadas.
     "Vil," Afrodite disse.
     Eu sentei no sof, ignorei ela e encarei, sem ver realmente, a TV.
     "No vamos falar sobre aquilo." Afrodite apontou o queixo em direo ao banheiro.
     "Stevie Rae  ela, no aquilo."
     "Ela cheira como um aquilo."
     "E no. No vamos falar sobre ela at ela se juntar a ns," eu disse firmemente.
     TREZE

      Me recusando a fofocar com Afrodite sobre Stevie Rae, eu voltei a olhar a TV, mas
depois de um tempo eu no consegui ficar parada, ento levantei e fui de janela em
janela fechando as cortinas e persianas. Isso no levou muito tempo, ento fui para a
cozinha e comecei a mexer nos armrios. Eu j havia notado que a geladeira tinha uma
caixa de Perrier* (*gua), duas garrafas de vinho branco, e alguns pedaos daquele
queijo importado caro, que tem cheiro de p. Havia carne e peixe no frezeer e gelo, mas
era isso. Os armrios tinham vrias coisas neles, mas era comida de gente rica. Voc
sabe, latas importadas de peixe que ainda tem cabea, mostras defumadas (eesh), outras
carnes estranhas e coisas cortadas, e longas caixas de algo chamado bolacha d'gua. No
havia uma lata de coca decente.
      "Vamos ter que ir para o supermercado," eu disse.
      "Voc pode manter a Fedida trancada no quarto, tudo o que voc tem que fazer 
entrar na conta online com o Petty Foods* (*especie de super online). Clique no que
quiser da loja. Eles entregam e meus pais pagam."
      "Eles no vo surtar quando virem a conta?"
      "Nem vo notar," ela disse. "O banco paga diretamente. No tem nada demais,"
      "Verdade?" Eu estava surpresa por pessoas realmente viverem assim. "Vocs so
ricos."
      Afrodite deu nos ombros. "Yeah. Tanto faz."
      Stevie Rae limpou a garganta e Afrodite e eu pulamos. Ver ela fez meu corao se
apertar com fora. O cabelo curto dela estava molhado, e estava no rosto dela em curvas
familiares. Os olhos dela ainda eram vermelhos e seu rosto ainda era plido, mas estava
limpo. As roupas dela estavam grandes, mas ela parecia Stevie Rae de novo.
      "Oi," eu disse suavemente. "Se sente melhor?"
      Ela parecia desconfortvel, mas acenou.
      "Voc est com um cheiro melhor," Afrodite disse.
      Eu olhei para ela.
      "O que? Isso foi gentil."
      Eu suspirei e dei a ela um obvio olhar de voc no est ajudando. "Ok, que tal
falarmos sobre bolar um plano? Quero dizer, eu sei que Stevie Rae tem, uh, problemas
nicos, mas eu no tenho certeza do que voc acha que pode ser feito sobre eles. Ela est
morta. Ou morta viva." Ela olhou para Stevie Rae. "Ok, eu no estou realmente tentando
ser maldosa, mas -"
      "No  maldosa.  apenas a verdade." Stevie Rae interrompeu ela. "Mas no finja
que voc se importa agora mais com meus sentimentos do que voc sentia antes."
      "Eu estava tentando ser gentil," Afrodite disse, soando o oposto do gentil.
      "Tente mais," eu disse. Ento, "Sente-se Stevie Rae." Ela sentou na cadeira de couro
do lado do sof. Eu ignorei minha dor de cabea e sentei no sof. "Ok, aqui est o que eu
sei." Eu juntei as pontas dos meus dedos. "Primeiro, Stevie Rae no tem mais que viver
perto de vampiros adultos, ento isso significa que ela completou a Mudana." Afrodite
comeou a abrir a boca ento me apressei. "Segundo, ela precisa de sangue, mais do que
vampiros adultos normais." Eu olhei de Afrodite para Stevie Rae. "Alguma de vocs duas
sabe se vampiros adultos ficam loucos se no beberem sangue regularmente?"
      "Na aula de Sociologia Vampira Avanada aprendemos que adultos precisam beber
sangue regularmente para ficarem saudveis. Isso vale para mente e corpo." Afrodite deu
nos ombros. "Neferet  a professora dessa matria, e ela nunca disse nada sobre
vampiros ficarem loucos se no beberem sangue. Mas isso pode ser uma das coisas que
eles s nos dizem quando completamos a Mudana."
      "Eu no sabia nada disso at eu morrer," Stevie Rae disse.
      "Pode ser sangue de qualquer mamfero, ou precisa ser humano?"
      "Humano."
      Eu perguntei a Stevie Rae, mas ela e Afrodite responderam ao mesmo tempo.
      "Ok, bem, alm de ter que beber sangue e no precisar ficar perto de vampiros
adultos, Stevie Rae no pode entrar em casas sem ser convidada."
      "Por algum que vive nela," Stevie Rae acrescentou. "Mas no tem nada demais."
      "Como assim?" Eu perguntei.
      Stevie Rae virou seu olhar vermelho para mim. "Eu posso obrigar humanos a fazer
coisas que eles no querem."
      Com um esforo, eu no tremi.
      "Isso no  um choque," Afrodite disse. "Vrios vampiros adultos tem forte
personalidade e podem ser muito persuasivos com humanos.  uma das razes deles
terem tanto medo de ns. Voc deveria saber disso, Zoey."
      "Huh?"
      Afrodite ergueu uma sobrancelha. "Voc sofreu um Imprint com seu namorado
humano. O quo difcil foi persuadir ela a deixar voc chupar ele. Ela pausou, e sorriu
travessamente. "O sangue, quero dizer."
      Eu ignorei o comentrio vadio. "Ok, Stevie Rae tambm tem isso com os vampiros
tambm. Mas vampiros no tem que ser convidados para a casa de algum, tem?"
      "Nunca ouvi falar de algo assim," Afrodite disse.
      " porque eu no tenho alma," Stevie Rae disse numa voz sem qualquer emoo.
      "Voc no  sem alma," eu disse automaticamente.
      "Voc est errada. Eu morri e Neferet descobriu um jeito de trazer meu corpo de
volta, mas ela no trouxe minha humanidade de volta tambm. Minha alma ainda est
morta."
      Eu nem agentei pensar na possibilidade de que isso pudesse ser possvel, e abri a
boca para discutir com ela, mas Afrodite foi mais rpida.
      "Isso faz sentido.  o do porque voc no conseguir entrar na casa de uma pessoa
viva sem ser convidada.  tambm provavelmente o porqu de voc pegar fogo se o sol te
atingir. Sem alma - no agenta a luz."
      "Como voc sabe disso?" Stevie Rae perguntou.
      "Eu tenho vises, lembra?"
      "Eu pensei que Nyx tinha te abandonado e tirado suas vises," Stevie Rae disse
cruelmente.
      "Isso  o que Neferet quer que as pessoas acreditem porque Afrodite teve vises
sobre ela - e sobre voc," eu disse prontamente. "Mas Nyx no abandonou ela e nem
voc."
      "Ento porque voc est ajudando Zoey?" Stevie Rae jogou a pergunta em Afrodite.
"E no diga aquela merda sobre Nyx ter senso de humor. Qual  a verdadeira razo?"
      Afrodite zombou. "Porque estou ajudando no  da sua conta."
      Stevie Rae levantou e se moveu pela sala to rpido que seus movimentos foram um
borro. Antes deu poder piscar ela tinha colocado as mos ao redor da garganta de
Afrodite e pressionado seu rosto perto do dela. "Voc est errada.  da minha conta,
tambm, porque estou aqui. Lembra, voc me convidou?"
      "Stevie Rae, solta ela." Eu mantive a voz calma, mas meu pulso estava batendo feito
louco. Stevie Rae parecia e soava mais do que apenas um pouco maluca.
      "Eu nunca gostei dela, Zoey. Voc sabe disso. Eu te disse um zilho de vezes que ela
no era legal e que voc deveria ficar longe dela. Eu no sei por que no deveria quebrar
o pescoo dela."
      Eu estava comeando a me preocupar com o quo esbugalhados os olhos de
Afrodite pareciam e o quo vermelho seus olhos estavam ficando. Ela lutou contra Stevie
Rae, mas era como algum tentando se soltar de um grande e maldoso adulto. Me ajude
a passar por Stevie Rae. Eu mandei uma reza silenciosa para a deusa quando comecei a
me concentrar para poder usar os poderes dos elementos para mim. Ento palavras foram
sussurradas na minha mente e eu rapidamente as repeti.
      "Voc no deveria quebrar o pescoo dela porque voc no  um monstro."
      Ela no soltou Afrodite, mas Stevie Rae virou sua cabea para poder olhar para mim.
"Como voc sabe disso?"
      Eu no hesitei, "Porque acredito em nossa deusa, e acredito na parte de voc que
ainda  minha melhor amiga."
      Stevie Rae soltou Afrodite, que comeou a tossir e a esfregar o pescoo.
      "Diga que sente muito," eu disse a Stevie Rae. Os olhos vermelhos dela me
perfuraram, mas eu levantei o queixo e a encarei. "Diga que sente muito para Afrodite,"
eu repeti.
      "Eu no sinto muito," Stevie Rae disse quando andou (numa velocidade normal) de
volta para sua cadeira.
      "Nyx deu a Afrodite uma afinidade pela terra," eu disse bruscamente. O corpo de
Stevie Rae virou como se eu tivesse batido nela. "Ento atacando ela voc est na
verdade atacando Nyx."
      "Nyx est deixando ela assumir meu lugar!"
      "No. Nyx est deixando ela ajudar voc. Eu no posso descobrir isso sozinha, Stevie
Rae. Eu no posso deixar nenhum dos meus amigos saberem sobre isso porque se eu
fizer vai ser uma questo de tempo antes de Neferet descobrir tudo que eles sabem, e
embora eu no sabia muita coisa, eu acredito que Neferet se tornou m. Ento
basicamente somos ns contra uma poderosa Alta Sacerdotisa. Afrodite  a nica caloura
alm de mim cuja mente Neferet no pode ler. Precisamos de ajuda."
      Stevie Rae estreitou os olhos para Afrodite, que ainda estava esfregando o pescoo e
respirando com fora. "Eu ainda quero saber por que ela se incomoda em nos ajudar. Ela
nunca gostou de nenhuma de ns. Ela  uma mentirosa e uma vaca total."
      "Reparao," Afrodite conseguiu dizer.
      "O que?" Stevie Rae disse.
      Afrodite olhou para ela. A voz dela era spera, mas ela definitivamente estava
recuperando o flego e passou de ficar assustada para ficar fula. "Qual o problema? A
palavra  muito grande para voc? R-E-P-A-R-A---O." Ela soletrou. "Significa que eu
tenho que compensar algumas coisas que fiz. Muita coisa, na verdade. Ento tenho que
fazer o que no fiz antes - que  seguir a vontade de Nyx." Ela parou e limpou a garganta,
e fez uma careta de dor. "No, eu no gosto tanto quanto voc. E, quer saber, voc ainda
est fedendo e suas roupas country so idiotas."
      "Afrodite respondeu sua pergunta," eu disse a Stevie Rae. "Ela podia ter sido mais
gentil, mas voc acabou de tentar sufocar ela at a morte. Agora se desculpe a ela." Eu
encarei Stevie Rae enquanto silenciosamente chamei a energia do esprito para mim. Eu vi
Stevie Rae recuar, e ela finalmente olhou para longe.
       "Desculpe," ela murmurou.
       "Eu no consegui ouvir ela," Afrodite disse.
       "E eu no agento vocs duas agindo como dois bebezes!" eu surtei. "Stevie Rae,
se desculpe a ela como uma pessoa normal ao invs de uma pirralha mimada."
       "Eu sinto muito," Stevie Rae disse, franzindo para Afrodite.
       "Ok, olha," eu disse. "Precisamos de algum tipo de trgua entre ns. Eu no posso
ter medo de virar de costas e vocs duas tentarem se matar."
       "Ela no poderia me matar," Stevie Rae disse, virando os lbios de forma nada
atraente.
       "Porque voc j est morta ou porque eu no me aproximaria o bastante do seu
fedor para chutar sua bunda?" Afrodite perguntou em uma voz doce.
       " exatamente isso ao que estou me referindo!" Eu gritei. "Parem! Se no pudermos
nos dar bem, como diabos vamos descobrir um jeito de enfrentar Neferet e resolver o que
aconteceu com Stevie Rae?"
       "Temos que enfrentar Neferet?" Afrodite disse.
       "Porque temos que enfrentar ela?" Stevie Rae disse.
       "Porque ela  uma fudida maldosa!" Eu gritei.
       "Yeah, e voc no foi atingida por um raio ou derreteu nem nada fudido desse tipo,"
Afrodite disse alegremente.
       "Isso no pareceu certo saindo da sua boca, Z," Stevie Rae disse.
       Eu no pude me impedir de sorrir para Stevie Rae. Ela de repente parecia e soava
mais como ela e eu senti uma enorme onda de esperana. Ela ainda estava ali. Eu s
tinha que descobrir um jeito de fazer ela entrar em contando com o seu -
       " isso!" Eu sentei mais na frente excitada.
       "Voc xingar? Eu no acho, Z. No  voc," Stevie Rae disse.
       "Eu acho que voc estava certa quando disse que sua alma est sumida, Stevie Rae.
Ou pelo menos parte dela est sumida."
       "Voc faz parecer que  uma coisa boa, o que eu no entendo," Afrodite disse.
       "Eu odeio concordar com ela, mas sim, eu perder a alma  algo bom?" Stevie Rae
disse.
       "Porque  assim que eu vou consertar voc!" Elas s me olharam, com olhos de
boba. Eu virei os olhos. "Tudo que temos que fazer  descobrir um jeito de colocar sua
alma inteira no seu corpo. Voc pode voltar a ser como era. Claramente, voc completou
uma Mudana que no  exatamente normal."
       "Claramente," Afrodite murmurou.
       "Mas com uma alma curada voc tem sua humanidade de volta - voc volta ao
normal. E isso  o que realmente importa. Todas essas outras coisas," eu fiz um gesto
abstrato em direo a ela. "Voc sabe, seus olhos estranhos e todo o negocio de beber-
sangue-ou-ficar-louca, podem ser lidadas se voc voltar a ao normal."
       "Isso  mais uma daquelas merdas o-lado-de-dentro--mais-importante que o de
fora?" Afrodite disse.
       ", e Afrodite voc est me irritando com a sua atitude to negativa," eu disse.
       "Eu acho que seu grupo precisa de algum pessimista," ela disse, parecendo meio
feliz.
       "Voc no  parte do grupo dela," Stevie Rae disse.
       "No momento nem voc, Fedida," Afrodite respondeu.
       "Bruxa odiosa! Nunca -"
      "CHEGA!" Eu virei minhas mos para as duas enquanto me concentrava no fato das
duas precisarem apanhar. O vento obedeceu e elas sentaram de volta quando uma
pequena e concentrada ventania ficava atrs delas. "Ok, pare agora," eu disse
rapidamente. O vento imediatamente parou. "Uh, desculpa. Perdi a calma."
      Afrodite imediatamente comeou a passar os dedos pelos cabelos completamente
descabelados. "Eu acho que voc perdeu a droga da cabea," Afrodite reclamou.
      Pessoalmente, eu achei que ela podia ter razo, mas eu no queria admitir. Eu olhei
para o relgio e fiquei chocada por ver que eram 7 da manha. No era de se admirar que
eu estivesse to cansada. "Olhem, vocs duas. Estamos cansadas. Vamos dormir um
pouco e nos encontrar aqui depois do Ritual da Lua Cheia. Eu vou pesquisar mais e ver se
descubro algo sobre almas perdidas ou quebradas e como consertar elas." Pelo menos eu
tinha algo para me concentrar agora, ao invs de buscar livremente na biblioteca. Bem,
isso quando eu no estava me agarrando com Loren. Ah, diabos. Eu esqueci dele.
      "Parece um plano para mim. Estou pronta para sair daqui." Afrodite levantou. "Meus
pais s voltam daqui 3 semanas ento voc no precisa se preocupar com eles voltarem
para casa. Tem jardineiros que vem aqui duas vezes por semana, mas isso  durante o dia
e - oh, yeah - voc vai pegar fogo se sair durante o dia, ento eles verem voc no deve
ser um problema tambm. A empregada normalmente aparece uma vez por semana
quando meus pais no esto, para manter a casa perfeita, mas ela s vem aqui quando
minha v est visitando, ento isso tambm no  problema."
      "Wow, ela  realmente rica," Stevie Rae disse para mim.
      "Aparentemente," eu disse.
      "Voc tem net?" Stevie Rae perguntou a Afrodite.
      " claro," ela disse.
      "Legal," Stevie Rae disse, parecendo mais feliz desde que tinha morrido.
      "Ok, ento, vamos sair daqui," eu disse, me juntando a Afrodite na porta. "Oh,
Stevie Rae, eu te comprei um celular. Est na bolsa. Se precisar de algo, me ligue. Eu vou
lembrar de manter ele comigo e ligado." Eu pausei, me sentindo estranhamente incerta
sobre deixar ela.
      "V. Eu te vejo depois," Stevie Rae disse. "Voc no precisa se preocupar comigo. Eu
j estou morta. O que mais pode dar errado?"
      "Ela tem razo," Afrodite disse.
      "Ok, bem. Eu entendi," eu disse. Eu no quis dizer que achava que ela tambm tinha
razo. Isso parecia pedir por problemas. Eu quero dizer, ela era morta viva, e isso era
muito ruim. Mas haviam outras coisas que podiam dar errado tambm. A idia me deu um
calafrio na espinha, o que, infelizmente, eu ignorei e continuei imaginando o futuro. Eu
no tinha idia do horror que estava prestes a acontecer.
     QUATORZE

      "Me deixa na porta escondida no muro. Eu ainda acho que no  uma boa idia as
pessoas acharem que estamos andando juntas," Afrodite disse.
      Eu virei a direita na rua Peoria e me dirigi de volta a escola. "Estou surpresa por voc
se importar tanto com o que as acham."
      "Eu no me importo. Eu me importo com o que a Neferet descobre. Se ela achar que
ns duas somos amigas, ou apenas no somos inimigas, ela vai descobrir que
compartilhamos informaes sobre ela."
      "E isso seria muito ruim," eu terminei por ela.
      "Definitivamente," ela disse.
      "Mas ela vai nos ver juntas de vez enquando porque voc ira evocar a terra nos
meus crculos."
      Afrodite me encarou. "No, eu no vou."
      " claro que vai."
      "No, eu no vou."
      "Afrodite, Nyx te deu uma afinidade com a terra. Voc pertence ao circulo. A no ser
que voc queira ignorar a vontade de Nyx." Eu no acrescentei a palavra "de novo", mas
pareceu permanecer ficar no ar conosco.
      "Eu j disse que vou fazer a vontade de Nyx," ela disse atravs dos dentes cerrados.
      "O que significa que voc vai fazer parte do Ritual da Lua Cheia hoje a noite," eu
disse.
      "Isso vai ser um pouco difcil, j que eu no sou mais membro das Filhas Negras."
      Merda. Eu esqueci disso.
      "Bem, ento, voc vai ter que voltar para as Filhas Negras." Ela comeou a dizer
algo. Eu levantei a voz e falei mais alto que ela. "O que significa que voc vai ter que jurar
seguir nossas regras."
      "Idiotas," ela murmurei.
      "Voc est fazendo aquela coisa com pssima atitude novo," eu disse. "Ento, voc
vai jurar?"
      Eu pude ver que ela estava mordendo os lbios. Eu esperei se ningum dizer nada e
continuei dirigindo. Isso era algo que Afrodite ia ter que decidir sozinha. Ela disse que
queria reparar as merdas que fez e seguir a vontade da deusa. Mas querer algo e fazer
so duas coisas bem diferentes. Afrodite tem sido egosta e maldosa por muito tempo. As
vezes eu podia ver uma fasca de mudana nela, mas a maior parte das vezes eu s via a
garota que as Gmeas chamavam de Bruxa do Inferno.
      "Yeah, tanto faz."
      "Como assim."
      "Eu disse sim. Eu vou jurar obedecer suas regras idiotas."
      "Afrodite, parte do juramento significa que voc no acredita que as regras so
idiotas."
      "No, no tem nada no juramento que diz que no posso achar as regras idiotas. S
diz que eu tenho que ser autentica pelo ar, fiel pelo fogo, sbia pela gua, emptica pela
terra, e sincera pelo esprito. Ento sou autentica dizendo que as regras so idiotas."
      "Se  isso que voc acha, porque as memorizou?"
      "Conhea teu inimigo," ela citou.
      "Quem disse isso, afinal?"
      Ela deu nos ombros. "Algum antigamente. O "teu" deixa claro que foi algum
velho."
      Eu achei que ela estava falando coc, mas no quis dizer nada (especialmente j que
ela goza de mim por dizer coc ao invs da palavra com m).
      "Ok, aqui est." Eu encostei. Graas a Deus, as nuvens que apareciam de
madrugada tinham se multiplicado, e a manh estava escura e emburrada. Tudo que
Afrodite tinha que fazer era cruzar o pequeno gramado que ficava entre a grama e o muro
que cercava a escola, passar pela porta escondida, e ento seguir a calada at o
dormitrio. Como as Gmeas diriam, fcil-fcil. Eu olhei para o cu, considerando se
deveria pedir para o vento trazer mais nuvens para deixar ainda mais escuro, mas eu olhei
para o rosto de Afrodite e decidi que no, ela podia lidar com a luz do sol. "Ento, voc
estar no ritual hoje a noite, certo?" eu perguntei, imaginando do porque estar levando
tanto tempo para ela sair do carro.
      "Yeah, estarei l."
      Ela soava distrada. Tanto faz. A garota era apenas estranha s vezes.
      "Ok, te vejo mais tarde," eu disse.
      "Yeah, te vejo mais tarde," ela murmurou, abrindo a porta e (finalmente) saindo do
carro. Mas antes dela fechar a porta, ela se curvou e disse, "Algo parece errado. Voc
tambm no est sentindo?"
      EU pensei. "Eu no sei. Eu estou me sentindo meio inquieta e estressada, mas isso
pode ser por causa da morte da minha melhor amiga - ou melhor morta viva." Ento olhei
mais perto para ela. "Voc est ficando pronta para ter uma viso?"
      "Eu no sei. Eu nunca sei dizer quando vou ter uma. Mas eu tenho pressentimentos
sobre as coisas s vezes e no tenho uma viso."
      Ela parecia muito plida e at um pouco suada (o que definitivamente no era
normal para Afrodite). "Talvez voc devesse voltar para o carro. Provavelmente no tem
ningum acordado para nos ver entrar juntas de qualquer forma." Afrodite era uma chata,
mas ver como as vises a faziam ficar indefesa e doente eu realmente no gostava da
idia de deixar ela ficar na luz do sol sozinha quando uma atingisse ela.
      Ela se balanou, me lembrando de um gato saindo na chuva. "Vou ficar bem. Eu
provavelmente s estou imaginando coisa. Vejo voc hoje a noite."
      Eu vi ela se apressar at o muro de pedra e tijolos que cercavam o terreno da
escola. Enormes e antigos carvalhos se alinhavam no muro, fazendo sobras que de
repente pareciam sinistras. Jeesh, agora eu estava imaginando coisa? Eu tinha a mo no
volante e estava mudando a marcha para poder me aproximar quando Afrodite gritou.
      s vezes eu no penso. Meu corpo assume e eu apenas ajo. Essa foi uma dessas
horas. Eu sai do carro e estava correndo at Afrodite antes de poder pensar. Quando
cheguei at ela, eu soube duas coisas ao mesmo tempo. Uma era que algo tinha um
cheiro maravilhoso, meio familiar. O que quer que fosse, era um cheiro que estava na
rea como uma deliciosa nevoa e eu automaticamente respirei fundo. A segunda coisa 
que Afrodite estava curvada, vomitando e chorando ao mesmo tempo, o que no foi muito
agradvel de se ver. Eu estava muito ocupada olhando para ela e tentando descobrir o
que estava acontecendo e distrada pelo maravilhoso cheiro para notar. A principio.
      "Zoey!" Afrodite chorou, ainda vomitando, "Chame algum! Rpido!"
      "O que foi - uma viso? Qual problema?" Eu peguei ela nos ombros e tentei dar
apoio a ela enquanto ela continuava a vomitar.
      "No! Atrs de mim! Contra o muro..." Ela ficou nsia, mas no teve tempo para
vomitar. " to horrvel."
      Eu no queria, mas meus olhos automaticamente olharam para cima atrs dela nas
sombras do muro da escola.
      Foi a coisa mais horrvel que eu j vi. A principio minha mente nem registrou o que
viu. Mais tarde eu pensei que provavelmente era um mecanismo de defesa. Infelizmente,
no durou muito. Eu pisquei e olhei por entre a escurido. Algo parecia manchado, e
molhado e-
      E eu sabia o que era aquele doce e sedutor cheiro era. Eu lutei contra a vontade de
cair de joelhos e vomitar ao lado de Afrodite. Eu senti o cheiro de sangue. No era o
cheiro ordinrio de sangue humano, que j era muito delicioso. O que eu estava sentindo
o cheiro era do sangue derramado de um vampiro adulto.
      O corpo dela estava pregado grotescamente em uma cruz de madeira que estava
parada contra o muro. Eles no pregaram s os pulsos e tornozelos dela. Eles tambm
passaram uma grossa estaca de madeira no corao dela. Havia algum tipo de papel por
cima do corao dela, preso num lugar perto da grotesca estaca. Eu podia ver que havia
algo escrito nela, mas meus olhos no se focaram bem o bastante ara ver o que estava
escrito nele.
      Eles tambm cortaram a cabea dela, a cabea da professora Nolan. Eu sabia que
era ela porque eles colocaram a cabea dela numa estaca de madeira do lado do corpo
dela. O longo cabelo preto dela se mexia suavemente contra a brisa, parecendo
obscenamente gracioso. A boca dela estava aberta em uma terrvel careta, mas os olhos
dela estavam fechados.
      Eu agarrei o cotovelo de Afrodite e fiz ela levantar. "Anda! Temos que chamar
ajuda."
      Se apoiando uma na outra, voltamos para o meu carro. Eu no sei como consegui
ligar o Fusca e me afastar.
      "Eu - eu - eu acho que eu vou vomitar de novo." Os dentes de Afrodite batiam tanto
que ela mal podia falar.
      "No, voc no vai." Eu no podia acreditar no quo calma eu soava. "Respire. Se
concentre. Tire foras da terra." Eu percebi que eu estava automaticamente fazendo o que
eu disse para ela fazer, s que no meu caso eu estava tirando fora dos cinco elementos.
"Voc est bem," eu disse a ela com a energia canalizado do vento, fogo, gua, terra, e
esprito para manter longe a histeria e o choque a qual eu queria ceder. "Estamos bem."
      "Estamos bem... estamos bem..." Afrodite continuou repetindo. Ela estava tremendo
tanto que eu peguei o canguro que eu mantinha no banco de trs. "Coloque isso ao seu
redor. Estamos quase l."
      "Mas todos foram embora! A quem voc vai contar?"
      "Nem todo mundo foi embora." Minha mente trabalhou. "Lenobia nunca deixa os
cavalos sozinhos por muito tempo. Ela provavelmente est aqui. "E ento arfei para a
escurido. "E eu vi Loren Blake ontem. Ele vai saber o que fazer."
      "Ok... ok..." Afrodite murmurou.
      "Me escute Afrodite," eu disse firmemente. Ela virou os olhos bem apertos e
chocados para mim. "Eles vo querer saber por que estvamos juntas, e especialmente eu
estava te largando to perto do muro."
      "O que diremos?"
      "Eu no estava com voc e eu no estava te largando. Eu fui visitar minha av. Voc
estava..." eu pausei, tentando forar minha mente atordoada a pensar. "Voc estava em
casa. Eu vi voc voltando para a escola e te dei uma carona. Quando passamos pelo muro
voc sentiu que algo estava errado e paramos para olhar. Foi assim que achamos ela."
      "Ok. Ok. Eu posso dizer isso."
      "Voc vai lembrar?"
      Ela respirou fundo. "Eu vou lembrar."
      Eu no me incomodei em parar numa vaga direito. Eu parei o mais perto possvel do
prdio principal que tinha a residncia dos professores. Eu esperei o suficiente para pegar
Afrodite de novo, e juntas corremos pela calada at a antiga porta de madeira do prdio
que parecia um castelo. Silenciosamente agradecendo a deusa pela poltica de no trancar
as portas, eu abri a porta e entrei junto com Afrodite.
      E eu me encontrei com Neferet.
      "Neferet! Voc tem que vir! Por favor!  horrvel!" Eu chorei e me joguei nos braos
dela. Eu no pude me impedir. Minha mente sabia que ela tinha feito coisas horrveis, mas
a um ms atrs Neferet era uma me para mim. No, na verdade, ela se tornou a me
que eu queria ter, e eu meu pnico ver ela mandou uma onda de alivio pelo meu corpo.
      "Zoey? Afrodite?"
      Afrodite caiu contra a parede ao nosso lado e eu podia ouvir ela chorando. Eu
percebi que eu comecei a chorar tanto que se no fosse pelos braos fortes de Neferet ao
meu redor eu provavelmente no seria capaz de me manter de p. A Alta Sacerdotisa me
segurou gentilmente, mas firme longe de mim para poder olhar meu rosto. "Fale comigo,
Zoey. O que aconteceu?"
      Eu tremi mais. Eu curvei a cabea e cerrei os dentes, tentando me concentrar de
novo e retirar fora o suficiente dos elementos para poder falar.
      "Eu ouvi algo e-" Eu reconheci nossa professora de equitao, Lenobia, uma voz
clara se aproximado no corredor de ns. "Pela deusa!" Do canto do olho eu vi que ela se
apressou at Afrodite e estava tentado dar apoio ao corpo fraco dela.
      "Neferet? Qual o problema?"
      Minha mente se quebrou quando ouvi a voz familiar e vi Loren, o cabelo todo
bagunado como se ele estivesse dormindo, vindo da escadaria que levava pra o loft dele
enquanto ele colocava um moletom da House of Night. Meu olhar se trancou no dele e de
alguma forma eu consegui encontrar fora para falar.
      " a professora Nola," eu disse, e me perguntei o quo clara e forte minha voz suava
quando senti meu corpo se quebrando em pequenos pedaos. "Ela est perto da porta
escondida no muro leste. Algum matou ela."
     QUINZE

      Tudo aconteceu rpido depois disso, mas para mim pareceu estar acontecendo com
outra pessoa que temporariamente tinha tomado meu corpo. Neferet imediatamente
assumiu. Ela ajudou Afrodite e eu e decidiu (infelizmente) que eu era a nica forte o
bastante para voltar com eles at o corpo. Ela chamou Dragon Lankford, que apareceu
armado. Eu ouvi Neferet chegando com Dragon sobre quais guardies tinham voltado das
frias. Pareceu que segundos depois dois altos, e musculosos vampiros apareceram. Eu os
reconheci vagamente. Tinha sempre vampiros adultos indo e vindo para a escola. Eu
aprendi cedo que a sociedade vampira era matriarcal, o que significa que as mulheres
mandam. Mas no significa que vampiros homens no so respeitados. Eles so.  s que
os dons deles so mais fsicos e o das mulheres so mais intelectuais e intuitivos. Para
resumir, vampiros homens so incrveis guerreiros e protetores. Aqueles dois mais Dragon
e Loren me fizeram sentir um zilho de vezes mais segura.
      Isso no significa que eu estava ansiosa para levar eles at o corpo da professora
Nolan. Entramos num SUV da escola e voltamos pelo caminho que eu tinha seguido at a
escola. Com a mo tremula eu apontei para o ponto onde eu tinha parado do lado da rua.
Dragon estacionou a SUV.
      "Eu estava passando por aqui quando Afrodite disse que sentia algo errado," Eu
comecei nossa em enorme mentira. "No podamos ver muito daqui." Meus olhos
passaram pela parte escura da rea perto da porta escondida. "Eu me senti estranha
tambm, ento decidimos ver o que estava errado." Eu respirei fundo. "Eu acho que
pensei que havia um garoto que estava tentando voltar para o dormitrio, mas no podia
encontrar a porta." Eu engoli claramente a aperto na garganta. "Ento nos aproximamos
do muro e pudemos ver que tinha algo ali. Algo terrvel. E - e eu senti o cheiro de sangue.
Quando percebemos o que era - que era a professora Nolan - fomos direto para vocs."
      "Voc pode ir l de novo, ou prefere ficar aqui e esperar por ns?" A voz de Neferet
era gentil e compreensiva, e eu desejei com tudo dentro de mim que ela ainda fosse um
dos caras do bem.
      "Eu no quero ficar sozinha," eu disse.
      "Ento voc vem comigo," ela disse. "Os guerreiros vo nos proteger. Voc no tem
nada a temer, Zoey."
      Eu acenei e fui para a SUV. Os dois guerreiros, Dragon e Loren, protegeram Neferet
e eu. Pareceu levar s alguns segundos para atravessar a grama e poder cheirar - ver o
corpo crucificado. Eu senti meus joelhos tremerem quando o horror do que havia sido
feito a ela se registrou nos meus sentidos j chocados.
      "Oh, graciosa deusa!" Neferet arfou. Ela se moveu para frente at alcanar a cabea
estacada. Eu vi ela acariciar o cabelo da professora Nolan e ento colocar a mo na testa
da mulher morta. "Encontre paz, minha amiga. Descanse nas campinas com nossa deusa.
 l que todos ns, um dia, iremos nos encontrar de novo."
      Quando senti meus joelhos cederem eu senti mos fortes me segurando pelo
cotovelo.
      "Voc est bem. Voc vai superar isso."
      Eu olhei para cima para Loren e tive que piscar com fora para me focar nele. Ele
continuou me segurando, mas tirou de um dos bolsos um daqueles antigos canivetes. Foi
quando eu notei que estava chorando.
      "Loren, leve Zoey de volta para o dormitrio. Ela no pode fazer mais nada aqui.
Assim que ela estiver bem protegida, eu vou chamar a policia humana," Neferet disse, e
virou seu olhar para Dragon. "Chame os outros guerreiros para c agora." Dragon abriu o
celular e comeou a fazer ligaes. Ento Neferet virou sua ateno para mim. "Eu sei que
isso foi uma coisa terrvel para voc ver, mas estou orgulhosa que voc tenha sido to
forte para passar por isso."
      Eu no consegui fazer minha voz funcionar, ento apenas acenei.
      "Vamos para casa, Zoey." Loren murmurou.
      Enquanto Loren me ajudava a voltar para a SUV uma chuva fria comeou a cair
suavemente ao redor de ns. Eu olhei para trs por cima dos ombros e vi que estava
lavando o sangue da professora Nolan como se a prpria deusa estivesse chorando a
perda dela.
      Em todo caminho de volta para a escola Loren ficou falando comigo. Eu no lembro
o que ele dizia. Eu s sei que ele estava me dizendo que tudo ia ficar bem naquela voz
linda e rica. Eu podia sentir ela se envolver ao meu redor tentando me manter quente. Ele
estacionou e me levou pela escola, ainda segurando meu brao com fora. Quando ele
deu a volta que nos levava para o salo de jantar ao invs do dormitrio eu olhei
questionadoramente para ele.
      "Voc precisa comer e beber algo. Ento voc precisa dormir. Eu vou me certificar
que voc tenha os dois primeiros antes da segunda." Ele pausou e sorriu tristemente.
"Embora voc parea estar pronta para desmaiar."
      "Eu no estou com fome," eu disse.
      "Eu sei, mas comer vai fazer voc se sentir melhor." As mos dele deslizaram do
meu cotovelo para segurar a minha mo. "Me deixe cozinhar para voc, Zoey."
      Eu deixei ele me levar at a cozinha. A mo dele era quente e forte, e eu percebi que
ela estava comeando a soltar a forte dormncia que tinha se apossado de mim.
      "Voc pode cozinhar?" eu perguntei a ele, me agarrando a qualquer assunto que no
fosse morte e horror.
      "Sim, mas no bem," ele riu, parecendo como um lindo garotinho.
      "Isso no parece muito promissor," eu disse. Eu me senti sorrir, mas parecia um
sorriso duro e constrangedor, como se eu tivesse esquecido como sorrir.
      "No se preocupe, vou ser gentil com voc." Ele me puxou para um banco no canto
da cozinha e pegou uma longa faca que estava no centro da enorme cozinha. "Senta," ele
ordenou.
      Eu fiz o que ele disse, aliviada por no ter mais que ficar de p. Ele virou para os
armrios e comeou a tirar coisas deles e andou at a geladeira (mas no a que eles
mantinham o sangue.)
      "Aqui, beba isso. Devagar."
      Eu pisquei surpresa para a enorme taa de sangue. "Eu no gosto -"
      "Voc vai gostar desse vinho." Os olhos negros dele seguraram os meus. "Confie em
mim e beba."
      Eu fiz o que ele me disse. O gosto explodiu em minha lngua, mandando fascas de
calor pelo meu corpo. "Tem sangue nele!" eu arfei.
      "Tem." Ele estava fazendo um sanduche e nem olhou para mim. " como vampiros
bebem vinho - misturado com sangue." Ele olhou para cima e ento encontrou meus
olhos. "Se voc no gosta do sangue, eu pego outra coisa para voc beber."
      "No, est tudo bem. Eu bebo esse," eu dei outro gole, me forando a no beber
tudo de uma vez.
      "Eu tive o pressentimento que voc no teria problemas com ele."
      Meus olhos encontraram os dele. "Porque voc achou isso?" Eu podia sentir minha
fora assim como meu senso voltando para mim enquanto o maravilhoso sangue parecia
se espalhar no meu corpo.
      Ele continuou fazendo o sanduche e deu nos ombros. "Voc teve um Imprint com
um garoto humano, no teve? Foi como voc foi capaz de encontrar e resgatar ele do
serial killer."
      "Yeah."
      Quando eu no disse mais nada ele olhou para mim e sorriu. "Foi o que eu pensei.
s vezes a gente tem um Imprint acidental."
      "Calouros no. Nem deveramos beber sangue humano," eu disse.
      O sorriso de Loren era quente e cheio de apreciao. "Voc no  uma caloura
normal, ento as regras normais no se aplicam a voc." O olhar dele segurou o meu e
parecia que ele estava falando de muito mais coisas do que beber acidentalmente sangue
humano.
      Ele me fez sentir frio e calor - assustada, mas totalmente adulta e sexy - tudo ao
mesmo tempo.
      Eu mantive minha boca fechada e voltei a beber o sangue com vinho. (Eu sei que
soa completamente nojento, mas era delicioso.)
      "Aqui, come isso." Ele passou o prato para mim que tinha um sanduche de presunto
e queijo que ele tinha feito por mim. "Espera, voc precisa de um pouco disso tambm."
Ele procurou num armrio at que fez um pequeno "ahha!" e me entregou um grande
saco de Doritos com sabor queijo.
      Eu sorri. Dessa vez minha boca pareceu mais natural fazendo isso. "Doritos! Isso 
perfeito" Eu dei uma enorme mordida e eu percebi que estava faminta. "Voc sabe, eles
no gostam que calouros comam comida porcaria como essa."
      "Como eu disse" - Loren deu um sorriso devagar e sexy para mim de novo - "voc
no  como o resto dos calouros. E acontece que eu acredito que algumas regras so
feitas para serem quebradas." Os olhos dele passaram dos meus olhos para os brincos de
diamante que estavam na minha orelha.
      Eu senti meu rosto ficando quente, ento eu voltei a prestar ateno na comida,
olhando apenas de vez enquando para ele. Loren no fez um sanduche para ele, mas
serviu uma taa de vinho que estava bebendo devagar enquanto me observava comer. Eu
estava me aprontando para dizer a ele que ele estava me deixando nervosa quando ele
finalmente disse algo.
      "Desde quando voc e Afrodite so amigas?"
      "No somos," eu disse dando uma mordida no sanduche (que estava muito bom -
ento ele  ridiculamente lindo, sexy, inteligente, e sabe cozinhar!). "Eu estava voltando
pra a escola e vi ela andando." Eu levantei um ombro se tivesse cansado dela. "Eu achei
que era parte do meu trabalho como a lder das Filhas Negras ser gentil, mesmo para ela.
Ento eu dei a ela uma carona."
      "Estou um pouco surpreso por ela ter aceito a sua carona. Vocs duas no so
inimigas juradas?"
      "Tanto faz! Inimigas juradas? Eu nem penso nela." Eu queria poder contar a Loren a
verdade sobre Afrodite. Na verdade, eu odiava mentir (eu no sou muito boa nisso,
embora eu parea estar melhorando com a prtica). Mas mesmo quando pensei em contar
a verdade a Loren, eu tive o pressentimento que eu no deveria dizer nada para ele.
Ento eu sorri e mordi meu sanduche e basicamente tentei me focar no fato de estar me
sentindo menos como a Noite dos Mortos Vivos.
      O que me lembrou da professora Nolan. Eu soltei o sanduche meio comido e bebi
mais vinho.
      "Loren, quem pode ter feito aquilo com a professora Nolan?"
      A expresso do lindo rosto dele escureceu. "Eu acho que a citao deixa bem obvio."
      "Citao?"
      "Voc no viu o que estava escrito no papel que eles empalaram nela?"
      Eu balancei a cabea, me sentindo fraca de novo. "Eu sei que tinha algo escrito no
papel, mas no olhei o suficiente para poder ler."
      "Dizia, "No permitirs que viva uma feiticeira. xodo 22:18." E ARREPENDA-SE foi
escrito varias vezes."
      Algo passou pela minha memria e senti uma queimao comear dentro de mim
que no tinha nada a ver com o sangue no meu vinho. "As Pessoas de F."
      " o que parece." Loren balanou a cabea. "Eu me pergunto o que as sacerdotisas
estavam pensando quando decidiram comprar esse lugar para instalar a House of Night
aqui. Parece que estavam pedindo por problemas. Tem poucas partes do pas onde as
pessoas tem a mente to pequena e falam sobre o que chamam de suas crenas
religiosas." Ele balanou a cabea e parecia realmente irritado. "Embora eu no entenda
adorar um deus que denigra as mulheres e cuja `Verdadeira crena' parece no aceitar
qualquer um que acredite no que eles acreditam."
      "Nem todos so assim em Oklahoma," eu disse firmemente. "Tem tambm um forte
sistema de crenas Nativo Americanas, e muitas pessoas normais que no caem na
estpida crena das Pessoas da F."
      "Independentemente, so as Pessoas da F que tem mais voz."
      "S porque eles tem a maior boca no significa que eles estejam certos."
      Ele riu e seu rosto relaxou. "Voc est se sentindo melhor."
      "Yeah, eu acho que sim." Eu bocejei.
      "Melhor, mas exausta, eu aposto," ele disse. "Hora de ir para o seu dormitrio de
volta para cama. Voc precisa descansar e se preparar para o que est por vir."
      Eu senti uma onda de medo no meu estomago, e desejei no ter comido tanto
salgadinho. "O que vai acontecer?"
      "J faz dcadas desde que houve um ataque aberto dos humanos aos vampiros. Isso
muda as coisas."
      Eu podia sentir o medo se expandido. "Muda as coisas? Como?"
      Loren me olhou nos olhos. "No iremos sofrer um insulto sem devolver o insulto." A
expresso dele era dura, e de repente ele parecia mais guerreiro do que poeta, mais
vampiro do que humano. Ele parecia poderoso e perigoso e extico e mais do que um
pouco assustador. Ok, honestamente ele era a coisa mais gostosa que eu j tinha visto.
      Ento, como se tivesse percebido que disse demais, ele sorriu e andou para ficar
perto de mim. "Mas voc no precisa se preocupar com nada disso. Em 24 horas a escola
ficara cheia da elite de vampiros guerreiros, os Filhos do Erebus. Nenhum humano
fantico ira nos tocar de novo."
      Eu franzi, me preocupando com as conseqncias de aumentar a segurana. Como
diabos eu ia sair sozinha com uma bolsa de sangue para Stevie Rae com um zilho de
guerreiros cheio de testosterona andando por ai e sendo super protetores?
      "Hey, voc ficara segura. Eu prometo." Loren pegou meu queixo e levantou meu
rosto.
      Nervosa antecipao fez minha respirao ficar mais rpida e meu estomago flutuar.
Eu tentei tirar ele da minha mente, tentei no pensar no beijo dele e do jeito que o meu
sangue batia quando ele olhava para mim, mas a verdade era que mesmo sabendo o
quanto machucaria Erik estar com Loren, e com o estresse de Stevie Rae e Afrodite e o
horror do que tinha acontecido com a professora Nolan, eu ainda podia sentir os lbios
dele nos meus. Eu queria que ele me beijasse de novo e de novo.
      "Eu acredito em voc." Eu sussurrei. Naquele momento, eu juro que teria acreditado
em qualquer coisa que ele me dissesse.
      "Estou feliz em ver que voc est usando meus brincos."
      Antes de poder dizer qualquer coisa, ele se curvou e me beijou, um beijo longo e
profundo. A lngua dele encontrou a minha e eu podia sentir o vinho e uma sedutora pista
de sangue na boca dele. Depois do que pareceu ser muito tempo ele tirou sua boca da
minha. Os olhos dele estavam escuros e ele respirava com dificuldade.
      "Eu preciso levar voc de volta ao dormitrio antes que tente te manter ao meu lado
para sempre," ele disse.
      Eu usei todo o brilhantismo da minha mente para conseguir dizer, "Ok."
      Ele pegou meu brao de novo, como ele tinha me apoiado quando chegamos aqui.
Dessa fez o toque dele era quente e intimo. Nossos corpos se tocavam enquanto
andvamos pela manh at o dormitrio das garotas. Ele me fez subir as escadas e abriu
a porta. A grande sala estava deserta. Eu olhei para o relgio e mal podia acreditar que j
passava das 9 da manh.
      Loren ergueu minha mo rapidamente para sua boca, a beijando antes de soltar. "Mil
vezes boa noite. Mil vezes o pior, a te querer a luz. Amor passa por amor assim como
garotos passam por seus livros, mas amor por amor, passa pela escola com um olhar
pesado."
      Eu mal reconheci as falar de Romeo e Julieta. Ele estava dizendo que me amava?
Meu rosto corou com o nervosismo e excitao.
      "Tchau," eu disse suavemente. "Obrigado por cuidar de mim."
      "Foi um prazer, minha senhora," ele disse. "Adieu." Ele se curvou para mim,
colocando o punho por cima do corao da forma respeitosa que os vampiros faziam uma
saudao de um guerreiro a uma Alta Sacerdotisa, e ento ele foi embora.
      Em uma onda de choque e me sentindo leve pelo beijo que Loren, eu praticamente
tropecei nas escadas enquanto ia para meu quarto. Eu pensei em ir ver Afrodite, mas eu
estava na beira de uma exausto total e s havia uma coisa que eu tinha energia o
suficiente para fazer antes de desmaiar. Primeiro, eu busquei no lixo as duas metades do
horrvel carto de aniversario que minha me e meu padrasto-perdedor me mandaram.
      Eu senti uma onda de enjo no estomago quando juntei as duas metades e vi que
lembrava certo. Era uma cruz com um bilhete nela. Sim. Eu lembrei mais cedo com o que
tinham feito a professora Nolan.
      Antes de poder mudar de idia, eu tirei meu celular, e respirando fundo, disquei o
numero. Minha me atendeu no terceiro toque.
      "Al!  uma linda manha!" ela disse alegre. Claramente ela no tinha visto o
identificador de chamada.
      "Me, sou eu."
      Como esperado, o tom dela mudou instantaneamente. "Zoey? O que aconteceu
agora?"
      Eu estava cansada demais para brincar dos nossos joguinhos de me e filha como
sempre.
      "Onde John estava ontem a noite?"
      "Como assim, Zoey?"
      "Me, eu no tenho tempo para essa porcaria. S me diga. Depois que vocs dois
saram da Utica Square, o que vocs fizeram?"
      "Eu no acho que gosto do seu tom, mocinha."
      Eu segurei a vontade de gritar de frustrao. "Me, isso  importante. Muito
importante. Como em vida ou morte."
      "Voc  sempre to dramtica," ela disse. Ento deu uma pequena risada nervosa e
falsa. "Seu pai veio para casa comigo,  claro. Assistimos um jogo de futebol na TV e
fomos dormir."
      "Que horas ele saiu para o trabalho de manh?"
      "Que pergunta boba! Ele saiu cerca de uma hora e meia atrs, como sempre. Zoey,
do que isso se trata?"
      Eu hesitei. Eu podia contar a ela? O que Neferet tinha dito sobre chamar a policia?
Certamente o que tinha acontecido com a professora Nolan ia sair em todos os jornais
mais tarde. Mas ainda no. No agora. E eu sabia muito bem que no podia confiar em
minha me para manter nada em segredo.
      "Zoey? Voc no vai me responder?"
      "S apenas assista o noticirio. Voc vai saber do que se trata," eu disse.
      "O que voc fez?" Eu percebi que ela no parecia preocupada ou chateada, apenas
resignada.
      "Nada. No fui eu.  melhor voc olhar mais perto de casa para quem fez o que. E
lembre-se, eu no vivo mais na sua casa."
      A voz dela se tornou amarga. " verdade. Voc certamente no vive. Eu nem sei por
que voc est ligando para c. Voc e sua odiosa av no disseram que no iam mais
falar comigo?"
      "Sua me no  odiosa," eu disse automaticamente.
      "Ela  para mim!" Minha me surtou.
      "Esquece. Voc tem razo. Eu no deveria ter ligado. Tenha uma boa vida me," Eu
disse, e ento desliguei.
      Minha me estava certa sobre uma coisa. Eu nunca deveria ter ligado para ela. O
carto foi provavelmente apenas uma coincidncia. Quero dizer s tem cerca de um zilho
de lojas especializadas em religio em Tulsa e Broken Arrow. Todos eles tem esses carto
idiotas. E todos parecem a mesma coisa - ou patos e ondas lavando as pegadas de areia
na praia, ou uma cruz e sangue e unhas. Necessariamente no significa nada. Significa?
      Minha mente sentiu a tontura quando o meu estomago ficou enjoado. Eu precisava
pensar, e no podia pensar enquanto estivesse to cansada. Eu ia dormir e ento tentar
descobrir o que deveria fazer. Ao invs de jogar o carto fora, eu coloquei os dois pedaos
na minha gaveta. Ento tirei minhas roupas e coloquei meu pijama confortvel. Nala j
estava roncando no meu travesseiro. Eu deitei perto dela, fechei os olhos, forcei minha
mente a se clarear da horrvel imagem e perguntas no faladas, e ao invs disso me
concentrei na minha gata roncando at que finalmente cai no sono exausta.
     DEZESSEIS

      Eu soube o segundo que Heath voltou para a cidade porque ele interrompeu meu
sonho. Eu estava deitada no sol (v, claramente um sonho) em uma grande bia que
flutuava num enorme lago no meio do esprito (vai saber?), quando de repente tudo
desapareceu e eu ouvi a voz familiar de Heath passar pelo meu crnio.
      "Zo!"
      Meus olhos abriram. Nala estava me encarando com olhos verdes mal humorados.
      "Nala? Voc ouviu algo?"
      A gata "mee-uf-owed," espirrou, levantou tempo o suficiente para andar ao redor e
ao redor varias vezes, ento deitou e voltou a dormir de novo.
      "Voc realmente no esta ajudando," eu disse.
      Ela me ignorou.
      Eu olhei para o relgio e gemi, eram 7 da noite. Jeesh, eu dormi 8 oras mas meus
olhos eram como lixa. Ugh, O que eu tinha que fazer hoje?
      Ento eu lembrei da professora Nolan e da conversa com a minha me e meu
estomago se apertou.
      Eu deveria contar a algum as minhas suspeitas? Como Loren tinha dito, as Pessoas
de F j tinham sido implicadas no assassinato pelo horrvel bilhete que deixaram. Ento,
eu realmente precisava dizer algo sobre o fato de que eu no ficaria surpresa se meu
padrasto-perdedor estivesse envolvido? Minha me deixou claro para mim que ele estava
em casa ontem a noite, e essa manha. Pelo menos, foi o que ela disse.
      Ela poderia estar mentindo?
      Um calafrio passou pelo meu corpo.  claro que ela podia. Ela faria qualquer coisa
por aquele homem nojento. Ela j tinha provado que tinha virado as costas para mim. Mas
se ela estava mentindo, e eu dedurasse ela, eu seria responsvel pelo que acontecesse a
ela. Eu odiava John Heffer, mas eu odiava ele o bastante para fazer minha me cair com
ele?
      Eu tinha vontade de vomitar.
      "Se o padrasto-perdedor est ligado com o assassinato, a polcia vai descobrir. Se
isso acontecer, nada vai acontecer por minha causa." Eu disse as palavras em voz alta,
deixando minha voz me acalmar, "Espere e veja o que acontece." Eu no podia fazer isso.
Eu simplesmente no podia. Ela era horrvel, mas era minha me, e eu ainda lembrava de
quando ela costumava me amar.
      Ento eu no ia fazer nada a no ser tentar tirar minha me e meu padrasto-
perdedor da minha mente. Ponto. Eu falo serio.
      Enquanto eu estava tentando me convencer que tinha feito a escolha certa, eu
lembrei do que mais ia acontecer hoje. O Ritual de Lua Cheia das Filhas Negras. Meu
corao se afundou no meu estomago. Normalmente, eu estaria excitada e um pouco
nervosa. Hoje eu s estava estressada. Acima de tudo, ter Afrodite se juntando ao circulo
no ia ser algo popular. Tanto faz. Meus amigos iam ter que lidar com isso. Eu suspirei.
Minha vida era uma droga. Alm do mais, eu estava provavelmente deprimida. Pessoas
deprimidas no dormem tipo, sempre? Eu fechei meus olhos, cedendo ao meu auto
diagnostico e estava quase adormecendo quando "Zoey baby!" gritou na minha mente
quando meu alarme comeou a tocar. Alarme? Era final de semana. Eu no tinha ligado o
alarme.
      Meu celular estava fazendo barulho que fazia quando eu recebia uma mensagem de
texto. De mal humor, eu abri o celular. Ao invs de encontrar uma mensagem, encontrei
4.
      Zo! Voltei!
      Zoey preciso ver vc!
      Ainda te amo
      Zo? Me liga.
      "Heath." Eu suspirei e sentei na cama. "Merda. Isso s est ficando cada vez pior." O
que diabos eu ia fazer sobre ele?
      Ele e eu tivemos um Imprint a mais de um ms atrs. Ele tambm foi provado pelos
nojentos amigos mortos vivos de Stevie Rae e quase foi morto. Eu banquei a cavalaria (ou
no mnimo a Tempestade dos X-Men) e resgatei ele, mas antes de podermos escapar,
Neferet apareceu e tirou nossas memrias. Por causa dos meus dons com Nyx, eu
recuperei minha memria. Eu no fazia idia se Heath lembrava de alguma coisa.
      Ok, claramente ele lembra do Imprint. Ou de que ainda estamos saindo. Embora ns
realmente no estejamos. Eu suspirei de novo. Como eu me sentia em relao a Heath?
Ele  meu ex, meu atual, namorado desde a terceira serie e ele na quarta serie. Graas a
Deus, quase estvamos saindo de novo quando ele decidiu ter uma profunda relao com
uma cerveja. Eu com certeza no quero um namorado bbado, ento eu larguei ele,
embora ele no tivesse entendido porque eu o larguei. Nem ser Marcada e me mudar para
a House of Night fez ele entender que tnhamos acabado.
      Eu acho que eu sugar o sangue dele e ficar com ele provavelmente no ajudou ele a
perceber que a gente terminou.
      Jeesh, estou virando uma vadia.
      Pela zilhionezima vez eu queria ter algum para poder conversar sobre meus
problemas com garotos. Na verdade, com Loren eu deveria dizer meu problema com
garotos-homens. Eu esfreguei minha testa e tentei colocar meu cabelo no lugar.
      Ok, eu realmente preciso tomar uma deciso e me acertar de novo.
      1. Eu gosto de Heath. Eu posso at amar ele. E a nsia por sangue dele era muito
quente, embora eu no deva beber o sangue dele. Eu queria terminar com ele? No. Eu
deveria terminar com ele? Definitivamente.
      2. Eu gosto de Erik. Eu gosto muito dele. Ele  inteligente e divertido e um cara
legal. Ele  o mais fofo e popular calouro dessa escola. E, como ele me lembrou mais de
uma vez, ele e eu tnhamos muito em comum. Eu queria terminar com ele? No. Eu
deveria terminar com ele? Bem, s se eu continuar traindo ele com o cara numero 1 e o
cara numero 3.
      3. Eu gosto de Loren. Ele existe num universo totalmente diferente de Erik e Heath.
Ele..um.homem. Um vampiro adulto, com todo o poder que a posio dele trazia. Ele
sabia coisas que eu s estava comeando a adivinhar. Ele me fazia sentir como algum
que ningum nunca conseguiu me fazer sentir antes; ele me faz sentir uma mulher de
verdade. Eu queria terminar com ele? No. Eu deveria terminar com ele? No apenas sim,
com diabos sim.
      Ento era obvio o que eu deveria fazer. Eu precisava terminar com Heath (pra valer
dessa vez), continuar saindo com Erik, e (como se tivesse algum senso) nunca, nunca
ficar sozinha com Loren Blake de novo.
      Alm do mais, com todas as merdas acontecendo na minha vida - como em minha
melhor amiga morta viva, tentar lidar com Afrodite, que todos os meus amigos odeiam, e
o horror do que tinha acontecido com a professora Nolan - eu realmente no tinha tempo
ou a energia para lidar com o drama de namoros.
      Sem mencionar o fato de que no estou acostumada a me sentir uma vadia. No era
um pressentimento que eu particularmente gosto. (Embora o estilo de vida parece ter
vindo com um boas jias.)
      Ento tomei uma deciso, e dessa vez era uma que precisa de ao. Ao imediata.
Eu abri meu celular e mandei uma mensagem para Heath.
      Precisamos conversar
      A resposta dele foi quase instantnea. Eu praticamente podia ver o fofo sorriso dele.
      Sim! Hj?
      Eu mordi o lbio enquanto pensava nisso. Antes de tomar uma deciso eu abri a
janela e espirei. O dia tinha comeado nublado e frio. timo. Isso significa menos chances
de pessoas andando na rua, especialmente j que j est noite. Eu estava pensando onde
deveramos nos encontrar quando meu telefone vibrou de novo.
      Eu posso ir ateh vc.
      NO.
      Eu respondi rapidamente. A ltima coisa que eu precisava era para o fofo, sem
noo e totalmente Imprint Heath aparecer na House Of Night. Mas onde eu podia
encontrar ele? Fugir provavelmente no seria fcil, j que uma professora nossa tinha sido
morta. Meu telefone vibrou. Eu suspirei.
      Onde?
      Merda. Onde? Ento eu me dei conta que conhecia o lugar perfeito. Eu sorri e
respondi para Heath.
      Starbucks em 1 hora.
      Ok!
      Agora tudo que eu precisava fazer era descobrir como realmente terminar com
Heath. Ou pelo menos descobrir um jeito de manter ele a distancia at o Imprint sumir.
Se sumir. Certamente ia sumir.
      Eu fui at o banheiro e lavei o rosto com gua fria, tentando acordar. Sem sentir
vontade de responder um batalho de perguntas de para onde eu estava indo, eu joguei
na minha bolsa a maquiagem que esconde as marcas que os calouros so obrigados a
usar sempre que saem da escola para se misturar com o pessoal local (o que nos faz
parecer cientistas fazendo estudos de campo enquanto tentamos nos misturar com a
populao alien). Eu suponho que eu realmente no precisava olhar para janela para ver
como estava o tempo. Meu longo cabelo escuro estava extra maluco hoje, o que s podia
significar chuva e umidade. De propsito peguei roupas nada sexys, decidindo por um top
preto, meu canguro nerd da Invaso Borg 4D, e meu jeans mais confortvel. Mantendo
em mente que eu precisava passar na cozinha e pegar uma lata de coca - cheia de cafena
e acar - eu abri a porta para ver Afrodite parada com a mo para cima pronta para
bater.
      "Ol," eu disse.
      "Hey," ela olhou pelo corredor todo.
      "Entra," eu dei um passo para o lado e fechei a porta atrs de ns. "Eu tenho pressa,
no entanto. Vou encontrar algum fora do campus."
      " parte do motivo do porque estou aqui. Eles no esto deixando ningum sair."
      "Eles?"
      "Os vampiros e seus guerreiros."
      "Os guerreiros j esto aqui?"
      Afrodite acenou. "Vrios Filhos de Erebus. Eles so muito bons de se olhar - eu digo,
realmente e seriamente gostosos - mas eles definitivamente vo nos atrapalhar."
      E ento eu percebi o que ela estava dizendo. "Ah, droga. Stevie Rae."
      "Ela vai ficar sem sangue amanha. Isso , se ela j no estiver sem. Ela  uma
porquinha tomando aqueles sacos de sangue," Afrodite disse com um sorriso.
      "Eu vou ligar para ela e dizer para ela economizar, mas vamos ter que levar mais
para ela. Logo. Droga!" eu disse de novo. "Eu realmente preciso ir nesse, uh,
compromisso."
      "Ento Heath voltou para a cidade?"
      Eu franzi para ela. "Talvez."
      "Oh, por favor. Seu rosto  totalmente fcil de ler." Ento ela ergueu uma das suas
sobrancelhas perfeitas. "Aposto que Erik no sabe sobre esse compromisso."
      Mantendo em mente que Afrodite  a ex-namorado da Erik, e no importa o quo
amigveis eu e ela podemos estar parecendo eu sabia que ela ia pular na primeira
oportunidade para ter Erik de volta, eu dei nos ombros de forma relaxada. "Erik vai saber
assim que eu voltar. Eu vou terminar com Heath. No que isso seja da sua conta."
      "Eu soube que quebrar um lao por Imprint  quase impossvel," ela disse.
      "Isso num Imprint com um vampiro adulto.  diferente para calouros." Pelo menos
era o que eu esperava. "Alm do mais, ainda no  da sua conta."
      "Ok. Sem problemas. No  da minha conta que voc precisa sair do campus, ento
no tem porque te contar como sair daqui."
      "Afrodite no tenho tempo para joguinhos."
      "timo," ela comeou a virar e eu entrei na frente dela. "Voc est sendo uma vaca.
De novo," eu disse.
      "E voc est quase xingando. De novo," ela disse.
      Eu cruzei o brao e bati o p.
      Afrodite virou os olhos. "Ok, tanto faz. Voc pode sair se for para a parte do muro
que fica nos estbulos, a sesso que  perto do pequeno pasto. Tem um bosque no fim e
uma rvore que foi dividida por um raio alguns anos atrs. Ela est inclinada contra o
muro. Por ela ter sido dividida fica fcil subir. Pular de cima do muro no  grande coisa."
      "Como voc volta para o campus? Tem uma rvore do outro lado tambm?"
      Ela me deu um sorriso maldoso. "No, mas algum deixou convenientemente
amarrada no galho. Subir de volta pelo muro no  difcil, mas  pssimo para as unhas."
      "Ok, Entendi. Agora tudo que tenho que fazer  descobrir como tirar mais sangue da
cozinha." Eu estava falando mais comigo mesma do que com Afrodite. "Eu s tenho o
suficiente para me encontrar com Heath, ir at Stevie Rae, e voltar aqui para o ritual."
      "Voc tem menos tempo que isso. Neferet vai fazer um ritual da Lua Cheia prprio e
ela quer todos l," Afrodite disse.
      "Porcamiseria! Eu pensei que Neferet no ia fazer um ritual esse ms por causa das
frias de inverno."
      "As frias de inverno foram oficialmente canceladas. Todos os vampiros e calouros
receberam ordens para voltar ao campus imediatamente. E porcamiseria no  uma
palavra de verdade."
      Eu ignorei o comentrio dela sobre o meu no xingamento. "As frias foram
canceladas por causa do que aconteceu com a professora Nolan?"
      Afrodite acenou. "Foi realmente horrvel, no foi?"
      "Yeah."
      "Porque voc no vomitou?"
     Eu dei nos ombros desconfortavelmente. "Eu acho que estava muito apavorada para
vomitar."
     "Eu queria no ter vomitado," Afrodite disse.
     Eu olhei para meu relgio. Eram quase oito. Eu ia ter que sair dali rapidamente para
poder voltar a tempo. "Eu preciso ir." Eu j estava me sentindo enjoada por ter que
descobrir um jeito de tirar sangue daqui da provavelmente cheia cozinha.
     "Aqui." Afrodite me entregou uma bolsa que ela estava carregando nos ombros.
"Leve isso para Stevie Rae."
     A bolsa estava cheia de bolsas de sangue. Eu pisquei surpresa. "Como voc
conseguiu?"
     "Eu no consegui dormir, e achei que os vampiros iam chamar muita ajuda por causa
do que aconteceu com a professora Nolan, o que significa que a cozinha ia ficar ocupada
de novo. Ento achei melhor fazer uma rpida viagem para o suprimento de sangue antes
de pegar mais. Eu mantive na minha mini geladeira no meu quarto."
     "Voc tem uma mini geladeira." Droga. Eu realmente queria ter uma mini geladeira.
     Ela me deu um olhar muito Afrodite enquanto olhava para baixo com seu nariz
empinado para mim. " um dos privilgios de ser uma veterana."
     "Bem, obrigado. Foi muito gentil da sua parte pegar isso para Stevie Rae."
     O olhar dela se aprofundou. "Olha, eu no estava sendo gentil. Eu s no quero que
Stevie Rae passe fome e coma os empregados dos meus pais. Como mame diz, bons
empregados ilegais so difceis de achar."
     "Voc  um amor, Afrodite."
     "Nem mencione." Ela virou e abriu a porta, olhando pelo corredor para ver se no
havia ningum por perto. Ento ela olhou para mim. "E eu falei serio: No mencione."
     "Eu te vejo no Ritual das Filhas Negras. No esquea."
     "Infelizmente, eu no esqueci. E mais triste ainda, eu estarei l."
     Ento ela saiu com pressa do meu quarto e desapareceu no corredor. "Problemas,"
eu murmurei enquanto sai do meu quarto e ia para o lado oposto do corredor. "A garota
tem problemas."
     DEZESSETE

      Erik ia ficar muito bravo comigo. As Gmeas estavam sentadas em suas cadeiras
favoritas assistindo Homem Aranha 3 quando me apressei para a cozinha pegando minha
lata de coca e a bolsa cheia de sangue.
      "Puta merda, Z, voc est bem?" Shaunee perguntou, parecendo meio assustada e
meio surtada.
      "Ouvimos sobre voc e a bruxa -" Erin pausou e ento relutantemente se corrigiu,
"digo, voc e Afrodite encontrarem a professora Nolan. Deve ter sido horrvel."
      "Yeah, foi bem ruim." Eu me fiz sorrir de forma segura e ento no fiz parecer que
estava louca para sair da sala.
      "Eu no consigo acreditar que isso realmente aconteceu," Erin disse.
      "Eu sei. Simplesmente no parece real," Shaunee disse.
      " real. Ela est morta," eu disse solenemente.
      "Voc tem certeza que est bem?" Shaunee perguntou.
      "Estvamos preocupadas com voc," Erin acrescentou.
      "Estou bem. Prometo." Minhas entranhas reviraram. Shaunee, Erin, Damien, e Erik
eram meus melhores amigos, e eu odiava mentir para eles, mesmo que eu estivesse
apenas omitindo informaes. Nos dois meses que estou na House of Night nos tornamos
uma famlia, ento eles no esto fingindo. Elas esto genuinamente preocupadas comigo.
E enquanto eu estava ali tentando descobrir o que eu podia ou no dizer para eles, uma
horrvel premonio tremeu na minha pele. E se eles descobrissem sobre as coisas que eu
estava escondendo deles e se virassem contra mim? E se eles parassem de ser minha
famlia? S de pensar nessa horrvel possibilidade me deixou toda agitada e em pnico por
dentro. Antes de poder amarelar, e confessar tudo, e me jogar aos ps delas enquanto
implorava pelo entendimento e para no ficarem com raiva de mim, eu disse, "Eu tenho
que ir ver Heath."
      "Heath?" Shaunee parecia confusa.
      "O ex-namorado humano dela, Gmea. Lembra?" Erin disse.
      "Oh, yeah, o gostosinho loiro que quase foi comido por vampiros fantasmas dois
meses atrs, e ento quase foi morto pelas nojentas pessoas de rua que viraram serial
Killers ms passado," Shaunee disse.
      "Voc sabe, Z, voc pega pesado com seu ex-namorado," Erin disse.
      "Yeah,  ruim ser ele," eu disse, me movendo casualmente em direo a porta. "Eu
tenho que ir, gente."
      "Eles no esto deixando ningum sair do campus," Erin disse.
      "Eu sei, mas eu, um, bem..." eu hesitei, e ento me senti ridcula pela hesitao. Eu
no podia dizer as Gmeas sobre Stevie Rae ou Loren, mas eu com certeza podia dizer a
eles algo tipicamente adolescente tipo sair da escola. "Eu sei uma sada secreta para fora
do campus."
      "Muito bem, Z!" Shaunee disse feliz. "Vamos totalmente usar suas habilidades
superiores para sair da escola durante as provas finais essa primavera, quando
deveramos estar estudando."
      "Por favor." Erin virou os olhos. "Como se tivssemos que estudar. Especialmente
quando tem uma liquidao de sapatos." Ento ela ergueu a sobrancelha e acrescentou,
"Uh, Z. O que falamos para o seu namorado?"
      "Namorado?"
       "O seu namorado, Erik, eu so to booommmm Night." Erin me deu um olhar que
dizia que ela achava que eu tinha perdido a cabea.
       "Ol. Terra para Zoey. Tem certeza que est bem?" Shaunee disse.
       "Yeah, yeah. Estou bem. Desculpa. Porque vocs tem que dizer qualquer coisa pra o
Erik?"
       "Porque ele nos disse para dizer a voc para ligar para ele no instante que voc
acordasse. Ele est muito preocupado com voc," Shaunee disse.
       "Sem duvidas se ele no ouvir logo de voc ele vai acampar aqui," Erin disse.
"Ooooh, Gmea!" Os olhos dela se alargaram e ela curvou os lbios num sorriso sexy.
"Voc acha que o gostoso vai trazer dois amigos quentes?"
       Shaunee jogou o cabelo para trs. " definitivamente uma possibilidade, Gmea. T.J
e Cole so amigos dele e  uma poca muito estressante."
       "Voc est certa, Gmea. E todos sabemos que durante tempos estressantes amigos
devem ficar juntos."
       Em perfeita concordncia as Gmeas viraram para mim. "V em frente e faa o que
precisa com o ex-namorado," Erin disse.
       "Yeah, ns te cobrimos. Vamos esperar Erik aparecer e dizer a ele que  muito
assustador para ns ficarmos sozinhas," Shaunee disse.
       "Definitivamente precisamos de proteo," Erin disse. "O que significa que vamos ter
que ir pegar os amigos dele e esperar voc voltar do seu encontro."
       "Parece um plano. Ok, mas no digam a ele que eu sai do campus. Ele vai surtar. S
sejam vagas, como se eu estivesse falando com Neferet ou algo assim."
       "Tanto faz. Te cobrimos. Mas, falando em sair do campus, tem certeza que 
seguro?" Shaunee disse. "No estamos esquecendo completamente o fato de que est
assustador por aqui no momento."
       "Yeah, voc no pode terminar com seu namorado humano depois, tipo depois de
pegarem o maluco que decapitou e crucificou a professora Nolan?" Erin perguntou.
       " algo que eu tenho que fazer agora. Voc sabe, com o Imprint no  exatamente
fcil terminar."
       "Drama," Erin disse.
       "Muito drama." Shaunee acrescentou em solene concordncia.
       "Yeah, e quanto mais durar, pior vai ser. Eu quero dizer, Heath acabou de voltar
para a cidade e j est me mandando 10 mil mensagens." As Gmeas me deram olhares
simpticos. "Ento, at depois. Eu volto em tempo de me trocar antes do ritual de
Neferet." Eu me afastei rpido enquanto as Gmeas falavam "te vemos mais tarde" para
mim.
       Eu me apressei para a porta e me encontrei com o que pareceu uma enorme
montanha masculina. Mos impossivelmente fortes me seguraram antes deu cair. Eu olhei
para cima (e mais e mais para cima) para um homem parecendo uma rocha, com um
rosto incrivelmente bonito. E ento pisquei surpresa. Ele definitivamente era um vampiro
adulto (com tatuagens muito legais), embora ele no parecesse muito mais velho que eu.
Mas, nossa, ele  muito alto!
       "Cuidado, caloura," a montanha que tinha se vestido de preto disse. Ento a
expresso dele mudou. "Voc  Zoey Redbird."
       "Yeah, eu sou Zoey."
       Me soltando, ele deu um passo para trs e pressionou o punho por cima do corao
e me saudou. "Merry met.  um prazer conhecer a caloura ao qual Nyx deu tantos dons."
      Me sentindo constrangida e boba, eu retornei a saudao. "Prazer em conhecer voc
tambm. E voc ?"
      "Darius, um Filho de Erebus," ele disse, se curvando formalmente e dizendo como se
fosse um titulo e no apenas uma descrio.
      "Voc  um dos caras chamados pelo que aconteceu com a professora Nola?" Minha
voz morreu um pouco, o que ele claramente notou.
      "Hey," ele disse, parecendo ainda mais jovem, e ainda sim, de alguma forma,
incrivelmente poderoso, "Voc no deveria se preocupar, Zoey. Os Filhos de Erebus vo
proteger a escola de Nyx at o nosso ltimo flego."
      O jeito como ele disse isso me fez minha pele formigar. Ele era enorme e forte e
muito, muito serio. Eu no podia imaginar nada nem ningum que podia passar por ele,
muito menos fazer ele respirar pela ltima vez. "O-obrigado," eu murmurei.
      "Meus irmos guerreiros esto todos no territrio da escola. Voc pode descansar
segura, pequena sacerdotisa," ele sorriu para mim. Pequena sacerdotisa? Por favor. O
garoto tinha que ter Mudado apenas recentemente.
      "Oh, timo. Uh, eu vou." Eu comecei a descer os degraus. "Eu s vou para os, uh,
estbulos, visitar minha gua. Persephone. Foi um prazer te conhecer. Estou feliz que
voc esteja aqui," eu acrescentei, dando a ele um ridculo aceno e ento correndo para a
calada em direo ao estbulo. Eu podia sentir os olhos dele me seguindo.
      Droga. Isso no  bom. Eu me pergunto o que diabos eu ia fazer. Como eu vou sair
daqui com essas montanhas de guerreiros (no importando o quo fofos e jovens eles
sejam) por todo lado? No que importe o quo jovem e fofo ele seja. Como se eu tivesse
tempo para outro possvel namorado? Absolutamente no. Sem mencionar que a
gostosura dele no deixa menos montanhoso. Jeesh, e eu estava uma confuso e tinha
uma pssima dor de cabea.
      E ento eu ouvi uma suave voz na mente, me dizendo para pensar... fique calma...
      As palavras passaram pela minha mente freneticamente. Automaticamente eu
comecei a diminuir a velocidade. Eu respirei fundo, me permitindo pensar e relaxar. Eu
preciso me acalmar... ficar firme... pensar e -
      E bem assim veio at mim. Eu sabia o que precisava fazer. Nas sombras entre os
dois postes de luz eu sai silenciosamente da calada e decidi andar entre os enormes
carvalhos, s que quando cheguei na primeira rvore eu parei na sombra, fechei os olhos,
e me concentrei. Ento, como tinha feito antes, eu chamei o silencio e invisvel para mim,
me protegendo me fazendo ficar dura como um tumulo (eu brevemente esperei que a
metfora era por mim ser muito imaginativa e no ser algum tipo de pressagio
assustador).
      Eu sou perfeitamente silenciosa... ningum pode me ver... ningum pode me ouvir...
eu sou como a nevoa... sonhos... esprito...
      Eu podia sentir a presena dos Filhos de Erebus, mas eu no olhei ao redor. Eu no
permiti minha concentrao ser minada. Eu me movi como um sussurro ou um segredo,
indetectvel e escondida em camadas de silncio e neblina, nevoa e mgica. Meu corpo
tremeu. Parecia que eu estava flutuando, e quando olhei para mim mesma eu s vi
sombras entre uma nevoa na escurido. Isso deve ser o que Bran Stoker descreveu em
Drcula. Ao invs de me atrapalhar, a idia firmou minha concentrao e eu me senti ficar
ainda menos substancial. Me movendo como num sonho, eu encontrei a rvore e subi por
seu tronco quebrado e encontrei o grosso galho que ficava contra a parede.
      Bem como Afrodite tinha dito, havia uma corda amarrada ao redor do galho que
parecia uma cobra. Ainda me movendo em silencio, com movimentos de um sonho, eu me
firmei no topo do muro. Ento, seguindo os instintos que saiam do ncleo da minha alma
at meu corpo, eu ergui meus braos e sussurrei, "Venha at mim ar e esprito. Como a
nevoa da meia noite, me carregue pela terra."
      Eu no tive que pular do muro. O vento se moveu ao meu redor, erguendo meu
corpo, que tinha sido transformado em um esprito sem substancia, e me flutuou at a
grama do outro lado do muro. Por um segundo o senso de maravilha que me encheu me
fez esquecer sobre a professora assassinada, problemas de namorados, e o estresse da
minha vida em geral. Com os braos ainda erguidos, eu me virei, adorando o sentimento
do vento e poder contra minha pele transparente. Era como se eu tivesse virado parte da
noite. Mal tocando o cho eu me movi pela grama at chegar na calada da rua Utica at
a Utica Square. Eu estava me sentindo to incrvel que eu quase esqueci de parar e
colocar a maquiagem para esconder as tatuagens. Relutantemente, eu parei para pegar a
maquiagem e o espelho que estava na bolsa. Meu reflexo me fez parar de respirar. Eu
parecia iridescente. Minha pele brilhava com cores perolizadas como uma miragem. Meu
cabelo escuro se levantava suavemente ao meu redor, flutuando com a brisa que soprava
ao meu redor. Eu no parecia humana e no parecia uma vampira. Eu parecia um novo
tipo de ser, nascida da noite e abenoada pelos elementos.
      O que Loren disse sobre mim na biblioteca? Algo sobre eu ser uma deusa entre
semi-deuses. O jeito que eu parecia agora me fez pensar que ele podia estar certo sobre
algo. O poder passou por mim, e meu cabelo levantou do meu ombro. Eu juro que podia
sentir as tatuagens queimando como um delrio no meu pescoo e costas. Talvez Loren
estivesse certo sobre muitas coisas - sobre ns dois sermos amantes nas estrelas. Talvez
depois de terminar com Heath eu devesse me afastar de Erik tambm. A idia de deixar
Erik me fez perder o flego, mas isso era esperado. Eu no era sem corao - eu
realmente gostava dele. Mas a morte da professora Nolan no provou que nunca se sabe
o que pode acontecer? A vida, mesmo para vampiros, pode ser muito curta. Talvez eu
devesse ficar com Loren - talvez essa fosse a coisa certa a se fazer. Eu continuei olhando
para meu reflexo mgico.
      Afinal de contas, eu realmente no era como outros calouros.
      Isso era algo que eu deveria aceitar a parar de lugar contra isso ou me sentir
assustada.
      E se eu no era como outros calouros, ento no era lgico que eu precisava ficar
com algum especial - algum outro calouro que eu fosse capaz de ficar?
      Mas Erik se importa com voc, e eu me importo com ele. Eu no estou sendo justa
com Erik... ou com Heath... Loren  um adulto... ele deveria ser um professor... ento
talvez no devssemos ficar juntos escondidos...
      Eu ignorei a culpa que passou pela minha conscincia. E silenciosamente ordenei que
o vento e a nevoa e a escurido levantasse para que eu pudesse me materializar
completamente e poder cobrir minhas intricadas tatuagens. E ento, levantando meu
queixo e endireitando as costas, eu andei pela caada at a Utica Square, para a
Starbucks, e Heath, ainda sem ter 100% de certeza sobre o que diabos eu ia fazer.
      Eu fiquei no lado escuro da calada onde havia poucos postes de luz e andei
devagar, tentando descobrir o que dizer a Heath e fazer ele entender que ele e eu no
podamos mais nos ver. Eu estava a alguns metros de distancia da praa quando eu o vi
vindo em minha direo. Na verdade, eu senti ele antes. Como se ele estivesse na minha
pele que eu no podia alcanar para coar. E numa compulso abstrata eu me movi para
frente, procurando por algum que eu conhecia e queria, mas no sabia como encontrar.
E ento a compulso passou de abstrata para definitiva - de subconsciente insistente para
exigente. Ento eu o vi. Heath. Ele estava vindo me encontrar. Nos vimos ao mesmo
tempo. Ele estava andando do lado oposto da rua e estava debaixo de um poste. Eu podia
ver os olhos dele brilharem e seu sorriso aumentar. Instantaneamente, ele comeou a
correr a cruzou a rua (eu notei que ele no olhou para nenhum dos olhos e eu estava feliz
pelo pssimo tempo estar mantendo o trnsito mnimo - o garoto poderia ter sido
atropelado por um carro).
      Os braos dele estavam ao meu redor e a respirao dele fez ccegas na minha
orelha. "Zoey! Oh, baby, eu realmente senti sua falta!"
      Eu odiei notar que meu corpo respondeu a ele instantaneamente. Ele tinha cheiro de
lar - uma verso sexy, e gostosa de casa - mas era um lar. Antes de poder derreter nos
braos dele eu me afastei, de repente ciente do quo escuro e isolado, at intimo, estava
nesse lado da calada.
      "Heath, voc deveria esperar por mim na Starbucks." Yeah, no pequeno ptio da
rea da calada estaria cheio de gente e definitivamente no seria intimo.
      Ele deu nos ombros e riu. "Eu estava, mas quando senti voc chegando eu no
consegui mais ficar sentado." Os olhos dele brilharam adoravelmente e suas mos
acariciavam a minha bochecha enquanto acrescentou, "Ns tivemos um Imprint, lembra?
 voc e eu, baby."
      Eu me senti dar um passo para trs para que ele no invadisse mais meu espao
pessoal. " sobre isso que preciso falar com voc. Ento vamos para a Starbucks e pegar
dois cafs e conversar." Em publico. Onde no ficaria to tentada a tirar ele da calada e
levar a um beco e afundar meus dentes em seu doce pescoo e -
      "No posso," ele disse, rindo de novo.
      "No pode?" Eu balancei a cabea, tentando me livrar do semi-nojenta (ok,
provavelmente no era semi) cena que tinha comeado a se formar na minha (vadia)
imaginao.
      "No podemos, porque Kayla e o esquadro de vadias esto no Starbucks."
      "Esquadro de vadias?"
      "Yeah,  assim que eu Josh e Travis chamamos Kayla e Whitney e Lindsey e Chelsea
e Paige."
      "Oh, ugh. Desde quando Kayla comeou a andar com aquelas vadias odiosas?"
      "Desde que voc foi Marcada."
      Ento eu estreitei os olhos para ele. "E porque Kayla e seus novos amigos
escolheram essa noite em particular para estar na Starbucks? E porque nessa Starbucks
ao invs de uma em Broken Arrow que  muito mais perto de onde vivemos?"
      Heath ergueu a mo como se estivesse cercado. "Eu no fiz de propsito!"
      "Fez o que, Heath?" Jeesh, o garoto era um idiota s vezes.
      "Eu no sabia que elas iam sair da Gap logo quando eu estava comeando a
encostar na Starbucks. Eu no as vi at que elas me viram. Era muito tarde da."
      "Bem isso explica o desejo repentino delas por cafena. Estou surpresa que elas no
te seguiram pela calada." Ok, sim. Eu lembrava que eu deveria terminar com ele, mas
ainda me irritava pensar que Kayla estava dando em cima dele.
      "Ento voc no quer ver elas, quer?"
      "No, diabos no." Eu disse.
      "Achei que no. Bem, que tal eu te acompanhar de volta para escola ento." Ele se
aproximou de mim. "Eu lembro quando conversamos no muro alguns meses atrs. Aquilo
foi bom."
      Eu lembrava tambm. Especialmente porque foi a primeira vez que eu provei o
sangue dele. Eu tremi. E ento me recompus. Eu realmente precisava controlar essa nsia
por sangue. "Heath," eu disse firmemente. "Voc no pode ir comigo na escola. Voc no
viu o noticirio? Algum humano idiota matou um vampiro. Agora o lugar virou um
acampamento do exercito. Eu tive que fugir para vir ver voc, e no posso demorar."
      "Oh, yeah. Eu ouvi sobre isso." Ele pegou minha mo. "Voc est bem? Voc
conhecia o vampiro que foi morto?"
      "Sim, eu conhecia ela. Ela era minha professora de teatro. E no, eu no estou bem.
 uma das razes das quais eu precisava falar com voc." Eu me decidi. "Anda. Vamos
andar pela rua e ir at o Parque Woodward. Podemos conversar l." Alm do mais, era um
parque publico, no meio do centro de Tulsa, no podia ser muito privado. Pelo menos era
o que eu esperava.
      "Tudo bem por mim," Heath disse feliz.
      Ele se recusou a largar minha mo, ento comeamos a descer a rua juntos como
fazamos desde o ensino fundamental. S tnhamos nos afastado uns poucos quando uma
voz passou por mim e eu tentei no pensar no fato que o pulso dele estava pressionado
contra o meu e eu podia sentir nossos pulsos batendo juntos.
      "Zo, o que aconteceu nos tneis?"
      Eu dei a ele um afiado olhar de lado. "O que voc lembra?"
      "Na maior parte escurido, e voc?"
      "Como assim?"
      "Eu no lembro como cheguei l, mas lembro de dentes e olhos vermelhos que
brilhavam." Ele apertou minha mo. "E eu no me refiro a seus dentes, Zo. Alm do mais,
seus olhos no brilham. Eles cintilam."
      "Eles cintilam?"
      "Totalmente. Especialmente quando voc est bebendo meu sangue." Ele diminuiu a
velocidade para que quase parssemos quando ergueu minha mo at os lbios dele e a
beijou. "Voc sabe que  muito bom quando voc bebe de mim, no sabe?"
      A voz de Heath ficou profunda e rouca, e os lbios dele pareciam fogo contra a
minha pele. Eu queria me inclinar nele e me perder nele e afundar meus dentes nele e...
     DEZOITO

      "Heath, se concentre." Eu canalizei o calor que estava passando pelo meu corpo em
uma onda. "Os tneis. Voc deveria estar me dizendo o que voc lembra."
      "Oh, yeah." Ele riu com seu sorriso doce de bad-boy. "Eu no lembro de muita coisa,
 por isso que estou te perguntando. S de dentes e garras e olhos e tal, e de voc. 
como um pesadelo. Bem, a no ser pela parte com voc. Essa parte  leal. Hey, Z, voc
me resgatou?"
      Eu virei meus olhos e comecei a andar de novo, arrastando ele comigo. "Sim eu te
resgatei, nerd."
      "Do que?"
      "Jeesh, voc no l os jornais? A histria estava na pagina dois." Tinha sido uma
adorvel, mas ficcional artigo, onde eles citaram o Detetive Marx e seu muito breve
relatrio.
      "Yeah, mas no dizia muita coisa. Ento o que aconteceu de verdade?"
      Eu mordi o lbio e minha mente voou. Ele no lembrava quase nada sobre Stevie
Rae e seu bando de amigos mortos vivos. E, de repente, eu percebi, que precisava ficar
desse jeito. O quanto menos Heath soubesse sobre o que tinha acontecido, menores as
chances de Neferet pensar nele de novo o que resultaria numa terceira limpeza de mente,
o que no seria uma boa coisa. Alm do mais, o garoto precisava continuar sua vida. Sua
vida humana. E parar de ficar obcecado comigo e coisas de vampiros.
      "No foi muito mais do que os papeis diziam. Eu no sei quem era o cara, s um
louco da rua. O mesmo cara que matou Chris e Brad. Eu te encontrei e usei meu poder
com os elementos para te soltar dele, mas voc estava bem ruim. Ele, uh, te cortou e tal.
 provavelmente por isso que voc tem essas estranhas memria, quando voc lembra de
qualquer coisa." Era minha vez de dar nos ombros. "Eu no me preocuparia com isso, ou
nem pensaria nisso se fosse voc. No tem nada demais." Ele comeou a dizer outra
coisa, mas chegamos na entrada do parque e eu apontei para um banco abaixo de um
carvalho. "Que tal sentar ali?"
      "O que voc disser, Zo." Ele colocou os braos ao meu redor e andamos at o banco.
      Quando sentamos eu consegui sair do brao dele e angular meu corpo em direo a
ele para que meus joelhos fossem um tipo de barreira para ele no se aproximar de mim.
Eu respirei fundo e me fiz encontrar os olhos de Heath. Eu posso fazer isso. Eu posso
fazer isso.
      "Heath, voc e eu no podemos mais nos ver."
      A testa dele se enrugou. Ele parecia estar tentando descobrir a resposta de um
complexo problema de matemtica. "Porque voc diria algo assim Zo?  claro que
podemos nos ver de novo."
      "No. No  bom para voc. Temos que terminar." Eu me apressei quando ele
comeou a protestar. "Eu sei que parece difcil no me ver, mas isso  porque tivemos um
Imprint, Heath. Verdade. Eu estive pesquisando. Se no nos virmos mais nosso Imprint
vai sumir." Isso no era exatamente verdade. O texto s dizia que s vezes um Imprint
iria diminuir devido a no exposio. Bem, eu estava contando com algo funcionar dessa
vez. "Voc vai ficar bem. Voc vai esquecer de mim e voltar a ser normal."
      Enquanto eu falava a expresso de Heath ficou cada vez mais seria e o corpo dele
comeou a ficar muito duro. Eu sabia por que podia sentir o corao batendo dele, e at
isso tinha diminudo. Quando ele falou soava velho. Muito velho. Como se tivesse vivido
mil anos e soubesse coisas que eu s podia adivinhar.
      "Eu no vou esquecer de voc. Nem se estiver morto. E isso  normal para mim.
Amar voc  o meu normal."
      "Voc no me ama. Voc s teve um Imprint comigo," eu disse.
      "Mentira!" ele gritou. "No me diga que eu no te amo. Eu te amo desde que tinha 9
anos de idade. O Imprint  s outra parte do que tem acontecido entre ns desde que
somos crianas."
      "Esse negocio do Imprint tem que terminar," eu disse calmamente, encontrando o
olhar dele.
      "Por qu? Eu te disse que  bom para mim. E voc sabe que pertencemos juntos,
Zo. Voc tem que acreditar em mim."
      Os olhos dele me imploraram e eu senti minhas entranhas se contorcerem. Ele
estava certo sobre tanta coisa. Tem sido ns dois por tanto tempo - e se eu no tivesse
sido Marcada, ns provavelmente teramos ido para a faculdade juntos e nos casado
depois da formatura. Teramos filhos e vividos no subrbio e comprado um cachorro.
Iramos brigar de vez enquando, na maior parte porque ele  to obcecado por esportes,
ento faramos as pazes e ele me traria flores e um ursinho de pelcia, como temos feito
desde que ramos adolescentes.
      Mas eu fui Marcada e minha antiga vida morreu o dia que a nova Zoey nasceu.
Quanto mais eu penso nisso, mais eu sei que terminar com Heath era a coisa certa a
fazer. Comigo ele nunca seria mais do que meu energtico, e o doce Heath, o amor da
minha infncia, merece mais que isso. Eu percebi o que eu tinha que fazer e como fazer.
      "Heath, a verdade  que no  to bom para mim quanto  para voc." Minha voz
era fria e sem emoo. "No  mais voc e eu. Eu tenho namorado. Um namorado de
verdade. Ele gosta de mim. Ele  como eu. Ele no  humano.  ele que eu quero agora."
Eu no tinha certeza se estava falando de Erik ou Loren, mas estava certa da dor que vi
nos olhos de Heath.
      "Se eu tiver que dividir voc, eu vou." A voz dele caiu para quase um suspiro, e ele
olhou para longe de mim como se estivesse muito embaraado para me olhar nos olhos.
"Eu vou fazer o que for preciso para no perder voc."
      Isso fez algo dentro de mim se quebrar, mas eu ri de Heath. "Escute voc! Voc soa
pattico. Voc sabe como so os homens vampiros?"
      "No." A voz dele ficou mais forte e ele encontrou meus olhos de novo. "No, eu no
sei como eles so. Eu tenho certeza que eles podem fazer todo tipo de coisa legal. Eles
provavelmente so grandes e malvados e tudo isso. Mas eu sei de uma coisa que eles no
podem fazer. Eles no podem fazer isso."
      Em um movimento to rpido que eu no entendi o que ele estava fazendo at ser
tarde demais, Heath tirou uma navalha do bolso do jeans e cortou uma longa e profunda
linha do lado do pescoo dele. Eu soube imediatamente que ele no tinha acertado uma
artria nem nada disso. O corte no o mataria, mas estava derramando sangue - quente,
doce, e frescos pingos de sangue escorriam no pescoo dele at os ombros. E era o
sangue de Heath! Um cheiro que eu tive um Imprint para desejar acima dos outros. A
doura dele me cobriu, acariciando a minha pele com uma quente insistncia.
      Eu no podia me segurar. Eu me inclinei para frente. Heath colocou a cabea de
lado, esticando seu pescoo para que todo o lindo corte ficasse exposto.
      "Faa a dor sumir, Zoey, para ns dois. Beba de mim e pare a queimao antes que
eu no consiga mais suportar."
      A dor dele. Eu estava causando dor a ele. Eu li sobre isso no livro avanado de
sociologia. Avisava sobre o perigo do Imprint e como o lao de sangue pode ficar to
prximo que no beber do humano pode causar dor a ele.
      Ento eu ia beber dele... s mais uma vez... s para parar a dor...
      Eu me inclinei mais para frente e pus minhas mos nos ombros dele. Quando minha
lngua alcanou e lambeu a linha vermelha do pescoo dele, meu corpo tremia.
      "Oh, Zoey, sim!" Heath gemeu. "Voc est refrescando. Sim, chegue mais perto
baby, Tome mais."
      Ele passou sua mo no meu cabelo e pressionou minha boca contra seu pescoo e
eu bebi dele. O sangue dele foi uma exploso. No apenas na minha boca, mas pelo meu
corpo. Eu li todo o porqu e como sobre a reao fsica que acontece entre um humano e
um vampiro quando a nsia por sangue os consume. Era simples. Algo que Nyx nos deu
para que ambos pudessem sentir prazer em um ato que poderia, ao contrario, ser brutal e
mortal. Mas meras palavras em um livro sem sentimentos nem comeava a descrever o
que estava acontecendo dentro de nossos corpos enquanto eu bebia do pescoo
ensangentado de Heath. Eu sentei de pernas abertas, pressionando a minha parte mais
privada contra a dureza dele. As mos dele deixaram meu cabelo para segurar meus
quadris e ele me esfregou contra ele com ritmo enquanto ele gemia e ofegava e
sussurrava para mim no parar. E eu no queria parar. Eu no queria parar nunca. Meu
corpo estava queimando, assim como o dele. S que minha dor era doce, quente,
deliciosa. Eu sabia que Heath estava certo. Erik era como eu e eu me importava com ele.
Loren era um homem real e poderoso e incrivelmente misterioso. Mas nenhum deles podia
fazer isso por mim. Nenhum deles me fazia sentir assim... querer desse jeito... desejo de
pegar assim...
      "Yeah, vadia! Cavalga nele! Faa ele se machucar to booooommm!"
      "Esse pequeno garoto branco no tem nada para voc. Vamos te dar algo que voc
vai sentir de verdade!"
      O aperto de Heath no meu quadril mudou e ele estava tentando afastar meu corpo
das vozes para que ele pudesse me proteger, mas a raiva que surgiu em mim estava
aumentando. Minha fria era impossvel de ignorar e minha resposta foi imediata. Eu
levantei meu rosto do pescoo dele. Dois caras negros estavam a apenas alguns metros
de distancia e estavam se aproximando de ns. Eles estavam usando aquelas calas de
cintura bem baixa ridculas, casacos enormes e quando eu cerrei os dentes para ele e
assoviei, a expresso deles mudou de desdm para descrena.
      "Se afastem de ns ou eu mato vocs." Eu resmunguei para eles com uma voz to
poderosa que eu nem reconheci como minha.
      "Ela  uma fudida de uma sugadora de sangue vadia!" O mais baixo dos dois falou.
      O outro cara bufou. "Nah, a vaca no tem tatuagem. Mas se ela quer algo para
sugar, eu vou dar a ela."
      "Yeah, primeiro voc e depois eu. O namoradinho dela pode assistir e ver como se
faz." Com uma risada maldosa, eles comearam a andar em direo a ns.
      Ainda sentada de pernas abertas em cima de Heath, eu levantei meu brao por cima
da minha cabea. Com a outra eu esfreguei as costas da minha mo pela minha testa e
pelo meu rosto, limpando a maquiagem que escondia minha identidade. Eles tropearam e
pararam. E ento ambos os meus braos estavam por cima da minha cabea. Foi fcil me
concentrar. Cheia com o sangue fresco de Heath, eu me senti poderosa e forte e muito,
muito irritada.
      "Vento, venha at mim," eu comandei. Minha cabea comeou a se erguer com a
brisa que passava agitada ao meu redor. "Assopre eles diabos para fora daqui!" Eu atirei
minhas mos em direo aos dois homens, deixando minha raiva explodir com minhas
palavras. O vento obedeceu instantaneamente, acertando eles com tanta fora que eles
foram varridos, gritando e xingando, e empurrados para longe de mim. Eu assisti com um
tipo de fascinao deslocada enquanto o vento derrubou os dois homens no cho no meio
da rua 27.
      Eu nem recuei quando uma caminhonete atingiu eles.
      "Zoey, o que voc fez!"
      Eu olhei para Heath. O pescoo dele ainda estava sangrando e o rosto dele plido, os
olhos bem apertados em choque.
      "Eles iam machucar voc." Agora que eu tirei a raiva de mim estava me sentindo
estranha, meio atordoada e confusa.
      "Voc matou eles?" A voz dele soava toda errada, assustada e acusadora.
      Eu franzi para ele. "No. Tudo o que fiz foi mandar eles para longe de ns. A
caminhonete fez o resto. E de qualquer forma, eles podem no estar mortos." Eu olhei
para a rua, a caminhonete parou de forma barulhenta. Outros carros tambm pararam, e
eu podia ouvir pessoas gritando. "E o hospital Saint John  a menos de um quilometro
daqui." Sirenes comearam a tocar no muito longe. "V, a ambulncia j est vindo. Eles
provavelmente vo ficar bem."
      Heath me tirou do colo dele e me afastou dele, pressionando a manga do suter
contra o corte do pescoo. "Voc tem que ir embora. Vai haver policias aqui logo. Eles no
podem te encontrar aqui."
      "Heath?" Eu levei minha mo em direo a ele, mas a derrubei quando ele se
esquivou de mim. O atordoamento estava sumindo e eu comecei a tremer. Meu Deus, o
que eu tinha acabado de fazer? "Voc est com medo de mim?"
      Devagar, ele se aproximou, pegando minha mo e me puxando para mais perto dele
para poder me abraar. "Eu no estou com medo de voc. Estou com medo por voc. Se
as pessoas descobrirem as coisas que voc pode fazer, eu - eu no sei o que pode
acontecer." Ele se afastou um pouco, sem tirar os braos do meu redor, mas me olhando
nos olhos. "Voc est mudando, Zoey. E eu no tenho certeza do que voc est se
tornando."
      Meus olhos se encheram de lagrimas. "Estou me tornando uma vampira, Heath. 
nisso que estou Mudando."
      Ele tocou minha bochecha, e ento usou seu polegar pra limpar o resto da
maquiagem para que minha Marca ficasse completamente visvel. Heath se curvou para
beijar a lua crescente no meio da minha testa. "Estou bem sobre voc se tornar uma
vampira, Zo. Mas eu quero que voc lembre que ainda  a Zoey. Minha Zoey. E minha
Zoey no  maldosa."
      "Eu no podia deixar eles machucarem voc," eu sussurrei, tremendo de verdade
agora e percebendo o quo fria e horrvel eu tinha acabado de ser. Eu posso ter acabado
de causar a morte de dois homens.
      "Hey, olhe para mim Zo." Heath ps seu queixo em minha mo e me forou a olhar
ele nos olhos. "Eu sou enorme. Um timo quarterback numa escola top. E esto me
oferecendo uma bolsa para a faculdade. Voc pode por favor lembrar que eu posso me
cuidar?" Ele soltou meu queixo e tocou minha bochecha de novo. A voz dele era to seria
e adulta que ele de repente me lembrou estranhamente do pai dele. "Quando eu estava
longe com meus pais, eu li um pouco sobre a deusa vampira Nyx. Zo, tem muitas coisas
escritas sobre vampiros, mas no encontrei nada que dizia que sua deusa  maldosa. Eu
acho que voc deveria manter isso em mente. Nyx te deu vrios poderes, e eu no acho
que ela gostaria que voc os usasse da forma errada." Os olhos dele olharam por cima
dos meus ombros para a distante rua e a horrvel cena que estava acontecendo ali. "Voc
no deve ser m, Zo. No importa o que acontecer."
      "Quando voc cresceu tanto?'
      Ele sorriu. "Dois meses atrs." Heath beijou meus lbios suavemente, e ento
levantou, me erguendo. "Voc tem que sair daqui. Eu vou voltar por onde viemos. Voc
provavelmente deveria cortar caminho pelo jardim de rosas e voltar para a escola. Se
aqueles caras no esto mortos eles vo falar, e isso no vai ser bom para a House of
Night."
      Eu acenei. "Ok, yeah. Eu vou voltar para a escola." Ento eu suspirei. "Eu deveria
terminar com voc."
      O sorriso dele virou uma risada. "No vai acontecer, Zo.  voc e eu baby!" Ele me
beijou bem e com fora, e me deu um pequeno empurro na direo do Jardim de Rosas
de Tulsa, que fazia fronteira com o Parque Woodward. "Me liga e vamos nos encontrar
semana que vem. Ok?"
      "Ok," eu murmurei.
      Ele comeou a voltar para poder me ver partir. Eu me virei e me dirigi ao jardim de
rosas. Eu chamei a nevoa e a noite, mgica e escurido me cobriram.
      "Wow! Legal, Zo!" Eu ouvi ele atrs de mim. "Eu te amo, baby!"
      "Eu tambm te amo, Heath." Eu no virei, mas sussurrei para o vento e deixei ele
carregar minha voz at ele.
     DEZENOVE

      Sim, eu estava seriamente perturbada. No apenas eu no tinha terminado com
Heath, mas eu provavelmente tinha deixado nosso Imprint ainda mais forte. Alm do
mais, eu posso ter causado a morte de dois homens. Eu tremi, me sentindo mais do que
apenas um pouco enjoada. O que diabos tinha acontecido comigo? Eu bebi o sangue de
Heath e estava sentindo o teso (jeesh, eu estou me tornando uma vadia total), e ento
aqueles homens comearam a mexer com a gente e foi como se algo dentro de mim
mudou de Zoey normal para Maluca Assassina Vampira Zoey. Foi isso que aconteceu?
Vampiros surtam quando humanos que tiveram um Imprint so ameaados?
      Eu lembrei o quo fula eu fiquei nos tneis com os "amigos" de Stevie Rae (no que
ela fosse amiguinha daqueles garotos mortos vivos) tinham atacado Heath. Ok, eu fui
violenta, mas no tinha sentindo uma vontade poderosa de rasgar o rosto deles! S de
lembrar da raiva que passou por mim quando os dois homens comearam a vir at ns
(Heath) para dar a ns (Heath) dificuldade era o suficiente para fazer minhas mos
comearem a tremer de novo.
      Claramente tinha muitas coisas de vampiros que eu no sabia. Diabos, eu tenho feito
anotaes e memorizado alguns dos captulos sobre Imprint e nsia de sangue, mas eu
estava comeando a ver que havia varias coisas do to educacional livro tinha deixado de
fora. Eu precisava de um vampiro adulto. Felizmente, eu conhecia um que com certeza
ficaria feliz de ser voluntrio para ser meu professor.
      Eu tenho certeza que tem muitas coisas que ele ficaria feliz de me ensinar.
      Eu pensei nessas coisas, o que foi fcil de fazer quando eu estava cheia do delicioso
e sexy sangue de Heath. Meu corpo ainda estava formigando com o calor e poder e
sensaes que eu sabia que no conhecia, mas eu desejava mais. Muito mais.
      No havia como negar que Loren e eu tnhamos algo. Era diferente do que eu e
Heath tnhamos, diferente at do que Erik e eu tnhamos. Droga. Eu tenho coisas de mais
acontecendo na minha vida.
      Basicamente, eu flutuei para o apartamento dos pais de Afrodite meio excitada, e
cheia de poder, ainda sim confusa e to distrada por, bem, sexo que eu nem pensei no
fato que parecia no haver nada mais do que nevoa e escurido at eu estar parada no
meio da sala do apartamento observando Stevie Rae olhar com olhos vermelhos e
molhados a TV e fungar. Eu olhei para a TV e percebi que ela estava assistindo um filme.
Parecia com aquele sobre a me que sabia que estava morrendo de alguma doena
horrvel e tinha que correr contra o tempo (e comercias) para encontrar uma nova famlia
para seu zilho de filhos.
      "Em falar em deprimente," eu disse.
      A cabea de Stevie Rae virou enquanto ela tomava uma posio feral de defesa
depois de pular atrs do sof de onde ela assoviou e rosnou para mim.
      "Ah, merda!" Eu instantaneamente afastei a escurido e tudo mais, para ficar slida,
e visvel de novo. "Desculpe, Stevie Rae. Eu esqueci que dei uma de Bram Stoker."
      Ela olhou por cima do sof para mim, olhos brilhando e presas expostas, mas ela
parou de assoviar.
      "Uh, relaxe. Sou apenas eu." Eu levantei a bolsa e balancei o sangue para que ele
fizesse um barulho nojento. "Sua refeio sobre rodas."
      Ela levantou e cerrou os olhos. "Voc no deveria fazer isso."
      Eu levantei minhas sobrancelhas para ela. "Voc no deveria fazer isso. Fazer o que?
Trazer seu sangue ou me tornar nevoa e escurido."
      Stevie Rae arrancou a bolsa que eu estava balanando na direo dela. "Me pegar de
surpresa. Eu posso ser perigosa."
      Eu suspirei e sentei no sof, tentando ignorar o fato que ela j estava rasgando uma
bolsa de sangue. "Se voc me comer, do jeito que a minha vida  uma droga agora, voc
me faria um favor."
      "Yeah. Eu aposto. Eu lembro o quo difcil  ficar viva. Cheia de drama de namoro e
ohminhadeusa, o que eu deveria usar para aula. Realmente horrvel, diferente do estresse
de estar morta e morta viva, mas ainda me sentindo morta." Stevie Rae falou em um tom
frio e sarcstico que era totalmente diferente do jeito que ela costumava soar, o que de
repente me irritou para caramba. Como se eu no tivesse estresse na minha vida s
porque eu no estava morta? Ou morta viva? Ou algo assim.
      "A professora Nolan foi morta ontem a noite. Parece que algum das Pessoas de F
crucificou ela e decapitou ela e deixou o corpo dela perto da porta escondida do porto
leste com um adorvel bilhete sobre no poder haver uma bruxa viva. Eu acho que meu
padrasto-perdedor pode estar envolvido, mas no posso dizer mais nada porque minha
me esta acobertando ele, e se eu delatar ele ela provavelmente vai pra cadeia para
sempre. Eu acabei de sugar o sangue de Heath e fui interrompida por dois otrios que eu
acho que matei acidentalmente, e Loren Blake e eu estvamos ficando. Ento, como foi o
seu dia?"
      A velha Stevie Rae pulou dentro dos olhos vermelhos. "Ohminhadeusa," ela disse.
      "Yeah."
      "Voc tem ficado com Loren Blake?" Como sempre, Stevie Rae ficou excitada com a
fofoca poderosa. "Como que foi?"
      Eu suspirei e vi ela pegar outra bolsa de sangue. "Foi incrvel. Eu sei que isso vai
soar ridculo, mas eu acho que podemos realmente ter algo juntos."
      "Assim como Romeu e Julieta," ela disse entre goles.
      "Uh, Stevie Rae, vamos usar uma analogia diferente, ok? R&J no terminou muito
bem."
      "Eu aposto que ele tem um gosto bom," ela disse.
      "Huh?"
      "O sangue dele."
      "Eu no saberia."
      "Ainda," ela disse, e pegou outro saco de sangue.
      "Falando nisso.  melhor voc diminuir a beberagem de sangue. Neferet chamou os
Vampiros Filhos de Erebus e est muito difcil de sair da escola agora. Eu no tenho
certeza se vou ser capaz de voltar aqui com mais sangue."
      Um calafrio passou pelo corpo de Stevie Rae. Ela parecia quase normal, mas nas
minhas palavras a expresso dela se achatou e os olhos dela se arredondaram.
      "Eu no posso aguentar muito tempo."
      Ela falou numa voz to baixa e contida que eu quase no ouvi ela.
      "Isso  algo importante, Stevie Rae? Eu quero dizer, voc no pode s fazer um
racionamento ou algo assim?"
      "No  assim! Eu posso me sentir me perdendo... mais e mais a cada dia... a cada
hora."
      "O que  se perder?"
      "Minha humanidade!" Ela praticamente chorou.
      "Mas, querida," eu me aproximei e coloquei meus braos ao redor dela, ignorando o
jeito estranho que ela cheirava e o fato que o corpo dela estava to duro quanto uma
pedra. "Voc est melhor. Estou aqui agora. Vamos dar um jeito nisso."
      Stevie Rae me olhou nos olhos. "Agora, eu posso sentir o seu pulso. Eu sei cada vez
que eu seu corao bate. Tem algo dentro de mim que est gritando para abrir sua
garganta e tomar seu sangue. E  algo que est ficando mais forte." Ela se afastou de
mim, se movendo para se pressionar contra o sof. "Eu posso colocar o rosto da antiga
Stevie Rae, mas  apenas parte do monstro em mim. Eu s fao isso para poder te caar."
      Eu respirei fundo e me recusei a desviar o olhar. "Ok, eu sei que parte disso pode ser
verdade. Mas eu no acredito em tudo, e eu no quero acreditar em tudo. Sua
humanidade ainda est a, dentro de voc. Yeah, pode estar ficando fraca, mas ainda est
a. Isso significa que ainda somos melhores amigas. Alm do mais, pense nisso. Voc no
tem que me caar. Ol - estou bem aqui. No exatamente escondida."
      "Eu acho que voc est em perigo estando comigo," ela sussurrou.
      Eu sorri. "Sou mais durona do que voc acha, Stevie Rae." Me movendo devagar
para no assustar ela, em pus minha mo sobre a dela. "Tire poder da terra. Eu acredito
que voc  diferente do resto dos, uh -" eu parei, tentando descobrir um jeito de chamar
eles.
      "Nojentos garotos mortos vivos?" Stevie Rae sugeriu.
      "Yeah. Voc  diferente dos nojentos garotos mortos vivos porque voc tem uma
afinidade com a terra. Se agarre nisso e ele vai te ajudar a lutar com o que quer que seja
que est dentro de voc."
      "Escurido...  tudo escurido dentro de mim," ela disse.
      "No  tudo escurido. A terra est a, tambm."
      "Ok... ok..." ela ofegou. "A terra. Eu lembro. Eu vou tentar."
      "Voc pode suportar isso, Stevie Rae. Voc pode suportar isso."
      "Me ajude," ela disse, de repente apertando minha mo to forte que eu quase
chorei. "Por favor, Zoey, me ajude."
      "Eu vou. Eu prometo."
      "Logo. Tem que ser logo."
      "Ser. Eu prometo," eu repeti, sem ter idia de como manter minha promessa.
      "O que voc vai fazer?" Stevie Rae perguntou, olhos se trancando desesperadamente
nos meus.
      Eu disse a nica coisa que veio na minha mente. "Eu vou lanar um circulo e pedir a
ajuda de Nyx."
      Stevie Rae piscou. "S isso?"
      "Bem, nosso circulo  poderoso e Nyx  uma deusa. O que mais voc precisa?" Eu
soava mais segura do que eu me sentia.
      "Voc quer que eu represente a terra de novo?" A voz dela tremeu.
      "No. Sim." Eu parei culpada, me perguntando o que eu deveria fazer em relao a
Afrodite. Ficou claro quando ela manifestou a terra que ela deveria se juntar ao nosso
circulo. Mas Stevie Rae surtaria se ela descobrisse que o seu lugar foi substitudo por
algum que ela considerava sua inimiga? Alm do mais, ningum a no ser Afrodite sabia
sobre Stevie Rae, e  assim que eu preciso manter at estar pronta para Neferet saber
sobre ela. Problemas. Eu definitivamente tinha problemas. "Uh, eu no tenho certeza. Me
deixe pensar sobre isso, ok?"
      A expresso de Stevie Rae mudou de novo. Agora ela parecia quebrada, e derrotada.
"Voc no quer que eu faa mais parte do seu circulo."
      "No  isso!  s que voc precisa ser curada, ento vai ser melhor se voc estiver
no centro do circulo comigo ao invs de ficar no lugar normal." Eu suspirei e balancei a
cabea. "Eu preciso fazer mais pesquisa."
      "Faa rpido, ok?"
      "Eu vou. E voc tem que prometer que vai tomar o sangue com calma e ficar aqui e
se concentrar na sua conexo com a terra," eu disse.
      "Ok. Eu vou tentar."
      Eu apertei a mo dela e ento e ento me soltei do aperto dela. "Desculpe, eu
preciso ir. Neferet vai fazer um ritual especial para a professora Nolan, ento eu tenho o
ritual da Lua Cheia." E eu ia ter que ir na biblioteca de novo e catar algum ritual que
pudesse ajudar Stevie Rae. E eu no fazia idia do que fazer em relao ao Loren. E Erik
provavelmente ia ficar bravo comigo por sair. E eu no tinha terminado com Heath. Jeesh,
minha cabea di. De novo.
      "J faz um ms."
      "Huh?" eu estava parada, e distrada com meu pensamento sobre tudo que eu tinha
que lidar.
      "Eu morri durante o ritual da Lua Cheia, e isso foi um ms atrs."
      Isso chamou minha ateno. " verdade. J faz um ms. Eu me pergunto..."
      "Se isso pode significar algo? Se hoje a noite pode ser a noite certa para consertar o
que aconteceu comigo?"
      "No! O lugar est cheio de guerreiros. Eles te pegariam com certeza."
      "Talvez eles devessem," ela disse devagar. "Talvez todos devessem saber sobre
mim."
      Eu esfreguei a cabea, tentando entender o que eu estava pressentindo. Eu estive
tentando manter Stevie Rae em segredo a tanto tempo que eu no sabia dizer se eu
deveria manter ela escondida, ou se o que eu estava sentindo era apenas ecos e confuso
(e provavelmente algum desespero e depresso tambm).
      "Eu no sei sobre isso. Eu - eu preciso de um pouco mais de tempo, ok?"
      Stevie Rae deu nos ombros. "Ok. Mas eu no acho que tem o suficiente de mim para
durar mais um ms."
      "Eu sei. Vou me apressar." Eu disse estupidamente. Eu me curvei e abracei ela
rapidamente. "Tchau. No se preocupe. Eu volto logo. Prometo."
      "Se voc descobrir, s me mande uma mensagem ou algo assim e eu vou. Ok?"
      "Ok." Eu virei para a porta. "Eu te amo, Stevie Rae. No esquea disso. Ainda
seremos amigas."
      Ela no disse nada, mas acenou, parecendo fria. Eu chamei a noite e a nevoa e
mgica e sai na escurido.
     VINTE

      Naturalmente, eu fui pega voltando para o campus. Eu j tinha flutuado de volta
para o muro. (Sim, literalmente flutuado, que foi muito legal para expressar em palavras.)
Eu estava voltando para o dormitrio com o que eu considerei uma excelente velocidade
quando eu praticamente dei um encontro neles - um grupo de vampiros e vetenados
protegidos por pelo menos uma dzia de guerreiros montanhas (eu vi as Gmeas e
Damien no grupo, ento Afrodite tinha razo, Neferet tinha includo meu Conselho de
Prefeitos). Eu congelei, voltei para as sombras do grande carvalho, e segurei o flego,
esperando que meu novo poder descoberto de invisibilidade (ou talvez nevoa-bilidade seja
um jeito melhor de descrever) me permitisse continuar sem ser vista. Infelizmente,
enquanto eu observava, Neferet parou, o que fez o grupo todo parar. Ela virou a cabea e
eu juro que ela cheirou o ar como um cachorro. Ento os olhos dela foram para a minha
rvore - o lugar onde eu estava escondida - e pareceu me alcanar. E bem assim eu perdi
a minha concentrao. Minha pele tremeu e eu sabia que estava completamente visvel de
novo.
      "Oh, Zoey! A est voc. Eu estava perguntando a seus amigos" - ela pausou tempo
suficiente para das as Gmeas, Damien e (eek!) Erik um dos incrveis sorrisos dela - "onde
voc poderia ter ido." Ela trocou o sorriso por uma perfeita aparncia de preocupao
maternal. "Agora no  a hora para andar sozinha."
      "Desculpe. Eu, uh, eu precisava..." eu parei, muito ciente que todos os olhos
estavam em mim.
      "Ela precisava ficar sozinha antes dos rituais," Shaunee disse, dando um passa a
frente e colocando o brao ao meu redor.
      "Yeah, ela sempre precisa ficar sozinha antes dos rituais.  um negocio da Zoey,"
Erin disse, se movendo para meu outro lado e pegando meu outro brao.
      "Yep, nos chamamos de TSZ - Tempo Sozinho da Zoey," Damien disse, indo para
trs de mim para colocar as mos nos meus ombros. "Essa  a nossa Z."
      Eu tive que lutar para no comear a chorar. Meus amigos eram os melhores. 
claro, Neferet provavelmente sabia que eles estavam mentindo, mas eles fizeram isso de
um jeito que pareceu que eu s estava fazendo travessuras de adolescentes (aka, fugindo
para terminar com meu namorado) versus uma enorme, e assustadora travessura (Aka,
escondendo minha melhor amiga morta viva).
      "Bem, eu quero que voc se assegure de limitar seu tempo sozinha no futuro,"
Neferet disse em um tom de repreenso.
      "Eu vou. Desculpe." Eu murmurei.
      "E agora, vamos para o ritual." Independente, Neferet saiu com o grupo, fazendo os
guerreiros se apressarem para irem com ela e deixando eu e meus amigos na poeira
figurativa.
       claro, ns seguimos ela. O que mais podamos fazer?
      "Ento, voc fez a sujeira?" Shaunee sussurrou.
      "Huh?" Eu pisquei chocada para ela. Como ela sabia que eu tinha dado uma de vadia
com Heath. Dava pra ver? Deus, eu ia morrer se desse pra ver!
      Erin virou os olhos. "Heath. Terminar. Voc com ele," ela sussurrou.
      "Oh, isso. Bem, eu, uh -"
      "Eu estava preocupado com voc hoje." Erik se aproximou e quase tirou Shaunee do
lugar dela perto de mim. Eu esperei que as Gmeas reclamassem para ele, mas ao invs
disso elas ergueram as sobrancelhas para ns e ficaram para trs com Damien. Eu ouvi
Shaunee murmurar, "Ele  to boommmm." Jeesh, eles podiam encarar Neferet, mas a
gostosura de Erik era completamente diferente.
      "Desculpa," eu disse hostilmente, me sentindo culpada sobre o quo bom foi quando
ele pegou minha mo. "Eu no queria preocupar voc. Eu s tinha, bem, coisas."
      Erik riu e entrelaou os dedos nos meus. "Eu queria que voc tivesse se livrado dele
- eu digo, dessa coisa em particular."
      Eu mandei olhares afiados por cima dos ombros para as Gmeas, que tentaram
parecem inocentes. "Traidoras!" eu murmurei.
      "No fique brava com elas. Eu usei minha injusta vantagem para driblar ela com suas
fraquezas."
      "Sapatos?"
      "Algo melhor que isso, pelo menos pelo presente momento. T.J e Cole."
      "Isso foi muito esperto da sua parte," eu disse.
      "E nada difcil de conseguir. T.J e Cole acham que as Gmeas so sexys," Erik disse,
usando seu excelente sotaque escocs e provando, de novo, que nerd para filmes ele era
(al - Austin Powers).
      "T.J e Cole chamaram as Gmeas de muito sexys com esse horrvel sotaque?"
      Ele apertou minha mo brincando. "Meu sotaque no foi horrvel."
      "Voc tem razo. No foi." Eu sorri para seus profundos olhos azuis e me perguntei
onde como eu tinha chego numa posio em que eu trai ele com duas pessoas.
      "Voc est bem hoje, Zoey?"
      Eu sabia pelas nossas mos dadas que Erik podia sentir o choque que passou pelo
meu corpo com o som da voz de Loren.
      "Estou bem. Obrigado," eu disse.
      "Voc dormiu bem ontem a noite? Eu imaginei como voc lidou depois que eu sai do
dormitrio." Loren deu a Erik o que foi obviamente um sorriso de eu-sou-muito-mais-
velho-que-voc e explicou, "Zoey passou por um belo choque ontem."
      "Yeah, eu sei." Erik atirou as palavras. Eu podia sentir a tenso entre eles e me
perguntei um pouco freneticamente se mais algum podia notar. Quando eu ouvi Shaunee
sussurrar, "Droga, garota!" E Ein "Um-hum!" Eu tive que me forar a no gemer.
Claramente todo mundo (traduo: as Gmeas) notaram.
      Ento chegamos a um grupo de adultos que agora estavam parados perto do que eu
percebi ser a porta escondida do muro leste. Ignorando a potencialmente explosiva
situao com o namorado eu me coloquei bem no meio, e disse, "Hey! Porque paramos
aqui?"
      "Neferet vai oferecer uma reza para o esprito da professora Nolan, e tambm lanar
um feitio protetor ao redor da escola." Loren disse. A voz dele soava muito amigvel e os
olhos dele pareciam quentes de mais e se trancaram nos meus. Deus, ele era lindo. Eu
lembrei como os lbios dele pareciam contra os meus e...
      E ento eu percebi o que ele tinha acabado de dizer.
      "Mas o sangue dela e tudo mais ainda no esto..." Eu parei indefesa, fazendo um
gesto vago para a rea gramada do outro lado do muro, a horrvel rea gramada onde o
sangue da professora Nolan tinha sido derramado ontem.
      "No, no se preocupe. Neferet limpou," Loren disse gentilmente
      Por um segundo eu pensei que ele fosse me tocar bem ali na frente de todos. Eu
senti Erik ficar tenso, como se ele tambm estivesse esperando isso, ento a voz solene,
mas poderosa de Neferet atravessou nosso pequeno drama, chamando a ateno de
todos para ela.
      "Vamos passar pela porta para o lado da atrocidade. Fazer um uma posio
crescente do lado da estatua da nossa adorada deusa, que eu coloquei no lugar exato
onde o corpo da professora Nolan foi descoberto. Eu peo que centrem seus coraes e
mentes em mandar energias positivas para a nossa irm cada enquanto seu esprito se
liberta para ir at Nyx. Calouros," o olhar dela passou por ns, "Eu quero que cada um v
at a vela que representa seu elemento." Os olhos de Neferet eram bondosos, a voz
gentil. "Eu sei que  incomum usar calouros em um ritual adulto, mas nunca antes a
House of Night teve tantas jovens pessoas extraordinrias de uma s vez, e eu acredito
que  apenas o certo que eu use suas afinidades para acrescentar poder para o que eu
peo a Nyx." Eu podia praticamente sentir Damien e as Gmeas vibrando de excitao.
"Vocs podem fazer isso por mim, por ns, calouros?"
      Damien e as Gmeas acenaram feito louco. Os olhos verdes de Neferet passaram
para mim. Eu acenei uma vez. A Alta Sacertodisa sorriu, e eu me perguntei se mais
algum podia ver atravs da beleza exterior dela, a pessoa fria e calculista.
      Parecendo satisfeita, Neferet virou e passou pela porta seguida de perto pelo resto
de ns. Eu me preparei para algo horrvel, ou pelo menos algum sangue, mas Loren
estava certo. A rea que estava totalmente horrvel ontem tinha sido completamente
limpa, e eu me perguntei brevemente como os policias de Tulsa tinham reunido as
evidencias, e ento me balancei. Certamente Neferet tinha esperado eles fazem seu
trabalho antes de limpar tudo. No tinha?
      No ponto onde tinha estado o corpo da professora Nolan agora havia uma linda
estatua e que parecia ter sido feita de onyx. As mos dela estavam erguidas. E nelas ela
segurava uma vela verde simbolizando a terra. Damien e as Gmeas se moveram para
ficar atrs de suas velas que representavam seus elementos. Eu no queria, mas tomei
meu lugar na vela prpura que simbolizava esprito. Eu podia ver que os guerreiros se
espalharam ao nosso redor. Com as costas para nosso grupo eles olharam para noite,
preparados e alertas.
      Sem qualquer teatro usual (que sempre era legal de ver), Neferet andou at Damien,
que estava segurando a vela amarela nervosamente, e ergueu o isqueiro cerimonial.
      "Ele ns enche e nos d vida. Eu chamo o vento para o nosso circulo." A voz de
Neferet era forte e clara, obviamente aumentada pelo poder da Alta Sacerdotisa. Ela tocou
o isqueiro na vela e instantaneamente o vento passou ao redor de Damien e ela. As costas
de Neferet estavam para mim, ento eu no podia ver o rosto dela, mas o sorriso de
Damien era enorme. Eu tentei no ficar de mal humor. O circulo sagrado no era o lugar
certo para mim ficar fula, mas eu no podia me impedir de ficar irritada. Porque eu era a
nica que podia ver a falsidade de Neferet?
      Ela se moveu at Shaunee. "Ele  quente e nos auxilia. Eu chamo o fogo para o
nosso circulo." E como eu tinha experimentado varias vezes antes, a vela vermelha de
Shaunee pegou fogo antes do isqueiro a tocar. O sorriso de Shaunee era quase to
brilhante quanto seu elemento.
      Neferet seguiu o circulo at Erin. "Ele nos acalma e limpa. Eu chamo a gua para o
nosso circulo." Quando a vela foi acessa eu ouvi as ondas a distancia e senti o cheiro do
mar salgado na brisa da noite.
      Eu observei cuidadosamente enquanto Neferet se moveu para ficar diante da estatua
de Nyx e da vela verde. A Alta Sacerdotisa curvou a cabea. "A caloura que personificava
esse elemento pereceu, e  o certo que a posio da terra fique vazia hoje a noite, e que
fique no ponto onde o corpo da nossa adorvel Patrcia Nolan recentemente descansou.
Ele nos sustenta.  de onde nascemos e de onde, algum dia, retornaremos. Eu chamo a
terra para o nosso circulo." Neferet acendeu a vela verde, e embora queimasse forte eu
no senti nem um pouquinho do cheiro de campinas ou flores selvagens.
      Ento Neferet parou na minha frente. Eu no sei que tipo de expresso ela mostrou
para Damien e as Gmeas, mas para mim o rosto dela era forte e firme, e incrivelmente
bonito. Ela me lembrava uma das antigas guerreiras amazonas, e eu quase esqueci que
ela era perigosa.
      " nossa essncia. Eu chamo o esprito para o nosso circulo." Neferet acendeu minha
vela prpura e eu senti minha alma se acender com um formigamento passando por mim.
A Alta Sacerdotisa no parou para dividir nenhum tipo de olhar especial comigo, ao invs
disso ela comeou a multido. Andando dentro do circulo, fazendo contado visual com os
vampiros que nos cercavam, ela foi direto ao ponto. "No acontece a mais de cem anos -
no to abertamente - no to brutalmente. Humanos mataram um de ns. Nesse caso
eles acordaram no um gigante adormecido, mas provocaram um leopardo que eles
acreditam foi manchado." A voz de Neferet aumentou, poderosa com a raiva. "Ela no
est manchada!" Os cabelos do meu brao se ergueram. Neferet era incrvel. Como
algum to abenoado por Nyx tinha ficado to m como eu sabia que ela tinha virado?
"Eles acreditam que nossas presas no mais funcionam e que nossas garras foram
removidas como um gato gordo. De novo, eles esto errados." Ela ergueu os braos acima
da cabea. "Desse circulo sagrado, lanado no lugar do assassinato, chamamos nossa
deusa, Nyx, a linda personificao da Noite. Pedimos que ela de boas vindas a Patrica
Nolan no seu seio, embora seja dcadas cedo demais para ela ter partido. Tambm
pedimos a Nyx que lance sua raiva, com a doura de sua fria divina, para nos dar um
feitio de proteo para que no sejamos pegos na teia dos humanos assassinos."
Enquanto ela falava o feitio de Neferet voltou para a esttua de Nyx.
     "Nos proteja com a noite;
     Acima de toda essa escurido que nos deleitamos."
     Quando ela virou o rosto para a multido eu vi que agora ela segurava uma pequena
faca com uma curva na lamina parecendo muito afiada.
     "Ao redor desse circulo ns pedimos.
     Que a cortina de Nyx seja lanada."
     Com uma mo ela ergueu a faca. Com a outra ela fez formas intricadas no ar que ao
redor dela ficou brilhoso e semi-substancial enquanto ela continuava o encantamento.
     "Todos que entrarem ou sarem eu devo detectar,
     Vampiros, calouros, humanos, tudo ser checado.
     Se mal for querido
     A minha vontade ele deve se curvar."
     Ento em um rpido e feroz gesto, Neferet cortou seu pulso, to profundamente que
o sangue dela instantaneamente comeou a pingar, vermelho e rico, quente e delicioso. O
cheiro passou por mim, automaticamente fazendo minha boca salivar. Com uma forte
determinao, a Alta Sacerdotisa andou pela circunferncia do circulo para que o sangue
dela casse ao nosso redor em um arco escarlate na grama que recentemente tinha sido
encharcada com o sangue da professora Nolan. Finalmente ela voltou para a esttua de
Nyx. Neferet ergueu seu rosto para a noite e completou o feitio.
     "Meu sangue te amarra,
     Ento um gro ser."
      Eu juro que o ar da noite passou ao nosso redor, por um segundo eu podia ver algo
se assentar nos muros da escola, como uma escura e transparente cortina. Ela fez um
feitio que vai dizer a ela no s se algo perigoso entrar na escola, mas quando mais
algum tentar sair. Eu tive que morder a parte de dentro da minha bochecha para me
impedir de gemer. De jeito nenhum a cortina da nossa deusa ia ser enganada pelo meu
pequeno truque a la Bram Stoker. Como diabos eu vou escapar para levar sangue para
Stevie Rae?
      Completamente preocupada com meu prprio drama, eu mal notei quando Neferet
fechou o circulo. Desajeitosamente, eu deixei a mar de pessoas me carregar de volta
pela porta. Eu s voltei ao normal quando a voz profunda de Loren soou surpresa no meu
ouvido.
      "Eu te encontro na sala de recreao daqui um tempo." Eu olhei para ele. Meu rosto
deveria ser um ponto de interrogao porque ele acrescentou, "Seu Ritual de Lua Cheia.
Eu sou seu poeta hoje a noite para a abertura do seu circulo, lembra?"
      Antes deu poder dizer qualquer coisa a voz de Shaunee passou, "Sempre estamos
ansiosas para ouvir voc recitar poesia, professor Blake."
      "Yeah, no iramos perder. Nem mesmo por uma liquidao de sapatos na Saks,"
Erin acrescentou, olhos brilhando.
      "Ento vejo vocs l," Loren disse, os olhos dele nunca deixando meu rosto. Ele
sorriu, me deu uma pequena reverencia, e se apressou para longe.
      "De-li-ci-o-soo" Erin disse.
      "Idem, Gmea." Shaunee disse.
      "Eu acho que ele nojento."
      Olhamos para trs para ver Erik encarando as costas de Loren.
      "Oh, de jeito nenhum!" Shaunee disse.
      "O delicioso Loren Blake est apenas sendo amigvel," Erin disse, virando os olhos
para Erik como se ele fosse maluco.
      "Ol! No vire o psictico e ciumento namorado em cima da Z," Shaunee disse.
      "Uh, eu tenho que trocar de roupa," eu disse, sem querer sequer comentar o bvio
cimes de Erik. "Vocs poderia ir para a sala de recreao e se certificar que tudo ficar
pronto? Eu vou correr para o dormitrio e volto num segundo."
      "Sem problemas," as Gmeas falaram juntas.
      "Vamos cuidar das coisas de ltimo minuto," Damien disse.
      Erik no disse nada. Eu sorri rapidamente e, eu esperei, que no fosse um sorriso
culpado, e sai pela calada em direo ao dormitrio. Eu podia sentir olhos em mim e
sabia com um terrvel sentimento que eu ia ter que fazer algo sobre Erik e Loren (e
Heath). Mas o que diabos eu ia fazer?
      Eu era louca por Heath. E o sangue dele.
      Erik era um cara incrvel que eu realmente, realmente gostava.
      Loren era completamente delicioso.
      Jeesh, eu sou uma droga.
     VINTE E UM

      Eu estava tentando me convencer que esse ritual ia ser rpido. Eu s ia chamar um
rpido circulo, oferecer uma reza a professora Nolan, e anunciar que Afrodite ia voltar
para as Filhas Negras (que ficaria obvio depois que ela aparecesse com uma afinidade
pela terra), e ento dizer que por causa do estresse que a escola estava lidando eu decidi
no escolher nenhum novo Prefeito para o Conselho at o fim do ano escolar. Realmente
deve ser um ritual fcil, eu disse para o n no meu estomago de novo e de novo. Nada
como ms passado quando Stevie Rae morreu. Nada de ruim podia acontecer hoje a
noite. Vestida e o mais pronta quanto eu ia ser, eu abri a porta para encontrar Afrodite
parada ali.
      "Respire fundo, ok?" ela disse, saindo do meu caminho. "Ol! Eles tem que esperar
por ns."
      "Afrodite, ningum nunca te contou que  rude manter as pessoas esperando?" eu
disse enquanto desci rapidamente, praticamente pulando os dois ltimos degraus da
escada, e sai com pressa do dormitrio com Afrodite lutando para ficar comigo. Eu acenei
para Darius, que tinha tomado sua posio do lado de fora, e ele me saudou.
      "Voc sabe, esses guerreiros so realmente vampiros totalmente quentes," Afrodite
disse, virando o pescoo para olhar uma ltima vez para Darius. Ento ela sorriu para mim
e disse na sua voz metida de garota rica, "e no, ningum nunca me disse que  rude
manter as pessoas esperando. Eu fui criada para fazer as pessoas esperando. At onde 
problema da minha me, o sol espera por ela antes de nascer e se pe.
      Eu virei os olhos.
      "Ento como foi o ritual com Neferet?"
      "Fabuloso. Ela colocou uma cortina de proteo ao redor da escola. Ningum entra
ou sai sem ela saber. No podia ser melhor. Oh, isso , a no ser que sejamos ns."
      Embora no houvesse ningum ao nosso redor, Afrodite abaixou a voz. "Ela ainda
esta inalando as bolsas de sangue?"
      "Ela mal est se agentando. Temos que fazer algo logo."
      "Eu no sei o que diabos voc acha que vamos fazer," Afrodite disse. " voc que
tem mega poderes. Eu s estou dando a volta junto." Ela pausou e baixou a voz ainda
mais. "Alm do mais, eu no sei o que voc espera fazer. Ela  nojenta e mais do que
apenas um pouco assustadora."
      "Ela  minha melhor amiga," eu sussurrei ferozmente.
      "No. Ela costumava ser sua melhor amiga. Agora ela  uma assustadora garota
morta viva que bebe sangue como coca."
      "Ela ainda  minha melhor amiga," eu repeti teimosamente.
      "timo. Tanto faz. Ento cure ela."
      "Ok, no  to simples."
      "Com voc sabe? Voc tentou?"
      E eu parei totalmente. "O que voc acabou de dizer?"
      Afrodite ergueu uma sobrancelha para mim, deu nos ombros, e parecia totalmente
entediada. "Algo como, voc tentou?"
      "Putz! Podia ser assim to fcil? Quero dizer, eu estivesse procurando por um feitio
ou ritual ou a....a....algo especifico e incrvel e totalmente mgico, e talvez tudo o que a
gente precise  que Nyx cure ela." E eu parei ali me deliciando com meu momento
ohmeudeus, e ouvi a voz de Nyx ecoar na minha mente, repetindo o que a deusa tinha
me dito um ms atrs logo antes deu usar meus poderes elementares para quebrar a
barreira que Neferet colocou na minha memria. Eu quero te lembrar que os elementos
podem restaurar tanto quanto destruir.
      "Putz? Voc disse putz? Voc sabe esse  outro quase xingamento. Estou comeando
a me preocupar com sua terrvel boca limpa."
      Me sentindo de repente feliz e esperanosa que nem Afrodite podia me irritar, eu ri.
"Anda! Se preocupe com minha boca mais tarde." Eu comecei a andar de novo, quase me
arrastando pela calada.
      Tinha outro guerreiro parado do lado de fora do salo de recreao, um enorme
vampiro negro que parecia ser um lutador profissional. Afrodite fez um pequeno som de
ronronar para ele, e ele deu a ele a ela um sorriso sexy, mas ainda sim de alguma forma,
um sorriso de guerreiro. Ela ficou para trs para flertar mais.
      "No se atrase!" Eu assoviei para ela.
      "Relaxe a calcinha. Eu j vou." Ela acenou para mim ir embora e me deu um olhar
que parecia me lembrar que era melhor eu e ela no sermos vistas juntas. Eu dei a ela um
pequeno aceno e continuei.
      "Z! Ai est voc." Jack apareceu com Damien logo atrs dele.
      "Desculpe. Eu me apressei o mximo que pude," eu disse.
      Damien sorriu. "Sem problemas. Tudo est pronto para voc." O sorriso dele sumiu
um pouco. "Bem, a no ser Afrodite. Ela no est a vista."
      "Eu vi ela. Ela est vindo. V em frente e tome seu lugar."
      Damien acenou. Ele voltou para o circulo e Jack foi para o som (o garoto  um gnio
qualquer tipo de equipamento eletrnico).
      "Quando estiver pronta, s me diga," ele chamou.
      Eu sorri para ele, e ento olhei para o circulo. As Gmeas acenaram para mim dos
seus lugares no sul e no oeste. Erik estava parado prximo do ponto vazio atrs da vela
da terra. Ele pegou meus olhos e piscou para mim. Eu sorri, mas me perguntei por que ele
estava parado to prximo se ele sabia que Afrodite ia ficar ali.
      Falando nisso... irritada por ela ter conseguido me fazer esperar por ela, eu olhei
para a porta em tempo de ver Afrodite entrar na sala. Eu a vi hesitar, embora o rosto dela
tenha ficado meio plido enquanto olhava para o circulo das Filhas e Filhos Negros. Ento
ela ergueu o queixo e jogou para trs seu cabelo loiro, e ignorando a todos, ela foi at a
parte norte do circulo para ficar parada atrs da vela verde. Quando o pessoal a viu, foi
como se algum tivesse pressionado o boto mudo. Ningum disse nada por alguns
segundos, e ento baixos sussurros comearam. Afrodite s ficou parada ali, atrs da vela,
parecendo calma e linda e muito metida.
      " melhor comear isso antes de haver um motim."
      Dessa vez eu no pulei com a voz de Loren, vindo atrs de mim. Eu virei, para que
as pessoas (Erik) no pudessem ver o que eu tinha certeza que era uma olhar
inapropriado para o publico no meu rosto e sorri para ele.
      "Estou pronta quando estiver," eu disse.
      "E ela deveria estar aqui?" Loren apontou seu queixo em direo a Afrodite.
      "Infelizmente, sim." Eu disse.
      "Isso vai ser interessante."
      "Essa sou eu e minha interessante vida. Como em aquele-carro-velhaco-no--
interessante."
      Loren riu. "Quebre a perna."
      "Para mim isso aconteceria literalmente." Eu suspirei, ajeitando meu rosto, e virei
para olhar para o circulo. "Estou pronta," eu disse.
      "Eu vou seguir a musica. Voc comea a danar at o centro enquanto eu recito o
poema," Loren disse.
      Eu acenei e me concentrei na minha respirao e em me acalmar. Quando a musica
comeou, o circulo de sussurros ficou complementem mudo. Todos os olhos foram para
mim. Eu no reconheci a musica, mas a batida era firme, rtmica, sonora, me lembrando
uma pulsao. Meu corpo automaticamente sentiu e eu comecei a me mover do lado de
fora do circulo.
      A voz de Loren complementou a musica perfeitamente.
      "Eu tenho sido conhecido da noite.
      Eu tenho andado na chuva - e voltado na chuva..."
      As palavras do velho poema deram o humor perfeitamente, de alguma forma
conjurando imagens de outras linhagens quando comecei a ficar confortal na minha
viagem solitria para longe do campus.
      "Eu olhei para a triste cidade.
      Eu passei pelo vigia do corao
      E derrubei meus olhos, sem querer explicar."
      Eu quase podia sentir a escurido de ontem a noite e como ela parecia varrer minha
pele. E eu conheci de novo o senso que eu pertencia mais a isso do que ao mundo
humano que me cercava. Enquanto me movia no circulo, eu tremi e ouvi o pequeno
barulho de surpresa, enquanto soube que a nevoa e a mgica tinha tomado meu corpo.
      "E mais ainda um misterioso peso,
      Um relgio de luminria contra o cu
      Proclamando o tempo nem do certo nem do errado.
      Eu tenho sido conhecido da noite."
      A voz de Loren morreu e eu dei mais uma volta, mandando para longe o senso de
nevoa e magia, para ficar completamente visvel. Ainda preenchida pela mgica da noite,
eu peguei o isqueiro ritualstico da mesa no centro do circulo e percebi que talvez pela
primeira vez eu me sentia como uma verdadeira Alta Sacerdotisa de Nyx, afundada na
mgica da deusa e completa com os poderes dela. Todo o estresse que eu estava lidando
foi lavado pela onda de felicidade. Eu andei levemente para parar na frente de Damien.
      Ele sorriu e sussurrou, "Aquilo foi muito legal!"
      Eu sorri para ele e ergui o isqueiro. As palavras que vieram instintivamente para a
minha mente tem de ter vindo de Nyx. Eu definitivamente nunca fui to potica. "Suave
vento que sussurra do longnquo, saudaes para ti. Pelo nome de Nyx eu te chamo para
soprar claro e fresco e livre, e te chamo aqui para mim!" Eu toquei o isqueiro na vela
amarela de Damien e fui instantaneamente cercada por um doce e carinhoso vento.
      Eu me apressei at Shaunee e a vela vermelha dela. Decidindo continuar com o
sentido especial de magia que eu estava sentindo, eu comecei a invocao sem erguer o
isqueiro. "Quente fogo despertado do longnquo, com o calor que trs a vida, pelo nome
de Nyx, saudaes para ti, e te chamo aqui para mim!" Eu virei meus dedos no pavio, e
ele comeou uma linda chama. Shaunee e eu rimos uma para a outra antes deu seguir o
circulo at Erin.
      "guas legais dos lagos e riachos do longnquo, saudaes para ti. Pelo nome de Nyx
manifeste para que possamos ver, enquanto eu te chamo para mim!" Eu toquei o isqueiro
na vela azul de Erin e adorei como os garotos parados pertos dela arfaram e riram
enquanto a gua que era visvel, mas no realmente os tocava, passava pelos ps de Erin.
      "Fcil-fcil," Erin sussurrou.
       Eu ri e movi para parar na frente de Afrodite e a vela verde dela. A gentil risada e
feliz sussurro que estava passando pelo grupo comigo se aquietou. O rosto de Afrodite era
uma mascara sem emoo. Era apenas nos olhos dela que eu podia ver o medo nervoso,
e me perguntei como um segundo atrs ela estava escondendo suas emoes.
Conhecendo os pais horrveis dela, eu achei que era a um longo tempo.
       "Vai ficar tudo bem," eu sussurrei quase sem mover meus lbios."
       "Eu posso vomitar," ela sussurrou em resposta.
       "Nah!" eu ri. E ento ergui minha voz e falei as lindas palavras que estavam
flutuando pela minha mente. "Terras do longnquo e lugares selvagens da terra,
saudaes para ti. Acorde do seu mais profundo sono para trazer a ligao e a beleza e a
estabilidade. Em nome de Nyx eu chamo a terra para mim!" Eu acendi a vela de Afrodite e
o fresco, rico cheiro de grama cortada encheu completamente a sala de recreao. O som
dos pssaros cantando nos cercou. Lrios fizeram o ar ficar to doce que era como um
perfume mais leve e perfeito. Eu encontrei os olhos brilhantes de Afrodite, e ento virei
para sorrir para o resto do circulo. Todos estavam olhando para Afrodite, chocados e em
silencio absoluto.
       "Sim" eu disse simplesmente, cortando todas as perguntas que eu sabiam que
estavam voando a milho na cabea deles, e (quem sabe) colocando um fim nas duvidas
deles. Eles podem no gostar dela - eles podem no confiar nela - mas tem que aceitar o
fato de que Nyx a abenoou.
       "Afrodite foi abenoada com uma afinidade pelo elemento da terra." Ento eu fui
para o centro do circulo e peguei minha vela prpura. "Esprito me preencha com a
mgica e a noite, sussurrando a alma da deusa, amiga e estranha, misteriosa e conhecida,
pelo nome de Nyx eu te chamo aqui para mim!" Minha vela se acendeu, e eu fiquei bem
parada enquanto o familiar cacofonia dos cinco elementos me preenchiam, corpo e alma.
       Era to incrvel que quase esqueci de respirar.
       Quando me firmei de novo, eu acendi o galho de eucalipto e salva secos, e ento
soprei, respirando profundamente as ervas e me concentrando nas propriedades que o
povo da minha av tinha estimado a elas - eucalipto era para cura, proteo, e
purificao, e a salva era por sua habilidade de tirar espritos e energias e influencias
negativas. Com a fumaa picante passando ao meu redor, eu olhei para frente e comecei
a falar, consciente de que todos os olhos estavam em mim e que eu era o fio prateado
que era to visvel ao redor do meu circulo. "Merry Meet!" eu disse, e o grupo respondeu
com "Merry meet," Eu podia sentir minha tenso comear a relaxar enquanto me dirigia a
eles. "Vocs todos sabem agora que ontem a professora Nolan foi morta. Foi to horrvel
quando verdade quanto os rumores falaram. Agora eu gostaria de pedir que vocs se
juntassem a mim pedindo a Nyx acalme o esprito dela e tambm nos acalme." Eu pausei
e olhei para Erik. "Eu no estou aqui a muito tempo, mas eu sei que muitos de vocs
eram prximos da professora Nolan." Erik tentou filmar, mas a obvia tristeza dele no
deixou os lbios dele virarem, e ele piscou com fora para impedir as lagrimas que
estavam fazendo os olhos azuis dele brilharem e liquido cair pelas bochechas dele. "Ela
era uma boa professora, e uma boa pessoa. Vamos sentir falta dela. Vamos mandar ao
esprito dela uma ltima beno." O pessoal respondeu automaticamente com um grito de
"Abenoada Seja!"
       Eu parei para deixar todo mundo se aquietar, e ento continuei, "Eu sei que eu
deveria anunciar quem foi escolhido para nosso Conselho de Prefeitos, mas devido a tudo
que aconteceu nesse ms passado eu decidi esperar at o fim do ano escolar, e ento o
Conselho e eu vamos passar vrios nomes para vocs votarem. At l decidi acrescentar
automaticamente mais um calouro em nosso Conselho." Eu tive cuidado para falar como
um "alias," como se eu no tivesse dizendo algo que a maior parte deles ia achar uma
idia completamente insana. "Como vocs viram, Afrodite recebeu uma afinidade com a
terra. Como Stevie Rae, isso da a ela uma posio no nosso Conselho. E tambm, como
Stevie Rae, ela concordou em jurar as novas regras das Filhas Negras." Eu virei para
poder olhar nos olhos de Afrodite, e fiquei aliviada por ver que ela me deu um sorriso
apertado e nervoso, e ento acenou uma vez. Ento, sem dar tempo de deixar eles
comearem a falar entre si, eu peguei a taa de vinho tinto de Nyx e comecei a evocao
oficial da reza da Lua Cheia.
      "De novo esse ms temos que encontrar que com a lua cheia temos que enfrentar
um novo comeo. Ms passado foi a nova ordem das Filhas e Filhos Negros. Esse ms 
um novo membro do Conselho, e a tristeza da morte de uma professora. Eu sou lder de
vocs a apenas um ms, mas eu j sei que eu -" Eu parei e me corrigi. "Eu digo que ns
podemos confiar em Nyx para nos amar e ficar conosco, mesmo quando coisas muito
horrveis acontecem." Eu ergui a taa e passei pelo circulo, recitando o lindo poema que
eu tinha memorizado um ms antes.
      "O ar com a luz da lua
      Mistrio da profundeza da terra
      Poder da gua que flutua
      Calor da chama que queima
      Pelo nome de Nyx nos te chamamos!"
      Eu oferecia a cada calouro um gole de vinho, acenando enquanto eles sorriam para
mim. Eu me concentrei tentando parecer algum que eles podem contar - algum que
eles podem confiar.
      "Curando os doentes
      Corrigindo o errado
      Limpando a impureza
      Desejando a verdade
      Em nome de Nyx te chamamos!"
      Eu estava feliz por eles murmurarem "abenoado seja" depois de beberem, e eles
no pareciam prontos para fazer um motim.
      "Viso de gato
      Audio de golfinho
      Velocidade de cobra
      Mistrio da fnix
      Em nome de Nyx te chamamos
      E pedimos que conosco abenoado seja!"
      Eu oferecia a Afrodite o ltimo gole antes de mim, e quase no a ouvi sussurrar,
"Bom trabalho, Zoey," antes de dar um gole e me entregar a taa de volta, dizendo o
padro "abenoado seja" alto o bastante para todos ouvirem.
      Me sentindo aliviada e orgulhosa de mim mesma. Eu bebi o resto do vinho e pus a
taa de volta na mesa. Em ordem reversa, eu agradeci a cada elemento e os mandei
embora, enquanto Afrodite, Erin, Shaunee, e Damien apagavam suas velas. Ento eu
completei o ritual dizendo. "Esse Ritual da Lua Cheia terminou. Merry meet e merry part e
merry meet de novo!"
      Os calouros ecoaram, "Merry meet e merry part e merry meet de novo!"
      Eu lembro que estava rindo como uma idiota quando Erik chorou de dor e caiu de
joelhos.
     VINTE E DOIS

      Diferente de quando Stevie Rae estava morrendo, eu no tive um segundo de
dormncia ou hesitao.
      "No!" Eu gritei, correndo at Erik e caindo de joelhos ao lado dele. Ele estava de
quatro, gemendo de dor, com a cabea quase tocando o cho. Eu no podia ver o rosto
dele, mas eu podia ver que suor - ou talvez at sangue, embora eu no sentisse nenhum
cheiro ainda - j estavam encharcando a camiseta dele. Eu sabia o que ia acontecer:
sangue ia sair dos olhos dele, nariz, boca, e ele literalmente ia se afogar nos prprios
fluidos. E, sim, ia ser to horrvel quanto soava. Nada podia impedir. Nada podia mudar
isso. Tudo o que eu podia fazer era estar ali por ele e esperar que de alguma forma ele
ficasse igual Stevie Rae e conseguisse manter parte da sua humanidade.
      Eu pus minha mo no ombro tremulo dele. Calor irradiou da camiseta dele, como se
o corpo dele estivesse queimando de dentro para fora. Eu olhei ao redor freneticamente
buscando ajuda. Como sempre, Damien estava onde eu precisava. "Pegue uma toalha e
chame Neferet," eu disse. Damien saiu com Jack atrs dele.
      Eu virei para Erik, mas antes de poder colocar ele nos meus braos a voz de Afrodite
o som dos gemidos da multido assustada.
      "Zoey, ele no est morrendo." Eu olhei para ela, sem entender o que ela estava
dizendo. Ela pegou meu brao e me afastou de Erik. Eu comecei a lutar, mas as prximas
palavras passaram por mim e me fizeram congelar. "Me escute! Ele no est morrendo.
Ele est Mudando."
      De repente Erik gritou, o corpo dele se curvou como se algo dentro do peito dele
estivesse tentando se libertar. As mos dele estavam pressionadas contra os seu rosto. Ele
ainda estava tremendo violentamente. Claramente, ele estava com dor e algo grande
estava acontecendo com ele. Mas no havia sangue.
      Afrodite estava certa. Erik estava Mudando para um vampiro adulto.
      Jack passou por mim e jogou vrias toalhas na minha mo. Eu olhei para ele. O
garoto estava chorando tanto que ele estava se afogando em si mesmo. Eu levantei e o
abracei.
      "Ele no est morrendo. Ele est Mudando," Minha voz soava estranha - rouca e
dura - enquanto eu repetia as palavras de Afrodite.
      Ento Neferet entrou na sala com Damien e vrios outros guerreiros logo atrs dela.
Ela correu at Erik. Eu observei o rosto dela de perto, e senti uma onda de alivio quando a
expresso tensa e preocupada dela mudou instantaneamente para alegria. Neferet caiu
graciosamente ao lado dele. Murmurando algo to suavemente que eu no ouvi as
palavras, ela gentilmente tocou o ombro dele. O corpo dele tremeu violentamente mais
uma vez, e ento ele comeou a relaxar. O horrvel tremor dele parou, e ento ele
comeou a gemer. Devagar o corpo de Erik saiu da sua posio e ele se levantou. A
cabea dele ainda estava curvada em direo ao cho, ento eu no podia ver o rosto
dele.
      Neferet sussurrou algo mais para ele e ele acenou em resposta. Ento ela levantou e
virou para ns. O sorriso dela era incrvel, completamente cheio de alegria e uma beleza
quase cegante. "Se alegrem calouros! Erik Night completou a Mudana. Levante, Erik, e
me segue para o seu ritual de purificao e o inicio da sua nova vida!"
      Erik levantou e ergueu a cabea. Eu arfei junto com todo mundo. O rosto dela era
iluminado. Parecia que algum tinha acendido algo dentro dele. Ele era lindo antes, mas
agora tudo estava intensificado. Os olhos dele estavam mais azuis, o cabelo grosso dele
estava selvagem e preto e perigoso, ele at parecia mais alto. E a Marca dele estava
completa. A lua crescente safira est cheia. E emoldurando os olhos dele, junto com as
sobrancelhas e pelas bochechas bem definidas, havia um padro de ns entrelaados que
formavam a forma de uma mascara, me lembrando instantaneamente da linda Marca da
professora Nolan. Eu me senti tonta com a firmeza disso.
      O olhar de Erik tocou o meu por um segundo. Os lbios dele tremeram e ele sorriu
um sorriso especial apenas para mim. Eu achei que meu corao ia parar. Ento ele
ergueu seus braos por cima da cabea e disse numa voz cheia de poder e alegria, "Eu
Mudei!"
      Todos comeram a gritar, embora ningum a no ser Neferet e os outros vampiros se
aproximar dele. Ento eles saram da sala de recreao com um barulho de excitao e
alegria.
      Eu s fiquei ali. Eu me sentia atordoada e chocada e mais do que apenas um pouco
doente.
      "Eles vo levar ele para ser ungido na cerimnia da deusa," Afrodite disse. Ela estava
parada ao meu lado e a voz dela soava to fria quanto de repente eu me senti. "Calouros
no sabem exatamente o que acontece durante essa uno.  um segredo de vampiros, e
eles no permitem que seja revelado." Ela deu nos ombros. "Tanto faz. Suponho que
vamos descobrir um dia."
      "Ou morrer," eu disse atravs dos lbios dormente.
      "Ou morrer," ela concordou. Ento ela olhou para mim. "Voc est bem?"
      "Yeah. tima," eu disse automaticamente.
      "Hey, Z! Isso no foi legal?" Jack disse.
      "Cara, foi incrvel. Eu ainda estou cambaleando!" Damien franziu para si mesmo com
seu enorme vocabulrio.
      "Oh, baby! Agora Erik Night se juntou aos outros lindos vampiros como Brandon
Routh, Josh Hartnett, e Jack Gyllenhaal."
      "E Loren Blake, Gmea. No deixe a beleza dele de fora," Erin disse.
      "Nem ia pensar nisso, Gmea," Shaunee disse.
      " totalmente legal que o namorado de Z  um vampiro. Eu digo, um real," Jack
disse.
      Damien respirou fundo para dizer algo mais e ento fechou a boca e parecia
desconfortvel.
      "O que?" eu disse.
      "Bem,  s que... uh... bem..." Ele hesitou.
      "Deus, o que? Fala duma vez!" Eu surtei.
      Ele se esquivou com meu tom, me fazendo sentir uma idiota, mas me respondeu.
"Bem, eu no sei muito, mas quando um calouro passa pela Mudana ele deixa a House of
Night e comea sua vida como um vampiro adulto."
      "O namorado de Zoey vai partir?" Jack disse.
      "Relao a longa distancia, Z," Erin disse rapidamente.
      "Yeah, vocs dois vo dar um jeito. Fcil-Fcil," Shaunee disse. Eu olhei das Gmeas
para Damien para Jack, e finalmente Afrodite.
      "Uma droga," ela disse. "Pelo menos para voc." Afrodite ergueu a sobrancelha e
deu nos ombros. "Me deixa feliz por ele ter me chutado." Ento ela jogou o cabelo para
trs e foi at a comida que estava servida na outra sala.
      "Se eu no posso chamar ela de vadia do inferno, podemos chamar ela de vaca?"
Shaunee perguntou.
      "Vaca odiosa seria minha escolha, Gmea," Erin disse.
      "Bem, ela est errada," Damien disse teimosamente. "Erik ainda  seu namorado,
mesmo que ele tenha passe a fazer coisas de vampiros."
      Todos estavam olhando para mim, ento tentei sorrir para eles. "Yeah, eu sei. Est
tudo bem.  s que - tem muito para absorver, s isso. Vamos comer alguma coisa."
Antes deles poderem me confortar mais, eu fui at a sala com comida com eles seguindo
atrs de mim como patinhos.
      Pareceu levar uma eternidade as Filhas e Filhos Negros comerem e sarem, mas
quando eu olhei para o relgio eu percebi que eles tinham comido rapidamente e foram
embora cedo. Eles estavam muito excitados falando de Erik, e eu acenei e fiz barulhos
para respostas semi-apropriadas, tentando esconder o quo atordoada e errada eu me
sentia. Eu suponho que todos irem embora cedo foi uma prova de quo ruim eu me sai.
Finalmente eu percebi que os nicos que restavam eram Jack e Damien e as Gmeas. Eles
estavam quietos jogando os restos fora e empacotando o lixo.
      "Uh, gente, eu fao isso," Eu disse.
      "Ns estamos quase terminado, Z," Damien disse. "Verdade, tudo o que resta para
guardar so as coisas na mesa de Nyx no meio do circulo."
      "Eu fao isso," eu disse, tentando (e falhando pelo olhar deles) ser indiferente.
      "Z, est tudo -"
      Eu levantei a mo e cortei Damien. "Estou cansada. E meio assustada em relao ao
Erik. E, honestamente, eu preciso de um tempo sozinha." Eu no queria soar uma vaca
total, mas eu estava indo alm do ponto que eu podia continuar a manter um olhar feliz
no rosto e continuar a fingir que eu no estava abalada com tudo acontecendo. E eu
prefiro que meus amigos pensem que eu estou com TPM do que eu estar pronta para
desmoronar. Eles lidam com as coisas. Eu realmente, realmente no queria que eles
soubessem que eu no estava lidando com as coisas. "Gente, vocs poderiam me dar um
tempo. Por favor?"
      "Sem problemas," As Gmeas falaram juntas. "At depois, Z."
      "Est certo. Eu, uh, vejo voc mais tarde tambm." Damien disse.
      "Tchau, Z," Jack disse.
      Eu esperei at a porta fechar atrs de mim antes de andar devagar at o outro lado
e usar o estdio de dana e yoga. Tinha vrios colches suaves no canto e eu afundei
neles. Minhas mos estavam tremendo quando eu peguei meu telefone.
      Vc tah bem?
      Eu digitei e enviei para o celular que eu comprei para Stevie Rae. Pareceu uma
eternidade at ela responder.
      To lgl
      Agente firme - eu respondi.
      Depressa - ela respondeu.
      Eu sei
      Eu fechei meu telefone, me inclinando contra a parede, e, sentindo como se o
mundo todo estivesse sendo pressionado contra meus ombros. Eu comecei a chorar.
      Eu chorei e tremi e tremi e chorei enquanto abraava minhas pernas com tanta fora
no meu peito e me balanava para frente e para trs. Eu sabia o que estava errado
comigo. Eu estava surpresa por mais ningum, nenhum dos meus amigos, descobrirem.
      Eu achei que Erik estava morrendo, e eu lembrei da noite em que Stevie Rae morreu
nos meus braos. Tudo estava acontecendo de novo - o sangue, a tristeza, e horror. Ela
me cegou completamente. Eu quero dizer, eu pensei que tudo que tinha acontecido com
Stevie Rae estava acontecendo de novo. Afinal de contas, ela no estava realmente
morta.
      Eu estive me enganando.
      Eu estava chorando tanto que eu no sabia que ele estava ali at ele tocar meu
ombro. Eu olhei para cima, limpando as lagrimas dos olhos, tentando pensar em algo
reassegurante para dizer para qualquer que fosse o amigo que tinha voltado por mim.
      "Eu pude sentir que voc precisava de mim," Loren disse.
      Chorando eu me aninhei nos braos dele. Ele sentou ao meu lado, me colocando no
seu colo. Me segurando com fora ele murmurou palavras doces, me dizendo que tudo
ficaria bem e como ele nunca ia me soltar. Quando eu finalmente me controlei e apenas
soluava ao invs de chorar, Loren me entregou um dos seus lenos.
      "Obrigado," eu murmurei enquanto assoprava o nariz e limpava o rosto. Eu tentei
no me olhar no espelho das paredes ao nosso redor, mas no pude impedir de ter um
deslumbre dos meus olhos inchados e meu nariz vermelho. "Oh, que timo. Eu pareo
uma merda."
      Loren riu e me mexeu no colo dele para poder olhar para mim. Ele gentilmente
colocou meu cabelo para trs. "Voc parece uma deusa que ficou entristecida e estressada
e que est sofrendo."
      Eu senti uma pequena risada histeria borbulhar em algum lugar dentro do meu peito.
"Eu no acho que deusas tem meleca no nariz."
      Ele sorriu. "Oh, eu no teria muita certeza sobre isso." Ento a expresso dele
sossegou. "Quando Erik Mudou voc achou que ele estava morrendo, no foi?"
      Eu acenei, com medo de que se eu falasse algo eu comeasse a chorar de novo.
      A mandbula de Loren se prendeu e se soltou. "Eu disse a Afrodite varias vezes que
todos os calouros, e no s os quintanistas e sextanistas, devem saber como a Mudana
se manifesta no estagio final para que no fiquem assustados quando eles
testemunharem."
      "Di tanto quanto parece?"
      " doloroso, mas  uma boa dor - se isso faz sentido. Pense nisso como msculos
doloridos depois que voc malha. Eles doem, mas no  uma dor ruim."
      "Parece muito mais do que msculos doloridos," eu disse.
      "No  to ruim - mais chocante do que doloroso na verdade. As sensaes passam
pelo seu corpo e tudo fica hipersensvel." As mos dele acariciaram o meu rosto e seus
dedos passam devagar pelas linhas da minha Marca. "Voc mesma vai experimentar
algum dia."
      "Eu espero que sim."
      Nenhum de ns disse nada por um segundo, embora ele tenha continuado a
acariciar meu rosto e tracejar as decoraes da minha Marca do lado do meu pescoo. O
toque dele fez meu corpo relaxar e formigar ao mesmo tempo.
      "Mas algo mais est te chateando no ?" Loren falou gentilmente. A voz dele era
profunda e musical e hipnoticamente linda. " mais do que apenas a Mudana de Erik
trazer a voc a memria da sua amiga morta."
      Quando eu no disse nada, ele se inclinou para frente e me beijou na testa, tocando
seus lbios suavemente na lua crescente. Eu tremi.
      "Voc pode falar comigo, Zoey. J tem tanta coisa entre ns que voc tem que saber
que pode confiar em mim."
      Os lbios dele acariciaram os meus. Seria muito bom contar a Loren sobre Stevie
Rae. Ele podia me ajudar, e s Deus sabe o quanto eu precisava da ajuda dele.
Especialmente agora que eu meio que decidi que Stevie Rae pode ser curada se eu pedir a
Nyx, o que,  claro, significa que vai haver um circulo envolvido, e isso significa pegar
Damien, as Gmeas, Afrodite, e eu e levar at Stevie Rae ou trazer Stevie Rae at ns. O
feitio protetor de Neferet no ia ajudar nisso, mas talvez Loren soubesse de algum
segredo de vampiro para contornar isso. Eu tentei ouvir meus pressentimentos - tentei
decidir se meus instintos ainda estavam gritando para mim manter a boca fechada - mas
tudo o que eu pude sentir foram as mos e lbios de Loren.
      "Fale comigo," ele sussurrou contra a minha boca.
      "Eu- eu quero..." Eu sussurrei sem flego. "Mas  muito complicado."
      "Me deixe te ajudar, amor. Juntos no existe nada que no possamos fazer." Ele me
beijou mais e foi mais quente.
      Eu queria contar a ele, mas minha cabea estava girando e era difcil para mim
pensar, muito menos falar.
      "Eu vou te mostrar o quanto podemos dividir... o quo completamente juntos
podemos ficar," ele disse.
      Loren pegou a mo que estava passando no meu cabelo e ergue a camisa, os botes
abriram, expondo o peito dele. Ento ele passou a unha devagar em seu peito, deixando
para trs uma linha escarlate perfeita. O cheiro do sangue dele passou por mim.
      "Beba," ele disse.
      Eu no pude me impedir. Eu baixei meu peito no peito dele e provei. O sangue dele
passou por mim. Era diferente do de Heath - no to quente, no to rico. Mas era mais
poderoso. Ele passou dentro de mim, junto com um desejo que era vermelho e urgente.
Eu me movi contra o corpo dele, querendo mais e mais.
      "Agora  a minha vez. Eu tenho que provar voc!" Loren disse.
      Antes deu poder perceber o que ele estava fazendo ele puxou meu vestido. Eu no
tive tempo para surtar pelo fato que ele estava me vendo com nada a no ser suti e
calcinha porque ele passou sua unha e cortou o meu seio. Eu arfei com a afiada dor, e
ento os lbios dele estavam em mim e ele estava bebendo meu sangue e a dor foi
substituda por ondas de um incrvel prazer to intensa que tudo o que eu pude fazer foi
gemer. Loren tirou suas roupas, enquanto bebia de mim, e eu o ajudei. Tudo o que eu
sabia era o que eu tinha que fazer com ele. Tudo era calor e sensaes e desejo. A mos
dele e boca estavam em toda parte e ainda sim eu no conseguia ter o bastante dele.
      Ento aconteceu. O batimento cardaco dele estava na minha pele e eu podia sentir
meu pulso batendo com o dele. Eu podia sentir a paixo dele junto com a minha e ouvir o
desejo dele rugindo dentro do meu corao. E ento, em algum lugar no fundo da minha
mente confusa eu ouvi Heath gritar, "Zoey! No!"
      Meu corpo de afastou dos braos de Loren. "Ssh," ele sussurrou. "Est tudo bem. 
melhor desse jeito, amor, muito melhor. Ter um Imprint com um humano  muito difcil -
tem muitas ramificaes."
      Minha respirao estava ficando mais rpida e difcil. "Est quebrada? Meu Imprint
com Heath foi quebrado?"
      "Foi. Nosso Imprint o substituiu." Ele virou para eu ficar debaixo do corpo dele.
"Agora vamos terminar. Me deixe fazer amor com voc, amor."
      "Sim," eu sussurrei. Meus lbios encontraram o peito de Loren de novo, e eu bebi
dele, Loren fez amor comigo at nosso mundo explodir em sangue e paixo.
     VINTE E TRS

      Eu estava deitada em cima de Loren em uma deliciosa neblina de sensaes. As
mos dele acariciavam minhas costas, acariciando de novo e de novo as linhas das minhas
tatuagens.
      "Suas tatuagens so lindas. Como voc," Loren disse.
      Eu suspirei feliz e me aninhei contra ele. Virando a cabea, eu fiquei impressionada
pelo nosso reflexo nos espelhos do estdio. Estvamos nus e havia manchas de sangue
em ambos os nossos corpos, que estavam apertados juntos intimamente, meu longo
cabelo preto parcialmente nos cobrindo. O bordado das minhas tatuagens parecia extico
se esticando do meu rosto, pescoo at a curva da minha espinha, nas costas. A fina
pelcula de suor no meu corpo me fazia minhas tatuagens brilharem.
      Loren tinha razo. Eu era linda. E ele estava certo sobre ns. No importava que ele
era mais velho e um vampiro completo (e um professor da minha escola). O que tnhamos
juntos ia alm de tudo isso. O que tnhamos era especial. Mais especial do que o que eu
sentia por Erik. Mais especial do que o que eu sentia por Heath.
      Heath...
      O dormente e satisfeito sentimento me deixou como se algum tivesse jogado gua
fria em minha pele. Meu olhar foi do nosso reflexo para o rosto de Loren. Ele estava me
observando com um sorriso. Deus, ele era to lindo que eu no conseguia acreditar que
ele era meu. Ento eu mentalmente me chacoalhei, e fiz a pergunta da qual eu precisava
de uma resposta. "Loren,  realmente verdade que meu Imprint com Heath se quebrou?"
      "Sim,  verdade," ele disse. "Voc e eu tivemos um Imprint, e isso cortou o seu link
com o garoto humano."
      "Mas eu li o livro de Sociologia, e diz o quo doloroso e difcil  quebrar um Imprint
entre um vampiro e um humano. Eu no sei pode ter acontecido to facilmente, e no
dizia nada sobre um Imprint quebrar o outro."
      O suave sorriso dele cresceu e ele me deu um doce e suave beijo.
      "Voc vai aprender que tem muita coisa que livros no ensinam sobre ser um
vampiro."
      Isso me fez sentir jovem e estpida e mais do que um pouco embaraada, o que ele
instantaneamente percebeu.
      "Hey, eu no quis dizer nada. Eu lembro o quo confuso  no entender de verdade
no que voc realmente est Mudando. Est tudo bem. Acontece com todos ns. E agora
voc tem a mim para te ajudar."
      "Eu no gosto de no saber," eu disse, relaxando de novo nos braos dele.
      "Eu sei. Ento um Imprint se quebra da seguinte forma. Voc e o humano tinham
um lao, mas voc no  uma vampira. Voc no completou sua Mudana." Ela pausou e
ento acrescentou um firme "Ainda. Ento no foi um Imprint completo. Quando voc e
eu dividimos sangue, esse lao sobrepujou o menor." O sorriso dele ficou sexy. "Porque
eu sou um vampiro."
      "Machucou Heath?"
      Loren deu nos ombros. "Provavelmente, mas a dor no dura. E a longo termo 
melhor desse jeito. O mundo vampiro todo, em breve ser aberto a voc, Zoey. Voc ser
uma Alta Sacerdotisa extra-ordinria. No haver lugar para um humano nesse mundo."
      "Eu sei que voc tem razo," eu disse, tentando resolver tudo na minha mente e
lembrar o quo certa eu estive mais cedo que eu tinha que terminar com Heath. Era
realmente uma boa coisa eu ficar com Loren ter quebrado o Imprint com Heath. Era mais
fcil desse jeito - para ns dois. Outra idia me fez dizer, " uma boa coisa eu no ter tido
um Imprint com voc e Heath ao mesmo tempo."
       "Isso seria impossvel. Nyx fez isso de uma forma que s se possa ter um Imprint por
vez.  pra impedir que exista um exercito de homens com um Imprint."
       Eu fiquei surpresa tanto pelo tom sarcstico quanto pelo que ele tinha acabado de
dizer. "Eu nunca ia pensar em fazer isso," eu disse.
       Loren riu suavemente. "Tem muitos vampiros que iriam."
       "Voc iria?"
       " claro que no." Ele me beijou de novo e acrescentou, "Alm do mais, estou mais
que feliz com nosso Imprint. Eu no preciso de outros."
       As palavras dele me alegraram. Ele era meu e eu era dele! Ento o rosto de Erik
apareceu nos meus olhos e a alegria sumiu.
       "O que ?" ele disse.
       "Erik," eu sussurrei.
       "Voc pertence a mim!" A voz de Loren era rouca, enquanto os lbios dele me
beijavam possessivamente, fazendo meu sangue ferver.
       "Sim," foi tudo que eu pude dizer quando o beijo acabou. Ele era como uma mar
que eu no podia lutar contra, e eu deixei ele varrer Erik para longe de mim. "Eu perteno
a voc."
       Os braos de Loren se apertaram contra mim, e ele me ergueu gentilmente mexendo
o corpo dele para poder me olhar nos olhos. "Voc pode me contar agora?"
       "Contar o que?" Embora eu tenho feito a pergunta eu sabia o que ele queria ouvir.
       "Me contar o que te chateia tanto."
       Ignorando o repentino aperto no meu estomago eu tomei uma deciso. Depois do
que tinha acontecido entre ns, eu tenho que confiar em Loren.
       "Stevie Rae no morreu. Pelo menos no do jeito que a gente pensa nela morta. Ela
esta viva, embora seja diferente. E ela no  a nica caloura a sobreviver a essa suposta
morte. Tem vrios deles, mas eles no so como ela. Stevie Rae conseguiu manter sua
humanidade. Eles no."
       Eu senti o corpo dele ficar tenso e esperava que ele me dissesse que eu estava
morta, mas tudo que ele disse foi, "Como assim? Explique tudo para mim, Zoey."
       Ento eu expliquei. Eu contei a Loren tudo - dos "fantasmas" que eu vi at o fato
deles no serem realmente fantasmas, at o horror dos garotos mortos vivos matarem os
jogadores de futebol do Union, e como eu salvei Heath. Finalmente, eu contei a ele sobre
Stevie Rae. Tudo sobre ela.
       "Ento ela est esperando no apartamento de Afrodite agora?" ele disse.
       Eu acenei. "Yeah, ela precisa de sangue todo dia. Ela no est segurando sua
humanidade muito bem. Se ela no tiver sangue, eu tenho medo que ela vai ficar como
eles." Eu tremi e os braos dele se apertou ao meu redor.
       "Eles so to ruins?" ele disse.
       "Voc no pode imaginar. Eles no so humanos e nem vampiros.  como se eles
tivessem se transformado em todos os esteretipos que so mais horrveis sobre vampiros
e humanos. Eles no tem alma, Loren." Eu procurei os olhos dele. "E no tem como se
consertar eles, mas a afinidade de Stevie Rae com a terra fez possvel ela manter parte da
alma, mesmo que no esteja completa. Eu realmente acho que posso fazer algo por Stevie
Rae."
       "Voc pode?"
      A idia passou pela minha mente era meio estranho ele soar chocado sobre curar
Stevie Rae, mas no teve problemas em aceitar que os garotos mortos vivos existiam.
      "Bem, yeah. Eu posso estar errada, mas acredito que s preciso usar o poder dos
elementos. Voc sabe," eu pausei e mudei meu peso, me perguntando se estava ficando
pesada, "Eu tenho uma conexo especial com os cinco elementos. Eu aposto que  s isso
que eu preciso usar."
      "Pode funcionar. Mas voc deve manter em mente que voc est invocando magia
poderosa, e sempre h um custo associado com isso." Ele falou devagar, como se
estivesse considerando o que dizer cuidadosamente antes de falar (diferente de como eu
normalmente soltava as coisas e ficava embaraada mais tarde). "Zoey, como essa coisa
terrvel aconteceu com Stevie Rae e os outros calouros? Quem ou o que  responsvel por
isso?"
      Eu comecei a dizer o nome dela quando No fale o nome dela entrou na minha
mente. Ok, as palavras em si no me atingiram, mas eu sabia o que de repente estava me
fazendo sentir que eu ia vomitar. Ento percebi com uma pequena surpresa que eu no
tinha admitido tudo para Loren. Quando contei sobre a noite que eu resgatei Heath dos
garotos mortos vivos e encontrei Stevie Rae, eu no mencionei Neferet. Eu no pensei
nisso. Eu no tinha feito de propsito, mas havia outra parte da historia que eu no contei
para ele.
      Nyx. Tinha que ter sido a deusa trabalhando no meu subconsciente. Ela no queria
que Loren soubesse sobre Neferet. Ela estava tentando proteger ele? Provavelmente...
      "Zoey, qual o problema?"
      "Oh, nada. S estou pensando. No," eu disse, "Eu - eu no sei como aconteceu,
mas queria saber. Eu queria poder descobrir," eu disse rapidamente.
      "Stevie Rae no sabe?"
      Avisos tocaram no meu estomago de novo. "Ela no est se comunicando muito bem
agora. Por qu? Voc ouviu algo assim acontecer antes?"
      "No, nada assim." Ele passou a mo suavemente pelas minhas costas. "Eu apenas
pensei que se voc soubesse como tinha acontecido, isso podia te ajudar a consertar."
      Eu olhei nos olhos dele, desejando que o enjoo no meu estmago desaparecesse.
"Voc no pode contar a ningum sobre isso, Loren. Ningum, nem mesmo Neferet." Eu
tentei dar uma de Alta Sacerdotisa e ser firme, mas minha voz se quebrou.
      "Voc no precisa se preocupar, amor!  claro que no vou contar a ningum."
Loren me segurou perto e acariciou minhas costas. "Mas quem mais sabe alm de voc e
eu?"
      "Ningum," a mentira automtica me chocou.
      "E quanto a Afrodite? Voc disse que est usando o apartamento dela para esconder
Stevie Rae, certo?"
      "Afrodite no sabe. Eu ouvi ela falando para alguns garotos que os pais dela
viajaram at o final de inverno. Ela estava dizendo que eles deveriam usar o apartamento
para uma festa, mas, bem, todos ficaram fulos com Afrodite, ento ningum deu bola. 
assim que eu sabia como o apartamento estava vazio, ento levei Stevie Rae para l." Eu
no queria conscientemente no dizer a ele sobre Afrodite, mas parecia que minha boca j
tinha feito a deciso por mim. Eu mentalmente cruzei os dedos, esperando que ele no
pudesse saber o que eu estava mentindo.
      "Ok,  provavelmente melhor assim. Zoey, voc disse que Stevie Rae no  ela
mesma, e no pode se comunicar muito bem. Como voc fala com ela?"
      "Bem, ela pode falar, mas ela est confusa e... e..." Eu pensei tentando descobrir
como explicar sem dizer mais do que devia, "e s vezes mais animal do que como
humana," eu disse estupidamente. "Eu a vi hoje mais cedo antes do ritual de Neferet."
      Eu podia sentir ele acenar. "Voc estava vindo de l."
      "Yeah." Eu decidi no mencionar Heath. S de pensar nele me fazia sentir culpada.
Nosso Imprint tinha terminado, mas ao invs de ficar aliviada eu me sentia estranhamente
vazia.
      "Mas como voc sabe que ela ainda est no apartamento de Afrodite e bem agora?"
      Distrada, eu disse, "Huh? Oh, eu dei a ela um celular. Eu posso ligar para ela. Eu
chequei um tempinho atrs." Eu fui pegar o telefone, que tinha cado do bolso do meu
vestido e estava no cho parto do nosso colcho. Ento eu tirei Heath da minha mente e
me foquei mais no problema imediato. "Eu posso precisar te pedir por ajuda."
      "Me pea qualquer coisa," ele disse, gentilmente colocando meu cabelo para trs.
      "Eu vou precisar ou que Stevie Rae venha para c, ou levar a turma at ela."
      "A turma?"
      "Voc sabe, Damien e as Gmeas e Afrodite, para podermos lanar um circulo. Eu
tenho o pressentimento que eu preciso acrescentar a fora que eles trazer com seus
elementos para ajudar Stevie Rae."
      "Mas voc disse que eles no sabem sobre Stevie Rae," ele disse.
      "Eles no sabem. Eu tenho que contar a eles, mas vou esperar at logo antes de
tentar consertar as coisas com Stevie Rae." Deus, que coisa idiota de se falar. Eu suspirei
e balancei a cabea, "Eu definitivamente no estou ansiosa para contar a eles," eu disse
miseravelmente, me referindo as coisas de Stevie Rae e o quo fulos meus amigos iam
ficar sabendo o que eu estive escondendo coisas importantes deles.
      "Ento voc e Afrodite so amigas?"
      Loren fez a pergunta de um jeito despreocupado, com um sorriso e com um leve
puxo no meu cabelo, mas como Heath, nosso Imprint nos ligava e eu podia sentir a
tenso escondida. Ele se importava muito mais com a minha resposta do que ele estava
deixando transparecer. Isso me preocupava, e no s porque eu de novo estava
pressentindo que no deveria dizer a verdade.
      Ento eu tentei imitar o tom dele de "tanto faz." "Nah, Afrodite  horrvel.  apenas
por uma razo - totalmente no entendida por Damien as Gmeas e eu - Nyx deu a ela a
afinidade pela terra. O circulo no funciona to bem sem ela, ento ela est ali. No 
como se a gente esteja andando juntas nem nada disso."
      "timo. Pelo que eu ouvi Afrodite tem srios problemas. Voc no deveria confiar
nela."
      "Eu no confio." E quando eu disse, eu percebi que eu confiava sim em Afrodite.
Talvez at mais do que confiava em Loren, com quem eu tinha acabado de perder minha
virgindade e tinha acabado de ter um Imprint. timo. Minha sorte.
      "Hey, relaxe. Eu posso notar que voc est chateada." Loren acariciou minha
bochecha e eu automaticamente me inclinei na mo dele. Sempre que ele me tocava eu
me sentia incrvel. "Estou aqui agora. Vamos dar um jeito nisso. Um passo de cada vez."
      Eu queria lembrar a ele que Stevie Rae no tinha muito tempo, mas os lbios dele
estavam no meu de novo e tudo o que eu podia pensar era o quo bom era ter ele contra
meu corpo... que eu podia sentir o pulso dele se acelerando... que meu corao estava
batendo junto com o dele. Nossos beijos se aprofundaram e a mo dele desceu pelo meu
corpo. Eu me apertei contra ele, pensando sobre calor e sangue e nada mais a no ser
Loren... Loren... Loren -
      Um estranho barulho de sufocao quebrou a neblina de calor que estava me
engolfando. Sonhando, eu virei minha cabea enquanto Loren beijava minha garganta
nua, e uma onda de horror passou pelo meu corpo.
      Erik estava parado no corredor com um olhar de descrena em seu novo rosto
Marcado.
      "Erik, eu -" eu me inclinei para frente, pegando meu vestido e tentando me cobrir
com ele. Quando eu me virei no me preocupei com Erik me ver nua. Com um rpido
movimento, Loren se moveu para minha frente, me protegendo com o corpo dele.
      "Voc est interrompendo," A voz linda de Loren era profunda com uma violncia
suprimida. O poder nela se pressionou contra minha pele nua, me fazendo arfar de
surpresa.
      "Yeah, eu posso ver isso," Erik disse. Sem outra palavra ele se afastou.
      "Ohmeudeus! Ohmeudeus! Eu no acredito que isso aconteceu!" Eu pus meu rosto
corado nas mos.
      Os braos de Loren estavam ao meu redor e a voz dele era to suave quanto o
toque dele. "Baby, est tudo bem. Ele ia ter que saber de ns algum dia."
      "Mas no assim," eu chorei. "Erik descobrir assim  muito horrvel para palavras." Eu
ergui meu rosto e olhei para ele. "E agora todos vo saber. Isso no pode ser bem, Loren!
Voc  um professor e eu uma caloura. No tem regras contra isso? Sem mencionar que
no tivemos um Imprint." Ento outro terrvel pensamento me atingiu e eu comecei a
tremer. E se eu fosse expulsa das Filhas Negras por estar com Loren?
      "Zoey, amor, me oua." Loren ps as mos nos meus ombros e me balanou
gentilmente. "Erik no vai dizer nada a ningum."
      "Yeah, ele vai! Voc viu o olhar dele. De jeito nenhum ele vai manter em segredo por
mim." De jeito nenhum ele vai fazer alguma coisa para mim de novo.
      "Ele vai manter a boca fechada porque eu vou dizer a ele para manter fechada."
      A expresso de preocupao de Loren mudou, e ele de repente estava parecendo
to perigoso quanto soou quando ele disse a Erik que ele estava nos interrompendo. Eu
senti uma onda de medo, e me perguntei se havia mais sobre Loren do que ele estava me
mostrando.
      "No machuque ele," eu sussurrei, ignorando as lagrimas que caiam pelas minhas
bochechas.
      "Ah, baby, no se preocupe. Eu no vou machucar ele. Eu s vou ter uma
conversinha com ele." Ele me pegou nos braos, e embora meu corpo, meu corao, e a
minha essncia queriam ficar perto dele, eu me forcei a me afastar. "Eu preciso ir," eu
disse.
      "Yeah, ok. Eu tambm deveria ir."
      Quando ele me entregou minhas roupas e nos vestimos, eu disse a mim mesma que
ele estava apenas se afastando com pressa porque ele precisava encontrar Erik, mas
pensar em me separar de Loren fez meu estomago parecer que tinha algo fervendo
dentro do meu corpo. O corte em cima do meu seio onde ele tinha provado meu sangue
doeu. E alm disso, meu corpo estava mais dolorido em lugares privados do que nunca,
nunca tinham estado antes. Eu olhei para a parede de espelhos. Meus olhos estavam
inchados e vermelhos. Meu rosto estava manchado e meu nariz rosa. Meu cabelo estava
uma baguna. Eu parecia uma droga, o que no era surpreendente, porque eu me sentia
uma droga.
      Loren pegou minha mo e andamos pelo corredor vazio. Na porta ele me beijou de
novo antes de a abrir.
      "Voc parece cansada," ele disse.
      "Eu estou." Eu olhei para o relgio, chocada por ver que era apenas duas e meia da
manha. Parecia que varias noites haviam passado no espao de algumas horas.
      "V para cama, amor," ele disse. "Ficaremos juntos amanha de novo."
      "Como? Quando?"
      Ele sorriu e acariciou minha bochecha, tracejando o caminho da minha tatuagem.
"No se preocupe. No ficaremos muito tempo separados. Eu vou at voc depois de ns
dois dormimos um pouco." O toque dele era quente contra a minha pele. Com vontade
prpria meu corpo se inclinou em direo a ele e os dedos dele tracejaram intimamente o
meu pescoo enquanto ele recitava:
      "Eu acordo de um sonho teu
      Na primeira doce noite de sono,
      Quando os ventos passam fracos,
      E as estrelas brilham forte,
      Eu acordo de um sonho teu,
      E o esprito nos meus ps
      Me levou - quem sabe como? -
      Para uma janela, doce!"
      O toque dele me fez tremer e as palavras dele fizeram meu corao acelerar e minha
cabea ficar tonta. "Voc escreveu isso?" Eu sussurrei enquanto ele beijava meu pescoo.
      "No, Shelley escreveu. Difcil acreditar que ele no era um vampiro, no ?"
      "Uh-uhu," eu disse, sem, escutar.
      Loren sorriu e me abraou. "Eu venho amanha. Eu prometo."
      Andamos juntos, mas nos separamos assim que ele foi na direo do dormitrio
masculino e eu andei devagar at meu prprio dormitrio. No havia muitos calouros e
vampiros ao redor, e eu estava feliz. Eu no queria me encontrar com ningum. Era uma
noite escura e enevoada e os antigos postes de luz mal tocaram a escurido ao meu
redor. Eu no me importei, no entanto. Eu queria ficar coberta pela noite. De alguma
forma ela acalmava o nervosismo que ficar fisicamente separada de Loren causava.
      Eu no era mais virgem.
      O fato de atingiu com uma estranha tontura. As coisas tinham acontecido to rpido
que eu mal tive tempo para pensar, mas eu fiz. Cara, eu precisava falar com Stevie Rae -
mesma a verso morta viva de Stevie Rae iria querer ouvir isso. Eu parecia diferente?
No, isso era idiota. Todos sabem que no d pra saber s olhando para algum. Pelo
menos no normalmente. Bem, eu no sou exatamente uma adolescente normal (se 
que existe tal coisa).  melhor eu olhar no espelho antes de voltar para o meu quarto.
      Eu tinha virado na calada que ia para a frente do meu dormitrio, e estava me
preparando para o que ia dizer a meus amigos, que provavelmente estava assistindo
filmes ou algo assim. Eu no podia contar a eles sobre Loren e eu,  claro, mas eu
precisava inventar uma histria sobre meu termino com Erik. Ou talvez no. Loren ia falar
com ele, ento Erik provavelmente no ia dizer muito para ningum. Eu podia dizer que
tivemos que terminar por causa da Mudana dele, e deixar nisso. Ningum ficaria surpreso
se eu ficasse muito chateada para falar nisso. Sim, era isso que eu ia fazer.
      De repente uma das sombras de baixo de uma rvore mudou e ele parou na minha
frente.
      "Porque, Zoey?" Erik disse.
     VINTE E QUATRO

      Meu corpo parecia congelado enquanto eu olhava para Erik. A Marca dele ainda era
uma surpresa. Era nica e incrvel e fazia ele parecer ainda mais bonito.
      "Porque, Zoey?" Ele repetiu quando eu fiquei parada ali enquanto olhava para ele
como uma idiota.
      "Eu sinto muito Erik!" Eu consegui dizer. "Eu no queria magoar voc. Eu no queria
que voc descobrisse daquele jeito."
      "Yeah," ele disse friamente. "Descobrir que minha namorada, que tem bancado a
inocente comigo,  na verdade uma vadia que no vai ter problema se voc for, eu no
sei, anunciar no jornal da escola. Yeah, isso teria sido muito melhor."
      Eu me afastei devido ao tom de dio que ele usou. "Eu no sou uma vadia."
      "Me parece que voc estava fazendo uma boa imitao de uma. E eu sabia!" ele
gritou. "Eu sabia que tinha algo acontecendo entre vocs dois! Mas eu tambm fui muito
idiota em acreditar quando voc me disse que no era verdade." A risada dele foi
completamente sem humor. "Deus, eu sou um idiota."
      "Erik, no queramos que isso acontecesse, mas Loren e eu estamos apaixonados.
Tentamos ficar longe um do outros, mas no conseguimos."
      "Voc tem que ta brincando! Voc realmente acredita que aquele idiota est
apaixonado por voc?"
      "Ele me ama."
      Erik balanou a cabea e riu sem humor de novo. "Se voc acredita nisso, ento
voc  mais idiota do que eu. Ele est te usando, Zoey. S tem uma coisa que um cara
como ele quer de uma garota como voc, e ele conseguiu. Quando ele tiver o bastante,
ele vai largar voc e seguir em frente."
      "Isso no  verdade," eu disse.
      Ele continuou falando como se eu no tivesse dito nada. "Droga, estou feliz por sair
daqui amanha, embora eu gostaria de ficar aqui quando eu pudesse dizer eu-te-disse
quando Loren te largar."
      "Voc no sabe do que est falando, Erik."
      "Voc sabe, voc pode ter razo." Ele disse em uma voz fria e dura que o fez soar
um estranho. "Eu com certeza no sabia o que eu estava dizendo toda a vez que voc e
eu samos e toda vez que eu dizia a todos o quo incrvel voc  e o quo feliz eu estava
quando voc estava comigo. Eu realmente achei que estava apaixonado por voc."
      Meu estomago virou. Eu senti como se as palavras dele estavam esfaqueando meu
corao. "Eu tambm achei que estava me apaixonando por voc," eu disse suavemente,
piscando com fora para no chorar.
      "Mentira!" ele gritou. Ele soou maldoso embora pudesse ver lagrimas nos olhos dele.
"Pare de jogar comigo. E voc acha que Afrodite  uma vadia odiosa? Voc a faz parecer
uma fudida de um anjo."
      Ele comeou a se afastar de mim. "Erik, espere. Eu no quero que termine assim
com a gente," eu disse, sentindo as lagrimas carem pelas minhas bochechas.
      "Pare de chorar! Isso  o que voc queria. Isso foi o que voc e Blake planejaram!"
      "No! Eu no planejei isso."
      Erik balanou a cabea para frente e para trs, piscando com fora. "Me deixe em
paz. Acabou. Eu nunca mais quero te ver." Ento ele praticamente correu para longe de
mim.
      Meu peito estava apertado e quente e eu no podia parar de chorar. Meus ps
comearam a se mover, me carregando para o nico lugar que eu podia ir  para a nica
pessoa que eu queria ver. De alguma forma no meu caminho ao loft dos poetas eu me
recompus. Ok, no totalmente, mas pelo menos eu parecia normal o suficiente para
impedir qualquer um que andasse at mim (como dois vampiros guerreiros e alguns
calouros) parasse e perguntasse o que estava acontecendo. Eu consegui parar de chorar.
Eu passei meus dedos pelo meu cabeo e o coloquei para frente dos meus ombros para
que ele cobrisse parcialmente meu rosto.
      Eu no hesitei quando cheguei no prdio dos empregados da escola. Eu s respirei
fundo e rezei silenciosamente para que ningum me visse.
      Assim que eu entrei eu percebi que no deveria me preocupar tanto em ser vista.
Aqui no era como um dormitrio. No havia uma enorme sala no lugar em que os
vampiros assistiam TV como calouros. Era s um corredor enorme com cho de pedra,
que tinha portas fechadas. As escadas eram na minha direita e eu subi com pressa por
elas. Eu sabia que Loren podia no ter voltado para o quarto dele ainda.
      Ele ainda podia estar procurando por Erik. Mas tudo bem. Eu ia me aconchegar na
cama dele e esperar. Desse jeito eu podia ficar prxima dele de novo. Meu corpo parecia
duro e nada familiar enquanto eu saia da escadaria e andava pelo ultimo andar e ia at a
enorme porta de madeira no muito longe de mim.
      Enquanto eu me aproximava eu podia ver que a porta estava entre aberta, e eu ouvi
a voz de Loren l de dentro. Ele estava rindo. O som passou contra a minha pele, lavando
a dor e a tristeza que a cena com Erik tinha causado. Eu estava certa por vir at ele. Eu
podia quase sentir os braos dele ao meu redor. Loren ia me segurar e me chamar de
"amor" e "baby" e me dizer que tudo ia ficar bem. O toque dele ia limpar a dor por Erik e
as coisas terrveis que ele tinha dito e fazer eu parar de me sentir quebrada. Eu pus
minhas mos na porta para poder abrir ela e ir at ele.
      Ento ela riu, baixo e musical e quase sedutor, e meu mundo parou.
      Era Neferet. Ela estava ali com Loren. No havia como confundir o som  aquela
linda e atraente risada. A voz de Neferet era to distinta quanto a de Loren. Quando a
risada parou, as palavras dela saram, deslizando pela abertura da porta como uma nevoa
de veneno.
      "Voc fez muito bem, meu querido. Agora eu sei o que ela sabe, e tudo est saindo
perfeito. Ser uma coisa simples continuar a isolar ela. Eu s espero que o papel que voc
tem que fazer no seja muito desagradvel para voc." A voz de Neferet era provocadora,
mas havia um pouco de dureza tambm.
      "Ela  fcil de lidar. Um presente brilhoso aqui, um elogio ali, e voc tem amor
verdadeiro e um bom sacrifico para o bem da decepo e hormnios." Loren riu de novo.
"Garotas jovens so to ridculas  to previsivelmente fceis."
      Eu senti como se as palavras dele estivessem perfurando minha pele em cem lugares
diferentes, mas eu me fiz me mover em silencio para frente para poder espiar entre a
porta aberta. Eu vi um enorme quarto cheio de moveis de couro e varias velas acessar.
Meus olhos foram atrados imediatamente para a pea principal do quarto  a enorme
cama de ferro no meio do quarto. Loren estava deitado de costas, em cima de um zilho
de travesseiros. Ele estava completamente nu.
      Neferet estava usando um longo vestido vermelho que se ajustava no corpo perfeito
dela e tinha um decote baixo para mostrar a parte de cima dos seios dela. Ela se movia
para frente e para trs enquanto falava, deixando seus longos dedos passar pela moldura
de ferro da cama de Loren.
      "Mantenha ela ocupada. Eu vou me certificar que os amiguinhos dela a abandonem.
Ela  poderosa, mas ela nunca ser capaz de dominar os seus dons se ela no tiver
amigos para ajudar ela a manter a cabea direito enquanto ela esta correndo atrs de
voc." Neferet pausou e colocou o dedo abaixo do queixo. "Sabe, estou surpresa pelo
Imprint no entanto." Eu vi o corpo de Loren se mexer. Neferet sorriu. "Voc achou que eu
no seria capaz de sentir o cheiro em voc? Voc fede com o cheiro do sangue dela, e o
sangue dela fede ao seu."
      "Eu no sei como aconteceu," Loren disse rapidamente, a obvia irritao na voz dele
afundou o meu corao e eu me senti despedaar. "Eu acho que eu subestimei minhas
habilidades de atuao. S estou feliz por no haver nada real entre ns  fora a confuso
de emoes e o lado que se forma com um verdadeiro Imprint." Ele riu.
      "Como o que ela tinha com aquele garoto humano. Ele deve ter experimentado
muita dor quando a ligao se quebrou. Estranho ela poder ter tido um Imprint to forte
com ele antes de Mudar."
      "Mais prova do poder dela!" Neferet disse. "Embora seja muito ridculo lidar com ela
para ser a Escolhida. E no finja reclamar que ela teve um Imprint com voc. Voc e eu
sabemos que s faz o sexo ser mais prazeroso para voc."
      "Bem, eu posso te dizer que foi muito inconveniente voc ter mandado o galante Erik
para encontrar a namoradinha to rpido. Voc no poderia ter me dado mais alguns
minutos para terminar?"
      "Eu posso te dar todo o tempo que quiser. Na verdade, eu posso sair agora mesmo
para voc encontrar sua adolescente cachorrinha e terminar."
      Loren sentou. Se inclinando ele pegou o pulso de Neferet. "Anda, baby, Voc sabe
que eu no queria ela de verdade. No fique com raiva de mim, amor."
      Neferet facilmente se afastou dele, mas o gesto era mais provocador do que com
raiva. "Eu no estou com raiva. Estou satisfeita. O seu Imprint quebrou a ligao entre o
garoto humano e deixou Zoey ainda mais sozinha. E no  como o seu Imprint fosse
permanente. Ele vai dissolver quando ela Mudar, ou morrer," ela terminou com uma
pequena risada maldosa. "Mas voc prefere que no dissolva? Talvez voc decida que
prefere juventude e inocncia a mim?"
      "Nunca, amor! Eu nunca quis ningum como quero voc." Loren disse. "Me deixe te
mostrar, baby. Me deixe te mostrar." Ele se moveu rapidamente para o fim da cama e
colocou ela nos braos dele. Eu vi as mos dele passarem pelo corpo dela, da mesma
forma como ele tinha me tocado antes.
      Eu pressionei minha mo contra minha boca para no chorar alto.
      Neferet virou nos braos de Loren e arcou as costas contra ele enquanto as mos
dele continuavam a se mover por todo o corpo dela. Ela estava olhando para a porta. Os
olhos dela estavam fechados e os lbios entre abertos. Ela gemeu de prazer e os olhos
dela abriram devagar, quase sonolentos. E ento Neferet olhou diretamente para mim.
      Eu virei, corri pelas escadas, e sai do prdio. Eu queria continuar correndo. Para
qualquer lugar que fosse longe, muito longe, mas meu corpo me traiu. Eu s consegui dar
alguns passos para longe da porta. Eu consegui ir para as sombras da cerca viva antes de
me curvar e vomitar.
      Quando eu parei com a nsia eu comecei a andar. Minha mente no estava
funcionando direito. Eu estava desorientada com a terrvel onda de pensamentos. Eu
estava pensando demais e tudo o que eu podia sentir era dor.
      A dor me disse que Erik tinha razo, mas ele subestimou Loren. Ele achou que Loren
s estava me usando para transar. A verdade era que Loren nunca me quis. Ele s me
usou porque a mulher que ele queria fez ele fazer isso. Eu no era nem um objeto sexual
para ele. Eu era uma inconvenincia. Ele s me tocou e me disse aquelas coisas... todas
aquelas coisas lindas porque ele estava atuando um papel dado por Neferet. Para ele eu
era menos que nada.
      Prendendo o choro, eu arranquei os brincos de diamante na minha orelha, e
chorando joguei eles para longe de mim.
      "Droga, Zoey. Se voc estava cansado desses diamantes, voc podia ter dito algo.
Eu tenho alguns brincos de perola que teriam combinado perfeitamente com o colar de
boneco de neve que Erik te deu de aniversario, e eu teria trocado com voc."
      Eu virei devagar, como se meu corpo pudesse se despedaar se eu me movesse
rpido demais. Afrodite estava saindo da calada que levava para o salo de jantar.
      Ela estava carregando uma estranha fruta em uma mo e uma garrafa de Corona*
(*cerveja de fruta...eca) na outra.
      "O que? Eu gosto de manga," ela disse. "Nunca tem no dormitrio, mas na cozinha
dos vampiros  cheio disso. Como se eles fossem sentir falta de uma bebida aqui e ali?"
Quando eu no disse nada, ela continuou, "Ok, ok, eu sei que cerveja  meio brega, mas
eu gosto. Hey, me faa um favor e no conte a minha me. Ela surtaria."
      Ento eu vi os olhos dela se alargarem e ela olhou bem para mim.
      "Putz, Zoey! Voc est horrvel. O que aconteceu com voc?"
      "Nada. Me deixa em paz," eu disse, mal reconhecendo minha prpria voz.
      "Ok, tanto faz. V fazer o que tem que fazer e eu vou cuidar da minha vida," ela
disse, e ento ela se afastou com pressa.
      Eu estava s. Como Neferet tinha dito, todos eles estavam me deixando. E eu
merecia.
      Eu causei uma dor terrvel a Heath. Eu magoei Erik, e dei minha virgindade a
mentiras.
      Como Loren tinha conseguido isso? Eu sacrifiquei amor verdadeiro por hormnios.
      No era de se admirar que ele fosse um Poeta Laureate. Ele definitivamente tinha
jeito com as palavras.
      E de repente eu tinha que correr. Eu no sabia onde eu estava indo. Eu sabia que eu
tinha que me mexer e rpido ou minha mente ia explodir. Eu no parei at no conseguir
mais respirar, e ento parei contra o tronco de uma antiga arvore e arfei.
      "Zoey?  voc?"
      Eu olhei para cima, pisquei atravs da nevoa da minha misria para vier Darius,
jovem, e quente guerreiro montanhoso. Ele estava parado no topo do muro que cercava a
escola, e estava me observando com curiosidade.
      "Est tudo bem com voc?" ele perguntou com o estranho e meio arcaico jeito que
guerreiros parecem falar.
      "Sim," eu consegui dizer. "Eu s queria dar uma volta."
      "Voc no est andando," ele disse logicamente.
      " s um jeito de falar," eu encontrei os olhos dele e decidi que estava cansada de
mentir. "Eu senti que minha cabea ia explodir, ento eu corri o mximo que eu pude. Foi
aqui que eu acabei."
      Darius acenou devagar. " um lugar de poder. No estou surpreso por ter sido
atrada at aqui."
      "Aqui?" eu pisquei e olhei ao redor. E ento  ohmeudeus - percebi exatamente onde
estava. "Esse  o muro leste perto da porta escondida."
       "Sim, Sacerdotisa, mesmo os sensos brbaros dos humanos podem sentir o poder
por isso deixaram o corpo da professora Nolan aqui." Ele fez meno por cima dos ombros
para o lugar onde Afrodite e eu tnhamos encontrado a professora Nolan. Eu tambm
encontrei Nala aqui (ou melhor, ela me encontrou), e onde lancei meu primeiro circulo, vi
pela primeira vez o que acabou sendo os garotos mortos vivos, e onde eu chamei os
elementos que quebraram a parede da minha memria que Neferet tinha colocado na
minha mente.
       Realmente era um lugar de poder. Eu no conseguia acreditar que no tinha
percebido antes.  claro estive muito ocupada com Heath e Erik e especialmente Loren.
Neferet estava certa, em pensei enojada. Eu era ridiculamente fcil de manipular.
       "Darius, voc acha que pode me deixar sozinha aqui um pouco? Eu  eu gostaria de
rezar, e estou esperando que Nyx me de uma resposta se ouvir bem."
       "E isso ser mais fcil se voc fizer sozinha," ele disse.
       Eu acenei, sem ter certeza se eu podia continuar a fazer minha voz de importar.
       "Eu permitirei sua privacidade, Sacerdotisa. Mas no v muito longe daqui. Lembre-
se que Neferet lanou um feitio pelo permetro, ento se voc cruzar a linha do feitio,
em um segundo ser cercada pelos Filhos de Erebus." Ele sorriu gentilmente. "E isso no
iria ajudar na sua concentrao para a reza, minha senhora."
       "Eu vou lembrar." Eu tentei no me curvar quando ele me chamou de Sacerdotisa e
senhora. De jeito nenhum eu merecia o titulo.
       Com um movimento apressado e fluido, ele pulou do topo do enorme muro,
pousando de p. Ento ele me saudou com o pulso em cima do corao, se curvou
levemente, e desapareceu sem fazer barulho pela noite.
       E ento minhas pernas decidiram que no iam mais me suportar. Eu senti com fora
na grama na base do carvalho familiar, coloquei meus joelhos no peito, enrolei meu brao
ao redor deles, e comecei a chorar, silenciosamente e firmemente.
       Eu estava incrivelmente arrependida. Como eu podia ter sido to estpida? Como eu
podia ter cado nas mentiras de Loren? Eu realmente tinha acreditado nele. E agora eu
no s tinha perdido a virgindade com ele, mas tinha tido um Imprint, o que me fazia uma
idiota duas vezes.
       Eu queria minha av. Com um pequeno soluo afogado, eu peguei no meu vestido
meu celular. Eu ia contar tudo a vov. Ia ser horrvel e embaraoso, mas eu sabia que ela
no ia me deixar ou me julgar. Vov no iria parar de me amar.
       Mas meu celular no estava ali. Ento eu lembrei que tinha cado do meu bolso
quando eu fiquei nua com Loren. Eu devo ter esquecido de pegar. No  de se imaginar?
Eu fechei os olhos e deixei minha cabea descansar contra a raiz da arvore.
       "Mee-ug-ow!"
       O nariz molhado e quente de Nala cutucou minha bochecha. Sem abrir meus olhos
eu abri meus braos para ela poder pular no meu colo. Ela colocou as patinhas da frente
nos meus ombros e pressionou seu rosto no meu pescoo, ronronando furiosamente,
como se o som pudesse me forar a me sentir melhor.
       "Oh, Nala, eu fiz tanta porcaria." Eu segurei minha gata e deixei o choro fazer meus
ombros tremerem.
     VINTE E CINCO

      Quando eu ouvi o som de passos se aproximando eu achei que deveria ser Darius
voltando para me checar. Eu tentei me controlar, limpando o rosto com minha manga e
tentando parar de chorar.
      "Ah, merda, Afrodite, voc estava certa. Ela parece uma merda," Shaunee disse.
      Eu olhei para cima para ver as Gmeas se aproximando de mim com Afrodite e
Damien logo atrs.
      "Z, voc tem meleca no rosto," Erin me disse, ento ela balanou a cabea e disse a
Shaunee, "Infelizmente, eu, tambm, devo dizer que Afrodite tinha razo."
      "Te disse," Afrodite disse convencida.
      "Eu no acho que  particularmente apropriado dar louvor a Afrodite por ela estar
certa que tem algo seriamente errado com Zoey."
      "Damien, eu realmente queria," Erin comeou.
      "Que voc parasse com esse vocabulrio de dicionrio de merda," Shaunee terminou
por ela.
      "As duas podem cessar e desistir, e talvez comprar um dicionrio?" Damien disse.
      Eu sei que  estranho, mas eles brigando parecia maravilhoso.
      "Vocs fazem um pattico esquadro de resgate," Afrodite disse. "Aqui." Ela me
entregou uma bola de (espero) leno limpo. "Eu sou mais madura do que vocs trs, e
isso  uma pena."
      Damien bufou de raiva e moveu as Gmeas para fora do caminho para sentar ao
meu lado. Eu assoei o nariz e limpei o rosto antes de poder olhar para ele.
      "Algo ruim aconteceu, no ?" ele disse.
      Eu acenei.
      "Bem, merda. Mais algum est morto?" Erin disse.
      "No." Minha voz quebrou e eu limpei a garganta e comecei de novo.
      Dessa vez eu soava asfixiada, mas um pouco mais como eu. "No, ningum est
morto. No  nada disso."
      "V em frente e ns conte," Damien disse, batendo levemente no meu ombro.
      "Yeah, voc sabe que tem pouca coisa que no podemos lidar juntos," Shaunee
disse.
      "Idem, Gmea." Erin disse.
      "Eu posso vomitar devido a nerdisse disso," Afrodite disse.
      "Cala a boca!" As Gmeas falaram juntas.
      Eu olhei para cada um dos meus amigos. Por mais que eu no quisesse, eu tinha que
contar a eles sobre Loren. Eu tambm tinha que contar sobre Stevie Rae. E eu tinha que
fazer antes do que Neferet disse se tornasse realidade  antes das minhas mentiras e
segredos irritassem todos tanto que eu perdesse deles.
      "Eu fiz porcaria e compliquei as coisas, e no foi muito bonito," eu disse.
      "Oh, tipo com a Afrodite?" Erin disse.
      "Sem problemas. Estamos nos acostumando com isso," Shaunee disse.
      "Morram Gmeas nerds," Afrodite disse.
      "Se vocs trs calarem a boca, Zoey pode explicar qual o problema," Damien disse
com uma exagerada pacincia.
      "Desculpe," as Gmeas murmuram.
      Afrodite s virou os olhos.
     Eu respirei fundo e abri a boca para comear a horrvel historia quando a voz
animada de Jack me interrompeu.
     "Ok! Eu encontrei ele!"
     Jack olhou ao redor. O doce sorriso dele sumiu um pouco quando ele me viu,
provando que eu realmente deveria parecer to ruim quanto me sentia. Ento ele correu
para o lado de Damien, deixando Erik parado sozinho olhando para mim.
     "V em frente, querida," Damien disse, batendo no meu ombro de novo. "Estamos
todos aqui agora. Nos diga qual o problema."
     Eu no podia falar. Tudo o que eu podia fazer era olhar para Erik. O rosto dele era
bonito, era uma mascara ilegvel. Ou pelo menos era ilegvel at ele comear a falar,
ento a expresso em branco dele mudou para nojo. A voz profunda e expressiva dele era
um desprezo.
     "Voc quer contar a eles, querida, ou eu devo?"
     Eu queria dizer algo. Eu queria dizer a ele para parar  para me perdoar  que ele
estava certo e eu estava to errada que estava me fazendo ficar doente. Mas a nica
coisa que saiu da minha boca foi um no sussurrado, to suave que eu acho que nem
Damien me ouviu. Logo eu percebi que no ia importar nem se eu gritasse. Erik tinha
vindo ali para se vingar de mim, e nada ia impedir ele.
     "timo. Eu conto a eles." Erik olhou para cada um dos meus amigos. "Nossa
pequena Zoey tem estado fudendo com Loren Blake."
     "O que!" As Gmeas falaram juntas.
     "Impossvel," Damien disse.
     "Nu-uh," Jack disse.
     Afrodite no disse nada.
     " verdade. Eu os vi. Hoje. Na sala de recreao. Voc sabe, quando todos acharam
que ela estava to-chateada porque eu Mudei? Yeah, Zoey, eu vi o quo chateada voc
estava. To chateada que voc teve que sugar o sangue de Blake e montar nele como um
cavalo."
     "Loren Blake?" Shaunee disse, soando petrificada.
     "O Sr. Delicioso? O cara que temos falado em comer como se ele fosse uma barra de
chocolate o semestre todo?" Imitando o tom de sua gmea, Erin me deu um olhar
chocado e petrificado. "Voc deve ter achado que ramos completamente patticas."
     "Yeah, porque voc no disse algo?" Shaunee disse.
     "Porque se Zoey tivesse contado a voc o quo apaixonado eles esto, vocs
poderiam no achar legal ela me usar e fingir que estvamos juntos para poder dar umas
escapadas com Blake. E de qualquer forma, ela provavelmente gostava de rir de vocs
duas." Erik disse cruelmente.
     "Eu no estava usando voc," eu disse a Erik, me surpreendendo com o quo forte
minha voz de repente parecia. "E eu nunca ri de vocs duas, prometo," eu disse as
Gmeas.
     ", e seu mundo  algo que elas podem confiar," Erik disse. "Ela  uma vadia
mentirosa. Ela usou todos vocs como ela me usou."
     "Ok, hora de voc calar a boca," Afrodite disse.
     Erik riu. "Oh, isso  perfeito. Uma vadia defendendo a outra."
     Os olhos de Afrodite se estreitaram e ela ergueu a mo direita. Os galhos do
carvalho que estavam mais prximos de Erik varreram em direo a ele e eu ouvi o som
da madeira se quebrando. "Voc no quer mais me irritar," ela disse. "Voc diz se
importar tanto com Zoey, mas voc se virou contra ela como um retardado porque ela
machucou seu pequeno ego. E eu posso verificar para as massas que ele  pequeno. Voc
fez o que queria, agora  hora de voc ir embora."
      Os olhos brilhantes e azuis de Erik viraram para mim, e por um segundo eu achei ter
visto o velho Erik neles  o cara legal que estava apaixonado por mim  mas ento a dor
na expresso dele tirou a ultima gentileza dele. "Por mim tudo bem. Estou fora daqui," ele
disse antes de ir embora.
      Eu olhei para Afrodite, "Obrigado," eu disse.
      "Sem problemas. Eu sei o que  fazer uma merda legal e ver as pessoas ficarem
contra voc para sempre."
      "Voc realmente esteve com o professor Blake?" Damien perguntou.
      Eu acenei.
      "Puta," Shaunee disse.
      "Merda," Erin disse.
      "Ele  realmente, realmente bonito," Jack disse.
      Eu respirei fundo e falei, "Loren Blake  o mais filho da puta que eu j conheci."
      "Wow, voc xingou." Afrodite disse.
      "Ento ele estava apenas te usando para sexo?" Damien disse. Ele voltou a dar
tapinhas no meu ombro.
      "No exatamente." Eu parei e passei minha mo no rosto como se eu pudesse de
repente me fazer dizer a coisa certa. Era hora de contar a eles sobre Stevie Rae. Eu queria
ter a chance de praticar o que ia dizer. Eu olhei para ver Afrodite me observando e fiquei
ridiculamente feliz por ela estar ali. Pelo menos ela podia me apoiar e talvez ajudar
Damien e as Gmeas a entender.
      Ento um estranho som veio de algum lugar atrs de mim. Eu no tinha certeza que
tinha ouvido algo at que Damien olhou por cima dos meus ombros e disse, "O que 
isso?"
      " porta escondida," Afrodite disse. "Est abrindo."
      Uma terrvel premonio passou pela minha espinha. Eu estava levantando, fazendo
Nala reclamar alto e as Gmeas me deram olhares mau humorados de confuso quando a
voz de Stevie Rae saiu pelo outro lado da porta.
      "Zoey? Sou eu."
      Eu me dirigi a porta esconda gritando, "No, Stevie Rae! Fique no -"
      E, franzindo para mim, Stevie Rae entrou pela porta escondida no muro que cercava
a escola. "Zoey? Eu -" Ela comeou a dizer, ento ela notou todos que estavam atrs de
mim, e congelou.
      No cho ao meu lado Nala uivou, e com as costas arqueadas ela comeou a correr
at Stevie Rae, assoviando e babando como uma gata maluca. Graas a Deus, meus
reflexos de caloura me permitiram agarrar ela antes dela me passar. "Nala, no!  apenas
Stevie Rae," eu disse, lutando contra o ataque de loucura dela e tentando no ser
arranhada nem mordida. Stevie Rae tinha se afastado e estava curvada de forma
defensiva nas sombras do muro. Tudo que eu podia ver claramente dela eram os olhos
vermelhos brilhantes.
      "Stevie Rae?" Damien soava estrangulado.
      Com um comando de "Se comporte, Nala" eu larguei minha gata para poder me
concentrar nos meus amigos, mas antes deu virar para olhar para eles eu fui at Stevie
Rae. Ela no correu de mim, mas ela definitivamente parecia capaz de fugir a qualquer
segundo. E ela tambm parecia uma merda. O rosto dela estava magro e plido. Ela no
tinha penteado o cabelo e ele parecia um emaranhado de n. Na verdade, a nica coisa
brilhante e saudvel nela eram os assustadores olhos vermelhos  e eu j sabia que isso
no era um bom sinal.
      "Como voc est?" Eu perguntei numa voz calma e baixa.
      "Nada bem." Ela disse. Os olhos dela olhavam por cima dos meus ombros, e ela se
contraiu. " difcil ver eles de novo, especialmente quando eu sinto que estou me
perdendo."
      "Voc no vai se perder," eu disse firmemente. "Se segure. Eles no sabem sobre
voc."
      "Voc no contou a eles?" Parecia que eu tinha batido em Stevie Rae.
      "Longa histria," eu disse rapidamente. "Hey, porque voc est aqui?"
      A testa dela se enrugou. "Porque voc me mandou uma mensagem e me disse para
te encontrar aqui."
      Eu fechei meus olhos e senti a nova onda de dor. Loren. Ele pegou meu telefone. Ele
mandou a mensagem para Stevie Rae. Ou mais precisamente, Neferet provavelmente
tinha digitado. Ela no sabia que eu estava aqui, mas ela sabia  graas a Loren  que eu
no tinha contado a meus amigos sobre Stevie Rae. Ela tambm sabia que Loren no
tinha inteno de se certificar que Erik no contasse a ningum sobre ns. Ela sabia que
ele ia enlouquecer e contar ao mundo (ou pelo menos a meus amigos) sobre Loren e eu,
e que o segredo ia vazar. Stevie Rae ser descoberta no campus seria outro segredo meu
descoberto. Eu quase podia ouvir meus amigos pensando:
      Como podemos confiar em Zoey de novo? E eu senti me afastando ainda mais deles.
      Dois pontos para Neferet. Zero pontos para Zoey.
      Eu peguei a mo sem vontade de Stevie Rae, e embora eu tivesse que puxar com
fora, comecei a andar com ela at onde Damien, as Gmeas, Jack, e Afrodite estavam
parados  quatro de cinco olhando para Stevie Rae com a boca aberta.  melhor acabar
com isso antes de sermos atrapalhadas por vampiros guerreiros e a escola toda descobrir
tudo e minha vida explodir.
      "Stevie Rae no est morta," eu disse a eles.
      "Yeah, eu estou," Stevie Rae disse.
      Eu suspirei. "Stevie Rae. No vamos discutir isso de novo. Voc est andando e
falando. E voc  feita de carne," eu juntei nossas mos demonstrando. "Ento voc no
est morta."
      Em algum lugar no meio da minha discusso com Stevie Rae choros se registraram.
      Eram as Gmeas. Elas estavam paradas olhando para Stevie Rae, mas estavam se
agarrando e balbuciando feito bebs. Eu comecei a dizer algo a elas, mas Damien me
interrompeu.
      "Como?" O rosto dele estava branco, completamente drenado de cor. Ele dei um
passo hesitante para frente. "Como isso  possvel?"
      "Eu morri," A voz de Stevie Rae era to plida e sem vida como o rosto de Damien.
"Ento acordei assim, o que, como voc j pode notar, no  como eu costumava ser."
      "Voc tem um cheiro engraado," Jack disse.
      Stevie Rae virou os olhos brilhantes para ele. "E voc cheira a jantar."
      "Pare!" Eu puxei a mo de Stevie Rae. "Eles so seu amigos voc no deveria estar
assustando eles."
      Ela soltou a mo do meu aperto. " o que eu tenho tentando te dizer todo esse
tempo, Zoey. Eles no so meus amigos. Voc no  minha amiga. Agora no. No depois
do que aconteceu comigo. Eu sei que voc acha que pode consertar isso, mas a nica
razo deu ter vindo aqui hoje foi para te dizer que tem que acabar agora. Ento, de uma
vez por todas, ou me conserta, ou me deixa em paz e me deixa terminar de me tornar a
coisa ruim que eu j deveria ser."
      "No temos tempo para isso. Neferet colocou um feitio no permetro da escola para
saber se qualquer humano, vampiro ou calouro vem e sai daqui. Voc cruzou o permetro,
ento a qualquer segundo os filhos de Erebus vo aparecer. Eu acho que voc deve ir. Eu
vou at voc o mais rpido que puder, e podemos terminar isso."
      "Hey, Zoey. Eu odeio de contradizer, j que hoje voc est cheia de merdas, mas eu
no acho que os guerreiros vo vir porque Neferet no sabe que Stevie Rae est aqui,"
Afrodite disse.
      "Huh?" eu disse.
      "Afrodite tem razo," Damien disse devagar, como se o crebro dele estivesse
comeando a trabalhar de novo. "Neferet lanou um feitio no permetro para dizer a ela
se qualquer humano, calouro ou vampiro aparecer. Stevie Rae no  nada disso, ento o
feitio no vai funcionar nela."
      "Porque ela est aqui?" Stevie Rae disse, apontando os olhos vermelhos para
Afrodite.
      Afrodite virou os olhos, mas eu notei que ela deu vrios passos para trs para haver
mais espao entre ela e Stevie Rae.
      E ento as Gmeas de repente ficaram na frente de Stevie Rae. Shaunee e Erin
ainda estavam chorando, mas quietas agora, como se nem estivessem cientes disso.
      "Voc est viva," Shaunee disse.
      "Sentimos tanto a sua falta," Erin disse.
      Elas jogaram seus braos ao redor de Stevie Rae, que ficou parada sem se mexer,
como uma estatua. Em alguma parte no meio do abrao Damien se juntou a elas.
      Stevie Rae no se soltou. Ela no jogou os braos ao redor deles. Ela fechou os olhos
e ficou perfeitamente parada. Eu vi uma lagrima de sangue sair pelos olhos dela e rolar
pelas bochechas.
     VINTE E SEIS

      "Voc tem que me deixar ir, agora." A voz de Stevie Rae era rouca e cansada e
soava totalmente diferente dela. Ento tinha que ser o efeito do desejo. Damien e as
Gmeas instantaneamente pararam de abraar ela.
      "Voc realmente tem um cheiro engraado," Shaunee disse, tentando sorrir.
      "Yeah, sem querer ser maldosa nem nada," Erin dise.
      "Mas no nos importamos," Damien acrescentou.
      "Hey, horda de nerds que ainda esto vivos," Afrodite chamou de onde ela tinha ido
embaixo no enorme carvalho. "Eu sugiro que vocs se afastem da garota morta viva. Ela
morde."
      "Voc morde!" Shaunee surtou.
      "Vadia!" Erin disse.
      "Ela est dizendo a verdade," Stevie Rea disse. Ento ela olhou para Damien e para
as Gmeas e ento para mim. "Explique a eles."
      "Stevie Rae tem um problema com sangue. Ela precisa dele. Ou ela fica meio mau
humorada."
      Embaixo da arvore Afrodite bufou.
      "Conte a eles a verdade," Stevie Rae disse.
      Eu suspirei em resignao e dei a eles o resumo da histria. "Ela e um bando de
calouros que morreram voltaram a vida assim. Foram eles que mataram os jogadores do
Union ms passado. E eles quase mataram Heath. Resgatando Heath foi como eu descobri
sobre Stevie Rae. S que ela  diferente deles. Ela ainda tem humanidade."
      "Mas ela est sumindo," Afrodite disse.
      Eu franzi para ela. "Yeah, podemos dizer isso. Ento o que precisamos fazer  curar
Stevie Rae para que ela possa ser como costumava."
      As Gmeas e Damien ficaram quietas pelo que pareceu muito tempo. E ento
Damien disse, "Voc sabe disso a um ms e no disse nada para ns?"
      "Voc nos deixou pensar que Stevie Rae estava morta," Shaunee disse.
      "Voc agiu como se ela estivesse morta, "Erin disse.
      "Idiotas! Ela no podia contar a vocs. Vocs no fazem idia do tipo de fora
estamos enfrentando aqui," Afrodite disse.
      "Voc soa como um filme ruim de fico cientifica," Shaunee disse.
      "Yeah, no vamos cair nessa, vaca," Erin disse.
      "Voc sabe disso a um ms e no contou a ns." Dessa vez Damien no falou como
uma pergunta.
      "Afrodite tem razo," eu disse. "Eu no podia contar a vocs sobre ela. Tem
circunstancias atenuantes." Ainda tem. Era melhor para eles no saberem que Neferet
est por trs de tudo, mesmo que eles me odeiem.
      "Eu no me importo com o que Afrodite diz. Somos seus amigos. Seus melhores
amigos. Voc deveria ter nos contado," Damien disse.
      "Circunstancias atenuantes?" Erin disse. "Parece que Afrodite de repente faz parte
dessas circunstancias."
      "Haviam circunstancias atenuantes quando voc manteve Loren em segredo?"
      Shaunee disse. A voz dela era cautelosa. Os olhos escuros dela cerram para mim
cautelosamente.
      Eu no sabia o que dizer. Eu podia sentir eles se afastando de mim, e a pior parte de
tudo era que eu sabia que eu merecia que eles virassem as costas para mim.
      "Como podemos confiar em voc se voc mantm essas coisas em segredo?" Como
sempre, Damien resumiu os sentimentos de todos em uma frase simples.
      "Eu sabia que isso era uma m idia," Stevie Rae disse. "Vou sair daqui."
      "O que? Voc tem pessoas para comer  lugares para aterrorizar?" Afrodite disse.
      Stevie Rae virou e rosnou para ela. "Talvez eu devesse ficar com voc, vadia."
      "Jeesh, relaxe. Foi s uma pergunta." Afrodite tentou soar indiferente, mas eu podia
ver medo nos olhos dela.
      Eu agarrei a mo de Stevie Rae e segurei com fora quando ela tentou se afastar.
      Ignorando ela, eu olhei para Damien e as Gmeas. "Vocs vo me ajudar a curar ela
ou no?"
      Depois de uma pequena hesitao Damien disse, "Vou te ajudar, mas no confio
mais em voc."
      "Idem," falaram as Gmeas juntas.
      Meu estomago se apertou numa bola de enjo e eu queria cair de joelhos bem ali e
implorar a eles, no parem de ser meus amigos  no parem de confiar em mim! Mas eu
no fiz. Eu no podia. Afinal de contas, eles tinham razo. Ao invs disso eu acenei e
disse, "Vamos lanar o circulo e curar ela."
      "No temos velas," Damien disse.
      "Eu posso correr e pegar," Jack disse. Ele nem olhou para mim e falou diretamente
com Damien.
      "No. No temos tempo para isso," eu disse. "No precisamos de velas. Temos a
habilidade de manifestar elementos. Velas so cerimoniais." Eu pausei e acrescentei, "Mas
eu acho que voc deveria ir, Jack. Eu no tenho certeza do que vai acontecer e no quero
arriscar que voc se machuque."
      "O-oh," ele disse. Ele ps as mos no bolso e se afastou devagar.
      "Parece que hoje fazemos uma cerimnia longe," Damien disse, me dando um olhar
duro.
      "Yeah, hoje a noite fazemos muita coisa de fora." Shaunee disse me olhando, mas
eu senti que os olhos dela eram de uma estranha. Erin acenou em silencio concordando
completamente com ela.
      Eu cerrei os dentes para me impedir de gritar de dor e tristeza e medo. Meus amigos
eram tudo que eu tinha. Se eu perder eles, como vou sobreviver? Como vou enfrentar
Neferet? Como vou encarar Loren? Como vou lidar com a perda de Heath e Erik?
      E ento eu lembrei de algo que eu li num dos antigos livros que eu estive
pesquisando quando estava tentando descobrir algo para ajudar Stevie Rae. Uma citao
de uma das antigas Altas Sacerdotisas amazonas que foi escrito de baixo da linda foto
dela.
      Ela dizia, "Ser Escolhida por nossa deusa  tanto dor quanto privilegio."
      Eu estava comeando a entender o que a antiga sacerdotisa de Nyx quis dizer.
      "Vamos fazer isso ou no?" Afrodite chamou de baixo da arvore.
      Eu me recompus. "Sim, vamos. Caminho norte." Eu apontei para a rvore de
Afrodite. "Tomem seus lugares," Ainda segurando o pulso de Stevie Rae, eu andei para o
centro do circulo que estava se formando ao meu redor.
      "Se voc no me soltar, eu no posso ir para a posio da terra," Stevie Rae disse.
      Eu encarei os olhos vermelhos dela, tentando ver algum trao da minha melhor
amiga, mas apenas outra olhar frio me encarava.
      "Voc no vai ser a terra. Voc vai ficar no centro comigo,"
      "Ento quem vai completar o circulo? Jack no est, e de qualquer forma ele no 
exatamente -" Ela parou quando os olhos dele foram para a posio de cima do circulo e
viu Afrodite parada ali. "No!" Stevie Rae assoviou. "Ela no!"
      "Oh, pare!" Eu gritei, fazendo os elementos mexer o ar ao meu redor em uma
resposta de raiva e frustrao. "Afrodite vai assumir como a terra. Eu sinto muito se voc
no gosta. Eu sinto que voc no goste dela. Eu sinto muito mais do que voc parece
saber. Voc s vai ter que lidar com isso, bem como eu estou lidando. Agora fique ai
quieta e me deixe ver se posso fazer isso funcionar."
      Eu sabia que todos estavam me olhado. As Gmeas e Damien com olhos acusadores
de estranhos, Stevie Rae com raiva e o que eu sabia que era verdadeiro dio,
independente se fosse apenas dirigido a Afrodite, ou Afrodite e eu, eu no tinha certeza.
Eu olhei rapidamente para Afrodite. Ela estava parada na posio norte e observava Stevie
Rae com olhos cuidadosos.
      timo. Como se essa atmosfera fosse boa para adorar uma deusa? Eu fechei meus
olhos e respirei fundo varias vezes, para me concentrar. Nyx, eu sei que eu fiz besteira,
mas, por favor, fique comigo e meus amigos. Curar Stevie Rae  mais importante do que
esse drama que est acontecendo entre ns. Neferet quer me separar de todos para que
eu tambm me separe de voc. Mas eu no vou parar de depender de voc... de acreditar
em voc... nunca.
      Ento eu abri meus olhos e andei resolutamente at Damien. Ele normalmente me
da um sorriso fofo. Hoje a noite ele encontrou meus olhos firmes, mas no havia nada de
doce ou amigvel nele.
      "Como Alta Sacerdotisa em treinamento para nossa grande deusa Nyx, eu uso o
poder dela e a autoridade dela para chamar ao meu circulo o primeiro elemento, vento!"
Eu falei com uma voz forte e firme, erguendo meus braos por cima da cabea quando
disse o nome do elemento, e fiquei incrivelmente aliviada quando uma poderosa onda de
ar passou ao redor de Damien e eu, levantando nosso cabelo e fazendo nossas roupas
baterem. Eu virei para a direita e fui at Shaunee.
      Eu no esperei ela me dar boas vindas, e ela no o fez. Ela me observou
silenciosamente com olhos cautelosos e escuros. Eu afastei o desespero que a rejeio me
fez sentir e evoquei o fogo.
      "Como Alta Sacerdotisa em treinamento para nossa grande deusa Nyx, eu uso o
poder dela e a autoridade dela para chamar ao meu circulo o segundo elemento, fogo!"
      Eu mal parei para sentir a onda de calor que passou contra minha pele, mas me
movi rapidamente at Erin, que estava silenciosa e afastada.
      "Como Alta Sacerdotisa em treinamento para nossa grande deusa Nyx, eu uso o
poder dela e a autoridade dela para chamar ao meu circulo o terceiro elemento, gua!"
      Eu virei minhas costas ao cheiro do mar e fui at Afrodite. Ela encontrou meu olhar
firme e sorriu para mim.
      " horrvel ter seus amigos com raiva de voc, no ?" Ela disse quieta, para apenas
eu poder ouvir.
      "Yeah," eu sussurrei em resposta. "E eu sinto muito por ter algo a ver com seus
amigos ficarem fulos com voc."
      "Nah," ela balanou a cabea. "No foi voc. Foram minhas escolhas idiotas. Assim
como foram suas escolhas idiotas que te trouxeram para essa confuso."
      "Obrigado por me lembrar," eu disse.
      "Eu s estou aqui para ajudar," Afrodite disse. "Melhor se apressar com isso. A
assustadora Stevie Rae est se perdendo."
      Eu no tive que olhar por cima do ombro para saber que Afrodite tinha razo. Eu
podia sentir a inquietao de Stevie Rae aumentar. Era como se ela estivesse se
apertando e estivesse pronta ou para se partir ou para sair de controle.
      "Como Alta Sacerdotisa em treinamento para nossa grande deusa Nyx, eu uso o
poder dela e a autoridade dela para chamar ao meu circulo o quarto elemento ao meu
circulo, terra!"
      O limpo e suave cheiro da campina de primavera passou por Afrodite e eu. Eu ainda
estava sentindo o cheiro quando virei para ir at o centro do circulo e completar ele
chamando o esprito quando Stevie Rae se quebrou.
      "No!" A palavra foi quase um irreconhecvel rugido de loucura e raiva e desespero.
"Ela no pode ser a terra! Eu sou a terra!  tudo que restou de mim! Eu no vou deixar
ela levar embora!"
      Com uma enorme rapidez, Stevie Rae se atirou em direo a Afrodite.
      "No! Stevie Rae, pare!" Eu disse, tentando tirar Stevie Rae dela, mas era como se
eu estivesse tentando mover uma coluna de mrmore. Ela era muito forte. Afrodite tinha
razo. Stevie Rae no era humana ou caloura ou vampira. Ela era algo mais  e esse mais
significa perigosa. Ela estava segurando Afrodite numa horrvel parodia de um abrao. Eu
vi o afiado brilho das presas dela e ento Afrodite gritou enquanto Stevie Rae afundava
seus dentes no pescoo dela.
      "Me ajude a tirar ela!" Eu gritei olhando desesperadamente para Damien e as
Gmeas enquanto tentava afastar Stevie Rae de Afrodite.
      "No posso!" Damien chorou. "No posso me mexer."
      "A gente tambm no pode!" Shaunee disse.
      Os trs firam presos em seus lugares por causa de seus elementos. Damien estava
sendo pressionado no cho por um vento furioso. Shaunee estava cercada por uma jaula
de fogo. Erin estava numa piscina de gua.
      "Voc tem que terminar o circulo!" Damien gritou por cima do vento. "Todos os
elementos podem te ajudar. S tem um jeito de voc salvar ela."
      Eu corri para o centro do circulo. Erguendo meus braos por cima da minha cabea
eu completei "Como Alta Sacerdotisa em treinamento para nossa grande deusa Nyx, eu
uso o poder dela e a autoridade dela para chamar ao meu circulo o quinto e final
elemento, esprito!"
      Poder passou por mim. Eu cerrei os dentes e tentei controlar o tremor no meu corpo.
O grito de Afrodite estava ficando cada vez mais fraco, mas eu no podia pensar nisso. Eu
fechei meus olhos para poder me concentrar. Ento eu falei as palavras dadas pela deusa
que surgiram na minha mente, como a doce resposta certa da reza para a deusa. Minha
voz era magnificamente mgica. Eu sentia as palavras se materializarem, brilhando, no ar
ao meu redor.
      "Vento mande para longe o que foi manchado
      Fogo queime a escurido do dio
      gua limpe as intenes malignas
      Terra nutra a alma dela abatendo a escurido
      Esprito preencha ela para que a morte em que ela est seja emancipada!"
      Como se eu estivesse jogando uma bola, eu virei para Stevie Era jogando o poder
que eu senti entre a minhas mos. Naquele momento e senti uma dor familiar de algo
sendo tirado da base da minha espinha e ao redor da minha cintura. Meu gritou ecoou o
de Stevie Rae.
      Eu abri meus olhos para ter uma viso bizarra. Afrodite tinha cado no cho devido
ao ataque de Stevie Rae. As costas de Stevie Rae estavam para mim, ento eu s podia
ver o rosto de Afrodite. A principio eu no entendi o que estava acontecendo. Elas
estavam cercadas por uma bola brilhosa de poder feita dos cinco elementos. As duas
garotas ficavam entrando e saindo de foco enquanto o poder rolava ao redor delas.
      Mas eu podia ver que Stevie Rae no estava mais segurando Afrodite. Agora era
Afrodite que estava agarrando Stevie Rae e forando ela a continuar a beber do ferimento
no pescoo dela. Stevie Rae ainda estava bebendo o sangue dela, mas ela estava lutando
para parar  tentando se afastar.
      Eu corri para tentar separar elas de novo, mas quando eu atingi a bolha de poder foi
como se eu estivesse passando por uma porta de vidro. Eu no podia passar por ela, e eu
no fazia idia de como abrir.
      "Afrodite! Solte ela! Ela est tentando parar antes de matar voc!" eu gritei.
      Os olhos de Afrodite encontraram os meus. Os lbios dela no se moveram, mas eu
ouvi a voz dela claramente dentro da minha cabea. "No.  assim que eu vou me redimir
por tudo que eu fiz. Dessa vez eu fui Escolhida. Lembre-se, eu fiz esse sacrifcio
livremente."
      Ento os olhos de Afrodite viraram e as mos e corpo dela ficaram moles enquanto a
respirao passava entre o sorriso livre dela com um longo suspiro. Com um choro
terrvel, Stevie Rae finalmente se afastou, caindo no cho ao lado do corpo de Afrodite. A
bolha de poder quebrou e desapareceu no nada. Eu sabia que o circulo tambm tinha se
quebrado. Eu podia sentir a ausncia dos elementos. Eu no sabia o que fazer. Eu no
parecia ser capaz de me mover.
      Ento Stevie Rae olhou para mim. Ela estava chorando lagrimas rosas e os olhos
dela ainda eram de uma cor estranha e vermelha. Mas o rosto dela tinha voltado ao
normal.
      Mesmo antes dela falar eu sabia que o quer que fosse que Neferet tinha liberado
nela que a fez andar e falar morta, tinha sido curado.
      "Eu matei ela! Eu  eu tentei parar! Ela no me soltou, e eu no consegui me
afastar! Oh, Zoey, eu sinto muito!" ela chorou.
      Eu tropecei at ela, a voz de Loren na minha cabea. Voc deve manter em mente
que voc vai evocar uma poderosa magia, e sempre h um custo associado a isso.
      "No foi sua culpa, Stevie Rae." Eu disse a ela. "Voc no -"
      "O rosto dela!" A voz de Damien veio atrs de mim. "Olhe para a Marca dela."
      Eu pisquei, sem entender, e ento arfei. Eu estava to ocupada olhando nos olhos
dela, to ocupada vendo a antiga Stevie Rae, que eu no notei o obvio. A lua crescente
tinha sido restaurada no centro da testa dela e estava preenchida. Um lindo padro de
tatuagens formando flores, e graciosos caules se enrolavam ao redor emoldurando os
olhos dela e se esticando at as bochechas dela.
      Mas as tatuagens dela no eram de um safira vampiro. Elas eram brilhantes e
escarlates de sangue novo.
      "O que vocs esto olhando?" Stevie Rae disse.
      "A-aqui," Erin buscou na bolsa e tirou um espelho, o entregando a Stevie Rae.
      "Ohminhadeusa!" Stevie Rae gritou. "O que isso significa?"
      "Significa que voc est curada. Voc Mudou. Mas voc Mudou para um novo tipo de
vampiro," Afrodite disse, lutando para sentar.
     VINTE E SETE

      "Puta merda!" Shaunee gritou e deu um passo para trs, se agarrando no brao de
      Erin para no cair.
      "Voc estava morta!" Erin disse.
      "Eu no acho que estava," Afrodite disse, esfregando a testa com uma mo e
tocando a marca de mordida com a outra. "Ouch! Droga, voc me machucou."
      "Eu realmente, realmente sinto muito, Afrodite." Stevie Rae disse. "Eu quero dizer,
eu no gosto de voc, mas eu com certeza no ia te morder. Ou pelo menos agora eu no
ia."
      "Yeah, yeah, tanto faz." Afrodite disse. "No se preocupe.  tudo parte do plano de
Nyx, por mais inconveniente e doloso que possa ser." Ela recuou de novo devido a dor no
pescoo. "Deus, algum tem um Band-Aid?"
      "Eu tenho algum leno em algum lugar. Perai que eu vou ver se posso encontrar,"
Erin disse, mexendo na bolsa de novo.
      "Tente encontrar um limpo para ela, Gmea. Afrodite j tem estresse o bastante
para lidar sem uma horrvel infeco."
      "Gee, isso seria gentil da parte de vocs duas," Afrodite disse. Ela olhou para as
Gmeas com um semi sorriso no rosto, e eu olhei para ela.
      Meu estomago caiu em algum lugar nos meus tornozelos.
      "Sumiu!" Eu arfei.
      "Oh merda! Zoey est certa," Damien disse, encarando Afrodite.
      "O que?" Afrodite disse? "O que sumiu?"
      "Ah-oh," Shaunee disse.
      "Yep, sumiu," Erin disse quando entregou um leno para Afrodite.
      "Do que diabos vocs esto falando agora?" Afrodite disse.
      "Aqui. Use isso." Stevie Rae passou um espelho para ela. "Olhe para o seu rosto."
      Afrodite suspirou, claramente irritada. "Ok, agora eu pareo uma merda. Ol! Stevie
Rae acabou de me morder. Aqui tem uma noticia: Nem eu posso parecer perfeita o tempo
todo, especialmente quando -" Assim que ela se focou no espelho e olhou bem para o
reflexo no rosto, as palavras de Afrodite terminaram como se algum tivesse apertado o
boto dela de PARE DE FALAR. Com uma mo tremula ela tocou o topo do meio da testa
onde a Marca de Nyx tinha estado. "Sumiu." A voz dela era um rouco sussurro. "Como
pode ter sumido?"
      "Eu nunca, nunca ouvi sobre nada disso acontecer antes. Em nenhum livro  em
lugar nenhum," Damien disse. "Uma vez que voc  Marcada voc no pode ser
desmarcada."
      " como Stevie Rae foi curada." Afrodite soava deslumbrada, e ela continuava
tocando o ponto vazio no meio da testa. "Nyx tirou de mim e deu para Stevie Rae." Um
horrvel calafrio passou pelo corpo de Afrodite. "E agora eu no sou nada mais do que
uma humana normal." Ela se ergueu, derrubando o espelho. "Eu tenho que ir embora. Eu
no perteno mais aqui." Ela comeou a se afastar em direo a porta escondida, com os
olhos bem abertos e vidrados.
      "Espera, Afrodite," eu disse, correndo atrs dela. "Talvez voc no seja humana de
novo. Talvez isso seja algo estranho que vai sumir daqui um dia ou dois, e sua Marca
volte."
      "No! Minha Marca sumiu. Eu sei. S  s me deixe em paz!" Ela correu pela porta
chorando.
      No segundo que Afrodite passou pelo permetro da escola o ar se cortou e houve um
barulho distinto de algo quebrando como se algo grande tivesse cado e quebrado.
      Stevie Rae agarrou meu brao. "Voc fica aqui. Eu vou atrs dela."
      "Mas voc -"
      "No, estou bem agora." Stevie Rae sorriu aquele sorriso cheio de vida dela. "Voc
me consertou, Z. No se preocupe. Eu fiz isso acontecer com Afrodite. Eu vou encontrar
ela e me certificar que ela fique bem. Ento eu volto para voc."
      Eu ouvi barulhos a distancia, como se algo grande estivesse se movendo
rapidamente.
      "So os guerreiros. Eles sabem que a escola foi invadida." Damien disse.
      "V!" Eu disse a Stevie Rae. "Eu te ligo." Ento acrescentei. "Eu no vou te mandar
mensagem. Nunca. Se voc receber uma mensagem no vai ser de mim."
      "Ok super-mega-entendido, eu vou lembrar," Stevie Rae disse e ento sorriu para
ns quatro. "Vejo vocs logo!" Ela passou pela porta, que se fechou atrs dela. Eu notei
que o aviso no fez absolutamente nada quando ela passou e me perguntei brevemente o
que diabos isso significava.
      "Ento o que estamos fazendo aqui?" Damien perguntou.
      "Estamos aqui porque Erik largou Zoey," Shaunee disse.
      "Yeah, ela est chateada," Erin disse.
      "No digam a eles sobre Afrodite ou Stevie Rae," eu disse.
      Meus amigos olharam para mim como se eu tivesse acabado de dizer Talvez no
devssemos contar a nossos pais sobre aquele episodio com a cerveja.
      "No brinca?" Shaunee disse sarcasticamente.
      "Vamos contar tudo," Erin disse.
      "Yeah, porque no se pode confiar na gente para manter segredo," Damien disse.
      Bem, merda. Eles definitivamente ainda esto com raiva.
      "Ento quem quebrou a barreira?" Damien perguntou. Eu notei que ele no olhou
para mim, mas fez a pergunta diretamente as Gmeas.
      "Afrodite, quem mais?" Erin disse.
      Antes deu poder protestar, Shaunee acrescentou, "Yeah, no vamos dizer nada
sobre o desaparecimento da Marca dela. Vamos apenas dizer que ela veio at com a
gente e se irritou com o choro de Zoey."
      "E auto piedade," Erin acrescentou.
      "E mentiras. Ento ela foi embora. Tipicamente como Afrodite," Damien terminou.
      "Ela pode se meter em problemas," eu disse.
      "Yeah, bem, conseqncias  uma merda," Shaunee disse.
      "Uma merda que com certeza est seguindo algumas pessoas bem de perto," Erin
disse, me dando um olhar afiado.
      Ento vrios guerreiros, liderados por Darius, apareceram. Com as armas prontas
eles pareciam assustadores e prontos para chutar bundas (potencialmente as nossas).
      "Quem quebrou o permetro?" Darius praticamente jogou a pergunta.
      "Afrodite!" Ns quatro dissemos juntos.
      Darius fez um rpido gesto para os dois guerreiros. "Encontrem ela," ele disse. Ento
ele virou para ns, "A Alta Sacerdotisa foi chamada numa assemblia para a escola. Vocs
precisam ir para o auditrio. Eu escolto vocs para l."
      Docilmente, seguimos Darius. Eu tentei pegar o olhar de Damien, mas ele no olhava
para mim. Nem o das Gmeas. Era como se eu tivesse andando com estranhos. Pior, na
verdade. Estranhos podem pelo menos sorrir e dizer oi. Definitivamente no houve sorriso
ou oi acontecendo entre meus amigos.
      Demos apenas alguns passos quando a primeira dor me atingiu. Era como se algum
estivesse me dando uma invisvel facada no meu estomago. Eu tinha certeza que ia ficar
enjoada, e eu me dobrei, gemendo.
      "Zoey? Qual o problema?" Damien disse.
      "Eu no sei. Eu -" Eu no consegui mais falar, e ao mesmo tempo tudo ao meu redor
ficou ultra-focado. A dor no meu estomago pareceu se apertar, e eu sabia que guerreiros
estavam me cercando, mesmo quando peguei a mo de Damien. Embora eu soubesse
que ele ainda estava fulo, ele me segurou com fora, e eu podia ouvir ele me dizendo que
tudo ia ficar bem.
      A dor se espalhou do meu estomago para meu corao. Eu estava morrendo? Eu no
estava tossindo sangue. Eu podia estar tendo um ataque cardaco? Era como se eu tivesse
presa no pesadelo de algum onde eu estava sendo torturada por facas invisveis e mos
invisveis.
      A dor que queimava de repente no meu pescoo foi demais, e tudo estava
comeando a ficar preto ao redor da minha viso. Eu sabia que eu estava caindo, mas a
dor era insuportvel. No havia nada que eu pudesse fazer... eu estava morrendo. Mos
fortes me pegaram e me levantaram, e eu estava vagamente ciente que Darius me
carregava.
      Ento houve um terrvel rasgo dentro de mim. Eu gritei de novo e de novo. Eu senti
como se meu corao estivesse sendo arrancado do meu corpo vivo. E quando eu sabia
que no ia mais agentar, ela parou. To bruscamente quanto a dor comeou, ela sumiu,
me deixando ofegando e suada, mas perfeitamente bem.
      "Espera. Parou. Estou bem," eu disse.
      "Minha senhora, voc estava com uma dor horrvel e voc deve ser levada a
enfermaria," Darius disse.
      "Ok, No." Eu estava feliz por ver minha voz ficar completamente normal. Eu lutei
contra os braos super musculosos de Darius. "Me solta. Eu falei srio. Estou bem."
      Relutantemente, Darius parou e me colocou gentilmente de p. Eu me senti como
uma experincia cientifica quando as Gmeas, Damien e os outros guerreiros ficavam
olhando para mim.
      "Estou bem," eu disse firmemente. "Eu no sei o que aconteceu, mas acabou.
Verdade."
      "Voc deveria ir para a enfermaria. Depois que a Alta Sacerdotisa terminar com o
discurso ela vai te checar," Darius disse.
      "No. Absolutamente no," eu disse. "Ela est ocupada. Ela no precisa se preocupar
com uma estranha clica ou algo assim que fez meu... uh... estomago doer."
      Darius no parecia convencido.
      Eu ergui meu queixo e engoli cada gota do meu orgulho. "Eu tenho gases. Muitos.
Pergunta a meus amigos."
      Darius virou para as Gmeas e Damien.
      "Yep, ela  a garota dos gases," Shaunee disse.
      "Senhorita Fedida,  como chamamos ela," Erin disse.
      "Ela realmente  extraordinariamente flatulenta," Damien acrescentou.
      Ok, eu sei que a tropa no tina me ajudado porque tudo estava perdoado e ns
ramos melhores amigos de novo. Eles simplesmente pegaram uma excelente
oportunidade para me embaraar.
      Deus, eu tenho uma terrvel dor de cabea.
      "Gases, minha senhora?" Darius disse, os lbios dele tremendo.
      Eu dei nos ombros e tive problemas para no corar, "Gases," eu confirmei. "Podemos
s ir para o auditrio? Estou me sentindo muito melhor."
      "Como quiser, minha senhora," Darius me saudou.
      Mudamos de direo e fomos para o auditrio de novo.
      "O que foi aquilo?" Damien sussurrou, vindo para perto de mim.
      "No fao idia," Eu respondi.
      "Nem idia," Shaunee disse quieta.
      "Ou voc sabe e no quer nos dizer," Erin murmurou.
      Eu no podia dizer nada. Eu s balancei a cabea triste. Eu fiz isso. Yeah, eu tinha
bons motivos, pelo menos para parte disso. Mas a verdade  que eu estava mentindo para
meus amigos a tempo demais.
      Como Shaunee disse, conseqncias so uma merda, e como Erin tinha observado,
ela definitivamente estava me seguindo. Ningum falou comigo no resto do caminho para
o auditrio. Quando entramos na porta da frente, Jack se juntou a ns. Ele nem olhava
para mim. Todos sentamos juntos, mas ningum falou comigo. Ningum. As Gmeas
falaram entre si como sempre, claramente vasculhando o auditrio em busca de T.J e
Cole, que as viram primeiro e correram para sentar ao lado delas. Eles fizeram aquele
flerte que normalmente era quase nojento para me fazer querer desistir de namorar para
sempre. Como se eu tivesse escolha.
      Eu estava atrs de todos, ento fiquei sentada na ultima poltrona da ultima fileira.
      Damien estava na minha frente com o resto da turma. Eu podia ouvir ele
sussurrando para Jack e contando a ele o que tinha acontecido com Afrodite e Stevie Rae.
Nenhum deles disse nada para mim, ou sequer virou para me olhar.
      Todos estavam ficando inquietos, e parecia que estvamos esperando para sempre.
      Eu me perguntei do que diabos Neferet estava aprontado. Eu quero dizer, ela
chamou essa enorme reunio. Praticamente toda a escola estava ali e eu me sentia
incrivelmente, e miseravelmente sozinha. Eu olhei ao redor para ver se Erik estava
olhando para mim de algum lugar do salo, mas eu no vi ele em lugar nenhum. Eu vi o
pobre pequeno Ian Bowser, que estava sentado nas fileiras da frente, olhos vermelhos e
parecendo que tinha acabado de perder o melhor amigo. Eu definitivamente sabia como
ele se sentia.
      Finalmente ouve um murmrio da multido e Neferet entrou no auditrio. Ela estava
sendo seguida por vrios professores, incluindo Dragon Lankford e Lenobia; e cercada por
Filhos de Erebus ela fez para o palco. Todos ficaram em silencio e atentos.
      Ela no perdeu tempo, foi direto ao tempo. "Temos vivido em paz com os humanos a
muito tempo, embora eles tenham nos insultado e maltratado a dcadas. Eles invejam
nosso talento e beleza  nossa sade e poder. E a inveja deles tem crescido e se
transformado em dio. Agora esse dio mudou para uma violncia perpetuada contra ns
pelas pessoas que se chamam de religiosas e corretas." A risada dela era fria e linda. "Que
abominao."
      Eu tinha que admitir que ela era muito boa. Ela hipnotizou a multido. Se ela no
fosse uma Alta Sacerdotisa ela seria uma tima atriz.
      " verdade que existem muito mais humanos do que vampiros, mas devido a nossos
nmeros menores eles nos subestimam. Mas eu prometo isso: se eles assassinarem
apenas mais um dos nossos irmos ou irms, eu vou declarar guerra contra eles." Ela teve
que esperar at os guerreiros terminarem de torcer silenciosamente antes de poder
continuar, mas ela no pareceu se importar. "No ser uma guerra aberta, mas ser
mortal e -"
      As portas do auditrio abriram enquanto Darius e outros dois guerreiros entraram no
salo, interrompendo Neferet. Com o resto de ns, ela se silenciou e observou os homens
vampiros se aproximarem. Eu achei que Darius parecia estranho. No plido, mas plstico.
Como se o rosto dele tivesse virado uma mascara viva.
      Neferet saiu do microfone e se inclinou para ele poder sussurrar para ela as noticias.
      Quando ele terminou ela ficou parada muito dura, quase como se estivesse se
recompondo devido a terrvel dor. Ento ela se mexeu e limpou a garganta com uma mo.
Dragon parou ao lado dela para firmar, mas a sacerdotisa negou a ajuda dele.
      Devagar ela voltou para o microfone e a voz como a da morte ela disse, "O corpo de
Loren Blake, nosso amado Vampiro Poeta Laureate, foi encontrado pregado no nosso
porto."
      Eu podia sentir Damien e as Gmeas me olhando. Eu pressionei minha mo contra
minha boca para segurar meu choro de horror, como eu tinha feito quando eu vi Loren e
Neferet juntos.
      "Foi isso que aconteceu com voc," Damien sussurrou, o rosto dele ficou quase cinza
de to plido. "Voc teve um Imprint com ele, no teve?"
      Eu s podia acenar. Toda a minha ateno estava focada em Neferet, que continuou
a falar. "Loren foi estripado e decapitado. Como a professora Nolan, eles pregaram uma
escritura no corpo dele. Esse do livro de Ezequiel. Dizia, Livra-se de todas as coisas
detestveis disto e todas as abominaes desde ento, ARREPENDA-SE." Ela pausou e
curvou a cabea parecendo estar rezando para se reerguer. Ento ela se ajeitou,
erguendo o rosto, e a raiva dela era to brilhante e gloriosa que vez meu corao bater
mais rpido.
      "Como eu estava dizendo antes dessa trgica noticia, no ser uma guerra aberta,
mas ser mortal e seremos vitoriosos. Talvez seja hora dos vampiros tomarem seus
lugares nesse mundo, e o lugar apropriado no  ser subjugado por humanos!"
      Eu sabia que eu ia vomitar, ento eu corri do auditrio, felizes por meu lugares sem
no fim da ultima fileira. Eu sabia que meus amigos no iriam me seguir. Eles ainda
ficariam l dentro, torcendo com todo mundo. E eu estaria ali fora, tento minhas
estranhas se revirando porque eu sabia com a minha alma que uma guerra com humanos
era errada. Essa no era a vontade de Nyx.
      Eu arfei, respirando fundo e tentando parar de tremer. Ok, eu posso saber que
guerra no  a vontade de nossa deusa, mas o que eu ia fazer sobre isso? Eu era s uma
garota  e minhas aes recentes provaram que eu no era muito esperta. Nyx
provavelmente estava com raiva de mim tambm. Ela deveria.
      E ento eu lembrei da dor familiar que passou pela minha cintura. Eu olhei ao redor,
me certificando que estava sozinha, ento eu ergui a borda do meu vestido para poder ver
minha pele. Elas estavam ali! Minhas lindas Marcas tinham aparecido ao redor da minha
cintura. Eu fechei meus olhos. Oh obrigado, Nyx! Obrigado por no me abandonar!
      Eu me inclinei contra a parede do auditrio e chorei. Eu chorei por Afrodite e Heath,
      Erik e Stevie Rae. Eu chorei por Loren. Chorei principalmente por Loren. A morte
dele me abalou. Minha mente sabia que ele no me amava. Que ele tinha me usado
porque Neferet queria que ele se aproximasse de mim, mas isso no parecia importar para
a minha alma. Eu senti a perda dele como se ele tivesse sido arrancado do meu corao.
Eu sabia que tinha algo errado sobre a morte dele, e o errado era mais do que ser
assassinado por fanticos religiosos. E esses fanticos podiam ser relacionados a mim.
Meu padrasto podia ter causado a morte de Loren.
     A morte dele... Loren est morto...
     E me atingiu. Eu no sei quanto tempo fiquei inclinada contra a parede do auditrio
e chorei e tremi. Eu s sabia que estava sentindo a morte da garota que eu costumava ser
assim como a de Loren.
     " sua culpa." A voz de Neferet me cortou. Eu olhei para cima, limpando meu rosto
com minha manga, para ver ela parada ali, com os olhos vermelhos, mas sem lagrimas.
     Ela me deixou doente.
     "Todos pensam que voc no est chorando porque voc  corajosa e forte," eu
disse. "Mas eu sei que voc no est chorando porque voc no tem corao. Voc no 
capaz de se importar o bastante para chorar."
     "Voc est errada. Eu o amava, e ele me adorava. Mas voc j sabe disso, no ?
Voc nos viu como a pequena cobra que voc ," ela disse. Neferet olhou rapidamente por
cima dos ombros para as portas e levantou o dedo para mim, como se estivesse dizendo
que precisa de um minuto. Eu podia ver que os guerreiros que estavam para indo at ela
pararam e viraram as costas contra as portas; obviamente o trabalho deles era impedir
que algum nos interrompe-se. Ento Neferet virou de novo para mim. "Loren est morto
por sua causa. Ele podia sentir o quo chateada voc estava, e quando o permetro foi
quebrado ele achou que era voc correndo da pequena cena que eu orquestrei entre voc
e o pobre e chocado Erik." Ela disse numa voz sarcstica. "Loren foi procurar voc. E
porque ele estava te procurando, Loren foi morto."
     Eu balancei minha cabea, deixando minha raiva e nojo se afogar na dor e medo.
     "Voc fez tudo isso. Voc sabe. Eu sei. E, mas importante, Nyx sabe."
     Neferet riu. "Voc usou o nome da deusa antes quando me ameaou, e no entanto
aqui estou, uma poderosa Alta Sacerdotisa, e ai estava voc, uma boba e estpida caloura
que foi abandonada por seus amigos."
     Eu engoli com fora. Ela estava certa. Ela era tudo aquilo, e eu era nada. Eu fiz
escolhas estpidas, e por causa disso quebrei a confiana dos meus amigos. E ela ainda
estava, muito, no comando. Eu sabia no meu corao que Neferet estava escondendo mal
e dio, mas eu podia olhar para ela ver. Ela era linda e brilhante e poderosa. Ela parecia a
imagem perfeita de uma Alta Sacerdotisa e algum Escolhido pela deusa. Como eu achei
que podia enfrentar ela?
     Ento eu senti o vento mudando, o calor dos dias de vero, a doce frieza da costa do
mar, a selvagem e vasta terra, e a fora do meu esprito. A nova evidencia do favor de
Nyx passou ao meu redor da minha cintura enquanto as palavras da deusa passaram pela
minha memria: Lembre-se, escurido nem sempre equivale ao mal, assim como luz nem
sempre trs o bem.
     Eu arrumei as costas. Me focando nos cinco elementos eu ergui as mos, palmas
para cima, e sem tocar Neferet, eu empurrei.
     A Alta Sacerdotisa foi jogada para trs, cambaleando, perdeu o equilbrio, e caiu de
bunda. Quando vrios guerreiros saram do auditrio para ajudar ela a levantar, eu me
curvei, fingindo estar me certificando que ela estava bem, e sussurrei, "Voc pode querer
reconsiderar em me irritar, velha mulher."
     "Isso no acabou entre ns," ela assoviou.
     "Pela primeira vez, eu concordo totalmente com voc,"
     Ento eu me afastei dela e deixei os guerreiros e o resto dos calouros e vampiros
que estavam saindo do auditrio e se colocando ao redor dela. Eu podia ouvir ela dizendo
a eles que ela tinha quebrado um salto e tropeado  e que tudo estava bem  e ento a
multido suspirou.
      Eu no esperei as Gmeas e Damien sarem para me ignorarem. Eu virei minhas
costas para todos eles e fui em direo ao meu dormitrio. Eu dei alguns passos quando
Erik saiu das sombras do auditrio. Os olhos dele estavam bem abertos e chocados, e ele
parecia abatido e plido. Claramente, ele tinha testemunhado a cena toda entre Neferet e
eu. Eu ergui meu queixo e encontrei o familiar olhos azuis dele.
      "Yeah, tem mais acontecendo do que voc achou," eu disse.
      Ele balanou a cabea, mas mais em surpresa do que em descrena. "Neferet... ela 
ela..." ele lutou, olhando por cima dos meus ombros para a multido que ainda cercava a
Alta Sacerdotisa.
      "Ela  uma vaca do mal? So essas as palavras que voc est procurando? Yeah, ela
." Foi bom dizer isso. Me senti especialmente bem ao dizer para Erik. Eu queria explicar
mais para ele, mas as prximas palavras dele me impediram.
      "Isso no muda o que voc fez."
      Eu de repente no sentia, nada a no ser muito, muito cansada. "Eu sei disso Erik."
      Sem outra palavra eu me afastei.
      O amanhecer estava clareando o cu, dando a escurido o tom pastel do amanhecer.
      Eu respirei profundamente, respirando o frio do novo dia. O confronto com Neferet e
Erik me deixou estranhamente pacifica e meus pensamentos facilmente se organizaram
em duas novas colunas.
      Pelo lado positivo: Um, minha melhor amiga no era mais um monstro louco por
sangue morto vivo.  claro, eu no tinha certeza do que ela era, ou, por sinal, onde ela
estava. Dois, eu no tinha mais trs namorados para brigar. Trs, eu no tinha um
Imprint com ningum, que era uma boa coisa. Quatro, Afrodite no estava morta. Cinco,
eu disse a meus amigos varias coisas que eu queria conta a eles a muito tempo. Seis, eu
no era mais virgem.
      Pelo lado negativo: Um, eu no era mais virgem. Dois, eu no tinha mais namorado.
Nenhum. Trs, eu posso ter causado a morte do Vampiro Poeta Laureate, se  que no
tinha sido causada por algum da minha famlia. Quatro, Afrodite era humana, e estava
claramente apavorada. Cinco, a maior parte dos meus amigos estavam fulos comigo e no
confiavam em mim. Seis, eu no tinha parado de mentir a eles porque eu no contei a
verdade sobre Neferet. Sete, estava presa no meio de uma guerra entre vampiros (que eu
no era uma ainda) e humanos (que eu no era mais). E, para nosso grande vencedor,
oito, a mais poderosa Alta Sacerdotisa do nosso tempo era minha inimiga jurada.
      "Mee-uf-ow!" A voz mau humorada de Nala me deu um aviso suficiente para abrir
meus braos logo antes dela pular em cima de mim.
      Eu acariciei ela. "Algum dia voc vai pular cedo demais e cair de bunda." Eu sorri
lembrando, "Como o que aconteceu com Neferet."
      Nala ronronou e esfregou o rosto contra o meu.
      "Bem, Nala, parece que estou no meio de uma profunda merda. O negativo na
minha vida totalmente sobrepuja o positivo, e sabe o que  estranho? Eu estou
comeando a me acostumar." Nala continuou se esfregando, e eu beijei ela em cima da
pequena mancha branca em cima do nariz. "Coisas difceis esto por vir, mas eu acredito
honestamente que Nyx me Escolheu, o que significa que ela estar comigo." Nala fez um
barulho de uma velha mulher, e eu me corrigi. "Eu digo, ns. Nyx estar conosco."
     Eu mudei Nala nos meus braos para poder abrir a porta do dormitrio. " claro, Nyx
me escolher fez eu duvidar da habilidade dela de fazer escolher," eu murmurei, meio
brincando.
     Acredite em si, Filha, e fique pronta para o que est por vir.
     Eu uivei quando a voz de deusa flutuou pela minha mente.
     timo. Fique pronta para o que esta por vir no parece muito bom. Eu olhei para
Nala e suspirei.
     "Lembra quando achamos que eu ter um aniversrio horrvel era nosso maior
problema?"
     Nala espirrou no meu rosto, me fazendo rir quando eu disse "eew" e corria para meu
quarto, indo at a caixa de lenos que eu mantinha na cabeceira.
     Como sempre, Nala resumiu minha vida perfeitamente: meio engraada, meio
nojenta, e mais do que um pouco confusa.

     FIM
